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Notas de “A Criança e a Disciplina” de Brazelton e Sparrow.

Notas sobre a disciplina

Notas das leituras de PAL, versão original deste texto, aqui

Caminho para a auto-disciplina
A segurança que a criança encontra na disciplina é essencial, pois sem ela não há limites.
A disciplina exige repetição e paciência.
São necessárias regras e expectativas claras e consistentes e as consequências do seu desrespeito devem fazer-se sentir com firmeza.
Os pais não podem esperar qualquer espécie de gratidão por parte dos filhos até que estes experimentem as alegrias e os desafios de educarem os seus próprios filhos.

Pontos de referência da disciplina
Até aos 7 ou 8 meses é impossível mimar demasiado uma criança.
Tal como a disciplina, a alimentação deve ser uma conquista da criança. Lutar contra a determinação dela em se alimentar sozinha é uma batalha perdida.
Disciplinar significa também ajudar a criança a encarar e a dominar a frustração. Distrair a criança com um brinquedo mais apelativo pode ajudar, mas não dura muito tempo.
[Dos 9 aos 12 meses] começou o tempo da disciplina a sério. Até aqui a distracção era suficiente. Agora exige-se firmeza.
Deve entender-se a desobediência como uma forma de aprendizagem através da tentativa e do erro e não como um ataque pessoal a nós, os pais.
As mensagens claras e consistentes – a mesma resposta à mesma situação – são o mais importante.
Responda sempre da mesma maneira. Qualquer variação aguça a curiosidade da criança em ver o que acontece da próxima vez.

Birras
A criança tem de aprender a controlar-se sozinha. Enquanto os pais estiverem por perto, é pouco provável que a criança pare com a birra.
Prender uma criança para parar uma birra é sempre o último recurso. Mas deve abraçar e pegar o seu filho ao colo com frequência e em alturas mais calmas, para que as birras não venham a tornar-se uma forma de a criança pedir contacto físico.
Precisa de manter a calma.
O objectivo é a auto-disciplina.

Controlo dos impulsos
[Depois dos dois anos], a disciplina faz-se olhos-nos-olhos, mã-na-mão e ombro-a-ombro.
As mãos da criança devem estar seguras durante as idas ao supermercado.
Controlar os impulsos é um esforço titânico para a criança.

Sempre que possível, dê-lhe uma alternativa [àquilo que lhe está a recusar].
Faça da alternativa uma oferta do tipo “pegar ou largar” e não uma negociação.
Procure a oportunidade de ajudar a criança a salvar a face [não a humilhe].
Quando o dia foi feito de “nãos”, procure alguma coisa a que possa dizer “sim”. Não significa voltar atrás.

Os pais podem ser levados a “entrar no mesmo barco”. Mas a criança precisa de aprender a modelar as suas atitudes a partir da forma como os adultos se acalmam, controlam a situação e procuram uma solução.

[Ao terceiro ano de idade] conseguem começar a reflectir sobre as suas memórias, sentimentos, crenças, interesses e pensamentos.
Se ensinarem as crianças a obedecer às regras porque elas são justas e não porque têm mais poder, os pais estão a prepará-las para respeitarem a lei, quando o poder dos pais já não for superior ao da criança.
A firmeza demonstra à criança que as regras se mantêm pela sua própria importância.

Auto-estima
A exigência excessiva, mesmo dos pais extremosos, pode arruinar a auto-estima mesmo da criança mais capacitada.
Os maus comportamentos podem ser uma forma de protesto, uma tentativa de se proteger, que está destinada a falhar.
A criança tem de saber que o erro pode ser compreendido e perdoado, mesmo que haja um preço a pagar.

Abordagem da disciplina
Uma explosão de raiva dos pais pode assustar a criança de tal maneira que a impede de aprender.
Não nos surpreende que uma criança tenha maiores probabilidades de se acalmar e escutar a mãe ou o pai quando estes baixam a voz e lhe falam muito baixinho!

A exibição “pública” das maldades da criança leva-a a concentrar-se naquilo que os outros pensam, em vez de estar a aprender a escutar a sua própria consciência.

Os danos corporais são absolutamente inaceitáveis, sejam quais forem as circunstâncias. Mas que dizer da dor passageira, como a provocada por uma palmada ou bofetada? E a dor emocional, passageira ou não – que se verifica com a vergonha, a humilhação, as críticas ou as comparações negativas com outros irmãos?
Se a disciplina é sinónimo de ensino e o objectivo é a auto-disciplina, então estes métodos são, na melhor das hipóteses, irrelevantes e, na pior, contraproducentes.

A criança desiste de tentar irritar pais que se mantêm imperturbáveis, e imita a sua calma.
Use o rosto. Tente falar devagar, ou mesmo sussurrar, em vez de levantar a voz.
Franza a testa, junte as sobrancelhas e olhe-a fixamente. Para algumas crianças e nalgumas situações isto é suficiente.

As desculpas e reparações [do mal que foi feito] ajudam a criança a conhecer os sentimentos dos outros e a respeitá-los

A força das consequências
Os pais devem encontrar ocasiões seguras para deixarem a experiência ensinar a criança. É importante que a criança aprenda que certas acções têm determinadas consequências.
Os pais têm a possibilidade de escolher as consequências que afectam directamente a criança (“vai para o quarto”), os seus pertences (“se não limpares isso, o jogo vai para a estante até à noite”), os seus planos (“esta tarde não vais ao parque”) ou as pessoas de quem gosta (“se continuares a bater-lhe, o teu amigo amanhã não vem brincar”).

Muitas das consequências podem ser ainda mais eficazes se forem apresentadas positivamente (“se me ajudares aqui, talvez tenha tempo para brincar depois do jantar”). Não se trata de suborno, mas de coisas que ajudam a criança a antecipar as consequências positivas do seu “bom” comportamento.
Os prémios ou outros mimos podem encorajar o comportamento desejado. Mas muitas acções têm pouco significado se a criança não puder aprender a fazer o bem para sua própria satisfação.
A comida é essencial, não é um privilégio que se dá e se pode retirar. As horas das refeições são momentos especiais para a família se juntar e não para discutir.
A menos apropriada das consequências é a privação do afecto.

A importância de uma frente unida
Um dos maiores desafios que os pais enfrentam é o de reconciliarem as diferenças das suas experiências passadas com as ideias que cada um tem, hoje, sobre a disciplina.
Se a criança sabe que um dos pais ficará do seu lado, contra o outro ou a irá “proteger” das medidas disciplinares impostas pelo outro, vai continuar a comportar-se mal.

Ao competirem por um lugar no coração da criança, os pais apercebem-se de que aquele que cede é recompensado com a intimidade da criança – mas apenas a curto prazo.
Quando um enfraquece a autoridade do outro, a criança sente-se confusa, culpada e insegura quanto ao facto de a disciplina parental a proteger dos seus próprios impulsos.

Formas de disciplina
Não espere que tudo isto aconteça de uma vez. Estamos perante um projecto a longo prazo e será necessário ter muita paciência e fazer inúmeras repetições.

Vale a pena experimentar:
- Avisos
- Silêncio
- Fazer uma pausa
- Repetir as coisas – da forma certa
- Perdão
- Planeamento (nos problemas que se adivinham porque não discuti-las previamente e planear alternativas em conjunto?)
- Humor (quebrar o gelo)

Algumas vezes útil (dependendo da criança e da situação):
- Retirar os brinquedos (boas razões para o fazer: uso inadequado, risco de magoar alguém, recusa em partilhar ou arrumar)
- Cancelar convites para brincar ou adiar actividades agradáveis
- Proibir tv ou jogos de computador
- Ignorar o mau comportamento (seleccionando aquilo por que vale a pena “batalhar”)
- Sair de cena
- Tarefas adicionais (para os mais velhos)
- Suspensão da mesada

Inútil:
- Castigos corporais
- Vergonha, humilhação (faz a criança negar o que fez, não reconhecendo o erro)
- Lavar a boca com sabão
- Comparar as crianças umas com as outras
- Suprimir comida ou usá-la como recompensa (os hábitos alimentares saudáveis dependem de associações positivas à comida e às horas das refeições)
- Deitar mais cedo ou fazer uma sesta extra
- Retirar o afecto, ameaçar com o abandono


Problemas de disciplina mais comuns
Estar sempre à procura de atenção – muitas vezes tem problemas em estar sozinha. A tarefa dos pais não é fazer-lhe companhia e entretê-la, mas ajudá-la a aprender a entreter-se sozinha.
Choramingar e pedinchar – os pais devem ajudar as crianças a ver que o choro não as faz terem o que querem, não lhes cedendo
Morder (bater, dar pontapés e arranhar) – [como com quase todos estes problemas] surge quando os adultos que a rodeiam começam a empolar o seu significado.
Maltratar os outros
Fazer batota

Rebeldia – frequentemente, as crianças precisam de desafiar os pais, mesmo sabendo que isso está errado. Por vezes, essa é a única forma de a criança tentar ter poder e independência.
[se estiver perante uma situação realmente grave] Capte a atenção da criança. Olhe-a nos olhos. Pegue-lhe no queixo, nas mãos ou nos ombros, se for preciso. Repita a exigência e deixe bem claro que a criança não tem escolha. É importante manter a calma.
Se a criança mantiver a recusa, não hesite um segundo em aplicar a consequência ameaçada antes.
Desobediência – quando não sabe ou não está certa de quais são as regras, a desobediência pode ocorrer.
Mentir – aprender a ser honesto é um processo lento. Aprender que a mentira não pode alterar a realidade é um passo importante no caminho para a honestidade. Outro passo importante é aprender com os pais que valorizam essa honestidade.
Lutas pelo poder
Fugir – encarem os seus sentimentos com seriedade e não os desprezem, especialmente se a criança estiver apenas a ser dramática.
Problemas relacionado com separações – o alvo da birra são os pais
Rivalidade entre irmãos – é inevitável e mais uma vez têm como objectivo atingir os pais. Deixe que aprendam a conhecer-se. O triângulo incendeia a rivalidade.
A criança mimada – é aquela que nunca aprendeu a conhecer os seus limites e nunca aprendeu a entreter-se e a confortar-se sozinha. Talvez não estejam a dar espaço suficiente à criança. Talvez não vejam claramente os limites de que a criança precisa para se sentir amada.
Roubar – [pelos 2 anos] a criança precisa da ajuda dos pais para lidar com os desejos que não podem ser satisfeitos, a aprender algumas regras relativas aos pertences de cada um, a partilhar, a esperar pela sua vez e a começar a pensar nos sentimentos da criança que foi roubada.
Linguagem imprópria – o silêncio e o exagero na reacção poderão dar força a este tipo de linguagem. É de esperar que volte a repeti-las vezes sem conta e cada vez mais alto.
Retrucar – “arruma tu!”
Birras – a birra é um problema da criança e não dos pais. A maneira mais segura de pôr fim a estes episódios é virar as costas. Quando os pais saem de cena ou evitam reagir de forma evidente, a força da birra desaparece. O passo na direcção da independência é a mais importante tarefa no segundo ano de vida.
Fazer queixa de outras crianças
Provocar outras crianças

Homebirth montage

CONVERSAS COM BARRIGUINHAS

A Mustela® dos Laboratórios Expanscience tem o prazer de a convidar a participar no Encontro:
"CONVERSAS COM BARRIGUINHAS".


