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O menino e o meteorologista

Peninha/Sintra
Quando o meu filho começa a ficar muito interessado num tema, e a fazer milhares de perguntas sobre esse mesmo tema, gosto fazer uma lista das perguntas e o levar a conversar com especialistas. 

2017 foi o ano da meteorologia, tantos furações e tornados, cheias e discussões sobre aquecimento global (a favor e contra a perspectiva do Mr. Trump), deixaram-no curioso o suficiente para procurarmos um meteorologista.

Foi então que conhecemos o Francisco do BestWeather. O meu filho tinha perguntas sobre furações e tempestades e ele passou uma tarde da sua vida a mostrar, a um menino de 8 anos, como se fazem previsões de tempo, como se analisam dados estatísticos em computadores gigantes, quais os significados das cores em diferentes mapas, como se prevê algo sem fazer magia, como se fazem as contas às gotas de água e à vida.

Uma das perguntas do meu filho, e que passei previamente ao Francisco, era "como se sentirá um meteorologista quando lhe perguntam a sua profissão e tem que responder "eu sou meteorologista?" Será que se sente como um otorrinolaringologista, quando lhe fazem a mesma pergunta?"

O Francisco fez-me rir imenso quando respondeu que "um meteorologista, quando anda de avião, se sente como um otorrino, se ele se pudesse encolher e meter dentro da garganta ou do nariz ou dos ouvidos do doente".

Ficamos a saber que os meteorologistas, ao andar de avião, vêem coisas que nós não vemos, diz ele que "a andar de avião sou assim. Olha estratocumulos (...) eh aqui vai haver turbulência devido ao gradiente vertical (...) Olha que fixe estamos a atingir a tropopausa". E ficam excitadissimos quando vêem nuvens diferentes. "vi umas nuvens que nunca tinha visto a descer para cá (...) ena fiquei fascinadissimo, pareciam cumulunimbus incus em miniatura". Não vejo a hora de partilhar um voo com um meteorologista.

Para o meu filho foi muito bom conhecer um profissional auto-didata (geógrafo de formação) cuja paixão o levou a analisar mapas, escalas, dados estatísticos e números vários, quase sem parar. Alguém que tem prazer com o que faz e o faz bem.

Agora, quando o meu filho salta para a rua porque quer correr à chuva, sentir temperatura da água, testar a resistência do vento, ir ver a maior e mais desalinhada onda do mar, ver o maior raio, sentir o maior trovão, sabe que o Francisco (e outros como eles) estarão a fazer o mesmo.

Eu retribuo o carinho divulgando o seu trabalho.

Peço que a equipa do Best Weather Facebook e vejam por vocês mesmos como são gentis e eficazes.

Criaram um serviço que nos permite saber, com precisão, o tempo em determinado local e dia, o que ajuda muito a planear casamentos, concertos e outros eventos.

Agradeço a atenção e agradeço também se lá forem gostar e seguir a página do BestWeather no Facebook 

Universidade de Lisboa





Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida

Como, quando e porque é que decidiram não por os meninos na escola?

Quem me conhece pessoalmente sabe que há quase uma década que me dedico à minha família é à maternidade de forma (quase) exclusiva, poucas são as oportunidades que tenho - e isto entende-se ao pai dos meus filhos - para sair e conviver, sem as crianças. Nem sei se lhe deveria chamar “oportunidades” já que estas não surgem espontaneamente, são criadas e nós não nos dedicamos a criar oportunidades para sair de casa, só entre adultos, para estar com amigos, para viajar ou estar sozinhos, nós fizemos outras escolhas.  

Quando digo que me dediquei à maternidade, não pretendo insinuar que me tornei uma “fada do lar”, que passa o dia entre os tachos, a criar refeições divinas (embora eu tenha muitas vezes a sensação de que passo, efectivamente, uma grande parte do dia na cozinha, sobretudo a lavar loiça) e tem uma casa, jardim, horta e filhos imaculados,sem nódoa que se possa apontar. Pelo contrário, o caos parece ser uma constante nas nossas vidas e isto porque decidimos não por os meninos na escola, pelo que, só não há correria, gritaria, gargalhadas e muita vida nesta casa, quando as crianças estão a dormir e, por essas horas, já nós estamos também cansados demais para pensar em gastar o último fôlego a tornar de revista, a casa que se vai, inevitavelmente, desarrumar e encher de vida no dia seguinte.

