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Criopreservação


Preservamos sangue do cordão umbilical que, comprovadamente, é essencial chegue ao bebé, no momento e forma pré-determinada pela natureza:

"Childbirth experts are urging the NHS to reverse the policy it has pursued since the 1960s of clamping and cutting a baby's umbilical cord as soon as it is born, citing mounting evidence that this may leave newborn babies deprived of vital blood from the placenta."http://www.guardian.co.uk/society/2013/apr/25/cutting-cord-babies-risk-nhs

Todos os meses, deitamos fora, sangue que tem as mesmas características que o sangue de que privamos as nossas crianças:


Can Mail-In Menstrual Blood Banks Help Save Lives? | TIME.com

Banking Menstrual Stem Cells | What are Menstrual Stem Cells | Cryo-Cell
 
Ou escolhemos dar, à nascença, as reservas de ferro que vão permitir ao bebé viver os primeiros meses de vida sem riscos e com vitaminas e nutrientes essenciais ao seu bom desenvolvimento - pois todos estes são transferidos, através do cordão, quando este pode deixar de pulsar de forma natural - ou escolhemos criopreservar esse mesmo sangue para que, quem sabe, talvez, um dia, se a criança que foi privada do que a natureza lhe destinou à nascença, possa vir a ser ajudada a superar uma hipotética doença. doença essa que, até pode ter sido causada por essa privação inicial. 
Um cordão umbilical que é cortado antes de parar de pulsar, obriga o bebé a respirar de forma abrupta. Ao nível físico isto pode representar um mau funcionamento do sistema respiratório e é o responsável pela morte súbita e embolias pulmonares - infelizmente, ninguém quer falar nisto. Também ao nível físico, devido ao stress que provoca na criança, atrapalha a amamentação e a vinculação.

Ao nível emocional, representa a sobrecarga por adrenalina e cortisol num momento já de si tão traumatizante.

Ao nível espiritual representa o acolhimento num mundo de escassez. Cortar o cordão antes de ele parar de pulsar é dizer à criança, "respira ou morres", "sofre ou morres".
Para a mãe, implica problemas a parir a placenta, pois o corte abrupto do cordão impede que a placenta receba a mensagem de que já não é necessária no útero e se iniciem as contrações para a expulsar. Isto obriga, tantas vezes, a injeções de oxitocina para "facilitar" a expulsão da placenta - indução - , a que a placenta seja dolorosamente arrancada, a massagens igualmente dolorosas para retirar coágulos que nem deveriam existir, a placentas rasgadas e consequentes problemas relacionados com endometriose.

Quantas de vocês sabem se a expulsão da placenta, no vosso parto, foi ou não induzida?

Aliás, quantas coisas não sabes sobre os procedimentos a que foste sujeita durante o parto e eus benefícios para ti e para o teu bebé (ou bebés)? Porque não sabes?

 
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Corte do cordão umbilical

Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida

Químicos nocivos nos produtos de higiene



Aqui fica a referência para um website sobre as substâncias contidas nos produtos de higiene que uitilizamos diariamente. Contém bases de dados de com a composição química de muitos dos produtos disponíveis no mercado e seus malefícios para a saúde, tal como, importantes recomendações para o consumidor.

Vale a pena fazer uma pesquisa da análise que fizeram aos produtos que geralmente se utilizam para bebés (Mustela e Aveeno inlcuídos) e depois reflectir nos perigos a que expomos, diariamente, os nossos filhos.

Bem sei que as quantidades de químico contidas em cada um destes produtos pode ser mínima mas juntemos o gel de banho, champô, creme de corpo, óleo de massagem, creme para as assaduras da fralda, as próprias fraldas, todos os químicos na roupa dos bebés, os contidos na nossa alimentação (que passam para o leite materno) mais os químicos contidos nos produtos de higiene da mãe (sim, também passam para o bebé mesmo dentro da barriga),  as radiações e poluições diversas a que estão sujeitos no dia-a-dia e temos uma mistura explosiva!

Para terem uma ideia da gravidade da situação, foi analisado o sangue do cordão umbilical de 10 recém nascidos e foram encontrados 232 produtos químicos reconhecidos como tóxicos e nocivos. Aqui encontram mais infos sobre este estudo.

Corte do cordão umbical



Depois de ler aqui os comentários ao post sobre a criopreservação, concluí que deveria escrever algo sobre os procedimentos em torno o corte do cordão umbilical.