LISBOA - 27 DE NOVEMBRO - 18H.
Auditório ESEL - Escola Superior de Enfermagem de Lisboa
Avenida D. João II, Lote 4.69.01 - Junto ao Parque das Nações

As inscrições são gratuitas e obrigatórias, e, podem ser feitas através do site da Mustela:
www.mustela.pt

Pode participar mesmo que já tenha bebé. Pode levar o papá. Pode levar uma amiga.
Não falte.
No final do Encontro a Mustela tem reservada uma surpresa para si.

Vivência Holística da Gravidez e Parto

Vivência Holística da Gravidez e Parto
Preparação para o Nascimento

5/6 e 19/20 de Dezembro
Sintra


Acreditamos que existem outras formas de olhar para a chegada de um novo Ser, de vivenciar a gravidez e de experienciar o parto de forma transformadora e verdadeiramente empoderadora.

Neste encontro de preparação para o nascimento, abordamos todos estes temas numa perspectiva holística, à luz da humanização do parto e nascimento, apoiados por evidências cientificas.

Procuramos ajudar a mulher a resgatar a sua essência, encontrando-se a si, ao seu bebé, à sua família como protagonistas do parto.

Recuperamos a confiança na natureza que sempre nos mostrou a capacidade inata que todas as mulheres têm de gerar, dar à luz e nutrir os seus filhos.


Programa do Encontro
A GRAVIDEZ
• Mudanças e Descoberta
• Alívio natural de pequenos desconfortos
• Cuidados naturais durante a gestação
• Nutrição
• Aspectos psicológicos e emocionais: relacionamentos, novos papeis.


O PARTO
• Anatomia e Fisiologia do parto
• Sinais da chegada da hora do parto
• Parto natural e parto com intervenção
• Epidural e as alternativas naturais para o alivio da dor
• O circulo medo/tensão/dor vs confiança/entrega/amor
• Plano de Parto – recomendações da Organização Mundial de Saúde
• A mulher e o bebé protagonistas do parto
• O papel da Doula
• O acompanhante de parto


PÓS-PARTO E AMAMENTAÇÃO
• Desconfortos do pós-parto
• Recuperação abdominal e perineal
• Aspectos psicológicos e emocionais inerentes ao parto e pós-parto
• Importância da amamentação
• Técnicas para lidar com os problemas mais comuns da amamentação
• Cuidados naturais no pós-parto e amamentação.

CUIDADOS COM O BEBÉ
• Preparativos para a chegada do bebé
• Cuidados de higiene
• Olhar, Sentir, Escutar, Tocar
• Dar lugar à intuição


Neste encontro, associamos os conteúdos teóricos, a técnicas de yoga (posturas físicas, exercícios de respiração), técnicas de relaxamento, meditação, dança, expressão plástica e massagem para a mãe e para o bebé
Este encontro pode e deve ser frequentado pelo pai ou por um acompanhante da escolha da mãe, para que no parto possa assumir uma postura de maior confiança dentro da ajuda que pode dar à mãe e ao bebé, com mais ferramentas, conteúdos teóricos e uma percepção renovada do seu papel durante o parto.


Valores de participação:
150,00 € (casal)
120,00€ (individual)


Datas e Horários:
5 Dez (Sáb) - 9h30 às 13h30
6 Dez (Dom) - 9h30 às 13h30 e das 15h00 às 19h00
19 Dez (Sáb) - 9h30 às 13h30 e das 15h00 às 19h00
20 Dez (Dom) - 9h30 às 13h30


Inscrições e outras informações:
doulacarlasilveira@gmail.com
968 221 869


Orientadora: Carla Silveira
Mãe da Maria
Professora de Yoga, orienta aulas de yoga com adultos, grávidas e mães em pós-parto.
Doula da Associação Doulas de Portugal.
Educadora Perinatal formada pelo GAMA (Grupo de Apoio à Maternidade Activa) Membro da Humpar — Associação Portuguesa para a Humanização do Parto.
Terapeuta (reiki e massagem ayurvédica)

Women in Charge

Women in Charge é, como nos diz a autora, um" birth blog project" cujo objectivo é empoderar e encorajar as mulheres a serem donas dos seus corpos, dos seus bebés e dos seus partos.
Aqui encontramos alguns dos mais belos relatos de parto da blogosfera.

O Ritmo nas Crianças, os primeiros passos…


com José Sebastião

Esta experiência pretende de uma forma simples e natural estimular o desenvolvimento da sensibilidade musical nos bebés e nas crianças até aos 3 anos de idade. A expressão do ritmo interior manifesta-se em tudo na vida exterior, daí ser importante remetermos a atenção das crianças para o que se passa dentro delas, de modo a fazermos crescer o seu interesse pela música e por tudo aquilo que a música permite exprimir – o desejo e o sentimento humanos. Vamos brincar com a percussão, primeiro ouvindo pequenas peças e depois dando a possibilidade às crianças e aos pais de experimentarem todos os instrumentos de percussão presentes.

Duração: 2 sessões de cerca de 45 minutos cada (uma para bebés até ano e meio e outra para bebés de ano e meio até aos três anos)

Limite de Participantes: 8 e 12 famílias (2 pais e os bebés respectivos) por sessão

Contribuição por Família: 10 euros por sessão

Datas: 18 de Outubro e 22 de Novembro (domingos)

Horário: 1ª sessão das 10h30 às 11h15 e 2ª sessão das 11h30 às 12h15

Inscreva-se aqui

Amamentar - entre mães Grupo de apoio à amamentação


Convite

Quinta-feira, 19 de Novembro às 11horas -

Vamos ter um encontro Amamentar - entre mães Grupo de apoio à amamentação

Entrada livre

Para mais informações visite o nosso site infosermae.pt

Telemóvel: 934 234 664

Alimentos para mães que amamentam

Texto retirado daqui

Estas dicas são baseadas no livro "O Pequeno Livro dos Alimentos Saudáveis" de Carlos Campos Ventura, Editora Grádiva e no que comi com mais frequência nos primeiros 13 meses de vida do meu filho para lhe dar um leite de primeira qualidade em parceria com o imenso Amor que sinto por ele.

Eis que aí vai:

Alga Wakame - a exemplo de outras algas, contém cálcio, sendo porém uma das mais ricas neste mineral. Tradicionalmente, é usada pelos Japoneses para purificar o sangue da mulher que amamenta. É óptima para a prisão de ventre e excesso de peso. Provei e gostei. A que mais gostei foi a seca e passá-la por água no passador. hmmmm que delícia salgadinha. Dica em relação às algas: não é recomendável para quem tem problemas de tiróide pelo seu alto teor em iodo.

Amaranto - Contém 15% a 18% de proteínas de alta qualidade. Tem mais cálcio e factores coadjuvantes do cálcio, magnésio e ácido silícico do que o leite. Não contém glúten e tem um bom teor em antioxidantes e vitamina C. É especialmente interessante para pessoas com elevadas necessidades nutricionais, como mulheres grávidas ou a amamentar. Como flocos de Amaranto com milho todas as manhãs desde que comecei a amamentar.

Feijão Azuki - É muito nutritivo. 100g de azuki contêm 19,87g de proteínas, 66mg de cálcio, 5mg de ferro, etc. É recomendado para promover o leite da mulher que amamenta. Comi algumas vezes, com assafoétida (comprei no Martim-Moniz) que ajuda a sintetizar o açúcar do feijão que provoca os gases e com pimento. hummmm que delícia =)

Quinoa - É rica em proteínas (sem glúten) de muito boa qualidade, equilibrada na composição dos aminoácidos essenciais e pode ser considerada uma fonte de proteínas completa. Muito rica em lisina e em cálcio, de que contém mais que o leite, conta boa quantidade de fibras, minerais, nomeadamente ferro, vitaminas e gorduras - estas em maior quantidade do que qualquer cereal. Fácil de digerir, no que é muito apreciada pelos convalescentes, é muito energética e óptima estimulante do leite para a mulher que amamenta. Comecei também a comer quinoa depois de ser mãe. Gosto muito com as especiarias que uso no cuscus da "Cook" (à venda em locais de venda de produtos biológicos - biocoop, miosotis, etc.): corianda, canela, pimenta preta, gengibre, pimento e outro. hmmmm... delicioso e suave =)

Os 8 princípios da educação intuitiva ou caixinha de ferramentas para o dia-a-dia. Cada um usa as que quer.

«As pessoas que tentam respeitar as crianças enfrentam sérias dificuldades, não dês tanto colo, não dês de mamar à noite, estás a estragá-lo com mimos, chorar faz bem, deixa-o adormecer sozinho, eles têm muitas manhas, isso não é fome é mimo... são frases comuns que traduzem a forma como na nossa sociedade é regra educar uma criança. O objectivo principal é a independência, a autonomia, como se fosse suposto uma criança tornar-se independente na primeira infância» (Natália Fialho)

«É suposto uma criança ser dependente e prefiro que seja dependente de mim do que de alguém que eu não conheço. Além disso, a independência tem de vir da segurança interior e essa só se consegue com o tempo e com respostas positivas às necessidades de um bebé. Não está previsto pela natureza uma criança de três anos sair para caçar quando tem fome! É natural que sejam dependentes!». (Natália Fialho)

Respeitar as crianças é fácil se fizermos o exercício de nos pormos no lugar delas. E se conseguirmos lembrar-nos da nossa infância. «Baixarmo-nos para conversarmos olhos nos olhos, ouvirmos o que nos dizem, em vez de ditarmos ordens de cima, será um bom princípio», aconselha Natália.

Dentro da sua realidade e do seu dia-a-dia, cada mãe / pai pode retirar da Educação Intuitiva aquilo que se insere nos seus valores, aquilo que para si funciona e faz sentido. «É uma caixinha de ferramentas para o dia-a-dia. Cada um usa as que quer».

Dentro da sua realidade e do seu dia-a-dia, cada mãe / pai pode retirar da Educação Intuitiva aquilo que se insere nos seus valores, aquilo que para si funciona e faz sentido. «É uma caixinha de ferramentas para o dia-a-dia. Cada um usa as que quer». Descubra então que ferramentas são essas e como podem funcionar no seu filho, através dos oito princípios da Educação Intuitiva que Natália Fialho ajudou a trocar por miúdos:

1- Preparação para o parto e para a maternidade/paternidade

Passa por descobrir como são cruciais o tempo da gravidez, a forma como decorre o parto, e as primeiras horas e dias de vida. Conhecer as opções que se tem em termos de cuidados de saúde, descobrir como certas práticas podem condicionar a vinculação precoce, como é importante respeitar também nesta fase o ritmo do bebé.

