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Unstable bodies: Victorian representations of sexuality and maternity

Bearing Meaning: The Language of Birth

New motherhood: cultural and personal transitions in the ..., Volume 1993,Part 2

Identity and difference

Narrating motherhood(s), breaking the silence: other mothers, other voices

Birth centres: a social model for maternity care

Pregnancy, birth, and maternity care: feminist perspectives

Women, compulsion, modernity: the moment of American naturalism

Mothering: ideology, experience, and agency

Mothering the race: women's narratives on reproduction, 1890-1930

The reproduction of mothering: psychoanalysis and the sociology of gender

Representations of Motherhood

Maternal encounters: the ethics of interruption

Feminist Art and the Maternal

Ser pai e ser mãe... uma viagem ao centro de si

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Muitos pais ajustam o seu comportamento ao que os seus próprios pais, ou outros familiares, lhes dizem para fazer. Se não conseguem aconselhamento junto dos seus amigos e familiares consultam médicos ou outros especialistas (...) Quando parares de ouvir o que as outras pessoas querem que faças e começares a olhar para o teu interior vais saber o que fazer. Este processo não envolve um raciocínio como "vou fazer isto porque é a forma correcta de agir". Em vez disso, é uma acção espontânea que reflecte como te sentes em relação à vida, reflecte as tuas intenções ao seres mãe/pai. (...) Quando estás alinhado/a contigo e com a tua verdade, não necessitas de qualquer livro, especialista ou de qualquer outra coisa para saber o que está certo. Tu, vais saber o que está certo. (NAGEL, 2009: 190)
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Fonte: NAGEL Ramiel (2009), Healing Our children, Because Your New Baby Matters! Sacred Wisdom for Preconception, Pregnancy, Birth and Parenting (ages 0-6), Golden Child Publishing, EUA - http://www.healingourchildren.net/
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“Primal Health”, Michel Odent - Janelas para o futuro

Tradução livre (e descontraída com os bebés ao colo :)) do capitulo 11 da obra “Primal Health”de , Michel Odent. Realizada por de Bruno Venturini,Cátia Maciel e Marta Borges Pires (os sublinhados são meus)

Janelas para o futuro

A nossa crítica à família nuclear e a instituições como a obstetrícia e a neonatologia trazem à memória de muitos a famosa ilha Utopia. A saúde tem um lugar em Utopia. A saúde é uma luta, um esforço constante e interminável em direcção à adaptação perfeita. Para ser realista, primeiro precisamos de admitir que a nossa sociedade tecnológica não pode sobreviver sem sofrer uma enorme mutação. Contudo, nós precisamos do conceito de Utopia; nós precisamos de objectivos pelos quais almejar. É óbvio que é preciso tempo para modificar as estruturas familiares e também é óbvio que uma rede de parteiras autênticas não pode ser organizada do dia para a noite.

Quando todo um estilo de vida é desafiado, desde o nascimento até à morte, é preciso tempo. Não podemos dissociar as possíveis formas de redescobrir a família alargada da forma como as pessoas nascem e morrem. A não ser que uma larga percentagem da população possa optar por dar à luz e morrer em casa, as estruturas familiares nunca serão alargadas. Isto significa adoptar outra atitude em relação à medicina; significa um novo entendimento dos perigos da medicina centrada nos hospitais. Muitas pessoas na nossa sociedade morrem nos hospitais, simplesmente porque os hospitais são actualmente considerados como um lugar normal para morrer. As pessoas que morrem nos hospitais são muitas vezes sujeitas a intervenções dolorosas e sofrem inutilmente. Temos de redescobrir a arte de nascer e a arte em morrer em paralelo.

De qualquer forma, uma nova consciência do conceito de saúde primal pode ter efeitos práticos quase imediatos. Por exemplo, o que é que impede a maior parte das mães de se movimentarem com os seus filhos num baby carrier? Nas sociedades tradicionais, a maioria dos bebés passam grande parte das horas em que estão acordados junto ao corpo das suas mães, na sua anca, num sling ou ao colo de alguém.

