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As crianças que ficam à margem: a pobreza em Portugal

A UNICEF Portugal “Apela ao governo para que o combate à pobreza infantil seja um elemento central das estratégias e políticas nacionais de luta contra a pobreza, de modo a assegurar que o bem-estar das crianças constitui uma prioridade em todas as áreas da governação”, declarou Madalena Marçal Grilo, Directora Executiva. “As crianças que vivem na pobreza não devem pagar o preço da redução do défice e devem ser as primeiras a ser protegidas. ”

Os custos mais pesados da desigualdade recaem sobre as próprias crianças, que, de modo algum, podem ser responsabilizadas pela situação, mas as suas consequências reflectem-se também a médio e longo prazo na sociedade, na economia e na coesão social.
in:
http://www.unicef.pt/artigo.php?mid=18101114&m=5&sid=1810111414&cid=4749

Mas, afinal, quem é amoral?

Serão as crianças amorais? Ou serão as equipas técnicas que trabalham nos jardins de infância, amorais? Não, esperem lá, devem ser os próprios jardins de infância - instituições - que são amorais. Ter, ou não ter, consciência do certo e do errado é uma característica que apenas se atribui aos seres humanos logo, os jardins de infância, estão descartados deste atributo e seria, de forma um tanto ao quanto rebuscada, correcto dizer que não tem moral.

Mas, então, porque é que o título não é “A moral de alguns cientistas é do nível de um hospital?" ou “A moral de alguns cientistas é do nível de um cemitério” ou do nível das universidades que foram esses mesmos cientistas? Haverá menos moral (e agora trata-se de uma atribuição subjectiva) nos jardins de infância do que nas restantes instituições? Ou será que, afinal, e voltando ao início, é mesmo às crianças que se estão a referir?

“A moral de alguns cientistas é do nível de jardim da infância”


Pelo fim da atribuição subjectiva, culturalmente difundida e pacificamente aceite, de características negativas à infância.

Sobre viver e ter filhos em Lisboa e do orgulho nacional nos equipamentos pré-escolares

Temos que criar as melhores condições para que as pessoas se fixem na cidade e para quererem viver e educar aqui os seus filhos” Quem o diz é o próprio António Costa, pena que para atingir tal objectivo tenham como estratégia única construir Jardins de Infância. E todas as outras dimensões da vida das famílias na cidade, Sr. Presidente? É que, para estar fechado todo o dia num jardim de infância, tanto faz viver em Lisboa como noutra cidade qualquer!

"Por sua vez, José Sócrates congratulou-se com o facto de Portugal se encontrar acima da média dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) no que respeita à quantidade e qualidade da educação pré-escolar." Ex. Sr. Primeiro Ministro, Será que temos mais equipamentos de educação pré-escolar porque as famílias portuguesas mal sobrevivem com dois salários a tempo inteiro e por isso mesmo é que necessitam de colocar as suas crianças, 7 horas por dia, 7 dias por semana, ao cuidado de terceiros? Nos países da OCDE, colocar os filhos, todo o dia, numa creche, não é a única solução possível. As soluções de cuidados formais à primeira infância, em equipamento de educação pré-escolar, a tempo parcial, ou, em casa da criança por educador especializado, ou em casa do educador, ou por familiar remunerado, entre outras, não são desconhecidas na maioria dos países da OCDE, muito menos, as licenças parentais alargadas que permitem que as crianças fiquem em em casa, com a mãe ou pai, até aos 3 anos. Claro que, para que estas sejam verdadeiras opções, os salários devem ser adequados e a sociedade deverá estar preparada para integrar as crianças no seu quotidiano.

Não tenho nada contra os equipamentos pré-escolares, o meu problema é com as soluções de sentido único.

Já agora, duas interrogações: se temos mais e melhores equipamentos do que a média da OCDE, o que fazem os outros aos filhos enquanto vão trabalhar todo o dia? e, se os equipamentos pré-escolares fossem a única solução viável para o saudável desenvolvimento do ser humano, não seria de esperar que, pelo menos os nórdicos, tivessem um dos tais equipamentos em cada esquina? Estes nórdicos pá...., que mania de ser diferente, andam de bicicleta, só querem agricultura bio, não querem TGV nem Euro e agora também não constroem creches para os putos?! Não se percebe como é que são tão felizes!

Porque os dados, per si, não dizem nada e o que importa é a leitura que se faz dos mesmos, aqui fica: http://www.oecd.org/statisticsdata/0,3381,en_2649_34819_1_119656_1_1_1,00.html

Casa Aberta


Olá a todos, é com grande prazer que a Casa Aberta partilha convosco a notícia que foi publicada dia 5 de Julho de 2010, no Jornal de Notícias.
Aproveitamos este e-mail para agradecer a todos que nos têm ajudado a levar este projecto para a frente e relembramos que todas as ajudas são bem-vindas e que a lista de mães e crianças a precisar do nosso apoio não pára de crescer.
Muito obrigada
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Com os melhores cumprimentos
Casa Aberta
http://casa--aberta.blogspot.com
http://twitter.com/Casa_Aberta






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