Comer bem, fazer exercício, optar por uma boa qualidade de vida também passam por esta preparação.

Pressupõe também que é muito importante abrir espaço para uma criança nas nossas vidas. E para pensarmos que tipo de pais quermos ser. Durante a gravidez, pensa-se em muitas coisas, mas muitas vezes esquece-se o mais importante. Vale a pena discutir com outros pais, pesquisar opções, estabelecer expectativas realísticas ¿ tanto para o desempenho como pais, como para as crianças ¿ aprender mais sobre desenvolvimento infantil.

2- Alimentar com amor e com respeito

A API foi criada em estreita ligação com a organização não governamental Liga La Leche. Ou não fosse a amamentação uma forte aliada de uma vinculação segura. Amamentar em horário livre, até quando for compensador para a mãe e para o bebé é, por isso, outro conselho da Educação Intuitiva.

Com base nos mais fundamentados estudos científicos, que levam por exemplo a Organização Mundial de Saúde a recomendar a amamentação exclusiva até aos seis meses e como complemento até aos dois anos, os grupos de apoio da API (tal como as reuniões da La Leche League) dão apoio a mães com dificuldades em levar por diante o desejo profundo de amamentar.

«As mulheres não têm noção, na primeira gravidez, de como as influências exteriores podem condicionar a amamentação. Começa logo no Hospital, depois do parto, quando não existe um verdadeiro apoio e o biberão surge à primeira dificuldade. Quando não corre bem, quando acabam por desistir, isso marca profundamente as mulheres», afirma Natália.

Porque os profissionais de saúde nem sempre estão actualizados e nem sempre têm formação indicada para fazer este acompanhamento, ter alguém que já amamentou, que tem uma experiência positiva e que tem formação de uma organização especializada pode fazer toda a diferença.
«Muitos conselhos dados por pediatras a mães que amamentam não têm qualquer base científica. Dizer que não vale a pena dar de mamar depois dos seis meses, que não tem qualquer benefício e que até pode ser prejudicial é não saber do que se está a falar», afirma Natália.

Em relação a outros conselhos, que toda a gente gosta de dar, «digo sempre às mães para tentarem perceber se a experiência de amamentação das pessoas foi positiva». As pessoas não são isentas, as suas experiências condicionam aquilo que defendem.

Mas a Educação Intuitiva também tem conselhos para a fase de introdução dos sólidos que vale a pena, pelo menos, conhecer. Não forçar uma criança a comer é um deles.

3- Responder às necessidades emocionais da criança

Passa por transmitir segurança, por não deixar o bebé chorar sozinho porque lhe faz bem ou por acharmos que está a ficar mimado. Ser sensível e atento às necessidades de um bebé ou criança pequena exige muita disponibilidade por parte dos pais.

Este é um dos pontos que gera muitas críticas à Educação Intuitiva. Há quem defenda que gera mais ansiedade, por se exigir demasiado, sobretudo das mães.
Mas os defensores da Educação Intuitiva consideram um ponto fulcral para a vinculação segura. Só assim o bebé vai desenvolvendo confiança, segurança, auto-estima e uma autonomia saudável. Porque vai ganhando o seu espaço, sabendo que existe o tal «porto seguro» ao qual pode sempre voltar.

4- Promover o contacto físico

A Educação Intuitiva realça a importância do contacto físico para o estabelecimento de uma vinculação segura. Por isso aconselha que se transporte o bebé ao colo, num sling, pano porta-bebés ou canguru. Esta é uma boa forma de compensar as ausências, mesmo dentro de casa, se temos de fazer outras coisas. As mãos ficam livres, mas o bebé está colado à mãe ou ao pai. As massagens ao bebé são também um óptimo alimento para a vinculação segura.

O contacto físico promove as hormonas do crescimento, o desenvolvimento físico e intelectual, ajuda o organismo do bebé a regular a tempertaura e o ritmo cardíaco, bem como os padrões de sono. Os bebés ganham peso mais rapidamente, comem melhor, choram menos e são mais calmos.

Portanto, se ainda acredita que muito colo pode ser prejudicial, talvez deva pesquisar um pouco e reflectir sobre a importância do contacto físico. Mesmo mais tarde, ao longo de toda a infância.
Culturas em que o contacto físico com os pais é grande durante a infância têm baixos níveis de violência física

5- Responder às necessidades nocturnas das crianças

Este é um dos pontos mais controversos da Educação Intuitiva. Pressupõe que os pais devem responder às necessidades nocturnas dos filhos ¿ sejam elas afectivas ou de alimento. E se isso passar por dormirem com os filhos, que assim seja.

Normalmente, o objectivo principal de qualquer mãe ou pai é que o bebé passe o mais cedo possível a dormir sozinho, durante toda a noite. Segunda a Educação Intuitiva, é esperar uma coisa que não é suposto acontecer. Isso gera frustrações, conflitos, cansaço acumulado, noites mal dormidas.

Quando perguntam a Natália se o seu bebé dorme bem, ela costuma responder que «sim, dorme bem até acordar». Ela não espera que ele não acorde. Dorme com ele ao lado e dá-lhe de mamar semrpe que ele pede.

«Sim, às vezes é cansativo», reconhece. «Mas acho que deve ser muito mais cansativo levantar-me e ir dar de mamar noutro quarto. Quem defende muito a importância do descanso das mães deve pensar que ao dormirem com o bebé ao lado descansam, na realidade, mais», garante.

Esta é uma opção que não é rígida. Há bebés que adormecem muito bem no seu berço sozinhos e a partir de certa idade raramente acordam. Aí é tranquilo que durmam no seu quarto, sozinhos. Há pais que optam por deixar as crianças no seu quarto a primeira metade da noite e depois, quando acordam, passá-las para a sua cama.

O co-sleeping até pode passar apenas por ficar com a criança na sua cama enquanto ela adormece. E voltar lá durante a noite, se for necessário.
«Os adultos também não gostam de dormir sozinhos. Então porquê obrigar as crianças a dormir sozinhas, se não estão preparadas para isso, se não têm segurança emocional parta tal?» pergunta Natália.

Por outro lado, «se passamos muito tempo longe dos filhos de dia, porque não compensar à noite? Porque não dormir com eles ou adormecer junto deles, se assim necessitarem?»

6- Garantir proximidade

Se nem o pai nem a mãe podem ficar a tempo inteiro com o bebé, então devem procurar uma solução que passe por haver uma terceira pessoa que também possa criar laços fortes com ele.

Os pais devem ser criativos na procura de soluções. Se calhar é possível trabalhar algum tempo a partir de casa. Ou levar o bebé em algum tipo de deslocações. Devem adaptar-se ao facto de serem pais e não encaixar o bebé numa agenda super-ocupada.

Em Portugal, isto ainda parece uma utopia. Horários muito rígidos, reuniões fora de horas, fazem com que as crianças passem demasiadas horas longe dos pais.
«Isso não é conciliar a vida familiar com a profissional. É deixar para a família o pouco que sobra. Eu não quero que os meus filhos alguma vez pensem que o meu trabalho é mais importante do que eles», afirma Natália. Uma vinculação segura exige muito tempo com as crianças. E um bebé necessita de relações fortes.

Evitar separações prolongadas é outro dos pressupostos da Educação Intuitiva. As separações frequentes ou prolongadas podem interferir com o desenvolvimento de ligações seguras.

7- Praticar a disciplina positiva

Deixar as crianças participar na solução de um problema é uma maneira de as deixar mais predispostas a segui-la. Fazer com elas um cartaz com a rotina da hora de deitar, por exemplo. Deixá-las consultá-lo e seguir a sequência, descobrindo elas o que vem a seguir a lavar os dentes e o que fazer a seguir à história. É como um jogo que as envolve e que pode evitar algum desgaste.

Quando vamos sair de um sítio onde as crianças estão muito bem a brincar, não devemos dizer de repente, está na hora de ir embora e arrastá-las por um braço porque não querem ir. As crianças envolvem-se muito nas brincadeiras e têm dificuldade em fazer uma transição de actividade. Devemos prepará-las e deixá-las participar. «Vamos combinar uma coisa: está quase na hora de ir embora, mas tu é que vais avisar a mãe. Quando acabares este puzzle, ainda podes fazer mais aquele e depois vais chamar a mãe para irmos embora, combinado?» Esta é uma forma quase garantida de evitar conflitos.

Mas os conflitos também vão acontecer. Nessa altura, a disciplina positiva propõe ensinar as crianças a respeitar todas as pessoas, como nós as respeitamos e elas. Se o seu filho bateu noutra criança no parque, em vez de o tratar como um agressor, de o envergonhar e de tratar o outro como uma vítima, deve tentar perceber o que motivou a agressão. Explicar que conversando se consegue resolver melhor os problemas. Em vez de o obrigar a pedir desculpa ¿ que são aquelas desculpas impostas e não vêm de dentro, é como os beijinhos que os obrigamos a dar às tias chatas ¿ tente resolver, respeitando todas as partes. E não impondo o seu poder. Deixar que as crianças tenham algum poder dá-lhes auto-estima, mas também as obriga a pensar nas consequências dos seus actos.

Não aos castigos
Não castigar é outro dos princípios da educação positiva. Na opinião de Natália Fialho, devemos perguntar-nos qual a motivação de uma criança castigada para deixar de ter determinado comportamento. Se queremos que deixe de bater no irmão porque tem medo do castigo que os pais lhe darão a seguir, o castigo é eficaz. «Mas eu prefiro que o meu filho não bata no irmão porque sabe que o magoa e que deve respeitar os outros. Pode dar mais trabalho, mas eu acho melhor», afirma Natália.

Por outro lado, quando pomos uma criança de castigo, dizendo-lhe para pensar no que fez, devemos ter em mente que o pensamento é incontrolável. E que uma criança que é posta de castigo pensa em primeiro lugar na vingança ou então no quanto é má pessoa. Depois entra num ciclo: «se sou má pessoa (que é a imagem que muitos pais dão dos filhos), vou comportar-me tal».

Não confundir com permissividade
Se por esta altura está a pensar que a Disciplina Positiva pode levar à permissividade, saiba que não é de todo essa a ideia. O facto de dar às crianças poder e participação nas decisões ou o facto de não contemplar castigos não significa dar-lhes margem para fazer tudo o que lhes apetecer. Jane Nelsen, que faz parte da API, define desta forma a barreira entre disciplina positiva e permissividade: «a gentileza e a firmeza são igualmente importantes na disciplina positiva. O castigo / punição servem para fazer as crianças "pagar" pelo que fizeram, enquanto a disciplina positiva ajuda as crianças a "aprenderem" com o que fizeram, ao tentarem encontrar possíveis soluções e ao utilizarem o seu poder de um modo "útil" (...) Assim não precisam de usar o seu poder para a rebelião.»

