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25 semanas de um milagre e Reiki para o bebé

É verdade, passaram 25 semanas e o Sebastião está cada vez mais animado, a barriga sempre maior e mais esticada e empinada. Agora a forma da barriga não deixa dúvidas, é mesmo um menino.

Para quem não sabe, eu não sabia antes de engravidar, há muito quem consiga determinar o sexo do bebé pela forma da barriga.

Se for menina, a barriga é mais arredondada, extende-se para os lados.

Se for menino, a barriga é mais bicuda e começa mais à frente.

Claro que a infalibilidae destes olhares é grande e sempre nos disseram que era uma menina para afinal ser menino. Só Dª Adelaide disse que era um menino ainda mal se via a barriga :)

As 25 semanas marcam um ponto importante para o nosso filhote. Vai ser iniciado no Reiki este Sábado juntamente com o pai N. Para o bebé ir ao curso de iniciação eu também terei que estar presente e por isso vou aproveitar muiiiitoooo!

Por muito que procure, não encontro informações sobre iniciação ao reiki para bebés na barriga. A nossa mestre de Reiki - Helena Jorge - tem-nos dado sempre muita força e tranquilidade.
Vou-lhe pedir que escreva sobre os benefícios da iniciaçao de bebés ainda dentro da barriga.

Diz-nos a Cláudia Felix que "Rei significa “energia universal” e Ki “energia vital”, então o Reiki é energia vital universal.
Assim, Reiki é um sistema de transformação pessoal e de desenvolvimento humano que activa, harmoniza e religa o teu Ser à Energia de Vida e Harmonia do Universo.
O Reiki não te transforma, mas traz à superfície o melhor em ti, reforça as tuas capacidades e qualidades, mostra que partes de ti e da tua vida ainda não foram integradas e ajuda-te a fluir com a Vida.
Também é uma boa forma para alcançar relaxamento e calma numa vida actual tão agitada."

Rui Moura, apresenta-nos as vantagens do Reiki na gravidez:

  • No início da gravidez: para ajudar a aliviar o stress e o desconforto que uma grávida pode sentir nesta fase e, simultaneamente, aumentar o fluxo de energia que se transmite entre estes dois seres. É um momento único de comunhão de energia entre mãe e filho.

  • Durante a gravidez: o Reiki diminui ansiedades, náuseas e insónias na futura mamã enquanto acalma, relaxa e promove o desenvolvimento em harmonia do bebé.

  • No parto: ter recebido Reiki, ajuda a controlar a dor sentida, facilitando o trabalho de parto por uma maior capacidade de relaxamento e controle e emocional.

  • No pós-parto: o Reiki auxilia a mãe a sentir-se mais serena e a gerir melhor a montanha de emoções que habitualmente surgem nesta fase.

Obrigada AB por nos teres apresentado a Lena e teres ajudado a mudar a nossa vida.

O Parto -Ideias Soltas e muitas dúvidas

Já chega de adiar conversas sobre o parto.
Nos últimos meses tenho absorvido muita informação sobre o parto: medicalizado, natural, normal e mil e uma designações para tipos de parto e procedimentos co ele relacionados.

Também tenho conversado muito com outras mulheres que já são mães e cheguei a algumas conclusões que penso serem interessantes:

- Quase nenhuma mulher nos conta realmente como decorreu o seu parto - parece que existem dois pólos opostos: "correu tudo lindamente" ou "foi tudo um horror";

- Parece ser comum aceitar que o controle sobre todo o processo do parto está nas mãos das equipas médicas tendo a mulher pouco poder de decisão sobre este momento tão importante das suas vidas;

- Muito pouca gente fala em parto humanizado, natural parto na água, parto em casa etc.... não conheço ninguém que tenha adoptado um destes métodos e sinto dificuldade em conversar sobre o assunto com que já foi mãe pois parece haver uma certa desconfiança mesmo por parte de (jovens) muheres que tiveram experiências de partos hospitalares difíceis;

- Ninguém fala sobre formas de aliviar a dor durante o parto que não seja a epidural ou outro procedimento médico (alívio da dor sem fármacos). Tiveram acesso à informação mas na altura nada funcionou? não tiveram acesso à informação?

- A a posição de parto, deitada de costas e mãis nenhuma? ou tiveram liberdade de movimentos e de escolher a posição, pelo menos, durante o trabalho de parto? Foi dada a possibilidade de escolher o que pretendiam?

