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Ómega 3 na pré-concepção e gestação

Segundo o Dr. Mércola, as células fetais não podem formar gorduras ómega 3, ou seja, um feto deve obter todos os seus ácidos gordos através da dieta da mãe.

As concentrações de  DHA na dieta da mãe, influenciam directamente as concentrações de DHA do feto em desenvolvimento .

DHA ( ácido docosahexaenóico) é tão essencial para o desenvolvimento de uma criança que, se uma mãe e bebé apresentam uma deficiência deste, o sistema nervoso da criança e o sistema imunológico podem nunca desenvolver plenamente. DHA transforma-se em 15 a 20 por cento do córtex cerebral e 30 a 60 por cento da retina, de modo que é absolutamente necessário para o desenvolvimento normal do feto no útero, tal como, após nascimento do bebé.  

Alguns investigadores acreditam que a pré-eclâmpsia (pressão alta associada à gravidez), parto prematuro e depressão pós-parto, podem estar ligadas a uma deficiência de DHA dado que o feto, para se desenvolver, esvazia as reservas de DHA da mãe.(http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2011/10/18/probiotics-may-reduce-risk-of-birth-defects.aspx) 

Mais informações sobre pré-eclampsia e ómega 3 são fornecidas por Michel Odent e podem ser consultadas em wombecology.com (http://www.wombecology.com/?pg=preeclampsia) 

Michel Odent diz-nos que "os reguladores celulares, comummente chamados prostaglandinas, são feitos a partir de ácidos gordos poliinsaturados. Existem três famílias de prostaglandinas, e cada família inclui várias substâncias. A relação entre as prostaglandinas disponíveis é influenciada pelos hábitos alimentares. Este rácio participa na regulação do fluxo sanguíneo que chega à placenta e no crescimento do feto. As prostaglandinas estão envolvidas na fisiologia do parto." (http://www.wombecology.com/?pg=nutritionpregnancy)

É importante notar que o ómega- 3 de gorduras à base de plantas (como a linhaça ) não oferecem os mesmos benefícios que as de origem animal , porque a maioria de nós não pode converter o ALA em gorduras à base de plantas, para a quantidade adequada de DHA que é necessária . Podemos consumir ómega-3 à base de plantas mas médicos como o Dr. Mércola e Dr. Michel Odent, não recomendam que seja a única fonte. 

Igualmente importante é a componente do ómega 3 designada de EPA pois se o DHA suporta o cérebro, olhos e sistema nervoso central, o EPA, suporta o coração, o sistema imunológico, e resposta inflamatória. 

Aqui um bom resumo científico sobre o tema http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12442909

E o incontornável Mércola, com todas as suas percentagens, factos e estudos http://www.mercola.com/beef/omega3_oil.htm; http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2012/02/06/without-krill-oil-your-brain-could-degenerate.aspx; http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2009/10/06/Can-Omega3s-Affect-Your-Heart-and-Mind.aspx; 

Ómega 3 versus ómega 6

O ómega 3 reduz a inflamação.

O ómega 6 proporciona a inflamação, em caso de infecção, contusão, distúrbios emocionais. i.e. quando há perigo para o organismo. É bom que haja inflamação pois é a resposta do nosso corpo ao perigo, no entanto, um organismo permamentemente inflamado, é um organismo em perigo. 

Quando a proporção de ómega 3/ 6 está a ser afetada, por exemplo, pela ingestão de alimentos nocivos, o corpo pode começar processos inflamatórios com vista a expulsar o agente inflamatório - o alimento - que provoca a maioria das inflamações crónicas que conhecemos.

O ómega 3 não deve ser ingerido nas duas semanas antes de uma cirurgia pois interfere com a coagulação do sangue. Idem para o ferro. Portanto, nem ómega 3 nem ferro deveriam ser consumidos nas duas semanas antes do parto.


"Desde a Segunda Guerra Mundial, os animais de criação, que nos dão a carne , manteiga, leite, queijo, natas e ovos não são mais nutridos com erva e folhas mas sim com soja e milho. A erva é muito rica em ómega-3, mas o milho não contém nenhum ómega 3 e os produtos de soja contém muito pouco . Os produtos de origem animal que comemos agora são, portanto, altamente desequilibrados, com demasiado ómega-6 e muito pouco ómega-3. Uma vez que estes alimentos são (erroneamente ) a base da dieta ocidental , os estudos mostram que quase todos nós estamos em desequilibro, com um forte excesso de ómega-6.