Ora, o que faço eu então, que me tornei “doméstica” e “dona de casa”, que a tal desafio dedico todo o meu tempo, se não o sou? Faço ensino doméstico!  Isto é, os meninos não vão ao infantário, jardim de infância, pré-primária e escola primária, aprendem connosco, em casa, e em vivências que lhes proporcionamos fora de casa (ainda não sei como vai ser no segundo ciclo pois ainda não chegamos lá).

Uma das questões que mais me colocam é uma variante de “como, quando e porque é que decidiram não pôr os meninos na escola?” e é sempre dificílimo de responder.

Não foi por eu não gostar da escola que um dia decidi que os meus filhos não iriam passar pelo mesmo. Eu sempre gostei da escola, aliás, eu era daquelas crianças que anseiam pelo regresso às aulas em Setembro e tive um bom percurso escolar. Até recentemente lecionava na universidade e considerava o sucesso escolar a melhor medida de sucesso pessoal. Também não foi porque um dos meus filhos tive algum tipo de dificuldade, ou má experiência na escola, eles nunca estiveram numa escola, como alunos.

Quando o meu filho mais velho tinha cerca de dois anos, fiz voluntariado numa escola ligada à pedagogia Waldorf. Este trabalho voluntário cumpria, para mim, vários objectivos, nomeadamente: o de sair do apartamento na cidade e estar, diariamente, em contacto com a natureza; o de estar com outros adultos e permitir ao meu filho brincar com outras crianças;  o de aprender mais sobre a pedagogia Waldorf e a antroposofia, de forma a trazê-la para o nosso quotidiano. 

Da experiência de voluntariado em contexto escolar poderia advir, ou não, a vontade de o meu filho, no ano letivo seguinte e já com três anos, integrar uma das turmas da escolinha mas, tal não aconteceu, pelo contrário, ele não tinha qualquer interesse em se juntar aos outros meninos ou seguir as educadoras para além dos tempos de brincadeira no recreio. 

Eu, que já há um ano lia e estudava todos os materiais que encontrava sobre ensino doméstico e unschooling, compreendia a sua recusa em integrar o grupo de crianças, em fazer parte da turma e, ao mesmo tempo, legitimava, com aquela experiência, as minhas descobertas de que existem formas de educar e modos de vida que não passam pela escola e que, sendo legais em Portugal, se apresentam, para nós, como uma escola legítima.

Foi por acreditar no ensino doméstico e no unschooling, por acreditar que é o melhor para a minha família que escolhi fazê-lo. Nenhuma escola, projecto alternativo, comunidade de aprendizagem, seria perfeita para nós pois a nossa escolha é viver sem escola.

Esta é a nossa estoria e a resposta mais verdadeira que podemos dar às perguntas “como, quando e porque” decidimos fazer unschooling. Mas, eu vejo pelos olhares dos meus interlocutores, que não é uma resposta que satisfaz. Talvez eu mesma não me apresente com muitas certezas e, de facto, não as tenho. Escolher fazer ensino doméstico não nos traz menos dúvidas do que escolher a escola pública mais perto de casa - com todas as vantagens e desvantagens que daí advém - quando se podia ter escolhido a melhor escola privada da cidade, ou, vice versa.  

É mais fácil explicar e justificar, porque se escolheu a escola com a pedagogia x ou y - permite estabelecer comparações com outras escolas e métodos de ensino, permite apresentar números, resultados - do que explicar porque se escolheu o ensino doméstico. É também mais fácil elaborar sobre as dúvidas em relação à escolha da escola ou tipo de pedagogia do que expôr, com terceiros, as nossas dúvidas sobre o ensino  doméstico.  

Quem escolhe uma muito boa, ou muito má, escola não tem nada a provar, o ónus da prova  está no corpo docente, eles é que tem que apresentar resultados. Quem opta pelo ensino doméstico, é responsável pela escolha, pela implementação diária e pela apresentação dos resultados o que dá muita margem, tanto para dúvidas, como para críticas. Mais difícil ainda é explicar porque se escolheu fazer deschooling e depois unschooling, isto é, não ir à escola nem fazer escola em casa.  

Um lugar comum seria dizer que é sempre mais fácil justificar e conversar sobre as escolhas e dificuldades da maioria do que da minoria e, em Portugal, somos um grupo muito residual de famílias em ensino doméstico.

