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O teu bebé precisa de ti e não de coisas inúteis.

Quanto mais coisas inúteis compras, mais tens que trabalhar.
Quanto mais trabalhas, mais vontade tens de comprar coisa inúteis.
O teu bebé precisa de ti e não de coisas inúteis.


A Sofia Carvalho (Aqui há Bebé) partilhou um texto com o TOP 10 dos produtos duvidosos que inventaram para as nossas crianças:

- Shampoo Johnsons
- Conjunto de berço
- Apetrecho para pendurar o bebé na porta
- Máquina de café espresso para fazer leite espresso
- Chupador de fruta
- Salto alto para meninas
- Champagne para criança
- Bonecas Doentes
- Andarilho

(dos anteriores só tivemos aquela coisa para chuchar a fruta - oferecida e em 2ª mão - era gira para brincar. Ponto).




 
 Aqui ficam mais 10, mas há muitos, muitos mais:
ASPIRADOR NASAL:  tenho ali um aspirador nasal que nunca foi utilizado. Daqueles com um tubinho. Sempre que foi necessário aspirar (2X?) fi-lo com a boca;

MAMILOS DE SILICONE: os mamilos de silicone que só atrapalham? também os tive.
...

SAPATOS: os sapatos para bebés que não sandam? Deram-me uns quantos;

ESPREGUIÇADEIRA: a espreguiçadeira que vibra? emprestada, ainda cá está e nunca foi utilizada;

MARSUPIAL
: o marsúpio de marca duvidosa que faz doer as costas da mãe e arruina dos genitais do bebé? deram-me dois;

CINTA PÓS-PARTO: as cintas pós-parto? apertadissima e nunca utilizada. Nada como deixar a coisa ir ao sítio só por si;

PRODUTOS DE HIGIENE: todos os champôs, cremes, gel de banho de marcas de farmácia ou alta cosmética? Ainda andam por aí mas nunca foram utilizados no bebé. Para ele só água, leite materno, azeite bio e óleo de sésamo.

BRINQUEDOS DE PLÁSTICO
: dar um brinquedo de plástico a um recém nascido. Sem textura, sem sabor, sem vida? Uma garrafa de plástico faz o mesmo efeito e até tem menos químicos.

ALMOFADAS
: os recém-nascidos não dormem de almofada e nem os bebés mais crescidos necessitam disso. Quando passam a necessitar, qualquer uma que seja baixinha e dura serve, não tem que ser comprada a preço de outro por ser "especial" de bebé. Afinal é tudo esponja.

MOBILE: aquela coisa que gira acima dos olhos da criança, dia a pós dia, irritando-o porque lhe quer tocar mas não pode. É quase um instrumento de tortura.


Sobre os químicos contidos nos produtos de higiene para bebés: http://wantamiracle.blogspot.com/2009/05/sobre-os-quimicos-que-obrigamos-os.html

- plásticos e mais plásticos com bisfenol A? lixo http://wantamiracle.blogspot.com/2010/11/bisfenol-finalmente-banido-dos-biberoes.html

- Queres saber se a marca de cosmético que estás a utilizar também tem produtos químicos? Vê aqui http://www.ewg.org/skindeep/?key=38830509

Brincar com crianças pequenas

ideias:

http://www.examiner.com/attachment-parenting-in-mankato/fun-and-easy-ways-to-get-little-ones-to-cooperate

Crafty mama

http://www.flickr.com/groups/kidscraftweekly/pool/with/5652089995/


http://www.kidscraftweekly.com/newsletters.html

http://sandradodd.com/strew/deblist

Da ruptura à acção.

Há umas semanas escrevi sobre a minha visão negra do mundo. Nesse dia, tudo me parecia errado, negro, sem saída. Necessitava tanto de alento e palavras motivadoras, que espalhei o "grito de alerta" aos 4 ventos.

Em retorno, recebi mais do que ânimo recebi dicas e estratégias para a acção, muitas delas que já faziam parte dos meus dias, muitas outras que comecei agora a implementar para que a energia que me move para a crítica possa ser canalizada para algo mais construtivo.

