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Activismo materno, espaço público, inovação - Candidatura ao programa ReactionLx


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i would like to address a theme that is well studied in north America and northern Europe but is still new in Portugal and is related to public space and gendered uses. As a resident in Graça and a mother, I consider particularly important to understand and find creative ideas to increase the uses of public spaces by women who are pregnant and/or are mothers.

Until I became pregnant Graça seamed a great neighbourhood to live but, after becoming a mother I don’t feel safe and welcome, empowered as a mother or challenged - in a learning perspective - by the neighbourhood I choosed as my home.


I would like to know who the mothers that live in Graça are, witch are their needs in terms of public space use during pregnancy, breastfeeding, parental leave, early childhood and childhood.

Witch are the favourite public spaces for woman, and specifically pregnant woman and mothers, in Graça? 




What do women from Graça think about the existing indoor and outdoor public space?

Do the pregnant woman and mothers feel safe on the existing public space?

Does Graça have any indoors or outdoors public spaces that promote meetings between women and/or between families that promote the frequent interaction with others? If yes, are there any changes they would like to see? If not, what kind of spaces do we need?

Does Graça have a public library? A indoor playground? What about a safe outdoor playground with no access to dogs, away from the cars noise and smoke, with shadow and guarded?

Is Graça's public space perceived, by women and mothers, as spaces that help coping with the daily life or does it make daily life harder? Why?

How do women, in Graça, perceive the idea of a self-managed public space where mothers and their children meet on a daily basis?

What could be a response to reconciling the public and the private space when we thing about motherhood in the city?

What creative ideas can we put together, and implement, in order to improve the life of  families, unite mothers from different social and cultural backgrounds, create a culture of friendship and mutual support between mothers?

Could our intervention enhance the recognition of motherhood in society?

Can we create a space, or make interventions in the existing public space, in order to facilitate groups of families who create spaces where parents and children can meet and learn from one another?
 
Can the public space help us, as mothers, to be “Closer to our children and to ourselves” (mine - Mother Centers International Network for Empowerment)?"

Texto constante na Candidatura ao programa Internacional ReactionLX, realizada a 29 de Junho de 2013. 


Outras candidaturas:

Casa Mãe de Lisboa - OP-LX 2011:

Candidatura "Uma casa inteiramente dedicada à maternidade"

Casa Mãe no Facebook:  https://www.facebook.com/casamaelx

Blog "Casa Inteiramente Dedicada à Maternidade"




Aqui encontram o resumo dos trabalhos desenvolvidos para o Projeto Casa Mãe de Lisboa OP-LX 2011 que abrirá, brevemente, em Marvila.
E, aqui a lista de pessoas e instituições que estiveram
envolvidas no processo da Casa Mãe, desde a sua génese.


Não foi possível a CML entregar a Casa para gestão independente pois não se
criou uma plataforma de entendimento entre as pessoas e instituições que
estão no terreno. Assim sendo, a CML avançará com as entidades com as quais
tem experiência de trabalho.


Pesquisa associada:
Creating Active Communities: How Can Open and Public Spaces in Urban and Suburban
Environments Support Active Living?
A Literature Review

Women and downtown open spaces



 
Can we talk about motherhood and activism?

Everyday Acts of Resistance

The Mother Centers in Germany - Empowerment Strategies for Community Women in Germany
 


Mother Centers International Network for Empowerment


Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida

Maternidade como processo de cura


 A maioria das mulheres anda espremida entre o trabalho pela sobrevivência - quantas de nós trabalham no que amam , ok no que gostam, e são pagas por isso? - as lides da casa e, algumas, poucas, horas por dia/semana, os filhos.

As que conseguem deixar o trabalho remunerado e sem graça, se libertam da crença que que o paraíso é das que conseguem manter uma casa a brilhar, roupas em perfeitas condições e refeições xpto à mesa 3x dia, para se dedicarem ao processo de desenvolvimento pessoal através do encontro com a sombra e cura que também é a maternidade, são criticadas em todos os quadrantes

Portanto, subscrevo tudo no texto que se segue, à excepção da parte "quando as mães não conseguem satisfazer a sua necessidade de desenvolvimento pessoal separadamente das necessidades dos seus filhos e família, as avarias e falhas no sistema sustentador manifestam-se em forma de depressão, ansiedade..." há quem tenha encontrado, precisamente aí, a centelha e a lenha que permitiram iniciar e alimentar o processo de cura.