Em média, as pessoas no Ocidente têm de 10 a 15 vezes mais ómega-6 do que ómega-3. Esta é uma das razões pelas quais todas as doenças que são nutridas pela inflamação (artrite , alergias, problemas cardíacos, Alzheimer, depressão e cancro) estão em progressão constante nos países ocidentais.

Para verificar a sua própria proporção de omega-6/omega-3, pode pedir um técnico para tirar  sangue e enviá-lo para um laboratório especializado que mede ómega-6 e ômega-3 presentes nas células vermelhas do sangue. A relação entre eles é um relfexo relativamente constante das proporções de ómega-6 e ómega-3 em todo o corpo , incluindo o cérebro .

Se a proporção de omega - 6 (total ) / ómega - 3 (total ) é superior a 10 , o corpo está num estado de inflamação - uma inflamação que é, pelo menos, " silenciosa" e possivelmente manifesta ( artrite ou outras doenças ) . A fim de melhor se proteger contra o cancro, você deve idealmente fazer essa relação descer abaixo de 3."


Fontes Alimentares de ómega 3 e ómega 6:

Os ómegas 3 e 6, nos nossos corpos, advém exclusivamente na nossa alimentação. Para equilibrar o rácio, tudo o que necessitamos de fazer é diminuir as fontes de ómega 6 - promotoras da inflamação 3."

Fontes de ómega 6:
- carne vermelha , especialmente se  é produzida por técnicas de agricultura industrial;
-  laticínios e  ovos de produção industrial;
- óleo de girassol;
-  óleo de milho;
- óleo de palma
- produtos indistrualizados feitos com gosdura vegetal;
- fritos;
- bolachas, batatas fritas, snacks variados e embalados estão incluídos nesta listagem, incluindo os biológicos.


Fontes de ómega 3:

-  azeite; 

- peixes azuis pequenos, 2 x por semana, especialmente sardinha, anchova , cavala, salmão (embora vários investigadores afirmem não ser a melhor fonte de ómega 3 devido à contaminação. ver Mercola e gentlebirth) 

- nozes;

- vegetais verdes;

- sementes de chia;

- sementes de linhaça (moídas na hora, ricas em ALA http://www.mudaomundo.org/nutricao/omega-3/ricos_ala) 

-  óleo de linhaça (apenas no último mês de gestação pois pode acelerar o trabalho de parto http://www.gentlebirth.org/archives/nutrition.html#Omega-3)

- mariscos 

- eliminar peixes grandes e peixes de fundo, pelas concentrações elevadas de metais.

Não ingerir peixes de aquacultura.

Atenção pois ovos, carne peixe alimentados a ração tem a proporção de 03*O6 invertida. Não só não tem ómega 3 suficiente como tem muitas vezes mais ómega seis do que o recomendado.



Suplementação: 

Se suplementado, escolher uma combinação de  EPA- DHA.

As recomendações de dosagens, na Europa, variam entre 250 miligramas de uma combinação de EPA E DHA e, em caso de gravidez, um aporte adicional de 200 mg de DHA a, 300 mg de uma combinação de EPA e DHA, das quais, pelo menos 200, deverão ser de DHA. (http://books.google.pt/books?id=NFByNu2-nHcC&lpg=PT103&dq=epa%20pregnancy&hl=pt-PT&pg=PT103#v=onepage&q=epa%20pregnancy&f=false), Nos EUA, aconselha-se entre 500 a 900 mg de DHA , durante a gravidez (http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2008/08/14/is-krill-oil-48-times-better-than-fish-oil.aspx) 

Não esquecer a DDR de ómega 3 depende da quantidade de ómega 6 ingerida, é uma questão de proporção (http://chriskresser.com/how-much-omega-3-is-enough-that-depends-on-omega-6) 

