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Trabalhador@s Compulsiv@s Anónim@s

Ninguém fala nesta adição porque a nossa sociedade tornou o trabalho no seu Deus mas que existe, existe. Até me atreveria a dizer que quem apresenta vários dos sinais e características abaixo listados, está no caminho da beatificação. Assim sendo, não admira que quase tod@s nós, em algum momento entre a adolescência e o momento presente, tenha consciente ou inconscientemente, aspirado a ser trabalhard@r compulsiv@. Para que se revê num ou vários destes itens, espero que a recompensa financeira esteja a ser, ou tenha sido, em conformidade com o volume de tarefas desempenhadas e que a remuneração auferida não se tenha escoado por um qualquer cano invisível.
Fonte: http://tcaportugal.org/o-que-e-um-trabalhador-compulsivo
SINAIS DE COMPULSÃO PELO TRABALHO
  1. Achamos difícil amarmo-nos e aceitarmo-nos. O trabalho tornou-se na nossa forma de obtermos aprovação, de encontrarmos a nossa identidade e de justificarmos a nossa existência.
  2. Utilizamos o trabalho para fugir dos nossos sentimentos. Desta forma, privamo-nos do conhecimento do que realmente queremos e precisamos.
  3. Trabalhando demais, negligenciamos a nossa saúde, os nossos relacionamentos, o divertimento e a espiritualidade. Mesmo quando não estamos a trabalhar, estamos a pensar na próxima tarefa. A maior parte das nossas actividades estão relacionadas com o trabalho. Privamo-nos da alegria de uma vida equilibrada e variada.
  4. Utilizamos o trabalho como uma forma de lidarmos com as incertezas da vida. Vivemos continuamente preocupados; planeamos e organizamos demais. Não estando dispostos a ceder o controlo, perdemos a espontaneidade, criatividade e flexibilidade.
  5. Muitos de nós crescemos em lares caóticos. Consideramos normais o stress e a intensidade. Procuramos estas condições no nosso local de trabalho. Criamos crises e, para as resolver, apanhamos “bebedeiras” de adrenalina por excesso de trabalho. Depois sofremos com as ressacas e ficamos ansiosos e deprimidos. Estas alterações de humor destroem a nossa paz de espírito.
  6. O trabalho tornou-se numa adicção. Mentimos a nós próprios e aos outros acerca da quantidade que fazemos. Acumulamos trabalho para garantir que estaremos sempre ocupados e nunca nos vamos aborrecer. Tememos o tempo livre e as férias e achamos que são penosas em vez de revitalizantes.
  7. Em vez de ser um abrigo, a nossa casa é uma extensão do nosso local de trabalho. A nossa família e os nossos amigos muitas vezes organizam o seu tempo connosco à volta do nosso trabalho, esperando em vão que o acabemos e nessa altura possamos estar com eles.
  8. Fazemo-nos exigências que não são razoáveis. Não temos consciência de quaisquer diferenças entre pressão imposta pelo trabalho e pressão auto-imposta. Planeando demasiadas coisas para as nossas vidas, tornamo-nos apressados, correndo contra o tempo, receando ficar para trás e trabalhando desalmadamente em certas ocasiões de forma a conseguir responder a essas exigências. A nossa atenção é fragmentada ao tentarmos fazer várias coisas ao mesmo tempo. A falta de capacidade para andar a passo conduz-nos ao esgotamento e ao burnout. Roubamo-nos a alegria da conclusão e do descanso.
  9. Tendemos a ser perfeccionistas. Não aceitamos que os erros sejam parte de se ser humano e temos dificuldade em pedir ajuda. Porque acreditamos que ninguém pode atingir os nossos padrões, temos dificuldade em delegar e por isso fazemos mais do que a nossa parte do trabalho. Pensarmos que somos indispensáveis prejudica muitas vezes o nosso progresso. Expectativas irrealistas muitas vezes frustram a nossa satisfação.
  10. Temos tendência para ser demasiado sérios e responsáveis. Toda a actividade que fazemos tem que ter um propósito. Achamos difícil relaxar e simplesmente ser; sentimo-nos culpados e inquietos quando não estamos a trabalhar. Raramente vivemos a experiência dos intervalos e da renovação porque na maior parte das vezes trabalhamos nos tempos livres. Negligenciamos o nosso sentido de humor e raramente gozamos do poder curativo do riso.
  11. Para nós, esperar é difícil. Estamos mais interessados em resultados do que em processos, mais em quantidade do que em qualidade. A impaciência distorce muitas vezes o nosso trabalho por não lhe concedermos o tempo adequado.
  12. Muitos de nós estamos preocupados com a imagem. Pensamos que parecer ocupado faz com que as pessoas pensem que somos importantes e que ganhemos a sua admiração. Procurando a aprovação pessoal nos outros, perdemo-nos a nós próprios.

ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DE TRABALHADORES COMPULSIVOS

  1. É muito difícil descontrairmo-nos. Muitas vezes, senão sempre, temos necessidade de fazer só mais algumas coisas antes de nos sentirmos bem connosco próprios e nos permitirmos descansar. Quando completamos estas tarefas, encontramos só mais umas quantas que precisamos de acabar, e depois destas encontramos mais outras, ... Estes desejos incontroláveis resultam muitas vezes em trabalho compulsivo e frenético. Somos impotentes para controlar este padrão.
  2. Estamos tão habituados a fazer o que é esperado que façamos que muitas vezes somos incapazes de saber o que realmente queremos e precisamos de fazer para nós próprios.
  3. Muitas vezes sentimos que temos que acabar algumas tarefas apesar de não o querermos fazer; no entanto, temos receio de parar.
  4. Muitas vezes ficamos zangados por termos de acabar algumas tarefas quando preferiríamos descansar ou divertir-nos. Nestas alturas adiamos, normalmente chafurdando em auto-piedade e auto-crítica. Ficamos absorvidos pelos nosso “pensamento podre”, não nos conseguimos concentrar no trabalho que temos entre mãos e, mesmo assim, temos demasiado receio de o interromper por momentos a fim de nos concedermos o espaço de que precisamos.
  5. O nosso sentido de auto-estima é amplamente baseado na nossa percepção da forma como os outros avaliam o nosso desempenho no trabalho e noutras áreas da nossa vida.
  6. Muitas vezes pensamos que somos ou as pessoas mais inteligentes e capazes que conhecemos ou as mais incapazes ou inúteis.
  7. Para nós é difícil vermo-nos honestamente e aceitarmos quem realmente somos.
  8. Muitas vezes traímo-nos ao ceder a exigências de pessoas que percebemos como “autoridade”.
  9. Funcionamos a partir do modo de mini-crise, usando-o como um escape à vivência das nossas próprias emoções.
  10. Não experimentamos muitas vezes uma verdadeira serenidade.
  11. Temos um desejo obsessivo de perceber tudo nas nossas vidas, incluindo as nossas próprias emoções. Não nos podemos permitir experimentar emoções que não percebemos, receando perder o controlo.
  12. Temos um medo subjacente de que se deixamos de controlar e permitimos que as nossas emoções venham à superfície vamo-nos tornar nuns lunáticos raivosos para o resto das nossas vidas.
  13. Julgamo-nos pelo nossos feitos e por isso temos a ilusão que temos sempre de estar no processo de fazer algo que valha a pena, de forma a sentirmo-nos bem connosco.
  14. Não podemos sentar e simplesmente ser.
  15. Muitas vezes entramos em bebedeiras intensas de trabalho com a ilusão de que precisamos da admiração dos nossos colegas de trabalho e dos nossos chefes para nos sentirmos OK.
  16. Temos a ilusão de que as pessoas gostam mais de nós se parecermos mais competentes do que na realidade somos.
  17. Muitas vezes, quando somos elogiados por outros, temos a tendência de considerarmos que não somos dignos desse louvor.
  18. Temos a tendência para programar mais do que aquilo que podemos, acreditando que as pessoas gostarão mais de nós e fizermos mais coisas e mais depressa.
  19. Muitas vezes somos desonestos acerca das nossas experiências passadas e das nossas capacidades actuais, tendo a tendência de não mencionar as nossas falhas e de exagerar os nossos sucessos. Acreditamos que as pessoas não nos respeitarão ou não gostarão de nós tal qual somos.
  20. Sofremos por dentro.
via http://permaculturaportugal.ning.com/group/grupodesuporteemocional/forum/topics/grupos-de-autoajuda

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