Como me fui habituando ao longo da gravidez, este é apenas mais um tema sobre o qual pouco ou nada sabemos.

Da mesma forma que as grávidas não podem cheirar flores ou comer uvas e que os bebés podem ficar cegos se a mãe não fizer a raspagem dos pelos púbicos (sim, diz quem sabe que se nascerem de olhos abertos e um pelo lhes entrar no olho podem ficar cegos), também o cordão umbilical tem que ser cortado com a máxima urgência logo após o nascimento ou .... ou ..... bem.... pelo menos em relação à raspagem sempre há a justificação de que pode causar cegueira... em relação ao corte apressado do cordão umbilical nem sei qual é a desculpa esfarrapada.

A verdade é que o recém-nascido recebe nutrientes essenciais ao seu desenvolvimento através do sangue do cordão umbilical.

De acordo com uma experiência relatada no Journal of the American Medical Association (Dra. Eileen Hutton, Universidade de Hamilton) os benefícios do retardamento do corte do cordão umbilical traduziram-se em melhores níveis de ferro no sangue das crianças o que levou a que estas crianças tivessem menos tendência a ter anemia entre os dois e os seis meses de idade.

Mas, se a anemia não é assim muito comum, aqui fica uma informação que pode por os cabelos em pé a muita gente: "Este procedimento também diminuiu os riscos de icterícia, uma patologia comum nos recém-nascidos, que se expressa na cor amarela da pele e do branco dos olhos."
(Bebé com Saúde)

A mesma revista científica (Journal of the American Medical Association) publica o estudo do professor Weeks cujas conclusões (resultantes da observação de 1900 casos de recém-nascidos), indicam que "se o cordão não for cortado logo após o parto, vai permitir a transferência de um volume de sangue equivalente a 21% do volume final no organismo do bebé".

Também o British Medical Journal (BMJ), publicou o estudo de Andrew Weeks - médico de obstetrícia e professor na Universidade de Liverpool - que "defende que manter o cordão umbilical durante mais tempo possibilita a transferência de sangue da mãe para o recém-nascido através da placenta, o que aumenta o nível de sangue rico em oxigénio a chegar aos pulmões do bebé e enriquece a percentagem de ferro no organismo deste." (DN - Agosto 2007)

O mesmo medico refere que retardar o momento do corte do cordão umbilical em casos de nascimentos prematuros ou de cesariana é mais complicado, devido à necessidade de intervenção médica que podem não se coadunar com a espera - mas que seria ainda mais proveitoso para estes bebés. (Diário Digital Agosto 2007)

A Organização Mundial de Saúde, integrou nas suas recomendações para o parto que se retarde o corte do cordão umbilical mas esta realidade ainda não se observa em todos os países. Em França verifica-se o corte do cordão em 90% dos casos ao passo que na Dinamarca apenas em 17% dos casos o cordão é imediatamente cortado. (DN - Agosto 2007) A que se deve esta disparidade? Porque é que, em nome da saúde, se uniformiza tanta coisa na U.E. (desde os utensílios para fazer queijo à forma como se serve o azeite em restaurantes) e nada se faz em relação ao que se relaciona com o parto? Não é de saúde que estamos a falar?

Há também outras questões associadas ao corte do cordão umbilical. É através do cordão que o bebé respira e se este for cortado precocemente estamos a dizer ao bebé que tem que começar a respirar de rompante, pelos pulmões, ou morre. Poucos segundos depois de nascer o nosso filho já sabe o que é a escassez e o medo porque lhe retiramos abruptamente a fonte de oxigénio. Se lhe dermos tempo, os pulmões começarão a funcionar lentamente até que o cordão deixa de ser necessário e deixe naturalmente de pulsar. Esta parece-me uma forma muito mais pacífica de vir ao mundo :)

Em Portugal, não me consta que exista um protocolo a especificar quantos minutos depois de o bebé nascer o cordão deve ser cortado e por isso, cabe aos pais solicitar que seja feito aquilo em que acreditam. É nisso que devemos apostar, devemos estar suficientemente informados para podermos solicitar aquilo que desejamos num momento tão importante como o parto. Esta opção parece-me mais viável do que entregarmo-nos, de braços abertos, a todos os procedimentos hospitalares a que nos queiram submeter.

Sei que, há quem pense que isto é soberba da minha parte e que os médicos "sabem o que estão a fazer" mas, veja-se que os procedimentos hospitalares variam consoante a equipa médica de urgência e não consoante a parturiente e o bebé que vai nascer. Será que esta não é uma informação suficiente para começarmos a questionar tais procedimentos?

