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"I often hear people say that you can only blame your parents for your "issues" as an adult for so long. And that's fair enough, but what if we could raise a generation of kids that don't need to blame anyone for anything? Conscious parenting isn't some abstract concept.
The statistics beginning at 4:00 should concern us enough to make changes. If you want to know the one reason we hurt our children, listen to her explain it at 6:54. And if you're curious about how we define worth and value in our society, stick around until 9:10."


Instead Of Joking About Our Kids Needing Counseling One Day, What If We Really Thought About It?

Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida

Fogo, palmadas e amor

Quando o meu filho nasceu dediquei-me ao estudo etnográfico da primeira infância, andei perdida na etno-pediatria, etno-psicologia e outros que tais. Afinal, o puto dormia todo o dia e eu adorava estar colada a ele e ler.

Esta vossa conversa fez-me lembrar que na sociedades tradicionais, tanto nas que já se extinguiram como nas que existem actualmente em África, Polo Norte, Austrália e floresta Amazónica, os homens vão à caça e as mulheres ficam na aldeia encarregues das crianças. Quando os homens regressam não integram ritmo da aldeia de forma imediata, as mulheres preparam-lhe um espaço - ao ar livre ou dentro de uma das estruturas habitacionais, caso chova - para eles se sentarem, em silêncio, a descansar e contemplar o fogo.

Depois de o "guerreiro" ter o seu merecido descanso, as mulheres aproximam-se com as crianças e os alimentos preparados. Se uma das crianças faz muito barulho ou chora durante a refeição, a mãe dessa criança levanta-se a afasta-se com ela até que se acalme, ninguém lhe grita, ninguém a educa com repreensões. A criança pode necessitar de atenção dirigida, ter sede, fome, querer fazer xixi, evacuar, ter alguma dor, estar sobre-excitada com alguma coisa que esteja a acontecer no grupo... qualquer uma destas necessidades se resolve com algum tempo de afastamento com a mãe, atenção e logo regressam tranquilamente.

Os homens ocidentais modernos já não vão à caça mas continuam a ter necessidade de se sentar a contemplar o fogo, em silêncio e entre homens. Continuam a ter necessidade de ser cuidados, amados, acarinhados mas, em nome da igualdade de género - e na minha opinião em nome do bom funcionamento do mercado de trabalho - o que recebem quando chegam a casa é um rabo com cocó para lavar, uma refeição para fazer e um chão para varrer, sozinhos e sob o olhar crítico da mulher que teria feito tudo muito mais rápido e melhor, se não estivesse estafada, sacrificada pela sua amada vida profissional.

O senhor que escreveu o artigo anda à procura do seu momento de contemplação - no café - fora da sua aldeia, sozinho, ressentido no meio de outras tantas pessoas, sem tempo nem espaço para SER, sozinhas e ressentidas.

o artigo em questão, e que eu nunca li, é aquele a que este se refere
http://locaishabituais.blogspot.pt/2013/01/quem-tem-filhos-pequenos-ha-de-estar.html
Soam-me a um um bando de crianças aos gritos surdos,
Um diz "não educas bem os teus filhos"
Os outros respondem "quem és tu para nos apontar o dedo?"
O que leva o primeiro a acusar e os restantes a defenderem-se raivosamente? Ninguém parece questionar...

Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida

Ser e estar na parentalidade

"estar com crianças ativas, criativas, cheias de vida não é difícil, o difícil é estar comigo mesma sendo revelada em todas as minhas marcas tão estrategicamente escondidas na vida dita social.


quando alguma situação das crianças me tira do eixo, me deixa nervosa, ou chateada, ou preocupada, ou com qualquer outro ressentimento, ao invés de tentar resolver o problema aparentemente provocado por elas, eu me pergunto "o que estou sentindo?", e uma avalanche de imagens, marcas, memorias, me invadem.


nesse momento já não preciso perpetuar o sentimento, deixo de projeta-lo nas crianças; sem mergulhos psicológicos, ou busca de justificações para o que sinto; entrego o passado ao fluxo, abro mão dele, e afirmo o presente, e em segundos, já não estou dominada pelo ressentimento, e então posso me relacionar verdadeiramente com as crianças e com a situação que provocou todo esse movimento.


tem sido um treino diário, nada fácil, apesar de muito simples, é só o que chamamos de estar aqui e agora."

Fonte: 
http://anathomaz.blogspot.com/ 



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Existe uma posição correcta para fazer cocó?

