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O casal

"Isaac, meu pai, suspirou e disse-me que nunca tinha levado nenhuma mulher para a cama dele senão a minha mãe, apesar de ela apenas lhe ter dado dois filhos pouco tempo depois do casamento deles. Rebeca tinha-o recebido com ternura e paixão quando se tinham casado, porque enquanto noivo dela, ele tinha-a tratado como se ela fosse a Rainha do Céu e ele fosse o consorte dela. A união deles era a união do mar e do céu, da chuva e da terra seca. Da noite e do dia, do vento e da água.
As noites deles estavam cheias de estrelas e de suspiros, enquanto eles interpretavam os papéis de deusa e de deus. As carícias deles engendravam mil sonhos. Dormiam nos braços um do outro todas as noites, exceto quando chegava o tempo de ela entrar na tenda vermelha, ou quando ela amamentou os filhos. Foi isto que o meu
pai me ensinou acerca de maridos e mulheres - disse Jacob, meu pai,
a Lea, minha mãe, na primeira noite que passaram juntos."


in A Tenda Vermelha - Anita Diamant

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Fogo, palmadas e amor

Quando o meu filho nasceu dediquei-me ao estudo etnográfico da primeira infância, andei perdida na etno-pediatria, etno-psicologia e outros que tais. Afinal, o puto dormia todo o dia e eu adorava estar colada a ele e ler.

Esta vossa conversa fez-me lembrar que na sociedades tradicionais, tanto nas que já se extinguiram como nas que existem actualmente em África, Polo Norte, Austrália e floresta Amazónica, os homens vão à caça e as mulheres ficam na aldeia encarregues das crianças. Quando os homens regressam não integram ritmo da aldeia de forma imediata, as mulheres preparam-lhe um espaço - ao ar livre ou dentro de uma das estruturas habitacionais, caso chova - para eles se sentarem, em silêncio, a descansar e contemplar o fogo.

Depois de o "guerreiro" ter o seu merecido descanso, as mulheres aproximam-se com as crianças e os alimentos preparados. Se uma das crianças faz muito barulho ou chora durante a refeição, a mãe dessa criança levanta-se a afasta-se com ela até que se acalme, ninguém lhe grita, ninguém a educa com repreensões. A criança pode necessitar de atenção dirigida, ter sede, fome, querer fazer xixi, evacuar, ter alguma dor, estar sobre-excitada com alguma coisa que esteja a acontecer no grupo... qualquer uma destas necessidades se resolve com algum tempo de afastamento com a mãe, atenção e logo regressam tranquilamente.

Os homens ocidentais modernos já não vão à caça mas continuam a ter necessidade de se sentar a contemplar o fogo, em silêncio e entre homens. Continuam a ter necessidade de ser cuidados, amados, acarinhados mas, em nome da igualdade de género - e na minha opinião em nome do bom funcionamento do mercado de trabalho - o que recebem quando chegam a casa é um rabo com cocó para lavar, uma refeição para fazer e um chão para varrer, sozinhos e sob o olhar crítico da mulher que teria feito tudo muito mais rápido e melhor, se não estivesse estafada, sacrificada pela sua amada vida profissional.

O senhor que escreveu o artigo anda à procura do seu momento de contemplação - no café - fora da sua aldeia, sozinho, ressentido no meio de outras tantas pessoas, sem tempo nem espaço para SER, sozinhas e ressentidas.

o artigo em questão, e que eu nunca li, é aquele a que este se refere
http://locaishabituais.blogspot.pt/2013/01/quem-tem-filhos-pequenos-ha-de-estar.html
Soam-me a um um bando de crianças aos gritos surdos,
Um diz "não educas bem os teus filhos"
Os outros respondem "quem és tu para nos apontar o dedo?"
O que leva o primeiro a acusar e os restantes a defenderem-se raivosamente? Ninguém parece questionar...

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(des)igualdade de género


Eu não quero os mesmos direitos que os homens, eu quero direitos adequados às minhas necessidades.

As políticas de igualdade de género falham onde falham todas as políticas de igualdade pois aqueles que se pretende "defender" são considerados, à priori, como excluídos dos mesmos direitos dos que estão plenamente integrados. I.e, as políticas são construídas tendo como princípio base o facto de existir um sistema social que para funcionar exclui e, como tal, necessita de criar mecanismos para re-integrar.