- Foram alimentadas a soro durante o trabalho de parto ou puderam comer e beber?

- Ninguém me fala sobre procedimentos como "raspagem", "clister", "episiotomia" (ou corte do períneo), gestão activa da "dequitadura" (injecção na coxa logo após a saída da cabeça e primeiro ombro do bebé que aceleram o decolamento e expulsão da placenta e membranas). Passaram por tudo isto por serem procedimentos "normais" em todos os partos do hospital onde foram atendidas? Apenas foram submetidas aos procedimentos necessários para os vossos partos? Conheciam tudo isto antes do parto? Foi-vos dada a possibiliade de escolher se predentiam, por exempo, a "raspagem" e o "clister"?

- Permitiram à mulher escolher se pretendia ou não a participação de médicos estagiários no seu parto?

- A segunda fase do trabalho de parto teve um nº limite de horas para além do qual foram utlizados métodos não naturais para a sua acelaração? havia alternativa a esses métodos? estava a haver progressão e mesmo assim optou-se pela acelaração por questões de timings?

- E o cordão umbilical? Perguntaram se pretendiam que fosse a equipa médica a corta-lo ou outra pessoa? E foi cortado de imediato ou apenas quando deixou de ter pulsação?

- O que fizeram depois da expulsão? Colocar o bebé de pernas para o ar (como nos filmes) ou deram à mãe a possibilidade de o segurar de imediato?

- Foi permitido que o pai e a doula assistissem ao parto?

É mesmo muita coisa e aparece-me tudo como dados adquiridos. É assim, sempre foi assim e por isso não se questiona.

Os bebés nascem no hospital, com as mães deitadas de costas, alimentadas a soro, raspadas, depois de terem levado um clister e sem qualquer controlo sobre o que lhes está a acontecer para além de fazerem força nos "momentos certos"!!!!

Mas, a Organização Mundial de Saúde não diz nada disto.

Aqui fica um resumo das suas recomendações:

Gravidez e Estado de Graça

Pelo que pude ver na wikipédia, Estado de Graça diz respeito a "Uma pessoa que está em estado de graça vive na amizade e amor de Deus e, se nela morrer, vai para o Céu (...)"

Ao aplicar-mos a noção de Estado de Graça à gravidez estamos a dizer que a mulher grávida se encontra na protecção de Deus, não significando isso que não tenha pecados que necessitem de absolvição mas que mas que, está "momentaneamente" abençoada. "a graça é um dom universal e "socorro gratuito que Deus nos dá" para sermos "capazes de agir por amor d’Ele", para satisfazermos as nossas justas necessidades espirituais ou materiais e também para tornar-nos filhos de Deus e "participantes da natureza divina, da Vida Eterna".

Ou seja, não existe uma relação directa entre gravidez - estado de Graça e Felicidade/ Alegria!!! É a nossa interpretação que pretende estabelecer tal relação tendo-se tornado senso comum que a mulher grávida está/é feliz e saltitante de alegria. Aquelas que assim não estiverem/sentirem, que se recolham aos seus casulos.

É verdade que a gravidez tem o seu lado de magia, de expectativa e de antecipação. É também verdade que cada mulher sente de forma diferente os cerca de 9 meses de gestação mas, penso que para a maioria, estamos longe da alegria saltitante que nos querem fazer acreditar que devíamos sentir.

Vou listar algumas das maleitas que podem afectar uma mulher grávida (e que sem dúvida me tem vindo a afectar) e depois digam-me lá se é possível estar no tal estado idealizado "de Graça" de que tanto falam:

Começamos pelo período antes do anúncio do anjo Gabriel (actualmente substituído pelo Predictor):
- alterações de humor - ajuda fazer desporto;
- insónias;
- suores nocturnos;
- peito dorido.

Depois lá vem o anjo e confirma-se a gravidez. Todos os sintomas anteriormente descritos passam para segundo plano e importante passa a ser aferir da saúde do bebé só que, entretanto, podemos ser (e eu fui) assoladas pelos mais variados sintomas incomodativos.