Aprendi a não me perder em explicações sobre as nossas opções e a não expor as minhas dúvidas e incertezas, a quem tem, sempre teve e sempre vai ter, os filhos na escola, tal como, com quem faz ensino doméstico há menos tempo do que eu. Não é que não confie nestas pessoas, contenho-me porque, me diz a experiência, que o diálogo se torna infrutífero para ambas as partes. Com todas estas pessoas sou o mais vaga possível, de forma a manter a conversa interessante e útil para todos.

Também não me demoro em considerações e criticas à escola, ao sistema de ensino vigente, nem a sonhar e projectar uma escola ou uma comunidade de aprendizagem diferentes. O nosso dia-a-dia não passa pela escola, nem por participar na mudança dos modelos agora implementados. Para nós, a revolução faz-se em casa, em cada um de nós, um dia de cada vez.

Noutros tempos passava horas a escrever, nomeadamente neste blog, mas também já não escrevo sobre a maternidade, a família, a aprendizagem, em primeiro lugar porque não me sobra tempo para a escrita, em segundo lugar porque há tantas pessoas mais experientes do que eu, com trabalhos fantásticos e com tão grande capacidade de resposta às nossas dúvidas, que é para esses que quero encaminhar quem me questiona sobre os “como e porquê?” da escolha do unschooling, mas também, sobre o (ou os) “”como fazer unschooling e fazê-lo bem?”

E assim chego ao que me levou a escrever este texto, partilhar a minha lista de recursos para conhecer e fazer unschooling (*). Pensei que se estivessem todos reunidos no mesmo sítio, me seria mais fácil passar a informação, da próxima vez que surgir em conversa.

Espero que seja útil.

CONHECER O UNSCHOOLING. O que é, em que consiste a aprendizagem, que questões teórico- práticas se levantam quando se pensa em fazer unschooling? Quem pode fazer unschooling?
Fazer download e ler o Livro introdutório gratuito What is Unschooling da PAM Laricchia, disponível em  http://livingjoyfully.ca

É um livro conciso, muito acessível e que ajuda a compreender o que é o unschooling e que passos dar no sentido da desescolarização para que seja possível fazer unschooling bem.
Ouvir o podcast Celebrating the Unschooling Life, da Amy Childs, disponível em
http://unschoolingsupport.com/category/podcast/

Existem outros podcasts, até mais actuais, mas este é o de mais fácil compreensão e o mais resumido. Levanta questões que nos fazem repensar a nossa relação com o conhecimento e com a escola. Questiona as nossas ideias pré-concebidas sobre a maternidade, a família  e a infância. Toca nas questões emocionais importantes para que  seja possível fazer a passagem  do paradigma da escolarização para uma vida sem escola. Ideal para quem quer conhecer o unschooling ou para quem tem filhos pequenos, logo, pouco tempo para ouvir com atenção.

APROFUNDAR OS CONHECIMENTOS SOBRE UNSCHOOLING. Como se faz? O que é preciso para fazer unschooling? Que desafios, que obstáculos e que respostas existem? Quem são as famílias que fazem unschooling e o que posso aprender com elas? O que muda na relação de um casal com filhos em unschooling? Que trabalho emocional exige o deschooling e unschooling?

Ler os 3 livros da Pam Laricchia:
Free to Learn
Free to Live
Life through the Lens of Unschooling
Disponíveis para compra na Amazon ou no site http://livingjoyfully.ca/books/

Ler os dois livros da Sandra Dodd. São eles:
Moving a Puddle and other essays disponível em http://sandradodd.com/puddlebook
Big book of unschooling disponível na Amazon e em http://sandradodd.com/bigbook/

Os 5 livros são compostos de artigos e/ou capítulos pequenos que podem ser lidos separadamente, ideal para quem não dispõem de muito tempo. Tratam de todas as questões teóricas sobre o unschooling e a desescolarização, tal como, apresentam exemplos práticos de como viver em unschooling. Ajudam-nos a conhecer e repensar os obstáculos que se nos podem apresentar, dando ideias de como os ultrapassar ou, melhor ainda, ajudam-nos a ser proactivos no sentido de construir caminhos e experiências que permitem fazer unschooling bem.