É fácil de perceber com os imigrantes - há países que necessitam de mão de obra e que por isso a importam, os excedentes ficam em situação de pobreza e devem por isso ser apoiados ou, em caso de pleno emprego, não há pobreza mas há integração linguística etc... A emigração dá-se pois os países de origem não oferecem condições de vida e, tantas vezes, isso acontece pois há outros países que enriquecem explorando os exportadores de mão de obra (seja minério, agricultura de massa, mercado para produtos manufacturados ou especulação financeira). Portanto, o sistema exclui e deve incluir. Creio que só o liberalismo norte americano não via isto mas até lá as coisas estão a mudar.

Se os sistema não excluísse já não faziam falta políticas de integração e igualdade.

No que se refere às mulheres a situação é bem mais difícil de perceber. As mulheres, em todas as latitudes e em todas as épocas ... desde cerca de 900 ac, época das últimas sociedades matriarcais - foram/ são excluídas.

Desde o início das sociedades patriarcais e regidas por um só deus, que os ritmos femininos deixaram de ser respeitados e os atributos do feminino passaram a ser considerados como fraqueza.

O auge terá sido a inquisição e a famosa caça às bruxas, que deu tão bons resultados que, actualmente, já nem se conhecem que "atributos femininos" são esses. Tudo o que se pretende, agora, é a tal igualdade de que vocês falam. Mulheres e homens com direitos e deveres iguais.

Acontece que nós - homens e mulheres - somos diferentes tão diferentes quando os Muçulmanos que vivem em PT e agradecem as férias de Natal que dão aos filhos mas ficariam muito mais contentes se não os obrigassem a fazer exames durante o jejum do Ramadão.

Se nos derem direitos e deveres iguais, matam os nossos atributos ciíclicos, a nossa capacidade de conceber, gerar, parir, criar, nutrir ao peito. Matam a nossa ciclicidade que, todos os meses, nos traz a vida e a morte através da sacralidade do sangue menstrual. A medicalização e instrumentalização da menarca, gravidez, parto, amamentação, manopausa são a morte dos atributos do feminino com o simples objectivo de nos fazer encaixar - alienadas e adormecidas - nos iguais direitos e deveres que todos - homens e mulheres - proclamamos como sendo a salvação.

O que se apregoa é a igualdade de direitos num sistema social que é orientado para a integração dos atributos masculinos, logo que exclui à prioiri. É como querer que os Muçulmanos celebrem o natal em vez do Ramadão só porque lhes são dadas férias de Natal.

É por isso que gosto mais de falar em equidade - google it if you dont knoe what i'm talking about

Eu quero ser mulher, plena, saudável, conhecedora do meu corpo, do meu ciclo. Quero ser a menina que pode descansar durante a morte cíclica que representa a menstruação, em vez de ter que tomar um qualquer medicamento para poder ir para a escola. Porque é que uma menina com dores menstruais não pode ficar em casa, aconchegada no colo materno, perto da avó, da vizinha das outras mulheres da sua "tribo" a receber o amor de que necessita? Será que a igualdade de direitos (educação) e de deveres (trabalhar para contribuir para o mercado) é mais importante do que o respeito pela nossa natureza, o respeito pelo nosso corpo? Eu sou mulher, não sou um homem, não consigo ser igualmente produtiva em todos os dias do mês. Eu tenho direito a parar quando o meu corpo assim mo pede.

Eu quero engravidar e ter tempo para contemplar a vida, para dormir a sesta, conversar com o meu bebé, senti-lo, conhece-lo a partir do meu ventre que incha. Eu quero partilhar entre mães, conhecer os mecanismos do meu corpo durante o parto e empoderar-me ao parir o meu filho, sem intervenções desnecessárias, sem medo, com prazer (ok, a parte do prazer pode ser devaneio. aceito). Não quero passar a gravidez a trabalhar, a correr em todos os sentidos, a tomar medicamentos para as dores, as infecções, as inflamações causadas pelo stress. Não quero um curso de preparação para o parto em que me ensinam a respirar para não gritar, para facilitar o trabalho dos Srs doutores de bata branca,. Eu quero gritar, uivar, enlouquecer, se assim me apetecer pois faz parte da minha alma feminina. Para quê sofrer e calar? Para garantir o meu direito de acesso ao mercado de trabalho? Eu fico grávida e doente, mutilada durante o parto, para ter direito a ser igual a um homem? Eu não sou um homem, o meu ventre carrega a vida. Tu foste carregado/a no ventre de uma mulher que também não pôde parar, em nome da igualdade!

Os meus seios, incham de leite que a mecanização martiriza com bombas, que a ciência seca com medicamentos e injecções. O meu leite é o leite que nutre os meus filhos que lhes garante uma vida saudável. Porquê negar um direito fundamental de qualquer mamífero? Em nome da igualdade no mercado de trabalho? Eu quero ser uma mulher que não se envergonha dos seus seios, tenham eles o tamanho e a forma que tiverem, tenham eles alimentado 0 ou 20 crianças.