Existe, é aquela que naturalmente adoptam todas as crianças até que as obrigam a ficar sentadas.

Nunca me dou ao trabalho de explicar porque não ensino o meu filho a "utilizar o penico" quando explico que me custa ensinar-lhe uma coisa que sei estar "incorrecta" e que vai contra a sua fisiologia, os olhares são aterradores "o quê? há outra forma de cagar que não seja sentado?"

Parece que sim e começam a ser cada vez mais as referências a esse facto.

Apenas uma minoria da população mundial "caga sentada" não vejo porque é que essa minoria (nós) tem que ser a detentora da verdade da eliminação humana.

Aqui ficam duas referências a outras formas de "cagar":

http://www.relfe.com/toilet_seat_constipation.html

http://www.cracked.com/article_19121_7-basic-things-you-wont-believe-youre-all-doing-wrong.html


Pode ser que contenham informação útil para os obstipados da família.

Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida

ainda sobre a escola inclusiva, os bebés, as crianças e suas necessidades...

Em tempos escrevi que não acredito na escola inclusiva, que é um paradoxo, que a própria instituição escola, para funcionar, viola os princípios da inclusão.

Podemos "abordar a escola numa perspectiva inclusiva" mas esbarramos no facto de a escola isolar as crianças e jovens , entre pares, excluindo-os do todo social que é a comunidade (ou que esta deveria ser porque quem tem crianças, nesta Europa do Século XXI, e se movimenta, de 2ª a 6ª,  fora das escolas e dos locais de trabalho, duvida que ainda existam vestígios de interacção comunitária).

Quem ainda tem dúvidas da difculdade que representa a abordagem inclusiva da escola, pode deliciar-se a ler:

 "A inclusão em educação implica:
• Valorizar, igualmente, todos os alunos e todo o pessoal.
• Aumentar a participação e reduzir a exclusão dos alunos das culturas, currículos e
comunidades das escolas locais.
• Reestruturar as políticas, culturas e práticas nas escolas, de forma que estas
respondam à diversidade dos alunos da localidade.
• Reduzir as barreiras à aprendizagem e à participação de todos os alunos, não
somente aos que têm deficiências ou que são categorizados como tendo “necessidades
educativas especiais”.
• Utilizar as estratégias adoptadas para ultrapassar as barreiras ao acesso e à
participação com que alguns alunos se deparam, de modo a que estas venham a
beneficiar duma forma mais geral, todos os alunos.
• Olhar para as diferenças entre os alunos como recursos de apoio à aprendizagem, em
vez de as considerar como problemas a resolver.
• Reconhecer o direito dos alunos a serem educados na sua localidade de residência.
• Desenvolver as escolas considerando os seus profissionais, bem como os alunos.
• Sublinhar o papel das escolas na construção das comunidades e no desenvolvimento
dos valores, bem como no aumento do sucesso da aprendizagem.
• Incentivar as relações mútuas, entre escolas e comunidades.
• Reconhecer que a inclusão na educação é um dos aspectos da inclusão na sociedade. "

Fonte: http://redeinclusao.web.ua.pt/files/fl_79.pdf

Eu conheço poucas famílias capazes de respeitar as suas crianças ao ponto verem as suas diferenças e especificidades como mais valias em vez de "problemas a resolver", mesmo nas famílias em que existe apenas uma criança. Imagine-se como fazer isto com 800, 900, milhares de crianças juntas? E com a obrigatoriedade de ensinar (obrigar a decorar) os curricula em sequências de 45 minutos intervaladas pelo "arruma a mochila e corre para a nova sala que vem aí mais 45 minutos de seca".

Aliás, as crianças, na nossa sociedade, parecem ser sempre um problema a resolver. Até nos meios mais holísticos em que o bebé é visto como um ser perfeito que deve ser recebido em paz (parto natural), que conhece as suas necessidades, sabe expressa-las e tem direito a vê-las respondidas (mamar em livre demanda, co-sleeping, colo ...), assim que se passa de bebé a criança (e isto varia consoante a pressa dos pais, logo pode ser algures entre os 6 meses e os .....), acabam-se so privilégios, acaba-se a sabedoria inata e há que ensinar, regular, domar a criança de forma a que cumpra as expectativas de quem a "educa".

Mas, não era sobre isto que queria escrever (ou, talvez fosse e por isso está aqui) , queria escrever que gostei de ler o texto do Eduardo Sá e que acredito que sim, é bom viver para o invisível (mais do que educar).