Depois de ouvido o podcast e folheados os livros acima mencionados (ou enquanto os estamos ler, se  forem tão ávidos  de conhecimento  e tão cheios de perguntas como eu) é importante fazer pesquisas temáticas que nos permitam responder aos pontos em que sentimos mais curiosidade, mais medo ou resistência e/ ou necessidade de aprofundamento sede de saber. Questões como “o que fazer todo o dia?”, “como conseguir tempo para mim”, “devo limitar a exposição à televisão”, “se o deixar, vê tv todo o dia”, “já tem x anos e não aprendeu a ler” , “como vai aprender matemática?”, “como explicar o unschooling à família alargada?”, "então e a socialização?"  foram já debatidas, à  exaustão, ao longo de mais de 30 anos, por mães e pais de unschoolers, de todas as idades, e os melhores resumos dessas conversas, podcasts, conferências, artigos, blogposts estão nestes três links:
Pam Laricchia - http://livingjoyfully.ca

VIVER EM UNSCHOOLING. Viver em unschooling implica a pesquisa permanente de respostas para as questões quotidianas que, na ausência de escola e de regras arbitrárias, são geralmente diferentes do que encontramos nos recursos tradicionalmente disponíveis para as famílias. Assim sendo, importa estarmos rodeados das ferramentas e pessoas que nos tragam a inspiração e as soluções que nos permitem viver de acordo com os princípios fundamentais do unschooling e da nossa família. Para mim, são eles:

O blog Just add ligth and stir em http://justaddlightandstir.blogspot.pt/?m=1

Para receber, diariamente, frases curtas que nos inspiram e motivam no percurso da desescolarização e unschooling. Cada frase vem acompanhada de links para que possamos explorar os vários temas apresentados.

O podcast Exploring Unschooling. Disponível em http://livingjoyfully.ca/podcast-2/

É composto por entrevistas aprofundadas a famílias unschoolers de todo o mundo, de discussões de livros sobre unschooling ou temas afins que são tratados sob o ponto de vista do unschooling e de sessões de perguntas e respostas que tratam a maioria dos temas que surgem no quotidiano de uma.família unschooler. Vai no episódio 103 (Dezembro de 2017) e cada episódio tem cerca de 1 hora. Estão disponíveis as transcrições do podcast e em cada episódio são disponibilizados os links dos todos os recursos mencionados o que nos dá mais pistas de aprofundamento. Eu teria adorado conhecer este podcast quando tinha só um filho é entanto ele ainda dormir a sesta, para poder ouvir atentamente, tirar notas e, sem dúvida, aprender muito e evitar muitos dos erros que já cometi.

As mailing lists e grupos de discussão onde as nossas perguntas e desabafos são devidamente analisados e enquadrados para que, ao lermos as respostas, estejamos efectivamente a dar um salto qualitativo no sentido de ultrapassar as dificuldades.
Para mim este espaço foi, durante 6 anos, o grupo Yahoo Always Learning. Acessível neste link: https://groups.yahoo.com/neo/groups/AlwaysLearning/info

Actualmente, as interacções da Always Learning transitaram para o Facebook, num grupo igualmente moderado pela Sandra Dodd. Aqui fica o link para que possam aceder à informação sobre o grupo Radical Unschooling Info e decidir se querem, ou não, aderir http://sandradodd.com/facebookgroup
Tanto a Always Learning como o Radical Unschooling info foram desenhados para unschoolers experientes o que implica, pelo menos, ter algum conhecimento prévio sobre unschooling e ter a cargo crianças em idade escolar. Não são os locais adequados para colocar questões sobre o dia-a-dia com crianças pequenas mas, a leitura e pesquisa, em ambos, pode ser muito útil para quem tem filhos pequenos, está a fazer o seu próprio deschooling e pensa fazer unschooling quando as crianças chegarem a idade escolar.

Uma ferramenta mais recente é o grupo Facebook Unschooling Q&A, de.perguntas e respostas sobre unschooling https://m.facebook.com/profile.php?id=1133087283404040&ref=content_filter

Para quem tem filhos pequenos, existe o grupo Unschooling mom2mom early childhood https://m.facebook.com/groups/1139112776136514, da Sue Patterson - onde também escreve a Pam Sorooshian. Este grupo tem resumos semanais por e-mail para quem, como eu, não consegue acompanhar a efervescência de discussões simultâneas no Facebook https://suepatterson.lpages.co/weekly-wrap-up/

(*) Esta lista poderá vir a ser editada para incluir outros recursos.

