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Obras, ruído, isolamento e pós-parto


Estar numa casa que tem o vizinho a deitar paredes abaixo, transportou-me para os primeiros meses de vida do meu filho e para os nossos dias, com a casa a vibrar e um ruído insuportável, que me obrigava a pegar nele ao colo, descer 3 andares a correr - por entre póe cheiro a cola e tinta - e ir para o meio da rua, independentemente da temperatura exterior, da chuva ou do vento... rua essa onde não havia nada para uma mulher com um recém nascido fazerem para além de deambular, cheios de sono.

Não tenho dúvidas de que estes seis meses foram fundamentais para a percepção que tenho da vida na cidade e para o estado de burn out em que me encontrei logo a seguir. Agora não compreendo como me foi possível ter sido negligente ao ponto de me ter mantido naquela situação mas, porque sei que não pensamos muito claramente nestas alturas, aqui fica o alerta: permitam-se e exijam um pós-parto acompanhado e tranquilo. O mínimo que podemos exigir é alguém ao nosso lado para nos fazer companhia e ajudar nas tarefas do dia-a-dia e um espaço tranquilo para estar e descansar. Eu não me precavi de forma contar com nada disto e ainda me tentei mostrar forte, como quem está a aguentar tudo muito bem. Três anos depois, ainda me sinto a tentar recuperar do esforço que fiz.



Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida

1 comment:

  1. Sem dúvida que o pós-parto é uma altura delicada, seja pela adaptação ao novo ser, seja pelas dores, seja pelo cansaço, seja simplesmente pela paz de espirito... ou seja acima de tudo, pelo bebé, um ser pequenino que desconhece este nosso mundo e que quando mais sossego tiver melhor!

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