Também gostei de ler que "  uma escola amiga da sabedoria será, ao mesmo tempo, universidade e jardim-de-infância" porque guetos já temos muitos e há muitos séculos, é sempre bom ler sobre liberdade.


Quanto às definições de inclusão e integração, aconselho quem queira aprofundar o tema, a fazer umas pesquisas adicionais. Para inclusão em contexto escolar, o Index é a obra de referência, quanto às diferenças entre integrar e incluir, em meio escolar, este texto pode ser interessante.

Cada vez este blog se centra menos em mamãs, bebés, crianças, educação, porque cada vez as minhas opiniões, nesta e noutras matérias, são divergentes, divergem mesmo dos que sempre se sentiram a  divergir.

Até o nosso filho ter cerca de dois anos, encontrava eco nos meios mais holísticos, actualmente, já nem a anarquia me acolhe (pois de tão anti-política se tornou excessivamente politizada para mim)... procuro novos horizontes e tenho-me perdido - e encontrado - por aqui



Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida

Faça um favor para a Humanidade.

Quando for preciso, diga não para a sociedade. 

O seu filho agradece.

A mudar o mundo, uma criança de cada vez. 

 Quando se rejeitam práticas parentais autoritárias e coercivas, em prol de uma parentalidade  não coerciva e orientada para o bem-estar, muitas são as vozes críticas que avisam sobre a incapacidade de os nossos filhos para se virem a adaptar ao "mundo real".

A assumpção é a de que "lá fora é uma selva" e devemos - gradualmente - ensinar os ossos filhos e habitua-los ao sofrimento, de forma a que não fiquem chocados quando se aventurarem no mundo "grande" e "mau".

É como a famosa experiência, em que colocaram um sapo saudável numa panela de água a ferver e ele saltou imediatamente de lá para fora mas, quando colocaram o sapo numa panela de água fria e foram aumentando a temperatura, gradualmente, ao longo de vários dias, o sapo foi capaz de se "adaptar" e ficar dentro de água.

A fervura lenta parece mais humana mas, o sapo "bem daptado" acabou por morrer na panela de água quente! Em contrapartida, o sapo "não adaptado" e protegido pela sua sensibilidade intacta, saltou e evitou morrer cozido.

A partir de agora procura evidências de que a sensibilidade do teu filho está intacta (exemplo: reacções negativas em condições indesejadas) e em vez de o "limitar" e "habituar", agradece! Diz a ti mesmo "O meu filho não vai morrer cozido"!

Tradução livre de:
http://dailygroove.net/frog-boiler
 Copyright (c) 2009 by Scott Noelle
"Inspiration & Coaching for Progressive Parents"http://www.scottnoelle.com/
http://www.enjoyparenting.com/

my parenting is not a project

"Ten years into the blitzkrieg of late-life motherhood, I’ve recognized that kids do a pretty good job of growing up by themselves. Thank goodness, because parents like me can make a mess out of the simplest things."

"As parents, we think our job is to create an ideal outcome — a happier child, a smarter child, a more successful child. It’s a silly notion, isn’t it? That we are supposed to shape something presidential out of what looks like seven pounds of putty in our palm. The pressure alone makes us feel as though we’re doomed to fail. But this focus on the future outcome blinds us to the marvel that already appears before us. It’s not putty. Babies aren’t blobs. Do we ever notice, and trust, the wonder of life happening continually and miraculously by itself?"

"When you let yourself off the parenting hook, you might find, as I did, that your purview is far larger. You can get on with the laundry, the kitchen and the yard. You can get on with breakfast, lunch and dinner. You can get on with things as they are, not as you wish, worry or dread. You can get on with your life, as long as you understand my point. As long as you can handle the complete freedom from fear and the release from your own critical judgment. Your life isn’t a project either!
School’s out, and you graduated."
 

 http://www.karenmaezenmiller.com/the-no-project-project


"The point where you think you can’t go on is the very point that a breakthrough occurs. Parenthood is nonstop personal transformation. We can’t figure it out because we can’t figure it out! It’s not Sudoku, you know."

http://www.karenmaezenmiller.com/lay-off-the-parents-already

Amar só se aprende amando

"E também me surpreende e angustia aquela pessoa que tem um filho e, mesmo podendo ficar com ele nos dois primeiros anos, não o faz, não o amamenta, inventa compromissos que não precisa só porque não sabia que a maternidade implica em compromisso e em deveres complexos. Não discuto a mãe que trabalha para sobreviver porque o pai, sozinho, não consegue pagar as contas da casa. Mas discuto com as famílias que têm dois carros, quatro celulares, cinco aparelhos de televisão etc., mas não podem ficar com seus filhos nem um instante, saem de casa às 7 horas da manhã e voltam às 8 da noite. Isso é uma realidade muito triste."