Antes dos 7 anos, a vida é o currículo


 
 Ritmo diário:

Gosto de pensar no ritmo diário com flexibilidade, se não temos horários escolares e laborais a cumprir porque não dormir e acordar sem despertador? Como não dependemos de outras pessoas para nos organizarmos, podemos orientar os nossos dias em função das estações do ano (no inverno as crianças sentem sono mais cedo, já repararam?) e suas celebrações ou em função das novas descobertas que vamos fazendo. Para quê interromper um projeto de Lego ou um filme só porque é "hora de ir dormir"?  Para quê determinar uma "hora de ir dormir" se não há "hora de acordar-vestir-comer-ir-para-a-escola" no dia seguinte? Mais sobre a hora de dormir, como eu a vejo, aqui.

Ao longo do dia, incorporar as diferentes necessidades de adultos e crianças, criar espaço para novidades e acontecimentos inesperados.
  • Saudar o dia "bom dia mundo, bom dia alegria, bom dia meu amor...";
  • Espreguiçar, acarinhar;
  • Ouvir musica
  • Higiene matinal (sem forçar);
  • Pequeno almoço;
  • Ler, conversar;
  • Brincar;
  • Actividades domésticas;
  • Almoçar;
  • Passear, andar de mota (aka kokua), compras, brincar com amigos, horta;
  • Lanchar;
  • Brincar;
  • Banho (divertido, com muitos bonecos e espuma SFF);
  • Tarefas domésticas;
  • Despedir do dia "olá noite, adeus dia, obrigado/a pelos momentos de alegria" - nomea-los;
  • Acender velas;
  • Jantar;
  • Brincar;
  • Ler, conversar;
  • Lanchar;
  • Dormir.
Idealmente, os meus filhos acordariam umas duas horas depois de mim e iriam dormir cerca de duas horas antes de eu me deitar. Assim teria tempo para registar os sonhos, meditar e orarfazer o oil pulling e krias, fazer yoga,ler, cozinhar, escrever, actualizar este blog, fazer preparativos de actividades diárias, cuidar de mim, da casa, das roupas, cuidar dos gatos e do cão, namorar, trabalhar ... estão a ver? idealmente eles dormiriam tantas horas que eu viveria como se não tivesse filhos.


Ritmo semanal (exemplificativo):
  • (Sábado) 
    • Azul
    • Milho
    • Saturno
    • Mirra
    • Terra
    • Enraizar/ ordenar/ ritualizar/ términos
    • Fazer sopa, preparar semana, praia/ rio/ floresta
  • (Domingo)
    • Branco
    • Trigo (aka espelta ou kamut)
    • Sol
    • Franckincense
    • Fogo
    • Movimento/ força/ poder
    • Praia/ rio/ floresta
  • (Segunda) 
    • Lilás
    • Arroz 
    • Lua
    • Jasmim
    •  Água
    •  Emoções/ Ilusão/Paz/ Fertilidade/ Harmonia/ Magia/ Meditação
    • Selene/ Freya
    • Fazer pão, escrever cartas, desenhar, pintar horta
  • (Terça) 
    • Vermelho
    • Cevada
    • Marte
    • Cravinho
    • Fogo
    • Acção
    • Deus Marte
    • Paixão/ protecção/ Coragem
    • Passeio pela vizinhança, compras  
  • (Quarta) 
    • Amarelo
    • Millet
    • Mercurio
    • Copal
    • Ar
    • Comunicação
    • Actividades mentais
    • Museu/Biblioteca 
  • (Quinta)
    • Côr-de-laranja
    • Centeio
    • Jupiter
    • Cedro
    • Fogo
    • Abundância
    • Prosperidade/ crescimento/ expansão
    • Explorar a cidade/ região 
  • (Sexta) 
    • Verde
    • Aveia
    • Venus
    • Rosa
    • Ar
    • Deusa Afrodite
    • Fertilidade/ Amor/ paixão
    • Relaxar, cuidar da casa, horta, pizza nigth