" Nenhuma mãe humana jamais foi desenhada para ser a única fonte de energia que sustenta a vida do seu filho sem receber também apoio e ajuda externa, para ela pessoalmente e para as suas necessidades individuais. Se bem que de inicio nós as mães sustentamos com a mesma substância do nosso corpo e depois com o nosso coração, mente e alma, a energia que gastamos em criar deve repor-se sempre com o cuidado e desenvolvimento pessoal, sem querermos realizar de um maneira ótima o trabalho de sermos mães. Ninguém esperaria que um campo de colheita produza ano após ano, sem reabastecer o solo e adubar-se periodicamente, e ainda esperamos que as mães façam isso. E muitíssimas mães nem sequer creem poder pedir ajuda! Quando não se repõe periodicamente o combustível necessário para criar e ajudar os outros, ou quando as mães não conseguem satisfazer a sua necessidade de desenvolvimento pessoal separadamente das necessidades dos seus filhos e família, as avarias e falhas no sistema sustentador manifestam-se em forma de depressão, ansiedade, e inclusive violência, que afectam tanto as mães como os filhos. Então a doença converte-se na única forma socialmente aceite para satisfazer essa necessidade de sustento."

Eu sei, somos poucas, somos raras e por isso somos incompreendidas e criticadas, mas, existimos.

Terapeutas, amigos, professores, guias, familiares, conhecidos e desconhecidos, lembrem-se, este é o caminho que escolhemos,
reconhecer e aceitar esta nossa especificidade é a única forma de nos ajudar a traçar e alcançar o tão almejado "sucesso".

De Christiane Northrup por Xuxuta Grave instrutora de kundalini Yoga, uma das mais belas mulheres que conheço. 


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Fogo, palmadas e amor

Quando o meu filho nasceu dediquei-me ao estudo etnográfico da primeira infância, andei perdida na etno-pediatria, etno-psicologia e outros que tais. Afinal, o puto dormia todo o dia e eu adorava estar colada a ele e ler.

Esta vossa conversa fez-me lembrar que na sociedades tradicionais, tanto nas que já se extinguiram como nas que existem actualmente em África, Polo Norte, Austrália e floresta Amazónica, os homens vão à caça e as mulheres ficam na aldeia encarregues das crianças. Quando os homens regressam não integram ritmo da aldeia de forma imediata, as mulheres preparam-lhe um espaço - ao ar livre ou dentro de uma das estruturas habitacionais, caso chova - para eles se sentarem, em silêncio, a descansar e contemplar o fogo.

Depois de o "guerreiro" ter o seu merecido descanso, as mulheres aproximam-se com as crianças e os alimentos preparados. Se uma das crianças faz muito barulho ou chora durante a refeição, a mãe dessa criança levanta-se a afasta-se com ela até que se acalme, ninguém lhe grita, ninguém a educa com repreensões. A criança pode necessitar de atenção dirigida, ter sede, fome, querer fazer xixi, evacuar, ter alguma dor, estar sobre-excitada com alguma coisa que esteja a acontecer no grupo... qualquer uma destas necessidades se resolve com algum tempo de afastamento com a mãe, atenção e logo regressam tranquilamente.

Os homens ocidentais modernos já não vão à caça mas continuam a ter necessidade de se sentar a contemplar o fogo, em silêncio e entre homens. Continuam a ter necessidade de ser cuidados, amados, acarinhados mas, em nome da igualdade de género - e na minha opinião em nome do bom funcionamento do mercado de trabalho - o que recebem quando chegam a casa é um rabo com cocó para lavar, uma refeição para fazer e um chão para varrer, sozinhos e sob o olhar crítico da mulher que teria feito tudo muito mais rápido e melhor, se não estivesse estafada, sacrificada pela sua amada vida profissional.

O senhor que escreveu o artigo anda à procura do seu momento de contemplação - no café - fora da sua aldeia, sozinho, ressentido no meio de outras tantas pessoas, sem tempo nem espaço para SER, sozinhas e ressentidas.

o artigo em questão, e que eu nunca li, é aquele a que este se refere
http://locaishabituais.blogspot.pt/2013/01/quem-tem-filhos-pequenos-ha-de-estar.html
Soam-me a um um bando de crianças aos gritos surdos,
Um diz "não educas bem os teus filhos"
Os outros respondem "quem és tu para nos apontar o dedo?"
O que leva o primeiro a acusar e os restantes a defenderem-se raivosamente? Ninguém parece questionar...

Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida

Tristeza e apreço


 
Em plena celebração de Acção de Graças, empreendi o passeio semanal no bairro.

A simples observação da nossa rua deixa antever que algo vai muito mal em terra Lusas, havia lixo em todo o lado.

Saltei uns dias nas planeadas acções de gratidão e dediquei-me a apanhar garrafas de água, pacotes de sumo, sacos de ervilhas, jornais, papeis vários, embalagens de carne e tantas outras relíquias que jaziam ao longo do passeio. A quantidade de lixo era tanta que até o miúdo conseguia encher mãos e mãos de tralhas e encher os sacos rapidamente. Também os sacos andavam pela rua, ao sabor do vento.

Terminada a limpeza, rumamos ao café mais simpático do bairro e o mais acolhedor, da cidade, para as crianças - Café do Monte - que estava desoladoramente vazio. Parecia que haviamos chegado às onze da manhã, até confirmei no relógio, mas não, estava certa, eram 13:00, hora de almoço. Comemos, brincamos com os legos e puzzles e seguimos viagem para a Junta de Freguesia onde a fila de desempregados para a "apresentação", era enorme: novos, velhos, mulheres, homens... havia de tudo.

Atravessamos o Largo da Graça, vazio sob o sol da tarde, cumprimentamos os idosos conhecidos que, todos os dias sentam no meio do Largo, entre carros fumarentos e electricos ruidosos, e descemos a Voz do Operário, numa luta constante com os carros estacionados no passeio, até que chegamos à Feira da Ladra.

A Feira estava estranhamente silenciosa, apesar do sol, havia mais venderores do que compradores e, quando assim é, reina um silêncio triste.

O mercado do Campo de Santa Clara, bem ao centro da Feira da Ladra, foi remodelado. No seu interior, está o Centro de Artes Culinárias, espaço lindissimo que organiza workshops, feiras temáticas e vende produtos nacionais artesanais e biológicos. Foi lá que comprei as peras secas mais deliciosas que já provei e é lá que, todas as terças-feiras, vamos buscar o cabaz de legumes do PROVE. No exterior estão as antigas lojas de velharias e antiguidades e, recentemente, abriram vários ateliêrs que incluem joalharia, olaria, costura e vabem bem uma visita. Infelizmente, hoje como em tantas outras terças-feiras, não se viam clientes.

Entramos no Jardim Boto Machado, para brincar no parque infantil, mas não foi possível ficar muito tempo pois, aquando da remodelação do jardim, o corte de árvores foi tão intensivo que o recém construído parque, ficou ao sol. O sol escaldante fazia cerrar os olhos e 20 minutos depois já sentia dores de cabeça. No Tejo, avistava-se um enorme veleiro. Ainda pensei em ir vê-lo de perto mas só me voltei a lembrar agora.

Atravessamos o Bairro das Mónicas, onde encontramos a lavandaria social fechada - da última vez que lá fomos por terem máquinas industriais para lavar cobertores, ficamos a saber que as máquinas insdustriais haviam há muito sido dubstituídas por máquinas "normais" e que as instalações estavam a dar prejuízo devido à falta de clientes e por isso iriam encerrar. Informaram-me que, para os lados da Calçada dos Barbadinhos abrira uma lavandiaria privada que competia com a lavandaria social e lhes havia "roubado" dos clientes. Ninguém o estranhará já que as máquinas da CML diminuiram de tamanho e os preços aumentaram vertiginosamente. Nestas circustâncias, qualquer provado se torna competitivo mas, claro, sempre muito mais caro do que o original serviço social. Em tempos, mulheres do bairro aproveitavam a abertura das instalações para "passar a ferro para fora" , o serviço era excelente, os preços bons e elas estavam ocupadas e com redimentos para os seus agregados extremamente pobres. Foram proibidas de trabalhar por a CML ter considerado que o que faziam era ilegal. Reparem que não a ajudaram a estabelecer-se por conta própria, não, proibiram-nas de trabalhar expulsando-as da lavandaria social.