Eu quero ser mãe a 100% durante os anos em que os meus filhos necessitam de mim e ser trabalhadora a 100% durante os anos em que me posso dedicar ao trabalho. Não quero ser esquartejada entre a culpa de ficar em casa a cuidar dos filhos e perder a carreira profissional e a culpa de ir trabalhar e entregar os filhos a terceiros para criar. Eu não sou um homem, emissivo, que com uma ejaculação pode gerar milhares de crianças. Eu sou uma mulher, concebida para gerar, parir e criar uma criança de cada vez (ok, 2, 3 em caso de gémeos) e durante um período longo de tempo.

Eu quero garantir que cada um recebe o que necessita, quando necessita. Não me interessa que todos sejamos tratados de forma igual. Nunca a igualdade gerou felicidade.

Infelizmente, de tão alienadas, escravizadas que fomos, nós mulheres, não conhecemos as nossas necessidades e as que as conhecem são tantas vezes acusadas sendo os seus primeiros carrascos, outras mulheres que se dizem activistas pelos direitos das mulheres, em nome da igualdade.

Dedicado ao homem que me acompanha no percurso de descoberta do feminino.
Imagem - Excelsia by Sonya Stratfull


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Rituais de gravidez | O círculo de mulheres

Na última lua cheia antes da DPP (Data prevista de Parto) participa num ritual de passagem em que te permites se nutrida pelas tuas amigas, doula, parteira e/ ou outras mulheres que desejem participar neste acto de amor para com a mãe e a nova vida que se gera no seu ventre.

Podem criar um colar de parto, em que cada uma das mulheres participantes oferece uma pedra que será colocada num fio e utilizada durante o parto.

Podem ofecerer à grávida massagens aos pés ou corporais, pinturas com henna.


No mundo Árabe os cabelos das grádidas andas soltos, sem véu e são delicadamente escovados por outras mulheres pois acredita-se que ajuda todo o corpo a sentir-se mais relaxado e o parto a fluir com mais tranquilidade.

Podes procurar círculos de mulheres organizados na tua área de residencia e juntar-te a eles, serás seguramente bem recebida. Contacta-me para saber quais os círculos existentes.


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Dormir com cães, gatos e crianças.

« (...)conversa hipotética em um qualquer lado:
-  Mulher A: "os meus gatos/cães (etc) dormem todos comigo na cama."

Toda a gente se ri e acha imensa piada (mas não se ouve qualquer comentário depreciativo).

- Mulher B: "os meus filhos dormem todos comigo na cama."

 Toda a gente arregala os olhos e fica com aquele ar de desaprovação terrível!!!
»

Filipa dos Santos in Mães de Transição

http://www.freerangeinsuburbia.com/category/unschooling-2/


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Inchada, cansada, com vontade de recolhimento durante a menstruação?

Estas são as réplicas, em tamanho real, do útero durante a menstruação (vermelho) e fora do periodo menstrual.


Imagem: Abraza el Milagro
 
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Chuva dançante



 











O dia começou muito atribulado, com o saque de centenas de euros por causa de uma fuga de gás, o meu nervosismo, molhado por muitas lágrimas e consequente pedido, ininterrupto, de mama.

Depois de engolidas as lágrimas, saímos de casa, respirei fundo e disse com toda a sinceridade do mundo:

- "o dia começou difícil, eu estava muito triste mas, a partir de agora, vamo-nos divertir muito".

- "pois vamos, mamã" seguido de "eu quero pizza" pois bem, alguém conhece um dia divertido, sem queijo derretido? Fomos de café em café procurar pizza e acabamos por encontrar um senhor rectângulo de pizza multicolores que o Sebastião provou e rejeitou com um "tem um sabor esquisito!". Pois claro, tinha também um aspecto esquisito.

Seguimos viagem e paramos pelo caminho para oferecer a pizza de ananás, fiambre e atum (como não haveria de ter um sabor esquisito?) a um senhor que procurava comida no lixo. A surpresa do homem foi tão grande como o ridículo que senti pelas lágrimas derramadas de manhã. Digamos que me ajudou a "pôr as coisas em perspectiva".

Chegamos ao nosso destino - Santa Apolónia para ver o amigo ARCÁDIA - e lá estavam 3 gigantes cruzeiros a fumegar e um deles a zarpar, sob uma chuva torrencial e ao som de uma estridente música ao vivo. Pois bem, dançamos à chuva!