8- Procurar o equilíbrio entre vida familiar e pessoal

O mundo ideal, em que os interesses de todos os membros de uma família são todos os dias respeitados, não existe. Mas podemos procurar um equilíbrio entre aquilo que acreditamos ser melhor para os nossos filhos e aquilo que são os nossos interesses pessoais.

As necessidades das crianças devem ser uma prioridade e quanto mais novas mais intensas e de resolução urgente são essas necessidades. No entanto, há outros mundos, o da mãe, o do pai, o do casal, o dos irmãos. É preciso procuar um equilíbrio onde todos possam ser respeitados.

Família alargada e redes de apoio local podem ser uma grande ajuda na procura deste equilíbrio. Não se anule e não esqueça os outros membros da família.


Fonte:

http://www.mae.iol.pt/artigo.php?id=1048345&div_id=3642

Educação intuitiva - Grupo de Apoio Lisboa

«Educar um filho leva-nos a questionar muitas coisas. Mas nem sempre conseguimos fazer aquilo que julgamos melhor. Passar da forma como fomos educados para uma maneira diferente é um passo muito grande e exige uma reprogramação profunda. Só começamos a pensar nisso quando engravidamos. Se calhar, devíamos começar antes.» Quem o diz é Natália Fialho, 36 anos, 3 filhos. Neste processo de questionamento encontrou uma filosofia de educação com a qual se identificou e que hoje representa e divulga em Portugal: a Educação Intuitiva.

Os princípios são simples: a criação de fortes laços emocionais, ou seja, uma vinculação segura, leva ao desenvolvimento de pessoas mais confiantes e felizes. Logo, a uma sociedade melhor, menos violenta, mais pacífica e saudável. A Educação Intuitiva pressupõe uma resposta pronta às necessidades emocionais da criança. E ajuda-a, assim, a desenvolver relações seguras e duradouras ao longo da vida.

O ponto de partida...
... foi a Teoria da Vinculação dos psicólogos John Bowlby e Mary Ainsworth, desenvolvida a partir do final dos anos 60. Eles mostraram que o bebé nasce com uma série de mecanismos que lhe permitem ligar-se a uma ou duas figuras de referência, normalmente a mãe e/ou o pai. A forma como decorre essa ligação vai ser determinante para todas as relações sociais do indivíduo, ao longo da vida, e para o desenvolvimento da sua personalidade.

Segundo a teoria de Bowlby, se existe na infância alguém em quem se pode confiar, que está sempre lá, que é «um porto seguro», então «os seres humanos de todas as idades são mais felizes e mais capazes de desenvolver os seus talentos».

Foi acreditando neste pressuposto que Barbara Nicholson e Lysa Parker fundaram, em 1994, a Attachment Parenting International(API). Desde logo com grupos de apoio, que divulgavam e davam suporte à passagem das teorias à prática. Na Europa o movimento está pouco divulgado, mas nos EUA é bastante divulgado e debatido. O pediatra Dr. Sears foi um dos seus percursores e continua um dos principais defensores. Também tem muitos opositores, claro. Afinal, a educação não é uma ciência exacta, como todos os pais já devem ter percebido.

Grupo de apoio em Portugal
Para Natália Fialho, a Educação Intuitiva dá respostas e ferramentas às dúvidas práticas de todos os pais: «Se só pensarmos no que não queremos fazer, é difícil fazer diferente. Não temos alternativas. Por isso os pais se perguntam tantas vezes 'o que é que eu faço agora?'»

Trata-se de ganhar consciência, mas também de ganhar descontracção. Porque um dos pressupostos é precisamente confiar nos instintos, deixar-se guiar pela intuição.
«Esta teoria não é nada de extraordinário», afirma Natália. «Acredito que é o que todos os pais naturalmente fariam se não houvesse pressões exteriores. É a forma mais natural de reagir aos nossos filhos: atender às suas necessidades. Os nossos instintos estão certos, mas às vezes estão muito enterrados, lá no fundo. Penso que muitos pais seguem os príncipios da Educação Intuitiva, sem sequer saberem que estão teorizados. Mas é bom haver um nome, uma base científica de apoio, para que as pessoas se encontrem com quem pensa da mesma forma e se sintam mais seguras nas escolhas que fazem».

Por isso, Natália criou o grupo de apoio da API em Portugal, em Outubro de 2008, que se reune de dois em dois meses. Também criou um grupo de discussão na internet e até atende telefonicamente quem precise de ajuda ou tenha alguma dúvida.

Fonte:
Para saber mais:
  • Links:
    www.attachmentparenting.org - onde pode tornar-se sócio e receber informação regular e a revista da API
    http://apilisboa.blogspot.com/- onde pode saber novidades sobre o grupo de apoio da API em Portugal.





  • http://www.mae.iol.pt/artigo.php?id=1048345&div_id=3642

    Os benefícios de Dormir com os pais

    Ensinaram-nos que os bebés devem dormir no seu berço e mais crescidos na sua cama. Que dormir com os pais é um péssimo hábito. Que os torna dependentes e mimados. Que devemos ensinar os nossos fihos a dormir a noite inteira, sozinhos nos seus quartos. Aliás, é a pergunta que mais nos fazem quando temos um bebé: «Já dorme a noite inteira?»

    É cultural esta tendência para tornar desde cedo as crianças autónomas dos pais. Uma necessidade para quando tem de se trabalhar o dia inteiro longe dos filhos. Noutras culturas, não é assim. A autonomia conquista-se gradualmente, não é imposta, não é «ensinada». Por isso, há quem defenda que o sono seja partilhado, ou seja, que as crianças possam dormir com os pais enquanto isso lhes der segurança e conforto. Em inglês, chamam-lhe co-sleeping, uma prática que parece ter cada vez mais adeptos, segundo estudos realizados nos EUA. Contra a corrente, são poucos os pediatras ou especialistas em desenvolvimento infantil que o defendam. Mas já existem.

    No site do reconhecido pediatra William Sears, foi publicado um artigo que aponta os principais benefícios, a nível de saúde e de desenvolvimento, do co-sleeping. Na sua opinião não há um sítio correcto para o bebé dormir. São os pais que têm de descobrir o que é melhor para o seu bebé. Para que saiba que há diferentes formas de pensar e actuar, deixamos-lhe um resumo dos benefícios apontados:

    Os bebés dormem melhor
    Os bebés que dormem com os pais adormecem mais facilmnente e dormem melhor. Adormecer nos braços da mãe ou do pai é um prazer e dá ao bebé a noção de que o sono é bom e desejável. Por outro lado, quando está na transição do sono profundo para o sono leve, o que o faz acordar várias vezes durante a noite, a presença dos pais, fá-lo sentir-se seguro para voltar a entrar no sono profundo. Ou então talvez precise de mamar um bocadinho e rapidamente voltar a dormir. Nem a mãe nem o bebé chegam a acordar completamente, ou seja, descansam mais e melhor.

    As mães dormem melhor
    Mães e bebés entram em sincronia nos seus ritmos de sono. Há mães que relatam como acordam exactamente antes de o seu bebé abrir os olhos. Pelo contrário, mães que dormem em quartos separados relatam como acordam abruptamente com o choro do bebé. A mãe não acorda aos primeiros movimentos do bebé e este tem de acordar completamente e chorar bem alto para que o ouçam. Depois de o bebé voltar a dormir a mãe está completamente acordada e tem muitas vezes dificuldade em voltar a adormecer. Perde muito tempo de sono e de manhã está exausta. Muitas noites assim, com despertares abruptos e repentinos de estados de sono profundo, levam à situação em que muitos pais se encontram de privação do sono e exaustão.

    Facilita a amamentação
    As mães que amamentam sabem que dormir com os bebés é a forma mais fácil de o fazer. Os bebés voltam a entrar facilmente no sono profundo depois de mamar ¿ nem chegam a acordar - e as mães, não tendo de sair da cama, levantar-se, também ficam menos despertas. Tal como os bebés voltam a entrar facilmente no sono.
    Mães que sentem dificuldades na amamentação durante o dia, podem resolvê-los dormindo com os seus bebés. Sears acredita que os bebés sentem as mães mais descontraídas e que produção das hormonas envolvidas na produção do leite é mais eficaz quando a mãe está descontraída ou mesmo adormecida.

    Compensa o tempo em que estão separados
    Trabalhando o dia inteiro longe dos bebés, dormir com eles de noite é uma forma de voltarem a estar unidos e compensarem o tempo em que não puderam tocar-se durante o dia. A mãe descontrai mais e o bebé também.

    Os bebés crescem mais
    Depois de trinta anos de observação em consultório de famílias que praticam o co-sleeping, Sears afirma que os bebés crescem mais não apenas em tamanho, mas atingindo todo o seu potencial de crescimento, tanto a nível físico, como emocional e intelectual. Talvez seja o toque, pele com pele, que estimula o desenvolvimento. Ou talvez as mamadas extra... já que estes bebés mamam mais do que os que dormem em quartos separados.

    Bebés e pais ficam mais ligados
    É outras das observações do pediatra. Na sua base de dados «Crianças que crescem bem, o que fazem os pais» o co-sleeping é muito frequente. A vinculação torna-se mais forte e evidente.

    Reduz os riscos de Síndrome da Morte Súbita
    A segurança é uma das razões que leva muito pais a deitar o bebé no berço ou noutra cama. Porque há o medo de sufocar o bebé. Mas os mais recentes estudos apontam para o contrário: bebés que dormem com os pais estão menos sujeitos à Síndrome da Morte Súbita. As excepções são: pais fumadores ou que consomem bebidas alcoólicas.
    Uma opção para quem quer ter o bebé junto a si de noite, mas com mais espaço é baixar uma das grades da cama do bebé e juntá-la à cama de casal. Assim é fácil tocar no bebé e puxá-lo para si para mamar, mas existe mais espaço e o sono pode ser mais tranquilo.

    Para terminar, o especialista alerta para o facto de o co-sleeping não ser uma regra. Tem benefícios mas é apenas uma opção. Aos que têm medo que os bebés fiquem tão habituados que depois nunca mais queiram ir para o quarto deles, diz: «Os bebés vão deixar a cama dos pais naturalmente tal como deixam de mamar. Normalmente isso acontece por volta dos dois anos.
    Para saber mais: askdrsears.com

    Fonte:

    http://www.mae.iol.pt/artigo.php?id=1067652&div_id=3646

    Chupeta: Sim ou não?

    O instinto da sucção nasce com o bebé. É graças a ele que a começa a mamar poucos minutos após o nascimento, como se soubesse exactamente como fazê-lo. Mas não foi a primeira vez que chuchou. Treinou no útero da mãe como chuchar, recorrendo ao seu polegar. O movimento de sucção acalma os bebés, ajuda a diminuir as tensões e apazigua o stress. A explicação parece estar no facto de que os movimentos rítmicos lembram o bater do coração da mãe e funcionam como um embalo.

    Por isso, muitos pais oferecem a chupeta ao bebé, que provavelmente até já fazia parte do enxoval antes do nascimento. Contudo, a teoria de que é melhor habituá-los à chupeta para evitar que comecem a chuchar no dedo não é consensual.