Ritmo Mensal:
  • Aprender canções relacionadas com a estação do ano;
  • Aprender rimas relacionadas com a estação do ano;
  • Fazer teatros, fantoches relacionados com a estação;
  • Criar uma mesa das estações do ano que se renova mensalmente - elementos do ar, terra, fogo água que surjam nesse mês/ estação;
  • Escolher um alimento, confecciona-lo e contar uma história a ele associada;
  • Pesquisar e aprender sobre as fadas de cada estação;
  • Preparar as celebrações de cada mês e celebrar - contar história, cantar, desenhar, pintar, fazer refeição alusiva...
  • Criar um calendário no qual marcamos aniversários e celebrações importantes na família/ comunidade, colamos folhas e imagens alusivas ao mês, pintamos, desenhamos, inserimos actividades e descobertas desse mês;
  • Criar um blog e actualizar com fotografias dos momentos mais significativos do mês;
  •  Visitar familiares mensalmente.

Ideias a reter:

  • Confia no processo de aprendizagem, acredita que a criança está a aprender, mesmo quando não mês a apredizagem a decorrer;
  • Quando observares um momento de aprendizagem, não nomeies o facto que pensas ter sido aprendido naquele exacto momento. Permite que a aprendizagem flua livremente, sem ser apontada externamente. Se achares pertinente e te parecer que interessa à criança em questão, procura novos pontos de interesse relacionados e apresenta-os;
  • Não cries expectativas sobre o que vai ser aprendido com determinada actividade. Mais aqui.
  • Conversa com os teus filhos de forma clara, no mesmo tom de voz e com a mesma entoação que falarias com outros adultos;
  • Responde de forma criativa a todas as questões;

  •  Livra-te de tudo o que tenhas em casa e que não tenha sido utilizado nos últimos 12 meses, cria espaço;

  • Sê criativo/a, interessado/a, alegre, curioso/a....;
  • Dedica-te a aprender o que gostarias de saber e não sabes. Se não sabes o que gostarias de aprender, começa a pesquisar;
  • Conta tudo o que for passível de ser contado;
  • Canta/ recita rimas - tradicionais portuguesas e Rainbow;
  • Explora o que despertar a curiosidade da criança com leituras, vídeos, jogos, visitas, roll playing, conversas. Sobretudo, não ficar retida num currículo ou estrutura, por mais perfeito que possa parecer. Mais sobre experiências falhadas - ou não -  na aplicação de cv's em homeschooling, aqu;
  • Deixa a criança brincar de forma livre, não pretender que se interesse pela nossa ideia de construir uma tenda ou casa de fadas. Dar tempo à criança para explorar, contemplar sem pressões ou ideias impostas, sem certos ou errados;
  • Não forces conversas, a maioria das actividades criativas não requerem conversações;
  •  Não exijas eficácia ou eficiência. Brincar não requer nenhuma das duas, aprender também não;

  • NÃO CRITIQUES. Se o que vais dizer é uma crítica, para, respira fundo, canta, muda de assunto, morte a língua, dá uma volta ao quarteirão ou sobre ti mesma mas, não fales.

  • Respeita os tempos da criança. Não pretendas que, por exemplo, pare no passeio para observar um formigueiro apenas quando consideras conveniente. A aprendizagem dá-se quando a criança está receptiva e não quando é feita dentro de horários pré-estipulados. Se não tivermos flexibilidade suficiente para re-orientar os nossos dias em função dos interesses dos nossos filhos, para que serve não estarem na escola?

  • Conversa com os anjos e seres elementais;
  • Agradece à mãe-terra e ao pai sol, aos deus e à deusa;
  • Agradece cada refeição com um verso cantado; 

  • Executa as tarefas domésticas com amor e não como uma obrigação. Se te for difícil, começa por, diariamente, agradecer o facto de teres uma casa que possas limpar, alimentos que podes confeccionar para alimentar a tua família, roupas para lavar e engomar. Agradece o facto de teres água e luz que te ajudam a manter a casa limpa... agradece viveres no seio de uma família, teres marido/ mulher e filhos que vivem contigo e cuja desarrumação é sinónimo de vida. Agora já te parece mais fácil?
  • Respira;
  • Sente e vive em abundância e gratidão
  • Observa os teus filhos e marido/ mulher, com amor, sobretudo quando te sentires irritado/a;
  • Canta.
  • Define por que princípios te reges e por que princípios queres que os teus filhos se guiem. Uma vez definidos os princípios deixa que estes orientem os teus pensamentos, palavras e acções. Dirige-te a eles sempre que necessites de tomar decisões
  • Livra-te de todos os "tenho que" pensados, escritos, verbalizados, impostos sobre ti mesma/o ou sobre os outros. 