Toda a gravidez:
- Qualquer complicação de saúde como, por exemplo, uma gripe terá que ser tratada com paracetamol;
- idas constantes à casa de banho, especialmente durante a noite;
- sonolência todo o dia;
- diminuição da memória ou mesmo perdas de memória e diminuição da velocidade de raciocínio (por causa da progesterona)- praticar desporto pode ajudar;
- tensão exageradamente baixa acompanhada de desmaios (ou muito alta, o que ainda é pior);
- ansiedade;
- medo de aborto espontâneo e/ou parto pré-termo;
- alterações de humor - ajuda fazer desporto;
- insónia;
- "dores de barriga" - sente-se o "útero a esticar"

No primeiro trimestre (da 1ª à 13ª semana mas que comigo já chegou às 23 semanas):
- enjoos matinais que de matinais apenas tem o nome pois acontecem a qualquer hora do dia - ajuda tomar o Nausefe, comer pão integral e comer pouco de cada vez e muitas vezes por dia mas, não elimina o problema;
- gengivite gravítica, ou seja, a mistura entre placa bacteriana e as hormonas e vómitos constantes, acabamos por ficar com gengivas inchadas, que sangram, mau hálito - é muito importante fazer um chek up dentário antes de engravidar para evitar que isto aconteça. Diz-se que a gengivite gravítica pode ser responsável por partos pré-termo e recém nascidos com peso baixo;
- cólicas - ajuda comer devagarinho e sem engolir muito ar mas ainda não descobri como acabar com elas;
- prurido em todo o corpo - pode ser alergia ao estrógeneo, no meu caso foi intolerância à lactose;
- medo da toxoplasmose que nos impede de comer tudo o que é bom como alface, cenouras cruas, fruta com casca ....
- dores de cabeça;


No segundo trimestre
(da 14ª à 27ª semana):
- aumento do fluxo sanguíneo e consequente sangramento pelo nariz, zumbido nos ouvidos;
- pernas inchadas;
- prisão de ventre (em grande parte devido ao suplemento de ferro);
- insónias acompanhadas pelo desconforto de dormir com a barriga a crescer;
- afrontamentos
- rinite alérgica (no meu caso) ou outras complicações das vias respiratórias que se podem agravar com a gravidez ou surgir do nada neste período (e nada de tomar anti-estamínicos). A minha estratégia foi retirar de casa todos os tapetes, almofadas e panos. Só não troquei os lençóis por uns de plástico porque não é confortável. MAs, vamos comprar as capas anti-alérgicas para as almofadas e colchão;
- azia;

Eu com 19 semanas


Esta foto deu direito a cartões MOO e tudo.

Há mil e uma ideias Moo para experimentar, gostei particularmente dos
Minimagnets
ou moo-gnets





Obrigada Ju pela foto e pela Moo Ideia!!!!!!!!!!!!!!!!

Gravidez, lactose e gatos

O programa Sociedade Civil de dia 14 de Abril de 2009, responde a várias questões de interesse maior para grávidas/as.

Realço duas que me dizem particularmente respeito:

1º - Há substitutos para as vitaminas pré-natal que não contém lactose e cabe aos médicos informar. Apesar de eu não ter tido essa sorte, penso que devemos insistir para que a comunidade médica dê resposta a esta questão.

De acordo com a informação que forneceram no programa, podemos optar por medicação sem lactose ou por ingerir lactase que nos permitirá digerir a lactose. Prefiro a primeira solução.

Nas minhas pesqusias descobri que podemos aumentar o consumo de lactose comento pão, bróculos e ingerindo óleo de figado de bacalhau. Até já existe óleo de figado de bacalhão sem odores ou sabores difíceis de suportar. Comprei o meu na CASA da ADA, na Graça.

2º - Os gatos, de acordo com os especialistas a presença dos gatos no pós parto pode ser benéfica para a saúde dos bebés dado que os expõem aos alérgenos ajudando-os a criar defesas. Assim sendo, os gatos ficam!!!!!!!!!!

O programa está disponível no blog da Socieadade Civil.

Saúde Pública em Portugal - O centro de Saúde da Graça

Regra geral, uma narrativa começa pelo início mas, desta vez, vamos começar pelo fim, afinal, é uma peripécia longa mas com final feliz. Cá vamos nos:


Esta manhã fiz a minha inscrição no centro de saúde da SCML em Sapadores e fui muito bem atendida. Grávida de 12 semanas, foi a primeira vez que me mediram o índice de massa corporal, que me mediram a tensão arterial com um aparelho que atmbém mede as pulsações, que fiz um teste de glicose e, o mais importante de tudo, que fomos (eu e bebé) atendidos/as com calma, carinho e um sorriso :)


Tudo começou há 6 semanas com o teste de gravidez positivo e uma visita à médica de família – no Centro de Saúde da Graça - para mostrar a ecografia de confirmação que fiz por minha conta, num hospital privado.