Óleo de Krill (http://www.drugs.com/krill-oil.html). Segundo o Dr. Mércola "contém EPA e DHA em uma estrutura de fosfolipídios de dupla cadeia que torna muito mais absorvível do que o ômega-3 em óleo de peixe. Krill é um recurso limpo , sustentável e também não apresenta os riscos de contaminação que comer peixe faz." 
(http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2011/10/18/probiotics-may-reduce-risk-of-birth-defects.aspx) 

Dosagens em suplementos:

Multivitaminico Omnibionta que contém 200 mg de DHA mas não contém EPA (http://www.omnibiontapronatal.be/fr/vitamines/quel-produit-choisir/omnibionta-pronatal-dha) 

Óleo de peixe concentrado contém 160 mg de EPA e 100 e DHA. http://www.solgar.pt/SolgarProducts/Oleo-de-Peixe-Concentrado-1000mg-Capsulas-Moles.htm

Ergy 3 da Nutérgia contém  360 mg de EPA e 240 mg de DHA (http://www.nutergia.com/complement-alimentaire/fr/produits-nutergia/vos-besoins/equilibre-lipidique/nutergia-ergy-3_BQ.php) 

EPA/GLA da Solgar com 180 mg de EPA e 120 mg de DHA (http://www.solgar.pt/SolgarProducts/EPAGLA-Capsulas-Moles.htm) 
Ómega 3-6-9 da Solgar não é aconselhável por ter óleo de linho (http://www.solgar.pt/SolgarProducts/EFA-1300-mg-Omega-3-6-9-Capsulas-Moles.htm) 

O ómega 3 double strength, também da Solgar, ultrapassa a DDR de EPA E DHA o que pode levar a um aumento do perímetro cefálico de tal forma que se faça sentir no parto vaginal (http://www.solgar.pt/SolgarProducts/Omega-3-Dupla-Potencia.htm)


Contra indicações:
Com o aumento da ingestão de ómega 3, verifica-se um aumento do perímetro cefálico do bebé o que pode não ser desejável para um primeiro parto vaginal (http://www.gentlebirth.org/archives/nutrition.html#Omega-3)

Uma quantidade excessiva de ómega-3 pode causar hemorragia e hematomas. Parar o consumo duas semanas antes do parto. 

Óleo de Figado de bacalhau, uma boa escolha?


Segundo o Dr Mércola, os benefícios do óleo de fígado de bacalhau estão na vit D e não na A que já existe em quantidade suficiente na alimentação ocidental e cuja suplementação pode ser tóxica.

O Dr Mércola representa a WAPF (weston A Price Foundation) pela qual eu alinho a minha alimentação e a WAPF considera que não há absorção de vit D sem vit A pelo que continua a recomendar a ingestão de óleo de fígado de bacalhau mas para se ter cuidado com a ingestão de vit D. isto é, a vit A em excesso é toxica se não for acompanhada pela ingestão de vit D. Mais, nos óleos de fígado de bacalhau de compra corrente as dosagens de Vit A chegam ser 120000 vezes superiores às dosagens de vit D, quando devia ser o contrário.

Não existe em Portugal nenhuma marca de óleo de fígado de bacalhau com as dosagens de Vit A/ vit D corretas portanto é melhor elimina-lo da dieta a não ser que se ingira uma dose elevada de vit D. Aliás, seria interessante todas fazermos uma análise para verificar os níveis de vit D e D3.

Há estudos que provam que o ómega 3 não surte os efeitos que as marcas que os comercializam garantem. Aqui fica um link para ler e reflectir sobre o assunto: http://www.nutraingredients.com/Regulation/EFSA-rejects-Merck-omega-3-health-claim

Veganas e vegetarianas encontram no site gentlebirth.org muita informação sobre ómega 3 (http://www.gentlebirth.org/archives/nutrition.html#Omega-3) tal como, no site mudaromundo.org que tem uma componente específica sobre o tema (http://www.mudaomundo.org/nutricao/omega-3/recomendacoes#supl). Ler também sobre as algas amarelas (http://www.gabrielcousens.com/DRCOUSENS/DRCOUSENSBLOG/LETTERTODOCTORMERCOLA/tabid/525/language/en-US/Default.aspx). 



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