    Alguns especialistas defendem que o dedo tem vantagens pois é a mais natural forma de sucção, a que já vem do útero materno. Não não há necessidade de substitui-la por uma chupeta que cai ao chão e se pode perder. Além disso, é um recurso da criança e não exterior, o que pode ser importante do ponto de vista psicológico.
    Mas há quem alerte para a maior dificuldade em deixar de chuchar no dedo comparada com o momento de deixar a chupeta. Este argumento, contudo parece não fazer sentido uma vez que tal como as crianças deixam naturalmente a chupeta quando encontram outras formas de se consolar e acalmar, o mesmo acontece com as que chucham no dedo. E tal como existem as que chucham no dedo até mais tarde, também há as que têm muita dificuldade em desapegar-se da chupeta, mantendo o hábito por vezes até depois dos cinco anos.

    Quando começar?
    Um aspecto importante a ter em conta é que a chupeta não deve ser oferecida enquanto a amamentação não está bem estabelecida. Pelo menos durante o primeiro mês, em que o bebé está a adaptar-se à alimentação através do peito da mãe, o mamilo deve ser a única «fonte» de sucção.

    Como controlar?
    A partir dos 12 meses é importante começar a controlar o uso da chupeta. Mesmo antes disso não é benéfico estar constantemente a oferecer a chupeta ao bebé. Ao mínimo sinal de desconforto, alguns pais têm tendência a oferecer de imediato a chupeta, mas essa não é uma boa política. A criança que chora porque tem alguma necessidade não satisfeita não deve ser calada com a chupeta.

    A chupeta deve ser usada na hora de adormecer e em casos excepcionais de muito cansaço ou stress e não andar pendurada constantemente na roupa da criança, pronta a usar em qualquer altura. Ao acordar, a partir dos 12 meses, deve ser o próprio bebé a deixar a chupeta na cama, o lugar dela.

    Quando parar?
    Porque afecta o desenvolvimento dos dentes, alterando a forma da arcada dentária, os especialistas em odontologia recomendam que se promova o adeus à chucha até aos dois anos. Aliás, quanto mais cedo, melhor. Além da dentição, pode também afectar o desenvolvimento da fala, por isso, se o seu filho não consegue de todo abandonar o hábito, procure pelo menos restringi-lo ao máximo.

    Como parar?
    Não se deve forçar a separação da chupeta e o que parece uma vantagem - poder fazê-la desaparecer de um momento para o outro e cortar com o mal pela raíz quando os pais bem decidem - pode afinal ser uma desvantagem.
    O pediatra Mário Cordeiro alerta que «não é criando mais insegurança que se gera segurança». E no fundo trata-se de dar mais segurança à criança para que ela possa sentir que consegue tranquilizar-se e entrar no sono sem a chupeta ou o dedo. Sentir que tem esses recursos em si.

    Combinar uma data, como o aniversário ou o Natal pode ser uma boa estratégia para crianças que já estão nos três anos. Mário Cordeiro sugere também fazer uma caminha para a chupeta ao lado da cama da criança, colocá-la numa caixa de fósforos, por exemplo, para que ela não se sinta «expoliada». Ou seja, continua a tê-la, mas percebe que já é capaz de não recorrer a ela. Ter a segurança de tê-la ali ao lado, se precisar, funciona bem com algumas crianças. E depois de adormecerem na primeira noite sem chuchar, rapidamente se esquecem que alguma vez precisaram de o fazer.

    Se entre os quatro e os cinco anos a criança ainda usa chupeta ou chucha no dedo, os pais devem discutir o assunto com o médico assistente ou consultar um psicólogo que possa avaliar o desenvolvimento e encontrar uma possível perturbação.

    Fonte: http://www.mae.iol.pt/artigo.php?id=1088409&div_id=3641

    Porque sorrimos para os bebés?




    As respostas dos adultos quando vêem a cara de um bebé são emotivas e existe quase sempre a tendência para esboçar um sorriso. Acreditava-se que esta reacção quase universal era instintiva e uma forma de protecção da espécie. Através deste mecanismo de empatia nos adultos, os bebés humanos foram sempre protegidos e a sua sobrevivência tornou-se mais provável.
    Uma equipa de investigadores da Universidade de Oxford descobriu agora qual a actividade cerebral que provoca esta reacção. Tudo se passa no córtex medial orbitofrontal, zona que se situa acima dos globos oculares e onde se geram os sentimentos de recompensa.
    Foram avaliadas as reacções neurológicas de 12 adultos ao observarem imagens de pessoas de várias idades, incluindo bebés, que apareciam a intervalos regulares no computador enquanto tinham de completar determinada tarefa.
    Imagens do cérebro iam sendo captadas através de magnetoencefalografia, uma técnica que envolve a medição de campos magnéticos ligados à actividade eléctrica cerebral. Verificou-se que num sétimo de segundo as repostas cerebrais iniciais dos adultos perante as imagens de bebés tiveram um pico nessa região específica que é o córtex medial orbitofrontal e que não foi activada ao olharem rostos de outros adultos.
    Este dado permitiu aos investigadores concluir que damos especial atenção ao rosto de um bebé e que isso nos dá alguma recompensa. É por isso que temos o instinto de sorrir para os bebés. É uma reacção instintiva que nos faz sentir bem.
    Os investigadores apontam também que este pode ser um caminho a seguir na pesquisa sobre depressão pós-parto. As mães deprimidas poderão não ter esta resposta neuro-química cerebral, esta resposta que nos faz sentir bem e emocionados ao interagir com um bebé.

    Fonte:
    http://www.mae.iol.pt/artigo.php?id=1079744&div_id=3635

    A qualidade do que é português - Sabonetes Abegoa

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    A Sagrada Família - Birth Without Violence, Frederick Leboyer




    A child has just been born. The mother and father
    look on delightedly. Even the young obstetrician
    smiles. The same look of wonder and happiness
    lights up all their faces.
    Everyone is radiant with happiness.
    Everyone except the child.
    The child?
    You hadn't even noticed the child, had you?

    Oh no! This can't be true!
    This mask of indescribable agony, these hands
    clutching, clinging onto this head, like someone
    struck by lightning, shattered, who at any moment
    is going to fall to the ground, like a mortally
    wounded soldier.

    This . . . a birth?
    It's a murder.

    And in the midst of all this suffering,
    the parents . . . in rapture!

    But it can't be true!
    No! It can't be true!
    And yet, it is true.
    Yes, this is birth

    for the child.

    (...)

    Isn't it a tragedy?
    We should be crying tears of shame, crying for our own
    blindness.
    The same blindness that made us think women had to
    suffer simply because we didn't know any better.
    Happily we no longer believe in the old saying:
    "In pain shall ye give birth."
    Isn't it time to do for the child what we've been
    trying to do for the mother?


    Fonte:

    Birth Without Violence, Frederick Leboyer.


    Obra completa aqui

    Shantala e a massagem para bebês

    Na cama com os pais - Educar uma criança para a independência é dar-lhe tempo para crescer


    Polémica, muito polémica entre pediatras e psicólogos, a partilha do sono (cosleeping, na terminologia anglo-saxã) é uma prática cada vez mais comum nas famílias ocidentais.

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    Em casa de Natália Fialho vivem quatro pessoas, mas existem apenas duas camas. Uma de solteiro e outra de casal. Ambas estão no mesmo quarto, uma ao lado da outra. Juntas, formam uma só cama tamanho gigante. Há também uma cama de grades num dos quartos da casa, mas ninguém lhe dá muito uso. A família – pai, mãe e dois filhos pequenos – dorme toda junta desde o nascimento do primeiro bebé. Sem culpas e sem medo. Por opção. «Li muito sobre a partilha do sono entre pais e filhos durante a primeira gravidez. Como queria amamentar prolongadamente, e esta é uma das formas de facilitar o aleitamento, percebi que dormirmos todos juntos seria a melhor solução.» Em nome da amamentação, mas também do descanso, afirma Natália. «Os bebés que mamam acordam mais vezes durante a noite. Custa muito sair da cama para dar de mamar. É mais fácil se o bebé estiver junto a nós.»

    O filho mais velho, Fernando, de três anos, ainda dormiu umas noites no berço, mas chorava de cada vez que se via sozinho sem o calor da mãe, por isso Natália e o marido decidiram pô-lo a dormir perto deles, na mesma cama. Quando a segunda filha nasceu, o seu destino nocturno foi o mesmo, a cama dos pais. Agora eram quatro. O espaço encolheu. Natália e o marido decidiram, por isso, colocar uma cama de solteiro junto à cama de casal e formar um leito king size para toda a família. E assim dormem todas as noites. Catarina tem 10 meses e mama sempre que lhe apetece, Fernando também. Natália não dá conta de quantas vezes dá de mamar aos filhos durante a noite. Está sempre meia a dormir. Os miúdos mamam e voltam a adormecer rapidamente. As noites, diz, passam-se tranquilamente. Quanto à relação entre marido e mulher, nunca saiu afectada pelo sono em família. Natália resume: «Há outras divisões na casa!»

    O aumento crescente do número de adeptos do cosleeping levou já a que especialistas cujo nome é sinónimo de credibilidade, como o médico Richard Ferber, guru norte-americano do sono pediátrico e outrora crítico frontal da partilha da cama entre pais e filhos, revissem as suas teorias. Em meados dos anos 80, Ferber publicou um livro – «How to solve your child’s sleep problems» (Como resolver os problemas de sono do seu filho) – por muitos considerado uma bíblia, onde espelhou o pensamento dominante sobre o sono dos bebés: para que consigam ver-se como seres independentes, as crianças precisam de aprender a dormir sozinhas.

    Numa entrevista recente à Newsweek, por altura da reedição do livro, o médico, actual director do Centro das Perturbações Pediátricas do Sono do hospital pediátrico de Boston, afirmou que aquela é uma frase que gostaria de nunca ter escrito: «Era a ideia que dominava na altura, não era sequer a minha experiência nem a minha filosofia.» As coisas mudam e Ferber defende agora que, «desde que resulte», cada família sabe o que é melhor para si em termos de rotinas de sono. Se a escolha recair sobre o cosleeping, muito bem, senão, muito bem na mesma.

    «AS REGRAS NÃO SERVEM PARA TODOS»

    Mas o estigma contra a partilha da cama é forte. Natália não se alonga demasiado sobre o assunto com o pediatra que acompanha os filhos, mas sabe que ele não gosta muito da ideia. Nada que a faça duvidar do seu instinto: «Ninguém gosta de dormir sozinho, não está na nossa natureza.» Muito menos as crianças, defende. «Dormir com os pais dá às crianças uma sensação de segurança que acho que é fundamental elas terem.» De resto, tudo se resume a uma escolha pessoal: «Quero estar disponível para os meus filhos, sempre.» Noites incluídas. Natália não acredita que o cosleeping possa ter consequências negativas: «Eles não vão querer dormir a vida toda connosco… Um dia vão tornar-se totalmente independentes. É o correr normal das coisas.»

