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Ultrapasar a náusea existencialista (ainda a vida numa escala sobre-humana e Lisboa e os filhos e, e,e...)

Depois de algumas horas de sono, concluí que tenho 3 hipóteses:


Hipótese 1 - fazer de conta que não vejo nada do que disse anteriormente e continuar a ser parte integrante do que penso estar mal;

Hipótese 2 - manter o estado de náusea existencialista e continuar a criticar, isolar-me no meu canto com as únicas consequências de talvez alertar alguns espíritos mais incautos e reforçar o mal estar de quem, como eu, faz este tipo de reflexões;

Hipótese 3 - participar activamamente na construção de uma comunidade (como esta das mães em transição, como a do ensino semi-doméstico, como a cooperativa de jantares que começo para a semana, como a construção de uma casa para co-working de mamãs onde possamos trabalhar e ter os nossos filhos ao mesmo tempo... e tantas outras coisas que podem surgir.

Definitivamente, exceptuando os momentos em que a indignação supera a minha força construtiva, tenho-me inclinado mais para a terceira hipótese.

Neste momento deparo-me com um desafio entre (tantos hi, hi,: tenho as ideias, a vontade, o grupo... mas falta-me o espaço físico onde desenvolver tudo isto.

Passo a explicar, para pôr tudo isto em marcha necessito de tempo efectivo de trabalho, de reuniões, de computador e o meu filho não vai ficar sentado à espera que eu faça tudo isso.

Falta-me uma casa, onde possa, com outras mães trabalhar e partilhar os cuidados às nossas crianças. Uma casa com jardim onde os miúdos andem à solta, dentro e fora, a brincar em conjunto, sempre com um olho adulto por perto e onde nós possamos estar a trabalhar. Isto é quase non sense porque o trabalho em que me quero envolver mais activamente é exactamente na construção desta casa para a cidade de Lisboa.

Estão a ver o meu dilema? Quero construir uma casa da qual necessito agora para me poder dedicar a construí-la!!!!! grrrrrrrrr.... quem tem por aí uma casa com jardim que nos dispense até a CML nos dar a Casa definitiva?

1 comment:

  1. hihiihi, este post tem, pelo menos, dois anos... nem sei como veio aqui parar :)

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