Ainda não havíamos acabado de tirar a roupa molhada quando o telefone tocou e lá vierem mais problemas com o gás. Rumo a casa resolvemos tudo e entrega-mo-nos ao chá quente com bolachas e ao Homem Aranha com "blog posts".

Estafada mas contente com a dança!

Inspiração:
http://sandradodd.com/gettingit

* O que são e como registar momentos extraordinários? 

Recolhimento pos-parto

Todas as pessoas que nos visitaram no pós-parto, que estavam tão felizes e exultantes com o nascimento do nosso filho que não aguentavam esperar nem mais um dia para nos encherem a casa e nos porem a fazer sala, perderam a nossa morada, nunca mais encontraram o caminho até cá.

http://eosfilhosdosoutros.blogspot.pt/2013/01/como-dizer-isto-com-suavidade.html?spref=fb


Tanta pressa, para quê?

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Quando eu era bebé, como é que fazia cocó?


Perguntou o S. "Quando eu era bebé, como é que fazia cocó?"

Eu, ia responder, "na fralda!"

Depois, lembrei-me, peguei nele ao colo, sentei-o entre os meus braços agarrando-o pelas coxas e disse "Assim, fazias cocó assim":
http://www.anythingbaby.co.nz/poos-and-wees/elimination-communication
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Ser "só" mãe

Inúmeras são as vezes em que ouço mães, em licença de maternidade e/ou mães a tempo inteiro, lamentarem-se pelo facto de não terem tempo para mais nada, de não contribuírem para o orçamento familiar, de não se sentirem importantes e reconhecidas pelo seu trabalho. 

Eu mesma deixo-me levar muitas vezes, e aumento com as minhas queixas, este corpo de dor feminino ligado ao desmerecimento ao acto de cuidar, nutrir, acarinhar uma (ou mais) crianças que são, afinal, os atributos primordiais do "ser feminino" seja ele homem ou mulher.
 

Os ecos que me chegam são muitos e vão desde a culpabilização da criança ...

"ele/a não dorme mais do que 10 minutos, passa o dia todo ao colo, não me deixa fazer nada, nem banho consigo tomar."

"Se o/a levo para a horta comigo destrói tudo, eu digo-lhe para não mexer e ele/a não me houve
, não consigo fazer nada todo o dia".

"quer atenção exclusiva, não me posso distrair com nada, estou cansada"


... à inevitável comparação com as outras crianças...

"eu não entendo, os outros miúdos dormem toda a noite e só esta/este é que não dorme."


"eu nunca vi uma criança chorar tanto, a minha mãe também não"

"quer mamar de 5 em 5 minutos. Por ele/ela eu passava o dia sentada a dar-lhe de mamar".

Também se ouve muito a auto-desvalorização do actividade de cuidar de outrem, especialmente por não ser assalariada ...

"se eu ganha-se pelas horas que fico a cuidar dele/ela, estava rica"

"eu queria contribuir com alguma coisa de importante para a família, em casa sem ganhar dinheiro, sinto-me uma inútil"


E, tantas vezes, as nossas crianças tornam-se um verdadeiro impecilho face a actividades mais nobres..


"se ele/ela não fosse tão dependente eu conseguia limpar a casa"


"quem me dera que ele/ela dormisse a sesta para eu conseguir cuidar da horta"


"eu quero trabalhar a partir de casa para poder estar com ele/ela, ainda não sei no quê mas mesmo que soubesse, ele/ela não me larga um segundo"
O discurso a que nos sujeitamos, dia após dia, é o de que todas as crianças são "melhores" do que a nossa, todas as mães são mais "produtivas do que nós, todas as casas são mais "confortáveis" do que a nossa, todas as mulheres são mais "cheirosas e arranjadas" do que nós, todas as famílias são mais "ricas do que nós" .....


Paremos uns segundos! Observa com atenção! Lembra-te da família A, B, C, D que conheces.... onde estão essas verdades com que te martirizas?


Viste-as? Consegues recolher factos observáveis?


Não, não consegues, são fruto das tuas crenças e começam com um simples sou "só" mãe.

Também ouço muitas vezes "ninguém entende/reconhece/ valoriza o trabalho que isto dá, é mais cansativo do que ir trabalhar". É verdade, há muita gente que não entende, reconhece, valoriza, incluindo TU (e EU, todas as vezes que me distraio e mergulho num corpo de dor que não me pertence).