As paredes da maternidade em Pithivier exibem um conjunto de fotografias mostrando bebés transportados numa variedade de carriers diferentes e em muitas culturas diferentes. Quando se considera a quantidade de estímulos de que um bebé tem consciência verifica-se que não existe comparação entre o contacto constante com o corpo da mãe que o bebé recebe num baby carrier e a falta de contacto físico quando o bebé está deitado num carrinho. Foi apenas nos anos 60 e 70 que o baby carrier foi redescoberto pelo mundo ocidental. Todas as pessoas que já utilizaram um carrier sabem como é eficaz para sossegar e tranquilizar um bebé. Para o bebé, é outra forma de descobrir o mundo.

Também nada devia impedir todos os bebés de dormirem com as suas mães. Isto não envolve qualquer custo, não necessita de equipamentos e cai fora do controlo das grandes instituições. Em todas as sociedades, com a notável excepção da sociedade ocidental desde o século XVIII, os bebés dormiram com as suas mães. Apenas é necessária a mais elementar observação para ver que o bebé precisa da sua mãe ainda mais durante a noite do que durante o dia e ainda mais na escuridão que na claridade. Na escuridão, o sentido predominante do bebé – a visão – está a descansar e, em vez dela, o bebé precisa de utilizar o sentido do toque, através do contacto pele com pele, e o olfacto.

A mãe também precisa do bebé. Qualquer pessoa que tenha conhecimento das dificuldades relacionadas com a amamentação na nossa sociedade sabe que uma das principais explicações para isto é o facto de os bebés serem separados das suas mães durante a noite. Muitas jovens mães têm distúrbios de sono porque são separadas dos seus bebés. Numa maternidade em que seja permitido às mães dar à luz usando as suas próprias hormonas, numa atmosfera que lhes dê liberdade para serem espontâneas, muitas tendem a dormir com os seus bebés e continuam a fazê-lo quando regressam a casa.

Se as mães não dormem com os seus bebés é porque alguém lhes disse que é um mau hábito. Isto tem sido dito às mulheres nos últimos três séculos, primeiro em nome da moralidade e depois em nome da ciência. As mães querem respeitar aquilo que lhes foi ensinado pelas gerações anteriores. O que se apelida de maus hábitos são afinal formas normais e naturais de atender às necessidades fundamentais de um bebé. Serem acusadas de maus hábitos é algo que pode assustar as jovens mães que gostariam de ouvir os seus instintos. As pessoas avisam-nas que existe o risco de abafar o bebé durante a noite mas isto simplesmente não acontece; as mães parecem estar sempre conscientes dos seus bebés mesmo enquanto estão a dormir. Também se sabe que as mães que amamentam têm um padrão de sono particular que exclui o sono profundo (fase 4). Mais, um bebé saudável sabe como se proteger e fazer soar o alarme se estiver a ser incomodado por um lençol ou um cobertor que o esteja a sufocar.

Todas as mulheres que dormem com os seus bebés relatam o quão fácil é dar de mamar durante a noite sem acordar totalmente. Elas sabem que o bebé utiliza o olfacto para encontrar o seu mamilo. A educação do olfacto é comummente negligenciada na nossa sociedade, é uma função muito arcaica e tem uma função vital a desempenhar na vida sexual.

Nunca seremos capazes de avaliar em profundidade os efeitos danosos de separar mãe e bebé à noite. Por exemplo, a síndrome da morte súbita, está a tornar-se cada vez mais comum nos países ocidentais. Contudo, é difícil saber até que ponto é que hábitos tais como a separação da mãe e do bebé podem ser responsáveis (pela síndrome da morte súbita).

Quando estive na China reparei que as mães dormem com os seus bebés, pelo menos, durante um ano. Ao mesmo tempo, verifiquei que ninguém parecia entender o significado de “morte súbita”. Em alguns países este fenómeno é conhecido como “morte da alcofa” (cot death). Possivelmente a alcofa é que é um facto essencial! Mais, quando se considera a elevada frequência de problemas de sono nos adultos, é tentador estabelecer uma ligação possível com o hábito colectivo de perturbar as necessidades nocturnas dos bebés.

Nem tão pouco conseguimos avaliar completamente os efeitos a longo prazo das interferências na amamentação que estão ligadas ao hábito ocidental comum de separar a mãe e o bebé durante a noite; também é impossível prever as consequências da repetição de situações em que o bebé se encontra sem ajuda e sem esperança devido à sua separação da mãe durante a noite.