A expulsão das trabalhadoras da lavandaria social fez-me arecordar uma história que me contaram recentemene. Para os lados da Penha de França, num quintal de R/Ch, uma Lisboeta tinha um galo e algumas galinhas. Incomodados com o ruído do galo, os vizinhos fizeram pressão para que a senhora dele se livrasse. Ela assim fez. Algum tempo depois, fizeram quixa à CML que obrigou a senhora a livrar-se de todas as galinhas. Segundo a CML, é ilegal ter galinhas em casa. Acabaram as galinhas e com elas acabaram os ovos, únicos ovos de qualidade que a "senhora das galinhas" e toda a sua família poderiam comer dados que não dispõem de recursos para os comprar nas lojas. O importante é que não haja barulho de galos e galinhas, desde que imperem ruídos mecânicos, tudo vai bem. Esta história das galinhas num quintal da Penha de França faz-me lembrar o Ensaio sobre a Cegueira. Se leram o livro sabem do que falo, se não leram, preparem-se emocionalmente e mergulhem, quando aparecerem as ganilhas e os quintais ficam logo a saber que associações estou a fazer com os vizinhos picuinhas da "senhora das galinhas".

Chegados à Rua da Verónica, que se divide entre horríveis prédios de 5 andares dos anos 60, com centenas de marquises, ruínas e espaços públicos/ institucionais (CML, Igreja, Companhia das Água, escolas) semi-abandonados oiu abandonados, entramos no carro e decidi ir para uma zona da cidade mais arejada.

Fomos visitar a Cristina Siopa para comprar umas tintas,  e já não em surpreendeu ver a loja tão vazia.

Regresso à Craça com passagem pela Penha de França, Almirante Reis, Anjos e Rua do Saldador onde vi vários ateliers interessantes e lojas de artesanato e/ou artigos em segunda mão com muita piada mas, sem clientes....

Não admira que se leia, pela cidade,
















Só que O MUNDO não é Vosso/ deles, é NOSSO!

Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida

Não há quem aguente! Os nossos filhos também não iriam aguentar!



Quando o Sebastião nasceu imaginava uma vida muito ecológica, certinha, cheia de alimentos perfeitos, sem tv, sem violência, com as melhores escolas....

Ainda que me continue a acreditar que é importante fazer boas escolhas, percebi rapidamente que eu devo escolher e praticar porque ele, ou me imita ou vai explorar livremente outras opções.  O mundo é muito vasto e o que eu quero é que ele o conheça toda as opções para, mais tarde, poder escolher em consciência.

O que tem acontecido é que ele quer experimentar tudo para rapidamente voltar ao que lhe é mais familiar.

Por isso mesmo, ele adora pizza e come tudo o que tenha trigo, eu não. Depois de uns dias a comer pizza, faz uma auto-imposição de frutas durante um dia inteiro e lá volta a comer "normalmente". Tendo dar-lhe pizzas sem gluten e com alimentos frescos mas se pedir uma fatia de pizza do café, também dou, nem que seja para ele provar e perceber que não presta como aliás, já aconteceu.

Ele vê montanhas de desenhos animados e são eles a única tv que eu vejo porque gosto de o acompanhar. Sim, vê toda a tv que quer, sempre que quer, a qualquer hora. Mas não vê tv todo o dia, geralmente pede desenhos animados específicos (não temos cabo) e quando já está com sono ou se não há nada mais interessante para fazer. Alguns dos desenhos animados que ele adora são completamente idiotas mas gostamos de os ver e de aprender as falas e músicas para depois brincar com ele. Também gostamos de explorar os temas bases dos desenhos animados e essa exploração transforma qualquer idiotice num regalo. ora digam lá se não tem piada colecionar cristais porque o Sportaco tem um cristal? E andar de barco como os octonautas? Ou andar de cavalo como o zorro? Há sempre algo de interessante a explorar.

O meu filho acredita em fadas, acha piada ao pai natal mas não faz ideia que ele dá prendas porque em nossa casa nunca apareceu nenhum pai natal a dar prendas. Se alguém lhe contar que o pai natal existe, pois bem, existirá porque o São Nicolau existiu e é tão digno de ser recordado como qualquer outro mortal.