"eu não culpo jamais as mulheres, principalmente as mães. O problema está em uma sociedade hedônica, narcisista, consumista, em que as pessoas vivem para gastar, comprar, pagar contas, às vezes para sobreviver porque não têm escolhas. Mas muitas vezes porque não param para pensar onde e como querem chegar a essa correria do dia a dia. O que proponho é uma tomada de consciência, um diagnóstico para que as pessoas possam pensar um pouco melhor na vida, no dia a dia e para que trabalhem, sim, se precisam, mas priorizem a vida com seus filhos. Pois o futuro deles tem muito a ver com tudo isso. Mas não é o que eu digo que pesa nos ombros das mães. É a situação de uma sociedade injusta e problemática, que aceitamos e não denunciamos."
"Trabalhar é possível. O que é preciso é priorizar a questão da criança, é dar prioridade mesmo. Se ela está doente e com febre, acompanhe-a ao médico, fique com ela, peça um atestado, queira progredir mais na carreira do afeto e do amor com seus filhos do que na carreira pessoal no trabalho. É difícil, eu sei, mas me angustia ver na mídia anúncios, como um que acabo de receber, de creches que se oferecem para cuidar 24 horas das crianças, ficar com bebês de 1 ano ou 2, enquanto as mães viajam e ficam um mês fora. Uma dona de creche me contou que há mães que dizem “olha, quero pegar meu filho à noite, de banho tomado, pijaminha, já jantado e melhor se já estiver dormindo”. Será que essas pessoas sabem o que estão fazendo? Afeto faz crescer, desenvolve o corpo e o espírito. Ter filhos é uma coisa séria e de responsabilidade. Por que então ter filhos se não se pode cuidar deles? Claro que há exceções, mas vamos fazer o possível para colocar as coisas no devido lugar e entender o que estamos fazendo com nossos pequenos porque nenhuma outra mãe na natureza deixa de cuidar pessoalmente de seus filhos até que eles cresçam e se desenvolvam para a independência. "


José Martins Filho, professor de pediatria da Unicamp, médico há mais de quatro décadas. autor do livro A Criança Terceirizada, editora Papirus.

Entrevista na íntegra aqui

Via Doula Sofia Carvalho

Cada vez mais prósperos, resilientes, simples e felizes!



Cada vez mais prósperos, resilientes, simples e felizes!
"eu não culpo jamais as mulheres, principalmente as mães. O problema está em uma sociedade hedônica, narcisista, consumista, em que as pessoas vivem para gastar, comprar, pagar contas, às vezes para sobreviver porque não têm escolhas. Mas muitas vezes porque não param para pensar onde e como querem chegar a essa correria do dia a dia. O que proponho é uma tomada de consciência, um diagnóstico para que as pessoas possam pensar um pouco melhor na vida, no dia a dia e para que trabalhem, sim, se precisam, mas priorizem a vida com seus filhos. Pois o futuro deles tem muito a ver com tudo isso. Mas não é o que eu digo que pesa nos ombros das mães. É a situação de uma sociedade injusta e problemática, que aceitamos e não denunciamos."

José Martins Filho, professor de pediatria da Unicamp, médico há mais de quatro décadas. autor do livro A Criança Terceirizada, editora Papirus.

Entrevista na íntegra aqui

Via Doula Sofia Carvalho

Cada vez mais prósperos, resilientes, simples e felizes!

Um só corpo

Supõe que a tua perna direita começa a tremer sem razão aparente. Se a perna se mantiver trémula terás que fazer algo como uma massagem ou, tomar vitaminas que apoiem a função nervosa e ajudem com os tremores.

Não vais gritar com a tua perna ou bater-lhe. Também não a vais ignorar pensando, "é um problema da perna, não é um problema meu!"Este tipo de respostas não faria sentido porque a perna é uma parte do teu corpo.

Da mesma forma, quando o comportamento do teu filho não parece estar a ser razoável, podes ultrapassar a tentação de reagir negativamente respondendo, ao teu filho, como se ele fosse um órgão do teu corpo.