A nossa médiaca de família Drª Anabela Caldeira é extremamente eficiente e dinâmica, marcou as devidas análises, uma Eco a ser realizada por volta dasa 8 semanas, informou-me deveriamos ser acompanhados/as, com regularidade, pela consulta de saúde materna a realizar às 2ª Feiras com a enfermeira do centro de saúde.


Expliquei que até meados de Fevereiro seria muito complicado comparecer às 2ª feiras pelo que a médica de família me informou que poderia faze-lo na 3ª feira seguinte sendo que assim que possível passaria a fazer o mesmo que todas as outras grávidas, indo à consulta com a enfermeira às 2ª Feiras.


No dia e hora marcados (3ª feira dia 13 de Janeiro de 2009 às 11:00 da manhã) dirigi-me ao centro de saúde para a visita à enfermeira. Esta, recusou-se a atender-me mesmo com a marcação da médica de família dizendo que (estou a citar) “as consultas são só às 2ª Feiras”, “médica não percebe nada”, “não pode marcar consultas para outros dias em a minha autorizaçao” entre outras coisas simpáticas que foi dizendo enquanto me dava uma caderneta verde onde marcou a consulta seguinte para dia 26 de Janeiro de 2009. Portanto, uma 2º Feira!!!!


Na sexta feira anterior à segunda conulta, o papá foi ao centro de saúde e perguntou quais as diligências a tomar para a consulta materna com a enfermeira . A informação que deram na recepção foi que bastava subir ao primeiro andar e colocar o “Boletim de Saúde da Grávida” (o tal verde) na porta da sala dos serviços de enfermagem.


Dito e feito, no dia e hora marcados lá estava eu para a segunda tentativa de uma primeira consulta materno-infantil com a enfermeira e segunda consulta com a médica de família. Mas, as coisas começaram mal: A médica de família faltou (eu sei que isso acontece) e na enfermagem... a saga continuou!!!!

Ao colocar o Boletim na porta dos serviços de enfermagem infringi uma regra, que continuo a desconhecer, pelo que, a enfermeira não podia começar a consulta sem um papel que estaria em falta. Enquando reclamava sobre a falta do papel, uma médica entrou na sala para entregar o processo de uma nova grávida e, às já pouco simpáticas exclamações que vinha a proferir desde o início da consulta, a enfermeira acrescentou o facto de estar “cheia de trabalho”, de “já ter 5 novos processos de grávidas num dia”, entre tantas outras coisas desagradáveis que podem ter uma enorme influência no seu dia-a-dia e bem estar mas que uma utente grávida não deveria ouvir.


Não sendo já suficiente mau tudo o que eu estava a presenciar, telefonou para a recepção para saber onde estaria o meu papel (que até hoje não percebi de que se trata) e não tendo gostado da resposta dada na recepção desligou exclamando “estúpida!!!!” (referindo-se à funcionária da recepção) Isso mesmo, uma maravilha!!!


Vamos então à nossa primeira consulta materno-infantil. Sempre sem um sorriso e com muita má vontade:

  • Informou-me sobre o que posso e não posso comer. Repare-se que já estava eu grávida de 9 semanas e que esta mesma enfermeira se recusou a dar-me qualquer informação na consulta marcada pela médica de família às 7 semanas de gravidez. Eu já sabia tudo o que esta profissional de saúde me explicou nesse dia mas mostrei-me muito interessada e sorridente quando só me apetecia perguntar algo do género “Desculpe lá, a partir das 9 semanas não posso comer fiambre nem salada por lavar mas às 7 semanas podia? Foi por isso que se recusou a dar-me esta informação antes?”;

  • Não me pesou porque a balança estava avariada;

  • Mediu-me a pressão arterial num aparelho electrónico que não consegue medir a pressão arterial muito baixa e que não mede a pulsação. Nunca vou entender porque é que um centro de saúde não tem equipamento profissional e adequado;

  • Não me fez teste de glicose;

  • Ficou a saber a minha altura porque me perguntou qual era; Logo, não me mediu e lá se foi o cálculo do índice de massa corporal;

  • Felizmente perguntou se tomava medicação, qual o grupo sanguíneo e se tinha as vacinas em dia mas, na não-consulta anterior esqueceu de mencionar que me deveria fazer acompanhar do boletim de vacinas, entre outros, e mostrava-se agora muito aborrecida por eu não ter nada disso comigo!!!!!!!!!!!!!