Se lhe oferecerem um copo, prato, roupa, brinquedo, calças ....  do produto mais químico do planeta e ele o adorar, vai utiliza-lo até se fartar. Se eu escolher algo para comprar, tenho cá os meus parâmetros de perfeição mas se for uma prenda e se o faz feliz não troco a libertação de cortisol que lhe causaria a negação da bomba química por uma existência paraben ou bisphenol free, o meu filho não é um boneco nas mãos de ativistas. Posso falar com o adulto que ofereceu a bomba química, posso encontrar formas de substituir o objeto em causa por um mais "saudável", se a troca for viável e ocorrer sem stress, mas sempre sem bombardear a criança com essas preocupações. Geralmente, não há que preocupar pois os brinquedos mais perigosos são os que se partem passadas 24 horas.

Ele salta e corre a atira-se aos outros miúdos no parque, quando isso acontece eu retiro-o da situação e procuro responder ao problema base que pode ser sono, fome, não gostar daquele parque ou daquele menino.... se outra criança bate no meu filho tento separa-los e tento encontrar formas pacíficas de resolver a situação - normalmente seguindo a mesma lógica de levar o meu filho para um sítio mais calmo e passando a evitar aquela criança - mas, se não os consigo afastar na hora e a mãe da criança se mantém surda e muda, não tenho pejo em intervir mais assertivamente. Não foi sempre assim, costumava engolir as agressões com um sorriso até que, de tanto engolir, uma vez explodi em cima do miúdo proibindo-o de voltar a tocar no meu filho e não fosse a gravidade do ferimento do meu filho e os vestígios de "mãe progre" teria passado muito bem com a situação. O puto sabia que estava insistentemente a agredir uma criança 3 anos mais nova, percebeu muito bem os meus gritos porque os miúdos leem emoções, não leem sorrisos que escondem irritação engolida.

Quanto às escolas especiais, pelo que experienciei até agora, estão cheias de sorrisos. teorias lindíssimas,  objetos perfeitamente concebidos para tornar os nossos filhos em criaturas tão divinas quanto os seus mentores mas, estão cheios de adultos de carne e osso que não sabem o que fazer com dezenas de crianças aglutinadas numa sala e, em nome da doutrina que professam, escondem ao máximo as suas emoções mostrando aos meninos que tudo está bem se for devidamente escondido, muito camuflado e caro.

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Se te interessas por um destes temas:



Clica aqui:




Hybrid Rasta Mama




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O império Monsanto

Não peço que desapareçam até proque dão emprego a muita gente e são uma alavanca para muitas economias locais mas peço que sejam respeitadores das pessoas que trabalham para que o seu império cresça, que sejam respeitadores das localidades onde se instalam para produzir e que produzam com um mínimo de qualidade para garantir que o que vendem não inquina o planeta e mata ou torna doentes os seus consumidores.

Peço também que refreiem a produção transgénica até que haja provas de que é realmente inofensiva. Reparem que nem sequer digo "acabem já com os trangénicos" não, limito-me a pedir que não tornem toda a terra trangénica antes de saber quais os resultados efectivos das alterações irreverssíveis que estão a introduzir na nossa fauna e flora.

Também gostava que não tivessem a megalomania de patentear tudo o que nos foi dado. Patentear todas as sementes que existem, como estão a propor, é um acto de lourura a que estamos a assistir de braços cruzados.

Por tudo isto, a última vez que comprei alguma coisa desta lista, foi há mais de 1 anos!!!!!!!
Sinto-me satisfeita com as minhas opções.

O que mais frequentemente vejo por aí é: Knorr; cola cola; Uncle Ben´s; Lipton; Unilever (cabe um mundo dentro da Unilever; Minute Made; Pepsi; Kellogs; Heinz.

Voltarei ao assunto Monsanto, falarei da Campanha "Sementes Livres, já" e também explorarei o que vende a Unilever para que tenham uma ideia do que estamos a falar (há muitos anos, trabalhei para eles.


Aqui fica uma lista que pode interessar:


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M*#*#* que as "mamãs naturais" dizem

 ᠅ Mamabio ᠅ - Concepção e gestação conscientes, parto natural, amamentação em livre demanda, desmame natural, baby lead weaning, babywearing, co-sleeping, higiene sem fraldas, educação intuitiva...







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 Tempos que já lá vão... a saborear a ordem reconquistada.
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Não é da mãe, nem da creche!!!!!!!!!!!!!!

E se houver uma terceira via para as famílias, para os pais, para as mães, para as crianças? 

E seu, aqui, agora, na nossa cozinha, entre o estufado de carne, a medicina e as mitologias, a filosofia e a Internet, fizer parte desse novo caminho que se está a traçar?