Mães e bebés dormirem separados é um hábito tão enraizado na nossa cultura que até se torna difícil falar sobre isso sem que se riam de nós. Para modificar uma prática aparentemente simples seria necessário um forte apoio social e este torna-se ainda mais necessário quando estamos a lidar com uma instituição.

Este é o motivo pelo qual as equipas dos cursos de formação pré-parto e as conselheiras ou conselheiros de amamentação desempenham um papel tão importante na nossa sociedade.


Centros de saúde primal

Mulheres grávidas e jovens mães precisam de se ajudar umas às outras. Elas precisam se ter lugares onde se possam conhecer umas às outras. Este é o motivo pelo qual eu pretendo criar centros de saúde primal, como um primeiro passo em direcção à minha visão de saúde primal para todas as pessoas. Estes Centros de Saúde, poderiam funcionar como substitutos da família alargada. Estes Centros seriam lugares onde mulheres e casais que pensam ter um bebé, mulheres grávidas, jovens mães, bebés e avós se podem encontrar. Também seria o lugar ideal para a educação de raparigas e adolescentes; fora da nossa sociedade não existe um único exemplo em que as raparigas cheguem à idade de serem mães sem que alguma vez tenham segurado um bebé nos seus braços ou visto um bebé recém-nascido. Nem a família nuclear, nem a escola podem providenciar este tipo de educação. Não seria possível imaginar uma parceria entre os centros de saúde primal e as escolas?

Um centro de saúde primal seria inseparável de uma rede de partos não hospitalares e poderia até ser um local para muitas mulheres darem à luz. Parteiras autênticas aprenderiam, a partir da experiência, as coisas que não são aprendidas nas unidades de obstetrícia moderna. Quando falo de “parteiras autênticas” penso em pessoas experientes no acompanhamento ao parto que conseguem reconhecer a fase do parto sem repetir exames vaginais mas apenas ouvindo o barulho que uma mulher em trabalho de parto está a fazer, pela sua postura e observando as expressões do seu rosto.

Nos centros de saúde primal, eu imagino actividades que fomentem o sentido de comunidade e a coesão do grupo. Nenhuma destas actividades seria obrigatória, por exemplo, existiriam grupos de discussão, grupos de canto, grupos de dança e todo o tipo de outras actividades.

Imagino uma cozinha que estaria sempre aberta a todas as pessoas – um lugar para aprender a fazer pão ou como evitar comida processada. Uma cozinha destas seria a fonte das melhores receitas para uma mulher grávida ou para uma mulher a amamentar. Uma cozinha é um sítio onde as pessoas se sentem imediatamente à vontade, como se estivessem em casa.

Um centro destes seria um sucesso no dia em que ninguém se sentisse como um convidado.

Num lugar como este, seria possível estabelecer um laço inquebrável com os educadores pré-natais, as parteiras e as conselheiras de amamentação e, ao mesmo tempo, derrubar as barreiras existentes entre profissionais e leigos. As linhas divisórias entre as competências e as habilidades de todos tenderiam a desaparecer com o tempo.

No meu sonho, muitas cidades teriam um centro de saúde primal, localizado perto de um hospital. Mas este centro teria o cuidado e preservar a sua independência face à instituição médica. É preciso ter em mente que a medicina apenas desempenha um papel secundário na saúde de uma população e que apenas seria capaz de colaborar com um programa de saúde primal de forma mais discreta.

Também poderia haver um toque aquático neste local. Muitas mulheres grávidas, muitas mães e a maioria dos bebés são atraídos pela água. Pequenas piscinas também poderiam ser utilizadas durante os partos para ajudar as mulheres a libertarem-se das suas inibições. E os bebés poderiam ser capazes de cultivar as suas extraordinárias capacidades na água., a água faz-nos sonhar e a presença de bebés recém-nascidos ajudaria as pessoas a ver as coisas de forma mais clara e dar-lhes-ia uma visão de longo prazo. Com água e bebés, todas as condições estão presentes para criar fantasias sobre o futuro. Isto tornaria estes centros de saúde primal em janelas para o futuro.

