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Maternidade, trabalho e mitos

"It is necessary to distinguish between horizontal and vertical
occupational segregation, which are often conflated.23
Horizontal occupational segregation exists when men and
women tend to choose different careers – for example men are
carpenters while women are cooks. Vertical segregation exists
when men dominate higher-grade higher-paid occupations and
women are concentrated in lower-grade, lower-paid
occupations in the same area of activity: for example men are
managers while women are secretaries, men are surgeons while
women are nurses.

Most studies focus on horizontal occupational segregation,
which most people would regard as inevitable, and where there
is no immediate link to earnings differences. Few women aspire
to be engineers or soldiers, and few men choose to be nursery
teachers and beauticians. Insisting on 50/50 quotas of
men/women in all occupations makes no allowance for
variations in tastes, talents, interests, personal choices and
cultural diversity."

"
Case studies of the professions and management regularly
explode the myth that women’s access to higher education and
higher status occupations brings gender equality into the
workplace. Case studies of women who achieve high status
professional and managerial jobs also demonstrate why familyfriendly
policies can be irrelevant. They show that women in
high-powered jobs reduce or eliminate work-life balance
problems by remaining childless, in about half of all cases, or by
low fertility, as illustrated by the nominal one-child family, or by
subcontracting childcare and domestic work to other women. In
contrast, almost all their male colleagues are married, with
several children, but also with wives who typically remain fulltime
mothers and homemakers."

"sex discrimination
does not prevent women’s access to senior positions in
management and the professions. Sex differentials in the
professions are due primarily to substantively different work
orientations and career choices among men and women, even
among university graduates, even among people of
exceptionally high intellectual ability, and hence to very different
career paths."

pois são

Viver em paz é um exercício de fé

Há vários dias que estamos fora de Lisboa, entretidos entre visitas a familiares, passeios e dias de trabalho intenso.

Estamos todo o dia rodeados de adultos calorosos e que bem que sabe ter companhia.

Mas os tempos são de insegurança, a cultura do medo está instalada e isso sente-se e verbaliza-se a cada minuto:

medo de que as crianças não cresçam saudáveis: "ainda mama, vai ficar doente"; "não bebe água, e se fica desidratado?"; "não come o amarelo do ovo? mas faz-lhe tanta falta? e agora, as vitaminas?"; "Só come arroz? e as proteínas?"; "tens que comer frutinha, come! come! come!"; "não dorme de tarde?"; "Só dome isso?"; "como é que dormiu tantas horas? e agora, não vai dormir de noite!"; "tem que dormir de noite senão fica doente"; "não tem uma bicicleta maior, vai ficar com dores nas pernas"...

medo da relação das crianças com o meio: "cuidado que cais"; "olha que te engasgas", "vais fazer dói-dói"; "isso magoa"; "não o deixes sozinho que o podem raptar"; "e se vem alguém o leva? Hoje em dia nunca se sabe"; "cuidado que está frio, constipa-se"; "olha o sol, fica doente"; "já é de noite, não pode ir para a rua"; "está muito calor, não pode andar a rua"; "calça os sapatos, o chão está frio"; "não pode andar sem sapatos, ainda se corta"; "ai, a faca não"; "cuidado com a tesoura"; "olha os dentes do garfo, ainda se espeta"; "ai o caroço, e se ele o engole?"; "estás a transpirar, não corras tanto"; "olha que ficas sem fôlego de tanto rir, isso faz dor de barriga!"; "cuidado que entalas os dedos na porta"; "copo de vidro não que ele cai, parte-o e corta-se"; "vai sozinho, e se ele se perde?"; "não o ouço, e se fugiu?"; "não o vejo, já foi para rua"; "ai, meu Deus, os carros"; "olha que ele atravessa a rua"; "estás molhado, vais ficar doente"....

medo dos nossos semelhantes: "não posso deixar aqui a carteira porque ainda a levam"; "mataram uma mulher na praia de Leça"; "roubaram o telemóvel da X. na praia de Angeiras"; "hoje em dia não se pode confiar em ninguém,"; "anda meio mundo a enganar outro mundo"; "as pessoas são uma coisa pela frente e outra ..."; "como é que fazem mal a crianças tão pequeninas?"; "e de pensar que há quem rapte a faça mal a estes pequeninos"; "não deixes a porta aberta que podem entrar ladrões"; "cuidado com o computador que ainda to levam"; "não deixes o carro aberto, que ainda o roubam"...


