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Planear o ritmo e rotinas familiares

Planear com vista a imprimir um ritmo na família é diferente de planear com vista ao cumprimento de horários e regras.

Quando planeamos actividades com horário de início e fim, interrompemos o fluxo de aprendizagem numa actividade para passar à seguinte ou, pelo contrário, insistimos em actividades que não interessam à criança apenas por ser o dia ou a hora de as realizar.

Planear para imprimir um ritmo familiar é te em conta os vários acontecimentos da comunidade que nos envolve, as Estações do Ano, os gostos e interesses de cada um dos elementos da família e preparar os dias, as semanas, os meses e o ano, de forma a que todos eles sejam incluídos e respeitados.

Nesta planificação, inclui-se o respeito pelos ritmos de sono de cada um (pelo menos quem não tem que ir trabalhar ou ir para a escola) e é importante ter em conta que estes variam ao longo do ano. Conhecendo bem o ritmo natural dos nossos filhos, conseguimos perceber, com antecipação, a que horas é provavel que tenham sono ara ir dormir e a que hora acordarão e dado dia. Lembro-me bem de dos ritmos de sono do meu filho, a que horas dormia as sestas, a que horas acordava de manhã. Lembro-me de se deitar mais cedo no Inverno do que no verão e, conseguentemente, variar a hora de acordar. Houve uma fase em que fazia 3 dias a dormir  7 as 9 horas por dia e, na terceira noite, dormia 16 horas. Tive a oportunidaed de ter te,mpo para ser a observadora e facilitadora dos seus ritmos naturais, sem interferir, sem o acordar para lhe impor a actividade X ou Y. Por muito interessante que uma ida ao parque ou concerto infantil possam parecer, os seus benefícios são suplantados pelo facto de a criança não ter dormido o tempo necessário, isto é, não ter acordado naturalmente.

Também é importante garantir que a crianças e adultos dormem o suficiente. Isto é, será preferível planear as actividades de forma a não termos crianças cheias de sono e que não conseguem aproveitar nada. Já perdi a conta ao número de vezes em que convivi ou vi crianças cheias de sono a ter que almoçar em família, passear no parque...

A mãe (se for a responsável pela manutenção do ritmo doméstico) também eve garantir que dorme o suficiente, portanto, não é benéfico perder horas de dono para planear um dia, semana ou ano pefeitos e depois estar cansada e sem paciência para viver o planeado, com as c rianças, por estar cansada e irritadiça.

É também importante não equecer a necessidade de alimento e bebida. Muitas vezes vi crianças a sofrer com fome e sede porque os pais esqueceram que comer e beber são imprescindíveis. Na maioria das vezes, não saem de casa preparados e, no local, não encontram À venda o que necessitam. Quants vezes já viste crianças cheias de sede no parque?

Não planear dias, semanas, meses e anos cheias de aventuras maravilhosas, em detrimento do tempo de descanso, de "dolce fare niente", de ociosidade. 


Não é possível integrar novos conhecimentos - adquiridos através da participação - se estes não forem intercalados com tempos de pausa, para que se dê a reificação. Portanto, uma ida ao museu seguida de uma ida a um playgroup, é cansativo e, do ponto de vcista da aprendizagem,  contraproducente. O ideal seria uma visita ao museu seguida de um tempo de conversa, desenho, visualização de filmes, pesquisa on-line, leitura, conto, em torno dos temas que mais chamaram a atenção no museu visitado. 
 

Também fundamenteal é planear actividades que respeitem os interesses actuais da criança. A título de exemplo, o meu filho é apaixonado pelo homem aranha, pelo que, requisitamos, na biblioteca,  livros sobre aracnídeos, como as aranhas comem moscas também requisitamos livros sobre insectos, vamos em visitas a parques e ficamos, literalmente, horas em torno das aranhas, suas teias e formigas, visitamos o Museu da Ciência da Escola Politecnica por ter vários animais.