  • Analisada a urina, chegou o momento de marcar nova consulta e novamente começam as explamações nada simpáticas da enfermeira que furiosamente virava as páginas da sua agenda tentando encaixar uma consulta com a médica de família entre tantas outras marcações e as férias da mesma.


Conseguiu marcar consulta para dia 9 de Fevereiro, curiosamente numa das 2º feiras em que não podia comparecer. Dei essa informação na recepção e o conselho que me deram foi de que deveria fazer a marcação e depois tentar estar presente nem que fosse umas horas antes ou depois da hora marcada. Nem antes, nem depois, não foi mesmo possível. Ainda pensei em insistir na Terça-feira mas …. estava visto que não valia a pena.


Chagamos ao dia de hoje. Segunda-feira 16 de Fevereiro de 2009. Grávida de 12 semanas, lá fui eu para o centro de saúde. Confirma-se que a minha médica está de férias, marquei consulta para uma outra médica, pedi consulta com a enfermeira e, inacreditavelmente, o funcionário da recepção diz-me que para isso basta subir ao primeiro andar e colocar o Boletim (o tal verde, lembram-se???) na Porta da sala de tratamentos. Entre vómitos lá chegou a minha vez de ser atendida. Foi aqui que as coisas chegaram ao limite.


Por causa dos desmaios, bebi café logo de manhã mas isso provocou-me um enjoo enorme e quando me chamaram para a consulta tinha acabado de vomitar. A primeira coisa que fiz foi pedir um copo de água a uma das enfermeiras (por acaso não era a mesma).


Segue-se o diálogo:


Perguntei - “posso beber um copo de água? É que acabei de vomitar e...”


A senhora, com uma garrafa de água de litro em meio na mão, ainda dentro do saco de plástico do supermercado, responde imediatamente - “NÃO!!!!”


“Não, mas....” estava eu a responder - ao que a senhora acrescentou: “Não temos copos!!!”.


“Então posso beber água da torneira?” - pergunto


“Sim” responde a enfermeira “se quizer, foi lá que eu fui encher esta garrafa de água”.


Entro na sala das consultas materno-infantis - onde curiosamente estava mais uma garrafa de água de litro e meio em cima da mesa e, mais curiosamente ainda, também esta dentro de um saco de plástico do supermercado – dirijo-me ao lavatório e o que é que vejo? Mais de cinquenta copos de plástico empilhados mesmo ao lado da torneira!!! Fantástico!!!


Mas isto continua, entra a enfermeira nº 1 (a das consultas anteriores) e substitui o bom-dia por um ríspido “o que é que está a fazer aqui?”.


A partir daqui foi uma conversa de surdos em que a enfermeira me travava de forma ríspida como quem repreende uma criança em falta: “isto não é como vocês pensam e como vocês querem”, “não veio na segunda, agora não a atendo”, e um sem fim de declarações em tom insultuoso.


Expliquei da dificuldade de comparecer às segundas, do conhecimento da médica, do facto de esta ter sugerido as consultas às terças e de a própria enfermeira as ter recusado, expliquei o desmaio do dia anterior, a necessidade da ecografia esta semana. Só me ouviu quando disse que tinha consulta com outra médica ao fim do dia. Ouviu para logo se mostrar desconfiada por me terem permitido tal coisa!!!!! Já viram o descalabro!!!??? A nossa médica de família faltou à consulta das 9 semanas, marcaram a consulta das 11 semanas sabendo das impossibilidade de comparecer, a médica de família está de férias no dia da consulta das 12 semanas de gravidez até sabe-se lá quando (nunca me disseram)... entretanto a grávida desmaia, posto isto, na recepção marcam-nos consulta com outra médica e a enfermeira fica chocada por nos terem permitido tal coisa!!!!!!!!!!!Por nos terem permitido aquilo que tem que ser!!!!!!!!!!!


Nesta altura atingi o meu limi-te. Pertuntei se queria ver o meu boletim de vacinas e a última eco? Ela disse que não e eu tirei-lhe o Boletim da Grávida das mãos, disse que ia mudar de centro de saúde e saí como um furacão.