A tecnologia irá ameaçar a sobrevivência da humanidade enquanto for utilizada por aqueles que não conseguem explorar as suas capacidades de visualizar o amanhã. Eu sonho com lugares que desempenhariam um papel primordial no processo da evolução em direcção a uma nova era. Apenas pessoas saudáveis podem estar conscientes das consequências a longo prazo das suas acções e decisões; Apenas pessoas saudáveis podem lidar com as prioridades reais.

Eu sonho que o ambiente no centro de saúde primal seria catalisador de discussões sobre a nova-economia. Imaginem uma economia em que a prioridade é a saúde! Que salto para a frente na história das sociedades humanas.

Eu sonho que o ambiente do centro de saúde primal seja catalisador de ideias radicalmente novas sobre o progresso. Os avanços tecnológicos irão levar a um desequilíbrio mortal a não ser que, simultaneamente, o homem procure explorar o potencial do seu cérebro arcaico ao máximo. É o seu cérebro primal que determina o seu estado de saúde e que carrega consigo uma outra visão do universo. A destruição do nosso planeta, a que estamos a assistir actualmente, só pode ser obra de um ser humano doente. A prioridade agora é a génese de um novo tipo de ser humano, um ser humano que terá uma relação diferente com a Terra, a Mãe.

O séc. XXI será ecológico ou não será.

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Infância e Direitos: Participação das crianças nos contextos de vida – representações, práticas e poderes

A tese Infância e Direitos: Participação das crianças nos contextos de vida – representações, práticas e poderes – sustenta-se no pressuposto de que as crianças são sujeitos activos de direitos. A infância, enquanto grupo geracional, tem um carácter permanente na sociedade, um espaço e um tempo próprios, que, apesar das especificidades culturais, sociais, económicas dos seus elementos, marca uma etapa de vida para qualquer indivíduo e determina também a organização social. Sustentase, também, no pressuposto de que será através da valorização da voz e acção social das crianças, dando espaço à pluralidade das suas formas de comunicação, que se poderá construir um conhecimento válido que suporte, nos planos teórico e prático, a intervenção social e educativa com crianças. Através de uma investigação de natureza participativa, definimos as questões de investigação. Preocupamo-nos, por um lado, em saber de que forma as condições sociais configuram a construção da identidade social da criança, a forma como se define a si e aos outros, se revê enquanto cidadão, titular de direitos e responsabilidades. Por outro lado, pretendemos perceber a natureza das vivências que estão presentes na realização dos direitos da criança, nomeadamente no que se refere aos direitos à família, à protecção e à participação. Neste processo é relevante saber quer o tipo de estratégias que as crianças usam quando se revêem como participantes activos no exercício dos seus direitos, quer os constrangimentos que identificam quando consideram a ausência de participação activa na vida social, ou os obstáculos à sua identificação como sujeitos de direitos. O trabalho de interpretação dos discursos (verbais e plásticos) de crianças entre os 8 e os 13 anos de dois contextos sociais distintos – uma escola pública de classe média e uma instituição de acolhimento – permite-nos apresentar as suas representações acerca do exercício dos direitos à protecção, à família e à participação, as práticas que caracterizam a sua acção social e ainda os poderes que influenciam o exercício desses direitos.

Texto integral em: http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/6978?mode=full&submit_simple=Mostrar+registo+em+formato+completo


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The infant and family in the twenty-first century

A Criança e a Família no Século XXI é o resultado de um sonho nascido em Lisboa, aquando da realização de uma grande Reunião Científica intitulada Bebé XXI. Pensámos então que, na viragem de um novo século, seria interessante colocar o desafio que corresponde ao título deste livro a dezasseis investigadores, professores universitários e clínicos que dedicam as suas vidas à causa da criança. Na inspiração da proposta surgiram, então, dezasseis capítulos que pretendem fazer o balanço do que pode ser feito em prol da Criança e da Família, na base de uma evidência científica partilhada.
Este livro pretende não só ser uma fonte de conhecimento para os pais mas também um manual de estudo para os profissionais. A Criança e a Família no Século XXI simboliza a nossa postura e assimila a responsabilidade partilhada tanto pelos autores como pelos editores.

Sinopse disponível aqui



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