Para preparar uma visita ao Museu, gosto de requisitar livros sobre o tema a visitar, ler as histórias antes da visita, pintar figuras de colorir impressas on-line, pintar, desenhar, ver vídeos no youtube e, depois da visita, repetir todo o processo mas para as questões específicas que lhe despertaram interesse. Tentarei, este ano, dedicar-me mais a contar histórias de memória pois vejo que o meu filho se já se concentra mais e se interessa por re-contar e recriar - com brinquedos ou desenhos - as histórias que lhe são contadas. Até agora (4 anos) não demonstrava interesse.


Observo muitas vezes, em momentos de lazer com crianças, pais stressados que empurram os filhos de uma experiência para a outra, sem lhe dar tempo para explorar o que, em dado monento, lhes desperta a atenção. Quem valoriza a aprendizagem e os ritmos naturais da criança, está preparado para parar no passeio a abservar uma "árvore dos duendes" mesmo que isso implique chegar uma hora mais tarde do que o previsto ao museu. Uma vez, ajudamos um caracol a atravessar a estrada, eu, o meu filho de 4 anos e uma amiga de 11 anos. Podia passar um carro e atropela-lo, foi uma missão muito importante que o mais pequeno queria empreender e cabia amim, único adulto presente, facilitar esta experiência, mesmo que isso implicasse, como implicou, chegar mais tarde ao almoço de família. Um bom artigo dobre o tempo, aqui.

Se o que estamos a planear fazer impicar deslocações, é importante pensar no que vão as crianças fazer enquanto estiverem no carro ou transportes públicos. Muitos dias de diversão se tornam um desastre por que as viagens - e para muitos as transições casa-carro- local X - são difíceis.





Nada como conhecer as crianças, os seus gostos e interesses para disponibilizar um conjunto de propostas que sejam apelativas e as deixem entertidas todo o caminho. Se não for possível levar materiais como livros, cartões de desenho, marcarores e lapis, livros de pintar... pensar em jogos que se possam fazer em viagem.

Seas crianças forem pequenas, viajar atrás com elas é uma boa opção. Muitos pais, delegam no filho mais velho a responsabilidade de acalmar e fazer companhia ao mais novo mas essa é a responsabilidade do adulto que, neste caso, segue alegremente (ou irritado com a gritaria) no banco da frente.

Se  houver apenas um adulto para fazer a viagem e/ou as crianlas forem muito pequenas, seria do interesse de todos não marcar actividades com deslocações de carro/ transportes pois os benefícios da actividade são suplantados pelop stress da viagem. Isto aplica-.se especialmente a recém nascidos que não deveriam andar a passear de carro sob nenhum pretexto e, a muitas das crianças até aos 3 anos. Uma criança com medos de 3 anos tem muita dificuldade em compreender que é necessário passar pela viahgem de carro para só depois se poder movimentar e divertir.

Uam criança pequena não vê qualquer vantagem na viagem de carro, face ao que poderia estar a fazer em casa, com os que ama. Não tem visão prospectiva e por isso é que é inútil dizer "vamos, a vó está à espera" como facilitador da trasnsição.

O melhor é transformar a viagem numa diversão ou fazew-la na hora da sesta da criança. 


Cada família deverá conhecer os seus filhos, necessidades e reacções para perceber a partir de quando as viagens são bem toleradas. Conheci meninos de 2 anos que viajam, tranquilamente, 2 horas e ainda se divertem na praia e meninos da mesma idade que não conseguem aproveitar o parque depois de 30 minutos dentro do carro ou que, não tendo dado sinais de stress durante o dia, sempre que andam de carro dormem pessimamente. Há mães que associam as noitresd mal dorminas, dos seus bebés, a fome desaquação do leite materno quando, depois de bem observado, se percebe que essas noites de choro intenso se dão sempre aos fins-de-semana que é quando a criança se desloca, bravamente, de casa em casa e de colo em colo, conseguindo descarregar todo o stress acomulado quando, pela noite, chega a casa.


Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida

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