Pensei que estas dicas seriam úteis para mais gente e por isso, com a devida autorização, aqui estão:


Estás a começar a exteriorizar o "Grito do Ipiranga" que há já algum tempo tens entalado no âmago dos teus pensamentos.

Sem dúvida que os "primeiros passos", após atingir determinado grau de consciência e depois de sofrer vários embates entre as expectativas e a realidade, são na direcção do desconforto e da rotura.

Sem dúvida que todos passámos pela etapa existencialmente angustiante de tomada de consciência da insustentabilidade do status quo, dos vários sistemas e finalmente do "sistema" que ainda domina os procedimentos e marca as posturas dominantes na aldeia global.

No entanto, como já foi referido anteriormente, estás de parabéns, por várias e boas razões.
1º - Porque estás suficientemente farta, para a qualquer momento carregares no botão "format" e re-escreveres todo o "programa".
2º - Porque encontraste aqui um "fórum" de pessoas que estão em diferentes estágios de "mudança" bio-psico-funcional que, através dos seus testemunhos e transferência de conhecimentos, poderão dar-te as pistas, dicas e exemplos de como não existe UMA via para a Transição, mas tantas quantas as pessoas que nela decidiram embarcar.
3º - Porque já existe um conjunto de "software" para poderes instalar no teu "disco rígido", o que permitirá que inicies desde já, hoje, aqui e agora, os primeiros passos para projectares e desenhares o teu caminho para um futuro de maior equilíbrio, saúde física e mental e felicidade.

Permito-me, com a maior humildade e o mais sincero desejo de "te ajudar", dar-te algumas pequenas sugestões que poderão fazer uma grande diferença:

1º - Tenta avaliar com honestidade e abertura os teus "recursos energéticos".

2º - Sem perder o teu espírito crítico e lucidez, que devem cada vez mais agudos, selectivos e acutilantes, tenta gerir essa tua "energia" de forma a canalizar cada vez menos dela para a crítica do sistema.
Deixa que te explique:
* Quando canalizamos demasiados recursos para a crítica, a constatação e a verbalização (por vezes necessária) daquilo que encontramos de mau e negativo ao nosso redor, somos emocionalmente assolados por vagas de ira, ódio, rancor, animosidade e toda a sorte de emoções carregadas de um veneno letal que nos contamina e envolve.
* Uma grande parte da humanidade está absolutamente enclausurada nessa armadilha que é a crítica sistémica, a insatisfação, a dor e a manifestação e exteriorização dos conflitos gerados por vivências dissonantes, agressivas e daninhas. Há um número cada vez maior de pessoas nessa situação.
* Infelizmente há também um número cada vez maior de oportunistas que descobriram formas de canalizar essas energias e de as explorar em seu benefício pessoal.
* Se não soubermos manter um rigoroso controle do tempo e da energia que colocamos ao dispor da "crítica", gastaremos uma parte substancial da energia que temos disponível e pouco nos restará para sequer nos mantermos. Sempre que isso ocorre, o défice energético traduz-se no desenvolvimento de patologias e ficamos literalmente doentes, física e emocionalmente.

3º Dedica uma parcela cada vez mais consistente e substancial da tua energia/tempo ao estudo e à colocação em prática de todas as ideias alternativas que são veiculadas pelos grupos de Transição e coloca em marcha a tua própria experiência prática de Permacultura.

Sabemos que é bem mais fácil escrever estas linhas que interiorizar tudo o que elas referem e colocar em prática, mas o essencial é não perdermos a noção da orientação no mapa das nossas vidas e sabermos em cada momento qual o trilho que devemos percorrer em cada um das encruzilhadas que todos os dias se apresentam à nossa frente.