Uffa!!!!!


na recepção pedi o livro de reclamações. Deram-me o livro mas não me deram caneta. Fui ao café ao lado pedir uma caneta explicando porque a teria de levar comigo e garantindo que a devolvia. Nem sonham com a resposta. “Não posso emprestar a caneta porque depois eles ficam de mal comigo!!!. Eles conhecem-me sabem que fui eu que emprestei a caneta e ficam de mal comigo”.


Falei no copo de água recusado, na necessidade de reclamar mas a senhora tinha medo de vir a ser maltratada no centro de saúde caso elguém soubesse que emprestou a caneta que “eles” recusaram e que iria permitir a reclamação.


Perguntei se a senhora tinha noção de que isso era intimidação e chantagem? Mas a senhora parecia confusa e não percebeu como podia ser acusada de me estar a intimidar. Enfim, não conseguiu compreender que ela estava a ser a vítima, talvez vítima das próprias acepções sobre os funcionários do dito centro de saúde. Mas, seja um medo infundado ou não, não deixa de ser ilustrativo da relação dos utentes com estes serviços.


Finalmente, uma cliente do café deu-me uma caneta e lá fui escrever a minha reclamação que, pelo tamanho da história, se transformou em duas.


Entrei no centro de saúde a vomitar mas feliz e saí quase a chorar, evergonhada com os serviços públicos a que me sujeitam no meu próprio país, maltratada, nervosa, com dores de barriga e infeliz. Uma coisa é certa, a irritação foi tão grande até a tensão arterial subiu.

Eu sei que as enfermeiras não são todas assim. A minha mãe e a enfermeira Maria da SCML são exemplo disso.

Também sei que nem todos os centros de saúde públicos são maus.

O que eu sei é que:

- NUNCA uma enfermeira pode gritar comigo ou com qualquer outro utente que está a atender, mesmo que esteja cheia de razão;

- NUNCA, o pessoal médico, em horário e local de trabalho, pode negar um copo de água a um utente;

- Nunca, em nenhuma instituição pública ou privada os funcionários se podem insultar em frente aos clientes/utentes;

- NUNCA, num pais democrático, a população pode ter medo das suas instituições;

- NUNCA, uma caneta pode ser negada para escrever no livro de reclamações pois isso é o mesmo que negar o livro de reclamações;

- NUNCA, num serviço de saúde, deveria ser infligido stress e sofrimento a um utente, muito menos a uma grávida;

Infelizmente, no centro de Saúde da Graça, em pleno coração de Lisboa, tudo isto aconteceu e pouco ou nada funciona devidamente. Talvez por todos os funcionários, médicos incluídos terem excesso de trabalho? Talvez por ser uma população envelhecida que nunca reclama? Talvez as próprias condições físicas, de tão decrépitas, influenciem o humor dos profissionais?


Alguma explicação deverá ser encontrada.

Agora tenho consulta com no mesmo centro de saúde às 5:30 mas, entretanto, já fui à SCML onde fui, pela primeira vez, bem atendida.

Mas, há males que vêm por bem!!! Afinal de contas tenho que agradecer às senhoras enfermeiras por serem tão mal educadas pois, caso contrário, continuaria sujeita aos seus serviços e nunca teria conhecido um sorriso e um carinho numa consulta pré-natal.

Afinal nem tudo são rosas

A antever um verão quente e difícil - quando o calor aumenta a tensão desce - tive esta manhã o primeiro desmaio.

A pressão arterial já anda normalmente baixa mas, durante a gravidez, está absurdamente baixa (5-3). Há semanas que me sinto fraquinha mas esta manhã penso que o limite foi atingido.

Contra tudo o que se considera saudável durante a gravidez, fui aconselhada pelos médicos a nunca sair de casa sem tomar café, a preferir a comida bem condimentada, a comer chocolates e a andar sempre com uma saquinha de sal.

Quanto a comer de duas em duas horas, tudo bem mas as outras coisas são radicalmente contra a minha prática de comer orgânico, saudável etc... eu nem sequer gosto de chocolates!!!!!!!!!


Para além disso não posso estar em locais fechados, abafados e quentes como nas finanças onde me senti mal 3 vezes em cerca de uma hora ou no café esta manhã, onde acabei por me sentir mesmo muito mal. A verdade é que esta semana no trabalho também me senti mesmo muito mal e acabei por abandonar a sala de aula a correr para não desmaiar em frente aos alunos :(

Também não posso apanhar sol o que deita por terra a miha teoria sobre a necessidade de 10 minutos de sol por dia para aumentar a vitamida D.