Facilmente concordo com as acepções de que a igualdade de género, a igualdade entre homens e mulheres constitui um direito fundamental. 


Trata-se de

"assegurar a igualdade de oportunidades e tratamento entre os dois sexos, por um lado, e em lutar contra toda a discriminação fundada no sexo, por outro." (UE)

Também concordo sem hesitar com as acepções que vão beber à teoria do apego e à etnopediatria e nos dizem que

"our taxonomic order, the primates, is distinguished from other mammals by it's intense sociality at all levels and specially by the necessary long-term affiliative relationship between parents and off-spring. How primates nurse carry, and protect our infants, and the fact that we extend the parenting period longer than any other animal, is striking; intense and expensive parenting is, in fact, one of the most distinguishing features of us primates, and a major mark of the human species in particular". (Meredith F. Samll (1998) Our babies ourselves How biology and culture shape the way we parent, Nova Iorque: Anchor Books)

O que me continua a deixar, confusa, e sem rumo, são as acepções fazem um mix de tudo aquilo com que facilmente concordo e ainda lhe acrescentam uma nova variável, a escola. Seja para defender ou atacar esta última.

"é bem verdade que a responsabilidade da educação já não pertence aos pais (...) porque as voltas da organização social, que libertaram a mulher, prenderam as crianças em infantários onde são depositadas ainda o sol espreita no horizonte. A expressão encarregado de educação não faz sentido porque o tal encarregado hoje é, verdadeiramente, o encarregado das despesas do infantário".  (Armando Moreno  (2011) A Medicina e as Mitologias Mitos Antigos e Modernos, Lisboa: Medilivro, pp 76)

O bem estar das crianças - do ser humano, pois uma criança é um ser humano - passa pela permanência prolongada junto de um cuidador principal.

Milhões de anos de presença de mamíferos na terra, dizem-nos que, em condições ideais, esse cuidador principal é a progenitora.

A própria biologia nos dá as evidências necessárias -  gravidez, parto, amamentação, recuperação pós-parto - e nos compele a  ficar mais próximas das nossas crias do que o pai (verdadeiro para todos os mamíferos).

O sucesso das medidas de igualdade de género, mede-se pela capacidade que uma sociedade tem de dar, a homens e mulheres, as mesmas oportunidades. Mede-se também, pela capacidade que as mulheres tem agarrar essas "oportunidades" ocupando os mesmos cargos e assumindo as mesmas responsabilidades que os homens.

De igual forma, nesta equação igualitária, assume-se que os homens tem um papel activo no universo familiar e doméstico que, outrora, em tempos desiguais, eram apanágio exclusivo do sexo feminino.

Mas, como é que estas duas posições se conjugam?

Por um lado, libertar as mulheres da esfera doméstica para a esfera profissional, manter os homens na esfera profissional - implicando-os um pouco na vida doméstica.Por outro lado, manter o pai e/ou mãe como cuidadores principais e a família como o elemento de socialização primária, assegurando que as crianças e adolescentes aprendem em contexto?


Há já algum tempo que penso que estamos nesta encruzilhada pelo facto de pretendermos fazer a síntese hegeliana com uma visão demasiado restritiva da(s) tese(s) que nos antecedem, quer em termos temporais, quer em termos de diversidade.

Ou seja, consideramos que:

-
a dança de homens e mulheres entre os papeis expressivo e instrumental (na gíria parsoniana)i.e., o facto de que ambos tem capacidade e disponibilidade de produção para alimentar o mercado e a sociedade de consumo em que vivemos (na minha gíria que é a da abolição do trabalho);

e,

- o crescente número de respostas institucionais para a infância que excluem as crianças da esfera social até que elas mesmas tenham capacidade e disponibilidade para contribuir para o mercado, 


são a síntese perfeita pela qual devemos lutar.


Vivemos num sociedade hipermoderna e hiperconsumista (Lipotevsky), onde predominam as ciências fisico-técnológicas (Beck), se instalou o debate da insegurança e desconfiança (Beck, 1992; Vailt, 1999), perigo e risco (Giddens, 1996), onde os laços comunitários e a família alargada se diluíram (Kitzinger, 1979, Kellerhals et. al., 1989; Segalen, 1996; Saraceno, 1992) dando lugar ao hiperisolamento  (Lietaert, 2010) e na qual a criança foi privatizada passando a sua existência a depender apenas da vontade do casal (Kellerhals et al., 1989).