Como as diferentes partes do teu corpo, o teu filho funciona melhor quando prestas atenção aos seus sinais e, em vez de resistires a esses sinais, faz o teu melhor para os honrar e lhes responder. Se culpas, simplesmente lida com as situações.

A partir de hoje, imagina que tu e o teu filho são um só corpo e vê de que forma essa perspectiva afecta as tuas interacções com ele.

Adaptação e tradução livre de
http://dailygroove.net/one-body

Feel free to forward this message to your friends!
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Porque é que gostavas muito da chucha?

As respostas poderiam ser enternecedoras se a postura corporal, a voz e o olhar destas crianças não revelassem uma tristeza tão profunda ao lembrar a sua chucha.



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Ser mãe e ser diferente

A apresentação de uma mãe manifestamente diferente que deixa antever muitas histórias para contar: http://earthangelmumma.blogspot.com/2010/05/this-is-me.html

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Ultimamente estou rodeada de textos cheios de verdades absolutas e de regras rígidas sobre os métodos a adoptar na educação dos nossos filhos.

Através do portal do bebé cheguei às "30 dúvidas dos pais" e às respostas no mínimo controversas da "especialista" de serviço. Aconselho a leitura para quem quer saber exactamente o que não fazer.

Aqui fica o meu comentário:

Olá,


depois de ler o artigo não resisti a tecer um comentário.


Estou em desacordo com praticamente tudo o que escrevem e sinto-me muito desapontada pelo facto de opinarem sobre a intimidade das famílias de forma tão contundente. ... Ver mais


A humanidade tem milhares de anos e múltiplas formas de organização e apenas nos últimos 100 anos e na sociedade ocidental se permite que os bebés chorem sem que o seu choro seja atendido.


O facto de alguns ditos especialistas considerarem que deixar um bebé a chorar, não andar com ele ao colo ou não dormir com ele vão torna-lo num ser independente, não significa que essas sejam as opções universalmente correctas e/ou desejáveis para todos os seres humanos.


Se apenas respondermos prontamente ao choro de um bebé quando este está doente, poderemos estar a criar um ser humano que fica doente sempre que necessita de atenção.


se o lugar dos bebés fosse o chão, não existiriamos enquanto espécie pois teríamos sido comidos por predadores e o que farão os povos onde não há carrinhos?


Quanto à terceira resposta, vejam, por exemplo, a documentação da organização mundial de saúde que aconselha a amamentação, pelo menos, até aos dois anos (o que significa que pode ser mais. Se algum médico diz o contrário, deveriam as mães considerar em mudar de médico;


O vosso artigo apresenta estes e outros conselhos como sendo verdades universais quando existem tanto povos, tantas culturas, tantas evidências científicas, tantas opiniões especializadas a comprovar que não existe qualquer fundamento para os mesmos.


Peço, por favor, que tenham mais cuidado com as opiniões que veiculam. Se um bebé for, como vocês aconselham, constantemente negligenciado, não admira que desenvolva, como mecanismos de defesa, muitas das atitudes que descrevem nas perguntas e respostas seguintes.

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"I'm Not A Frog-Boiler!"

Quando se rejeitam práticas parentais autoritárias e coercivas, em prol de uma parentalidade  não coerciva e orientada para o bem-estar, muitas são as vozes críticas que avisam sobre a incapacidade de os nossos filhos para se virem a adaptar ao "mundo real".

A assumpção é a de que "lá fora é uma selva" e devemos - gradualmente - ensinar os ossos filhos e habitua-los ao sofrimento, de forma a que não fiquem chocados quando se aventurarem no mundo "grande" e "mau".

É como a famosa experiência, em que colocaram um sapo saudável numa panela de água a ferver e ele saltou imediatamente de lá para fora mas, quando colocaram o sapo numa panela de água fria e foram aumentando a temperatura, gradualmente, ao longo de vários dias, o sapo foi capaz de se "adaptar" e ficar dentro de água.

A fervura lenta parece mais humana mas, o sapo "bem daptado" acabou por morrer na panela de água quente! Em contrapartida, o sapo "não adaptado" e protegido pela sua sensibilidade intacta, saltou e evitou morrer cozido.

A partir de agora procura evidências de que a sensibilidade do teu filho está intacta (exemplo: reacções negativas em condições indesejadas) e em vez de o "limitar" e "habituar", agradece! Diz a ti mesmo "O meu filho não vai morrer cozido"!

Tradução livre de:
http://dailygroove.net/frog-boiler
 Copyright (c) 2009 by Scott Noelle
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