    Pôr um bebé a dormir com os pais é ou não um erro do ponto de vista educacional? De todo, diz Pedro Caldeira da Silva, pedopsiquiatra do Hospital Dona Estefânia. Pode até ser a solução para alguns problemas. O médico dá o exemplo dos bebés irritáveis ou difíceis de acalmar. Dormir com os pais é, por vezes, o caminho para a tranquilidade. Esse é, aliás, um dos conselhos terapêuticos que frequentemente dá quando lhe surgem casos desses.

    O medo de que os bebés se tornem «mimados» ou cheios de vícios por dormirem com os pais é infundado, esclarece Pedro Caldeira da Silva. «Dormir em família pode ajudar a regular o sono. Os bebés tornam-se mais calmos e os pais mais tranquilos.» Cada bebé é um bebé, diz o médico, e há bebés que «para se sentirem bem, precisam de dormir com os pais.» Outros não. É por isso que Pedro Caldeira da Silva raramente dá conselhos sobre o sono das crianças. «O que eu digo aos pais é: conheça o seu bebé.» Tal como os adultos, «as crianças têm necessidades individuais e características diferentes. Nenhuma regra serve para todas.»

    Desaconselhar (ou aconselhar!), genericamente, o cosleeping é, por isso, simplista. «Os especialistas metem-se muito onde não são chamados, inclusive na cama dos pais. Há muitas maneiras de adormecer um bebé.»

    EM NOME DE UMA AMAMENTAÇÃO DE SUCESSO

    A médica de família Celina Pires, impulsionadora de um programa para a promoção do aleitamento materno no Centro de Saúde de Belmonte, onde trabalha, partilha da mesma ideologia: «Não dou receitas, cabe a cada família decidir como quer dormir.» Celina Pires conhece bem o fenómeno do cosleeping. A taxa de amamentação das utentes do CS Belmonte é elevada. Para facilitar o processo, muitas mulheres decidem dormir junto dos seus bebés. «É mais fácil conciliarem os despertares nocturnos», explica a médica, autora também do primeiro site português sobre amamentação (www.leitematerno.org). Com os sonhos em sintonia, mãe e bebé entendem-se quase sem dar por isso e a amamentação decorre sem que ambos estejam completamente despertos. «As mães que partilham a cama com os seus bebés têm tendência para dar de mamar durante mais tempo: as crianças mamam mais frequentemente e, assim, estimulam a produção de leite das mães», explica Celina Pires.

    Dormir em família em nome da amamentação e do repouso, portanto. «Estudos sobre o sono demonstram que as mães que partilham a cama com os seus bebés têm um sono mais longo e mais reparador», esclarece a médica. Por seu lado, «os bebés que dormem com as mães têm menos episódios de apneia: devido à proximidade, é mais fácil detectar quando alguma coisa não está bem.»

    A atitude negativa da sociedade em geral e dos profissionais em particular sobre o cosleeping não tem fundamento científico, explica Celina Pires, acrescentando: «É um desejo legítimo querer dormir com os filhos e, excluindo situações de potencial risco para a morte súbita, não há razão nenhuma para que não se possa fazê-lo.

    O RECEIO DA MORTE SÚBITA

    Ainda assim, autoridades científicas como a Academia Americana de Pediatria (AAP) desaconselham a partilha da cama entre pais e filhos. A posição tem mesmo endurecido ao longo dos últimos anos, sobretudo desde que, em 1999 a Comissão de Protecção dos Consumidores nos EUA emitiu um comunicado a alertar para o risco de sufocação dos bebés quando estes dormem com os pais. A Comissão justificava a medida com os resultados de estudos que haviam estabelecido um risco maior de morte súbita quando os bebés dormem com os pais na mesma cama. Celina Pires questiona esta relação: «Esse risco é importante quando algum dos adultos que dorme com o bebé é fumador. No entanto, quando nenhum dos pais fuma e o bebé tem mais de oito semanas, o risco é insignificante.

    Que dizer, então, dos estudos nos quais a AAP se baseia para desaconselhar o cosleeping? «Nem todos os estudos avaliaram o consumo de álcool ou drogas por parte dos adultos, assim como não fizeram a distinção entre dormir em ambientes seguros ou inseguros, como os sofás, que já está demonstrado serem um factor de risco para a morte súbita», explica Celina Pires. Além disso, as investigações que existem «demonstram a associação entre duas variáveis [dormir com os pais e morte súbita do bebé], mas não podem definir um nexo de causalidade.

    Isto mesmo defende um dos investigadores norte-americanos com mais créditos na área do cosleeping, James McKenna, professor na Universidade de Notre Dame e director do Laboratório Comportamental do Sono Mãe-Bebé da mesma instituição. Dormir na cama dos pais não pode ser considerado, por si só, um risco, diz McKenna. É preciso ter em conta os contextos individuais. O investigador critica o discurso negativo instituído sobre o cosleeping: «Dormir em família pode ser uma decisão responsável, reflexo da forma como os pais querem alimentar os seus bebés e maximizar o seu bem-estar», escreveu numa revisão científica recente sobre o assunto

    «NÃO QUERO SALTAR ETAPAS

    Margarida Marques também dorme perto da filha desde o primeiro dia. Ainda a colocou no berço quando chegou da maternidade, mas, por alguma razão que não sabe explicar muito bem, intuição talvez, aquela imagem não lhe pareceu correcta. Levou-a, então, para a cama grande e aninhou-a junto de si e do marido. Dormiram assim durante os primeiros seis meses de vida da Inês. Depois decidiram pô-la numa cama de grades encostada à cama de casal. Puxaram um dos lados para baixo e engendraram uma cama grande, com espaço para todos dormirem à vontade

    Nunca consideraram que esta opção prejudicasse a relação entre ambos. É um facto que, em termos práticos, obriga a um esforço de imaginação, reconhece Margarida. Mas, «em termos afectivos, nunca nos sentimos separados pela nossa filha, antes pelo contrário»

    Inês está prestes a fazer três anos e ainda dorme ao lado dos pais, mamando quando lhe apetece. «Faz sentido para nós e para ela», resume Margarida. Até quando vão dormir em família não sabe – Margarida suspeita que a transição esteja para breve: Inês já declarou que «qualquer dia» se muda, definitivamente, para o seu quarto, onde já dorme as sestas -, sabe apenas que não quer saltar etapas. «Sinto que, desta forma, estou a respeitar o ritmo e o crescimento dela.

    Estar próxima, pele com pele, dar mama, calor, colo e afecto, de dia e de noite, é o que Margarida quer para a sua relação com a filha. Receio de atrasar a independência? «Para mim, é exactamente ao contrário: as crianças tornam-se autónomas tendo uma base de confiança, que se constrói respondendo às necessidades delas.» Inês não tem dificuldades ao nível da autonomia. Prova disso é a forma como decorreu a primeira sesta na escola. Inês, simplesmente, deitou-se na cama e dormiu. Sem mama, sem mãe, sem drama. «Para ela, a hora de ir dormir é um prazer.

    Educar uma criança para a independência é dar-lhe tempo para crescer, defende Margarida. Respeitá-la, dar-lhe segurança. Porque a autonomia não precisa de ser uma vitória das forças externas à criança. Também pode vir de dentro. A seu tempo.

    Fonte: http://maternasp.wordpress.com/2009/09/15/na-cama-com-os-pais/

    Educação intuitiva: da teoria à prática


    Natália Fialho tem 36 anos, é tradutora e mãe de três filhos: um rapaz com cinco anos, uma rapariga com três e um bebé com sete meses. Aqui, conta ao IOL Mãe como tem sido passar à prática as teorias da Educação Intuitiva.


    "Fui mãe pela primeira vez aos 31 anos. Comecei a procurar informação e a pensar que tipo de mãe iria ser, o que queria fazer. Só sabia que queria amamentar e que queria dar muito colo ao meu bebé. Comecei a pesquisar e a perceber que em Portugal a prática era diferente de muitas das coisas em que eu acreditava e de muitas outras que descobria e com as quais me identificava. Uma delas foi a Educação Intuitiva, que faz todo o sentido para mim.

    O meu primeiro filho nasceu no hospital. Foi um parto induzido, mas eu só percebi depois. Isso despertou em mim um sentimento de que não estava por dentro de tudo, que as coisas me passaram ao lado. Foi aí que nasceu esta vontade de partilhar informação que não é veiculada pelo sistema, pelos profissionais de saúde, com uma formação que reflecte a indústria, as empresas farmacêuticas, o marketing...

    Em relação à Educação Intuitiva, não quero passar a ideia de que é fácil. É difícil, por vezes. Isto não são fórmulas mágicas. E nem tudo o que nos parece fazer sentido funciona depois às mil maravilhas.
    Às vezes vejo nos meus filhos comportamentos dos quais não gosto e penso 'isto sou eu'. Estou sempre entre duas cadeiras e não me sinto sentada em nenhuma: a das coisas que não quero fazer e a dos meus ideais que não consigo atingir. Às vezes reajo de acordo com os meus valores, outras vezes exatamente como a minha mãe reagiria.

    Há uma preocupação que eu tenho e acho que é um risco que se corre muitas vezes: não quero que os meus filhos alguma vez sintam que não gosto deles incondicionalmente. Gosto sempre, mesmo que risquem o sofá. Quero que tenham esta base de segurança. Não quero que se torçam para viver segundo as minhas expectativas. Não quero que escondam asneiras que fizeram com medo da minha reação. Às vezes penso que não estou a conseguir isto, que é o mais importante para mim.

    Neste momento, não vejo diferenças entre eles e outras crianças, à parte o facto de estarem em casa. São crianças normais. Espero que estejam mais seguros dentro deles do que muitas crianças. Mas não tenho garantia nenhuma quanto a isso. Também tenho dúvidas. E também procuro ajuda. Faço o que penso ser melhor, como todos os pais.

    Nasci e cresci na Alemanha. Só estou em Portugal há nove anos. Lá nenhuma criança passa oito horas na escola. Eu lembro-me do tempo livre que tinha para brincar e quero isso para os meus filhos. Mesmo na escola primária, estávamos lá de manhã e depois passávamos a tarde em casa. Quero que os meus filhos possam ter isso. E não acredito no chamado «tempo de qualidade» que alguém inventou para descansar os pais que passam pouco tempo com os filhos. Tentam concentrar tudo em duas horas por dia que estão com eles, ou nem isso. Uma criança precisa de mais tempo com os pais!

    Sei que conciliar o trabalho com a vida familiar é um verdadeiro desafio na sociedade portuguesa. Mas se eu não pudesse trabalhar menos para estar mais tempo com os meus filhos, teria de arranjar outra solução, ia viver para outro sítio, não sei.

    Para mim não faz sentido gastar todo o meu salário nos infantários dos meus filhos, como fazem algumas mulheres que conheço. E depois têm a fotografia do bebé nas secretárias e vivem infelizes. Respeito, mas também peço respeito por outras opções. E que deixem de me ver como um ser extra-terrestre."