Ideias de Actividades:

Quando escolheres uma actividade pensa se o estás a fazer para/ por ti ou para/pela criança. Se o interesse for teu e não da criança, tenta pensar noutras formas de preencher a tua necessidade e que não passe por impor os teus gostos, desejos a terceiros. 

em casa:

  • brincar
  • ler
  • desenhar
  • pintar
  • colorir
  • Legos 
  • blocos de construção
  • jogos de tabuleiro
  • jogos de computador
  • plasticina
  • ouvir musica, dançar
  • tocar flauta, harpa, piano, guitarra...
  • ouvir historias
  • desenhos animados - longas metragens
  • teatralizar trechos de filmes
  • cozinhar
  • participar nas tarefas domésticas 
  • construir mesa da natureza
  • expor trabalhos
  • vestir de personagens conhecidas ou inventadas
  • yoga
  • monkey platters
  • contar histórias e desenhar a giz
  • construir a casa das fadas, alimentar as fadas...
  • fazer velas
  • fazer óleos, cremes
  • fazer gelados
  • Explorar os jogos com fios
na rua:
  • brincar com lama
  • recolher folhas, flores, conchas, pedras
  • escalada
  • karaté ou judo
  • yoga
  • observar formigas, aranhas, lagartos
  • observar flores, arbustos e árvores, saber os seus nomes, propriedades curativas, provar caso sejam comestíveis, reconhecer odores, texturas, cores
  • recolher sementes, pinhas ... 
  • fotografar
  • durante as compras, na rua, construir barcos, carros, casas com as caixas da mercearia
  •  na horta, criar um tepee de legumes de estaca - feijão verde, tomate...
  • na horta, criar uma caixa de terra/ lama para brincar
  • pintar na rua, com giz
  • caça ao tesouro
do Pinterest:

Actividades 3 aos 5 anos -  http://pinterest.com/kdsukut/pre-school-3-5-years-old/

Ritmos e Rotinas - http://pinterest.com/ahappymamabear/rhythm-routine/


Pesquisas ED de inspiração Waldorf:

Introdução ao ED Waldorf -  http://www.thehomeschoolmom.com/blog/homeschoolingstyles/introduction-to-waldorf-homeschooling/#sthash.emzBxeqB.dpbs


Organização e ideias de actividades - http://thewonderofchildhood.com/2011/06/homeschooling-get-organized/

Agenda para planificação - http://sarahs-serendipity.blogspot.pt/2012/12/waldorf-homeschool-planner-magic-hollow.html

O ritmo anual - http://www.celebratetherhythmoflife.com/2011/01/rhythm-of-year.html

Bibliografa sugerida e artigos temáticos - http://www.thehomeschoolmom.com/teacherslounge/styles/waldorf.php#sthash.fTbRvBrk.dpbs

Ritmos nos primeiros anos de vida - http://thewonderofchildhood.com/2011/06/rhythm-in-the-early-years/


Artigo sobre a educação da criança à luz da antroposofia - http://wn.rsarchive.org/Articles/EduChild/EduChi_essay.html

De regresso à natureza - http://www.thehomeschoolmom.com/blog/homeschoolingstyles/waldorf-method/nature-based-learning/#sthash.PlznklNL.dpbs

Community based learning - http://www.thehomeschoolmom.com/blog/homeschooling/authentic-learning/#sthash.wvGrbZbR.dpbs

Versos do Calendário da Alma - Steiner -  http://antroposofi.org/TomMellett/

Rudolf Steiner Archives - http://www.thehomeschoolmom.com/blog/homeschooling/celebrate-homeschooling-with-a-not-back-to-school-party/#sthash.mDuGtXOY.dpbs

Rudolf Steiner Lectures - http://rudolfsteineraudio.com/

Currículos a explorar:

morestarfall.com


Starfall.com  

Time4Learning

http://weefolkart.com/content/homeschool-companion-guides

BrainQuest


FreeHomeschoolDeals.com  

 ABC mouse

Jumpstart

Dragonbox 5+ and 12+

http://www.oakmeadow.com/

Early Education at Home by Jean Soyke

Singapore math

 http://www.christopherushomeschool.com/First-Grade-Package-p/chr1001.htm


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