medo de escolher: "a comida está toda contaminada e vai ser cada vez pior", "a comida biológica é toda igual à outra, a terra é a mesma. está tudo contaminado"; "até a comida biológica tem as bactérias, deu na televisão"; "já não há solução para isto, vai ser sempre a piorar", "não há empregos, nem vai haver"; "só querem o nosso dinheiro, nada presta para nada"; "se continuas a ser só mãe, quando quiseres trabalhar vais lavar escadas"; "estás a ficar velha, depois ninguém te quer";

Ouvindo estas e outras coisas, vou dizendo a mim mesma que não faço parte desta cultura do medo, vivo nela mas não a aceito como fazendo parte do meu modo de vida.

Hoje, ao aceder ao mail, encontrei este texto maravilhoso do Scott Noel, muito ao encontro do que acredito ser necessário para viver em paz - "de forma não violenta, incondicional e criativa" - independentemente do contexto em que nos movimentamos.


"Blind faith is believing what others tell you, but
*authentic faith* is trusting your Inner Guidance,
a.k.a. intuition, inspiration, instincts, or gut
feelings.

For this style of parenting to work, you have to
(a) stay checked in with your Guidance, (b) follow
it, and (c) accept that it takes *time* for inner
changes to be reflected in outer conditions
(including children's behavior).

Fortunately, you don't have to wait for those
outer changes. You can practice the Art of
Unconditionality and enjoy parenting now!"

http://dailygroove.net/faith

A tenda vermelha

Teleseminário- A tenda Vermelha - O poder da menstruação
http://www.deannalam.com/LoveYourBodyFreeTeleseminar

Controla a tua saúde

Website: 
http://www.martiangel.com/?cat=93


 Meditação gratuita "O poder curativo do perdão":
http://media10.podbean.com/pb/28984e45d35b7f289f935ba11f955133/4dfa768e/blogs10/162942/uploads/ForgivenessMed.mp3

A sabedoria da menstruação

http://www.drnorthrup.com/womenshealth/healthcenter/topic_details.php?topic_id=138

Solsticio de Verão



http://www.religioustolerance.org/summer_solstice.htm

http://www.circlesanctuary.org/pholidays/summersolstice.htm


http://www.circlesanctuary.org/pholidays/SolsticePlanningGuide.html

Estar grávida e deixar de fumar

Muitas vezes me pergunta como deixar de fumar, especialmente mulheres grávidas, seus amigos e familiares que sabem que passei pelo processo de desintoxicação da nicotina e de desabituação do hábito de fumar, durante a gravidez.
Não conheço respostas para este assunto, nem grupos de apoia, nem textos. 
 
No meu caso houve 3 coisas muito úteis: 
 
- o pai do S deixar de fumar;
 
- deixar de frequentar espaços e pessoas com fumo;
 
- convencer-me de que estava viciada e que esse vício, como qualquer outro, consistia numa doença da qual eu necessitava de me tratar. 
 
Coloquei as coisas da seguinte forma: 
 
Eu amo-me e amo o meu filho. Se não sou capaz de deixar de fumar é porque o amor que sinto pelo cigarro - e tudo o que ele possa, consciente e inconscientemente, representar para mim - é superior/maior/ mais importante do que o amor que sinto por mim e pelo meu filho. 
 
Se amo mais um hábito e substância que mata do que o amor que tenho pela minha vida e pela vida que estou a gerar no meu ventre, é porque estou doente. Se estou doente devo procurar ajuda para me curar.
 
Resultou. com muitas lágrimas e comida mas resultou. 
 
Muitas gotas de Trancoligo tb foram úteis durante as crises, i.e., naqueles momentos em que a vontade de fumar era tão forte que parecia que me estavam a dar socos no estômago e a arrancar o coração. 
 
Já só tenho uma leve memória da dor que essa sensação de abstinência provoca. Espero que essa memória perdure, leve o suficiente para não magoar mas suficientemente presente para nunca me esquecer que sou e sempre serei viciada em nicotina.
 
Ainda hoje, sempre que necessito de me concentrar, que quero trabalhar e não consigo, que me vejo perante uma frustração, contrariedade, momento de stress, sinto vontade de fumar. às vezes até parece que não vou conseguir relaxar, trabalhar, resolver problemas sem o bom velho hábito. Já passaram dois anos e meio. Dois anos e meio que me dão a exacta medida da grandeza do meu vício.