    «Quero criar um vínculo forte. Isso não significa menos autonomia»

    Mara Nunes é psicopedagoga, tem 30 anos e uma filha com 15 meses. Já seguia alguns dos princípios da Educação Intuitiva profissionalmente. Agora aplica-os na aventura de educar a sua filha.

    "Já antes de engravidar já me interessava muito pela área da educação, pela vertente profissional. Mas procurava alargar conhecimentos e conhecer novas abordagens. Encontrei muitas visões diferentes da forma convencional de educar, da forma como a maioria de nós, pais, teremos sido educados.

    Com a minha filha, comecei a tomar uma série de opções que eram instintivas para mim. Só depois conheci a Educação Intuitiva e percebi que se enquadrava nas opções que eu já fazia. Até aí achava que era uma visão pessoal, todas as pessoas à minha volta questionavam as minhas escolhas, como o parto em casa para respeitar mais o bebé e os seus ritmos, como pôr a minha a filha a dormir comigo, ou andar sempre com ela ao colo, no pano, ou ainda, hoje, continuar a dar-lhe de mamar.

    Não sabia que havia um nome para tudo isso e grupos de pais que se juntavam para trocar experiências. Achei que fazia todo o sentido participar.
    Penso que os pais hoje estão muito perdidos entre a forma ideal de educar e aquilo que conseguem, de facto, fazer. Por isso, estes grupos são muito úteis. Porque o mais difícil, neste processo, é lidar com as pressões exteriores.

    A minha filha é bastante autónoma
    Logo para começar, o parto foi muito respeitado e cada vez acho mais que o nascimento é a base de muito do que acontece ao longo da vida. Há coisas que têm explicação muito mais atrás do que nós imaginamos. Isso é logo um dos princípios da educação intuitiva.

    Depois é tudo muito natural e ao ritmo dela. Até aos 12 meses, os sólidos foram sendo introduzidos muito devagar, só à medida que ela procurava. Foi alimentada sobretudo com leite materno. As pessoas achavam que ela ia ficar doente, que depois não ia querer comer.
    Quando saio com ela para fazer caminhadas ou para ir às compras vai sempre no pano, desde as seis semanas de vida. Nunca usei o carrinho.

    Hoje come praticamente tudo, adora comer, come sozinha com a sua colher. Para quem pensa que as crianças ficam muito dependentes, só posso dizer que a minha filha é uma criança normal, mas talvez mais autónoma do que é a média. Quando me dizem «Está muito agarrada a ti», eu respondo, «Claro, só pode estar a agarrada a mim, passa o dia comigo. A quem é que havia de estar agarrada?»

    É isso que eu quero, que ela crie um vínculo grande e forte comigo. Quando se for afastando, ganhando autonomia sei que vai estar forte e segura. Esse é o instinto de todos os pais, mas pro razões culturais e pela forma como está estruturada a nossa sociedade, virada para o trabalho e ppara as questões económicas à frente de todas as outras, vamos contrariando isso e arranjando formas alternativas que agora defendemos como as melhores.

    A minha filha já vai buscar o bacio sozinha de manhã e está a deixar as fraldas. Nunca teve cólicas. Nunca esteve doente, nem mesmo quando os dentes romperam. Está sempre bem disposta.

    É precisa muita disponibilidade para estabelecer limites de forma inequívoca
    Agora está a começar a querer fazer valer a vontade dela. Pela Disciplina Positiva, outro princípio da Educação Intuitiva, vamos procurar estabelecer limites, mas explicando-lhe o porquê desses limites e fazendo-a ver o que acontece quando não os respeita. Trata-se de envolvê-la de criar conhecimento com ela.

    É um método que eu já usava no meu trabalho com crianças. Claro que com os nossos filhos é mais difícil. Claro que vai haver conflitos, mas acredito que esta é a melhor forma de educar. Vai haver birras, vai insistir em coisas que não são as que eu quero. Mas nós, pais, estamos lá para mostrar quais são os limites e para mostrá-lo sem margem para dúvidas, sem incoerências.
    É difícil, é preciso muita experiência e auto-controlo. Há sempre limites, muito bem estabelecidos, não se pense que a criança anda à deriva a fazer o que lhe apetece a cada momento. Simplesmente evitamos o Não constante e os castigos.

    Sei, por experiência, que a Discipina Positiva não leva a crianças mimadas e que não respeitam os outros. Tem o efeito precisamente contrário. O facto de participarem na criação de regras, não quer dizer que as vão transgredir mais, pelo contrário.
    Claro que isto exige muito mais presença e muito mais disponibilidade. É nisso que eu acredito, é isso que eu quero dar à minha filha."

    Fonte: http://mulher.pt/forum/index.php?action=printpage;topic=242.0

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    Os oito princípios da educação intuitiva - Por Naturkinda






    1. Preparação para o parto
    A ligação precoce com o bebé começa com a preparação pré-natal e a participação atenta e activa no parto. É possível tomar decisões fundamentadas sobre o tipo de parto que deseja e que irá ajudar a criar uma experiência positiva para si e para o seu bebé.

    COMPROMETA-SE A MANTER UMA RELAÇÃO FORTE COM O SEU COMPA
    NHEIRO: Discutam antecipadamente a filosofia de educação. Independentemente de os pais viverem juntos, é muito importante que, ao tomar as decisões, as necessidades e bem-estar do bebé estejam em primeiro lugar.

    EDUCAÇÃO PRÉ-CONCEPÇÃO: Sempre que possível, prepare-se mental, física e espiritualmente antes de conceber uma criança. Leia, faça perguntas e tome muito cuidado consigo, seguindo uma dieta nutritiva e fazendo exercício regularmente.

    GRAVIDEZ: Crie um ambiente uterino pacífico evitando o stress. Os sentimentos e experiências da mãe afectam o bebé em desenvolvimento.

    DECIDA-SE POR UMA EDUCAÇÃO CONSCIENCIOSA: Aprenda e compreenda o que é ter um filho.

    ESTEJA ATENTA E ACTIVA DURANTE O PARTO DO SEU BÉBÉ: Prepare-se, aprenda o que esperar e compreenda as opções que tem à sua disposição. Em geral, quanto menos invasivo for o parto, melhor para a mãe e o bebé.

    PARTICIPE EM AULAS DE PREPARAÇÃO PARA O PARTO E DE AMAMENTAÇÃO: São importantes para ajudar os pais a tomar decisões fundamentadas.


    2. Reacção emocional
    Compreender e responder de forma sensível às necessidades emocionais do seu bebé é a pedra basilar da Educação Intuitiva. Lembre-se de que chorar é a forma do seu bebé lhe dizer que está perturbado/a. Criar um laço ou ligação forte como seu bebé é mais do que simplesmente cuidar das necessidades físicas do bebé; inclui também passar tempo agradável interagindo com o seu bebé ou criança diariamente. O processo de ligação é consideravelmente potenciado quando os pais iniciam a brincadeira e interacções animadas.

    Não tenha receio de se apaixonar pelo seu bebé.

    As origens e motivos comuns para o choro incluem fome, cansaço, desconforto e solidão.

    Outros motivos para o choro são:
    1. Stress devido a excesso de estimulação
    2. Sentir o stress da mãe
    3. Necessidade de que lhe peguem ao colo ou o deitem
    4. Necessidade de contacto pele contra pele para se sentir seguro
    5. Gases e/ou cólicas
    6. “Muito necessitado” é um termo utilizado para descrever o temperamento de bebés que estão frequentemente irrequietos. Estes bebés podem necessitar de muito contacto físico próximo, movimento ou atenção afectuosa. Podem também ser sensíveis a um certo alimento sólido ou alimentos ingeridos pela mãe.


    3. Amamente o seu bebé
    A amamentação satisfaz as necessidades do bebé relativamente à melhor nutrição possível e contacto físico. A amamentação traz muitos benefícios para o bebé, a mãe e a sociedade, e é a forma mais natural de satisfazer a maior parte das necessidades físicas do bebé. Embora a amamentação seja a forma ideal de alimentar um bebé, os pais que não amamentam podem mesmo assim praticar a Educação Intuitiva. Encorajamos os pais que alimentam o bebé com biberão a adoptar comportamentos de "amamentação". Por outras palavras, pegue no seu bebé, fale-lhe e mude de posição enquanto dá o biberão. Evite a tentação de deixar o bebé só com o biberão, dado que o seu bebé irá beneficiar bastante com o seu contacto e colo.

    Vantagens para a mãe e família:
    1. Poupa dinheiro - o suficiente durante um ano para comprar um grande electrodoméstico
    2. Poupa tempo - não há leite para preparar ou biberões para lavar

    3. Prático em casa e em viagens
    4. Activa hormonas maternas que promovem comportamentos de ligação e acalmam a mãe
    5. Ajuda a mãe a descansar mais
    6. Ajuda a proteger a mãe contra o cancro da mama

    Vantagens para o bebé:

    1. Concebido biologicamente para o bebé humano, contém os nutrientes necessários e na quantidade adequada; é de fácil digestão
    2. Confere imunidade a certas doenças e viroses
    3. Protege contra alguns tipos de cancro, de acordo com as mais recentes investigações
    4. Mantém o bebé próximo da mãe e oferece conforto
    5. Ajuda a fortalecer os maxilares, olhos e a formação dos dentes
    6. Menor probabilidade de desenvolvimento de alergias

    · Evite reger-se pelo relógio ou calendário. Siga as pistas do seu bebé em vez do relógio ou do calendário.
    · O desmame é um processo mútuo determinado pela preparação do bebé e da mãe (“Desmame em cooperação”). O código da Organização Mundial de Saúde (O.M.S.) recomenda a amamentação até aos dois anos de idade, no mínimo.

    Se der o biberão, adopte comportamentos de amamentação:
    1. Pegue no seu bebé quando lhe der o biberão, nunca o deixe a só com biberão.
    2. Estabeleça um bom contacto visual nos momentos em que o seu bebé está atento e interessado.
    3. Mude de posição de um lado para o outro; isto ajuda a fortalecer os olhos
    do bebé.
    4. Fale ao bebé de forma carinhosa nos momentos em que lhe dá o biberão.


    4. Transportar o bebé ao colo; o contacto afectivo
    Transportar o bebé pegando-o ao colo ou utilizando porta-bebés de materiais suaves que mantêm o bebé próximo satisfaz as necessidades do bebé quanto a contacto físico, segurança, estimulação e movimento, que promovem o desenvolvimento óptimo do cérebro. Os bebés a quem é dado muito colo choram menos. O contacto afectivo através da massagem do bebé é uma outra forma excelente de acalmar o bebé e promover o seu desenvolvimento.