Os recursos e respostas que construímos para as famílias encontram-se maioritariamente no mercado (Hamilton, 2009) e no Estado (Lasch, 1977; Donzellt, 1977; Berger e Berger, 1984) e estas instâncias, todos os dias, nos demonstram a sua ineficácia, especialmente em contextos mais vulneráveis (Bayle, 2006).

E se este modelo de organização social, pelo qual lutamos até aqui, continuamos a lutar e, inclusivamente, continuamos a impor a outros povos como sendo o único possível, for apenas a antítese do isolamento em que vivem, e viveram,  as famílias nucleares nos últimos séculos (com o consequente aprisionamento da mulher à esfera doméstica) e a verdadeira antítese estiver na integração deste modo de vida (tipicamente ocidental) e outros, mais distantes no tempo e no espaço?
 

Existem outras formas de organização social que assentavam (e assentam) em formas de vida comunitárias e cuja organização social, per si, ultrapassa o dilema do isolamento e da não participação dos indivíduos na vida colectiva, sejam eles homens, mulheres ou crianças.

Não defendo, per si, uma organização social e modo de vida comunitário, tribal ou de clã - como as que sabemos terem existido nas sociedades matriciais europeias do neolítico ou, como as que conhecemos das muitas tribos norte e sul-americanas, dos berberes australianos ou dos povos ciganos - que replique tanto os os seus laços sociais como as suas dificuldades.

O que eu defendo, é uma síntese que integre os benefícios de ambos os modos de vida - comunidade e tecnologia - potenciador de um espaço para existir, fora do meio de produção, consumo, institucionalização -  tanto para adultos como para crianças.

Não sei como isto se faz e aceito que me considerem utópica. Para os meus sonhos, a utopia basta.


"A vida só pode ser compreendida
olhando-se para trás;
mas só pode ser vivida
olhando-se para a frente."

(Soren Kierkegaard)

Post scriptum:
Sim, eu voltei a comer carne deste que me conheci a Weston Price Foundation 

Sim, gostava de poder escrever mais e melhor sobre este e outros assuntos mas na minha condição de mãe a tempo inteiro (ou quase), sem rede social de suporte e sem o filho institucionalizado nem que seja algumas horas por semana, não disponho de tempo (nem cérebro) para mais e melhores pesquisas, mais e melhores reflexões.

Lamento, ter, na cabeça, mais livros e teorias do que consigo digerir e tornar inteligíveis.

Lamento, ter, na vida, tempo a menos para todas as letras e experiências que gostaria de integrar.

Lamento ter, para a temática (mas não só) mais paixão do que aquele que a ciência consegue integrar.

Sim, esta realidade ainda me magoa o suficiente para não conseguir ou aceitar ou encontrar um modo de vida alternativo que minore o seu impacto. Continuarei a deixar doer e a escrever.

Agradeço, esta eterna vontade de problematizar e encontrar respostas.

Agradeço à família e às experiências pessoais e profissionais que me colocaram neste caminho.

Obrigada por me lerem e comentarem. 


BADINTER, Elisabeth (2010) Le conflit la femme et la mere, Paris: Éditions Flammarion

BECK, (1995) Ecological politics in na age of risk, Cambridge. Polity Press

BECK, Ulrich, (1992), “ From industrial society to risk society: questions of survival, social structure and acologiacal enlightment”, Theory, Culture and Society, vol.9, pp 97- 123

BECK, ulrich, (1992), Risck society: towards a new modernity, London, Sage Publications

GIDDENS, Anthony, (1996) As consequências da modernidade, Oeiras, Celta editora

GITTENS, Diana (1993) The Family in question, changing households and familiar ideologies, Londres: Macmillan

HAKIM,Catherine (2000) Work-Lifestyle Choices in the 21th century, Oxford: Oxford University press.

KITZINGER, Sheila (1981) Mães, um estudo antropológico da matrnidade, Lisboa: Editorial presença.

LIEDLOFF, Jean (2004) The continnum concept, In search of happiness lost, Londres: Penguin Books

LIPOVETSKY, Gilles, (1983), A Era do Vazio, Antropos, Relógio de Água, Lisboa

LUHMANN, Niklas, (1993), Risk: a sociological theory, New York, Walter de Gruyter