Banco público de criopreservação de células do cordão umbilical

O Centro de Histocompatibilidade do Norte vai disponibilizar de forma gratuita as células do cordão umbilical doadas, a quem precisar.

A decisão foi anunciada pelo Ministério da Saúde no final de Junho e responde à lacuna nacional que denunciámos (Deco) em Abril, num estudo à criopreservação de células do cordão umbilical e serviços em Portugal, publicado na TESTE SAÚDE.

A aplicação de células estaminais ainda é limitada, mas há muitas esperanças na sua utilização médica em futuras investigações para várias doenças. O banco público permite o acesso de todos a estes serviços, através da doação de células do cordão umbilical. A amostra é inserida nas bases de dados mundiais, para ser usada por um doente compatível. Até agora, a criopreservação só existia no privado, em sete empresas no País. Na última análise aos seus contratos, detectámos cláusulas abusivas e exigimos regulamentação nesta área.

Por serem imunologicamente imaturas, as células do cordão umbilical têm menos probabilidades de rejeição após transplan­te do que as da medula. A potencialidade de se transformarem em células de diferentes tecidos é também maior. Por isso, surgiram, em vários países, bancos públicos para doações e/ou empresas privadas de criopreservação.

Fonte: http://www.deco.proteste.pt/servicos-de-saude/banco-publico-de-celulas-do-cordao-no-porto-s567641.htm

Foi publicado em Diário da República (DR), hoje, 2 de Julho, o Despacho n.º 14879/2009, do Gabinete do Secretário de Estado da Saúde, que determina a criação do Banco Público de Células do Cordão Umbilical nas instalações do Centro de Histocompatibilidade do Norte, combinando as funções assistenciais com a investigação.

O Banco Público deverá arrancar de imediato, uma vez que o Centro de Histocompatibilidade do Norte reúne equipamento e profissionais com a formação adequada. As colheitas e a actividade de criopreservação podem ter início logo que o Centro de Histocompatibilidade do Norte considere reunidas as condições adequadas.

A existência de um banco público de células do cordão umbilical permite colocar à disposição de todos os cidadãos células progenitoras hematopoiéticas, necessárias para a terapêutica de transplantação em determinadas doenças hematológicas, imunológicas ou outras.

O Banco Público aceitará apenas dádivas altruístas, que serão colocadas à disposição de todos os potenciais receptores, cumprindo, em matéria de princípios, de organização e de rigor técnico, todas as exigências da Lei n.º 12/2009, de 26 de Março.

O principal objectivo da colheita de células estaminais do sangue do cordão umbilical é, no momento presente, a transplantação, estimando-se que entre 1% e 3% dos espécimes criopreservados podem ser utilizados em cada ano com esse fim.

Por razões microbiológicas ou por limitações de quantidade e ou qualidade das células efectivamente disponíveis, apenas uma fracção das colheitas de sangue do cordão recolhido tem condições adequadas para a criopreservação, estimando-se a taxa de aproveitamento em 50%.

Pelo despacho, o Centro de Histocompatibilidade do Norte e a Administração Regional de Saúde do Norte deverão apresentar, no prazo de 60 dias, o plano de trabalho do Banco para os anos 2009, 2010 e 2011 e as necessidades de financiamento a ele associadas.

As mesmas entidades ficam incumbidas de apresentar, no prazo de 90 dias, uma proposta de enquadramento institucional futuro do Banco Público de Células do Cordão Umbilical, que assegure o adequado envolvimento das instituições científicas, permitindo aproveitar todas as potencialidades de natureza assistencial desta unidade, incluindo no domínio da investigação.

O despacho contitui, como parceiros, o Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto, o Instituto de Biologia Molecular e Celular e o Instituto de Engenharia Biomédica, adicionando que podem ser consideradas outras instituições universitárias e, mesmo, parceiros de natureza privada.

Para saber mais, consulte:

Despacho n.º 14879/2009. DR 126 SÉRIE II de 2009-07-02 - Adobe Acrobat - 231 Kb
Ministério da Saúde - Gabinete do Secretário de Estado da Saúde
Determina a criação do Banco Público de Células do Cordão Umbilical nas instalações do Centro de Histocompatibilidade do Norte

Fonte: http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/arquivo/2009/7/banco+umbilical.htm