    · Dar colo ao bebé ajuda a satisfazer as necessidades do bebé de proximidade, contacto e afecto.
    · Dar colo ao bebé promove e reforça a ligação emocional dos pais com o bebé.
    · O movimento que resulta naturalmente de transportar o bebé ao colo estimula o seu desenvolvimento neurológico.
    · Os bebés choram menos quando transportados ao colo.
    · Pegar no bebé ao colo ajuda a regular a sua temperatura e ritmo cardíaco.
    · O bebé sente-se mais seguro.

    Se não transportar o bebé ao colo, esteja atenta:

    1. Dê colo ao seu bebé sempre que possível (especialmente se dá biberão).
    2. Evite a utilização excessiva de dispositivos para bebés (baloiços, chupetas, baloiços, porta-bebés de plástico).
    · Transportar o bebé ao colo facilita as saídas e viagens.
    · Os bebés que recebem contacto afectivo através de massagem, colo e outras formas de contacto físico afectuoso ganham peso mais rapidamente, são mais calmos e têm um melhor desenvolvimento intelectual e motor.


    5. Partilhar o sono
    É importante ser receptivo às necessidades nocturnas do bebé. A API recomenda que se mantenha o bebé numa proximidade íntima, num ambiente de sono seguro. Em muitas culturas é considerado normal e espera-se dos pais que durmam com os seus filhos. Investigações recentes demonstraram que alguns dos benefícios incluem melhor qualidade de sono para as mães e risco reduzido de SMSI (síndrome da morte súbita infantil) para os bebés. A partilha segura da cama inclui um colchão segure e firme e pais que não consomem drogas ou álcool e que não fumam próximo do bebé. Se os pais não se sentirem confortáveis com a ideia de partilhar a cama, lembre-se que a chave é a proximidade íntima e receptividade às necessidades nocturnas do bebé.

    A partilha segura da cama* requer:

    1. Não fumar junto do bebé
    2. Não consumir drogas ou álcool
    3. Um colchão firme sem roupas de cama fofas nem animais de peluch
    e
    4. Utilizar medidas de segurança tais como protecções na cama ou a colocação do bebé num local seguro na cama da família
    5. Evitar espaços de qualquer tipo, por exemplo, entre o colchão e a estrutura da cama ou guias laterais que podem facilmente deslizar para fora do colchão
    6. Nunca deixar o bebé numa cama de adulto sem supervisão
    7. Nunca colocar o bebé a dormir num sofá ou cadeira.


    * Para obter mais informações sobre os regulamentos para um sono partilhado seguro, visite o nosso website em www.attachmentparenting.org

    Vantagens para o bebé:

    1. Estudos indicam que as culturas em que os pais dormem com os bebés têm uma incidência reduzida de síndrome de morte súbita infantil (SMSI).
    2. Existem mais períodos de sono leve benéficos para criar um ritmo c
    ardíaco estável e padrões respiratórios estáveis.
    3. A amamentação é mais bem estabelecida através de mamadas frequentes, que são facilitadas através da partilha da cama.
    4. Os bebés sentem-se quentes e seguros, por isso choram menos.

    Vantagens para os pais:
    1. Mais sono
    2. Melhora a duração e quantidade das mamadas
    3. A mãe preocupa-se menos com o seu bebé.
    4. Os pais desenvolvem uma ligação mais estreita com o bebé.

    Se partilhar a cama não resulta para si ou a sua família:
    1. Tente outras formas de dormir, especialmente se existirem irmãos mais velhos:
    a) Alcofa junto à cama
    b) Lado-a-lado: tire um lado da cama de grades e coloque a cama em segurança junto à cama dos pais
    c) Colchão, futon ou saco-cama no chão para os filhos mais velhos

    2. Estabeleça uma rotina agradável para ir para a cama:
    a) Reduza a estimulação desligando a televisão; antes de ir para a cama evite dar ao bebé/criança bebidas ou alimentos que contêm cafeína, tais como leite com chocolate, refrigerantes, chá ou chocolates.
    b) Ponha música suave.
    c) Dê um banho quente ao bebé/criança.

    d) Embale, leia e/ou cante para o seu bebé/criança.

    3. As crianças pequenas que têm a sua própria cama vão muitas vez
    es para a cama mais voluntariamente quando os pais se deitam com elas na sua cama até ficarem bastante sonolentas ou adormecerem. Muitos pais descobriram que os seus filhos rapidamente ultrapassam esta necessidade e acabam por ir para a cama sozinhos sem problemas.

    6. Evite separações frequentes ou prolongadas
    Os bebés possuem uma necessidade intensa pela presença física de pais afectuosos e receptivos. Através dos cuidados diários e interacções afectuosas formam-se fortes laços entre pais e criança. As separações frequentes ou prolongadas podem interferir com o desenvolvimento de ligações seguras. Tente manter as separações ao mínimo com um bebé pequeno que ainda não fale, e seja receptivo às necessidades do bebé relativamente à sua presença física. As separações longas podem provocar fases de desgosto e que podem afectar a ligação do bebé a si. Se as separações forem inevitáveis devido à sua situação, ajude o seu filho a adaptar-se a elas de forma gradual. Evite a "rotatividade de amas"; a continuidade de cuidados com uma ama constante e afectuosa é crucial. Se trabalha, pode exercer a Educação Intuitiva quando estiver em casa para ajudar a estabelecer novamente uma ligação ao seu bebé.

    · As separações frequentes e prolongadas podem prejudicar o processo de ligação e podem ter efeitos para toda a vida no desenvolvimento psicológico e emocional a longo-prazo do bebé.

    · Se as separações forem inevitáveis, é extremamente importante haver uma continuidade de cuidados com uma ama constante e afectuosa. Se tiver de deixar o bebé, assegure-se de que a ama faz das necessidade
    s do seu bebé a sua prioridade máxima. Explique-lhe como pretende que ela trate e cuide do bebé. Faça a transição com bastante antecedência de modo a que seja um processo gradual e confortável para o bebé.

    · A “rotatividade de amas” - a troca frequente de amas - pode ser muito prejudicial ao processo de ligação.

    · Quando voltar a estar com o seu bebé, rodeie-o de amor, atenção e afecto. Isto ajuda o seu bebé a sentir o restabelecimento da ligação, o que fortalece a sua relação.


    7. Pratique a disciplina positiva
    À medida que uma criança cresce é necessário estabelecer fronteiras e limites. Disciplina positiva, métodos não-violentos e apoio afectuoso promovem o desenvolvimento do auto-controlo e empatia em relação aos outros.

    O que significa a palavra “disciplina”? Deriva da palavra “discípulo”, que significa aquele que segue os ensinamentos do seu mestre. Disciplinar é ensinar.

    O que é a disciplina positiva?
    A disciplina positiva começa com a compreensão de que o seu objectivo a longo-prazo é ensinar o seu filho a tomar decisões acertadas como criança e como adulto. Aprendem seguindo bons exemplos e modelos. Transforme-se no tipo de pessoa que quer que o seu filho seja.

    Como é que a Educação Intuitiva ajuda no processo de disciplina?

    A criança que é produto da Educação Intuitiva aprende que as suas necessidades serão satisfeitas de forma consistente e previsível. A criança aprende a confiar. A confiança é a base da autoridade, e uma figura de autor
    idade na qual se confia disciplina de forma mais eficaz.
    William Sears, MD

    1. A Educação Intuitiva constrói alicerces fortes. Uma criança que é criada com amor, empatia e afecto aprende a estabelecer fortes laços de confiança com os seus pais. Uma criança que tem uma forte ligação de confiança é mais fácil de disciplinar.

    2. Os pais são capazes de sentir empatia pela criança e compreender o seu ponto de vista.
    · É útil aprender as fases do desenvolvimento da criança para compreender o que é um comportamento normal, adequado do ponto de vista do desenvolvimento, de modo a poder reagir de forma adequada. Estes marcos do desenvolvimento incluem:
    1. nascimento até aos 6 meses
    2. 6 meses até ao ano
    3. 1 ano até aos 3 anos
    4. 4-5 anos
    5. pré-adolescente
    6. adolescente

    7. adolescência

    (O Gesell Institute of Human Development publicou uma série de livros para pais nas diferentes fases do desenvolvimento da criança escritos pelos médicos Ames e Ilg tais como Your One Year Old (A criança de um ano), Your Two Year Old (A criança de dois anos), etc. Muitos pais consideraram estes livros extremamente úteis. Visite a nossa loja e encomende estes e outros livros através do nosso website!)


    8. Mantenha o equilíbrio na sua família
    O equilíbrio é a chave para evitar o "esgotamento dos pais" e pode ser alcançado cuidando de si através de exercício, descanso e alimentação saudável. As necessidades de um bebé são intensas e imediatas, mas é possível alcançar o equilíbrio na satisfação das necessidades do bebé, assim como das necessidades de outros membros da família.

    · Independentemente de ser casado com vários filhos ou pai solteiro com u
    m único filho, é importante recordar que encontrar o equilíbrio é a chave para uma vida familiar saudável. É importante que os pais não se isolem. Devem procurar sistemas de apoio dentro das suas comunidades. Isto pode ser alcançado criando um tipo de família alargada de amigos com ideias semelhantes ou participando em grupos de apoio de pais da API, que oferecem não só apoio como também a oportunidade para pais mais recentes de serem orientados por pais mais experientes.

    · Ser um pai recente muitas vezes exige ajudar a mãe a desenvolver uma relação com o seu recém-nascido. Durante os primeiros meses de vida, o bebé irá frequentemente ser a única preocupação da mãe. Certifique-se de que o pai é incluído nas actividades diárias do bebé. O apoio dos pais ajuda as mães a tornar-se mais confiantes e competentes no seu papel de mãe, e a ser bem sucedidas na amamentação.

    · É fácil sentir-se "esgotada" e "exausta" pelas exigências da maternidade. Os primeiros meses de vida do bebé podem ser muito intensos e consumir muito tempo. Tentem ser pacientes e sensíveis em relação às necessidades um do outro.

    · Seja criativo para encontrar formas de passar tempo com o seu cônjuge/companheiro sem comprometer as necessidades do seu bebé. Jantares à luz de velas ou um piquenique na sala de estar podem ser divertidos e ajudam os casais a estabelecer novamente uma ligação.

    · Tenha um amigo, familiar ou ajudante (um adolescente em que possa confiar), que o bebé conheça, que venha brincar com ele e entretê-lo, enquanto os pais têm algum tempo sossegado noutro ponto da casa. Leve-os consigo se sair.

    · Esta pessoa pode ajudar com o bebé, mas o bebé será confortado pela proximidade dos pais.

    · Compreenda que nos primeiros anos as necessidades do seu filho são mais intensas que nunca, e que “também isto passará”.

    · Todos os pais necessitam de apoio! Por vezes pode ser difícil aos pais encontrar o apoio de que necessitam. O aconselhamento profissional pode ser bastante benéfico para ajudar famílias a voltar a encontrar o equilíbrio e para estabelecer uma ligação a recursos ou outros serviços na comunidade.
    mais informações em:
    http://www.naturkinda.com/educacao_int.html