Será que posso ir viver para o Polo Norte durante o verão? Isso ajudaria muito!!!!!!!!!!!

Pelas minhas pesquisas, as grávidas (nos fóruns na net) dizem sentir-se zonzas e sem forças, com dificuldades de concentração, com tonturas, com sono, sempre cansadas etc... com a tensão a 9-6 ou 8-4!!!!!!!!!!! nem sei o que pensar porque a minha está diariamente a 7-5 e nos dias mais difíceis chega aos 5-3 (É VERDADE!!!) Claro que não me posso sentir bem!!!! A enfermenra do centro de saúde - quando a maquineta automática de medir a pressão arterial começa a apitar loucamente - bem me quer levar para o hospital para porque pensa que não me seguro de pé mas... parece que ainda vou segurando e ainda consigo trabalhar pelo meio e tudo.

Eu sei que a tesão alta é muito pior do que a alta mas ainda assim permitam-me que me queixe um bocadinho.

Não, eu não tenho este ar cansado, deslavado e branco porque ando alienada. É mesmo a tensão baixa!!!!!!!!!!!

Todas as dicas são bem-vindas!!!!!!!

Já agora, alguém me empresta um medidor de tensão? Não queria ter que comprar um mas dava jeito ter um por perto. É que nem sempre consigo distinguir quando a tensão está baixa e assim sempre controlava a coisa (ou não, diz a minha mãe que só serviria para me deixar mais nervosa!!!).

Seis semanas e 3 dias de um Milagre!!!!!!!!!!!!!!!!!

O primeiro trimestre começa na semana 1 e acaba na 12, nós descobrimos-te quase a meio deste terço tão importante da tua vida. Mais exactamente 6 semanas e 3 dias :)

Alguma turbulência emocional fez-me dispensar dois possíveis bons empregos. Agi de forma impulsiva dizendo que não por não gostar das condições propostas. Claro que, esta tarde, pensava cá para mim que dispensar dois empregos estando grávida e praticamente desempregada era muito, mas muito má ideia..... enfim..... como nós somos uma família abençoadaa, também esta tarde apareceu uma n0va proposta de trabalho que me parece muito simpática!!!!!!!!!!.

foi Natal, Passagem de Ano, muita festa, viagens, marisco, queijos variados, tabaco... tudo o que não se pode fazer quando se está grávida ... upssss!!!!!

O tabaco começou a não saber tão bem como até aqui. Pensei em parar e acabei mesmo por parar de fumar há 3 dias. Devo dizer que andava bastante nervosa mas desde que soube que estavas aqui ... pluffff!!!! a vontade de fumar desapareceu!!!

Entretanto, as minhas gengivas andaram muito mal, dores, sensibilidade, sangue mas, acabo de ver que é normal isso acontecer nas 6ª e 7ª semanas.

E as cólicas???? Até há 3 dias estava convencida que cólicas daquelas só podiam significar que vinha aí o tio chico!!!!!!!! Estava enganada. Ainda bem!!!!!!!!

Nem um enjoo. Já acordei várias vezes para comer. Uma vez até acordei e fui fazer uma lata de feijoada transmontana (com o devido refogado) e arroz. Devorei tudo em 3 tempos!!!!!!!!!!Depois dos assaltos nocturnos à dispensa, foi a vez do hamburguer e fritas. Sim, sim, no drive in e com muitos molhos e tudo. Na noite de natal fartei-me de comer carne de vaca em espetada da Madeira (isso mesmo, aquela co sal e pau de loureiro). para não falar neste fim de semana em que ataquei o presunto e o fiambre.

Como é que eu não imaginei que esta vontade súbita de comer carnes e chololates eras tu?

Já ganhamos 2,60 kg. Pois é, dizem que o normal é de 800g a 1 kg por isso vou ter que abrandar o ritmo dos chocolates e bolos. Pelo menos agora já sei porque, de repente, comecei a gostar de chocolates e bolos!!!!!!!!!!!!!!

A partir de agora, terás todas as atenções e mimos possíveis e vais ser forte e saudável!!!!!!!!!!!!!

Amo-te muito e amo muito o teu pai. Que sejas uma criança linda c0mo ele :)