Força amiga Cátia Maciel!
Sugiro que deixes oficialmente o Estado de Rotura...
Entra definitivamente em Transição!
(


Partilhado por Luís Amaral, na rede Permacultura e Transição. Disponível aqui: http://permaculturaportugal.ning.com/profiles/blogs/estou-oficialmente-em-ruptura?xg_source=activity

Mais duas sugestões importantes (na mesma rede):


  • Sorrir sempre - "se sorrires mesmo sem obteres retorno, estás a mudar a energia das suas vidas e da tua. Se lhes transmitires amor e compreensao estás a mudar a energia do planeta!" (Neuron)

  • Aceitar a polaridade - "pensa que essas dicotomias são como a noite e o dia ...... o frio e o calor.... o masculino e o feminino.... é o que é .... love what is.... nada disso é estático.... nem assim tão real.... é um processo em evolução.... " (Ana Marreiro)


Cada vez mais prósperos, resilientes, simples e felizes!

Estou, oficialmente, em ruptura. Help!

quanto mais leio, falo, penso e sinto as dicotomias existentes entre escolas formais, alternativas e não escola, opções bio e químicos, vidas tribais/ comunitárias e sociedade individualista, partos naturais e medicalizados, mulheres empoderadas e sociedades masculinizadas, dualidade ser/ ter e tantas outras, mais encurralada me sinto. 

É verdade que hoje dormi mal, estou cansada e sinto-me em baixo de forma e talvez por isso me esteja a sentir também tão derrotada. 

Ando na rua e vejo as pessoas apressadas, mal humoradas, a correr a pé ou cada uma fechada no seu carro. 

Vejo trabalhos inúteis a serem feitos como o do senhor que cola anúncios publicitários para que se compre mais um carro, mais um computador... do revisor do autocarro que passa multa a quem não pagou bilhete para se poder deslocar numa imensidão de casas e ruas poluídas, feias, barulhentas e criadas apenas com o propósito de aglutinar mais e mais pessoas junto aos seus locais de trabalho. Ruas onde já não se pode andar a pé, cidades grandes onde tudo é distante e onde é obrigatório trabalhar para pagar o transporte que nos leva mais longe e faz tudo parecer mais perto.
Sempre trabalho e mais trabalho, fere-me o coração ver o homem e a mulher que, tristes e mal humorados, trabalham no supermercado, no call centre, no jornal, no escritório, no departamento governamental, no hospital, na escola que, no final do mês, lhes fica com o salário, sim, porque tudo pertence sempre aos mesmos. Senão, como explicar que 10% da população tenha mais de 90% da riqueza? Que escravatura!!! Pagar para se deslocar nas ruas barulhentas, feias e sujas, pagar para viver nas casas pequenas (quando não são também frias e feias), pagar para comer e beber os químicos que nos vão matar, pagar para nos entupirem de anúncios publicitários a porcarias nas quais vamos, quais robots, gastar o tal dinheiro fruto do trabalho mal humorado e suado. Trabalhar e pagar, trabalhar e pagar... todas as porcarias desnecessárias que, aos poucos, nos alienam.
E as crianças, não há, estão todas fechadas nos seus espaços ridiculamente artificiais e cheios de tudo o que "formais" e "alternativos" entendem ser bom para o seu desenvolvimento porque os pais, coitados, tem que trabalhar para pagar a escola, o computador e o carro maiores e melhores, para poderem trabalhar mais e mais depressa. 

Trabalhar para pagar o champô, a comida, o perfume, os detergentes, os móveis e todas as outras m#%#% entupidas dos químicos que, silenciosamente, nos matam. Trabalhar para pagar a casa inacreditavelmente cara que nos mantém perto do local de trabalho ou inacreditavelmente grande e bonita que nos faz sentir “bem na vida”. 

Trabalhar para ser Dr, engenheiro, ou apenas para não ser considerado inútil pois só quem trabalha (e recebe dinheiro) pode ser “algo” na vida. Sim, porque viver não é suficiente, é necessário ser algo aos olhos dos outros e, claro, ter dinheiro.

Socorro, não quero mais. Não quero mais anúncios, mais apelos ao consumo, mais carros, mais casas, mais químicos, mais crises, mais pessoas tristes e mal humoradas, mais e mais e mais e mais. Estou, oficialmente, em ruptura!!!!!!!!!!!!!!