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A mulher saudável

Foto

"Uma mulher saudável assemelha-se muito a um lobo; robusta, plena, com grande força vital, que dá a vida, que tem consciência do seu território, engenhosa, leal, que gosta de perambular. Entretanto, a separação da natureza selvagem faz com que a personalidade da mulher se torne mesquinha, parca, fantasmagórica, espectral. Não fomos feitas para ser franzinas, de cabelos frágeis, incapazes de saltar, de perseguir, de parir, de criar uma vida. Quando as vidas das mulheres estão em estase, tédio, já está na hora de a mulher selvática aflorar." Mulheres que Correm com Lobos, op cit in Partir-se ao parir. Maternidade e Auto-conhecimento  

Imagem: Anahatha Carol
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Amamentar em público


Amamentar em público pode parecer complicado inicialmente, sentimo-nos pouco seguras, obervadas e toda a gente parece ter uma palavra a dizer sobre a forma como amamentamos, o tempo de amamentação, as qualidades nutricionais do leite, entre outros.

Passados os primeiros meses, especialmente quando se utiliza um porta bebés (
sling, pano, manduca...), a prática - tanto da mãe como do bebé, facilitam a amanentação em público que se torna simples e rápida.
A partir dos seis meses começam a surgir as vozes discordantes dos que acreditam que a amanentação prolongada é um vício, que o bebé vai ficar dependente e mal nutrido. Pelos oito meses as críticas intensificam-se e chegam-nos de profissionais de saúde, familiares, amigos, colegas de trabalho, desconhecidos. Há uma imensa sabedoria à solta, sempre contra a amanentação. Algumas, muito poucas, mulheres dão um sorriso complice ou uma piscadela de olho e, se tiverem oportunidade, contam-nos como também os seus rebentos mamavam muito.
 
A boa notícia é que, a partir dos 12 meses - mais ou menos - as almas horrorizadas com a amamentação prolongada já não se conseguem pronunciar e podemos continuar a amamentar sem conversas conflituosas e sermões.
Aqui ficam as incongruências que ouvi ao longo de 12 meses de amamentação - http://wantamiracle.blogspot.pt/2010/10/1-ano-de-conversas-sobre-amamentacao.html
 
Depois disso são poucas as anedotas a registar. O meu filho mama onde e como quer sem ninguém nos brindar com as suas opiniões.
 
Já ouvi várias mulheres que se diziam "fascinadas" por nunca terem visto "um menino tão grande a mamar" mas sempre com muita admiração e ternura. lembramos-lhes o tempo das suas avós, as histórias da sua família alargada, do tio que "perseguia a mãe com um banquinho" a pedir que se sentasse para "dar mama".

Sinto-me lisongeada por, em 2012, honrar as nossas ancestrais e nutrir fisica e emocionalmente o nosso filho, através da amamentação.

 Foto: Paying the Harvesters
1882 
Lhermitte, Leon Augustin (1844-1925)
oil on canvas
Musee d'Orsay, Paris, France
Out of copyright
Historic Photos & Prints of Breastfeeding - Lhermitte, Leon Augustin (1844-1925)

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O altar sagrado da gravidez e parto

Constrói um altar à gravidez e parto. ao lomngo dos 9 meses de gestação, vai acrescentando itens significativos para ti. Podes incluir velas, fotografias das tuas ancestrais(mulheres da família), imagens representativas do parto que desejas, pedras, fotografias tuas e do teu parceiro, sementes, conchas e tudo o que desejes.

http://www.beliefnet.com/Love-Family/Parenting/2000/05/Welcome-Your-Baby-Pagan-Traditions.aspx
"Madres benditos sean sus Úteros, centros creativos de donde todo se genera, hijos, ideas, comida, palabras, danzas, textos, sexo, bendiciones, y todo lo que nuestra sombra nos trae, por todo esto benditas sean todas las mujeres por sus centros creativos, vibrantes y despiertos" Wendy Pasco

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Domir com o bebé é a forma mais simples de garantir o sucesso da amamentação




Pesquisas sobre co-sleeping e amamentação:

Bebés humanos "desenhados" para dormir com a mãe. Resenha científica - http://www.evolutionaryparenting.com/we-go-together-like-breastfeeding-and-co-sleeping/


Medidas de segurança e mitos sobre co-sleeping - http://kellymom.com/parenting/nighttime/familybed/

Amamentação facilitada se mãe e bebé dormirem juntos - http://www.babycentre.co.uk/baby/sleep/breastfeedingeasierexpert/


Mães que amamentam e dormem com os bebés dormem mais horas - http://www.drmomma.org/2011/07/study-finds-breastfeeding-cosleeping.html

Eu deveria dormir com o meu bebé? - http://www.llli.org/faq/cosleep.html

Perguntas frequentes e artigos sobre co-sleeping - La Leche League - http://www.lalecheleague.org/nb/nbsleep.html

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