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Vida de Outono


Com o regresso ao trabalho, o pouco tempo que tenho para vir à internet passo-o a ler os blogs do costume que são o Soulemama  e o The parenting passageway 

Continuo a aprender e questionar nos  fóruns e grupos do costume que são o Always Learning e Unschooling em Português 

Espreito a Horta EncantadaEscola é Bela e o Mel do Gabriel. 

Converso, converso e converso com as amigas, por mail e skipe.

Devoro 5 excelentes livros:

Refuse to choose - para quem acredita que não consegue escolher uma só profissão, uma só tarefa, um só projeto, uma só vida.

Slowing down to the speed of life - para quem vive em "modo de sobreviência"

Giving the love that heals - catalogado, pelo meu cansado cérebro como denso, muito sendo e por isso avança uma página por semana, em média.


Gingerbread boy - muito útil agora que apetece ligar o forno 

Room on the broom - a combinar com o chapéu de bruxa que nos tem acompanhado. Também da Julia Donaldson, autora do mostrengo-de-dentes-afiados-que-não-existe, mas, muito melhor. 

Brinco com os amiguitos angry birds, tanto no ecrã digital como espatifando os  ditos gelatinosos contra construções com blocos de madeira.

Descobri as alegrias das tintas ikea que, depois de despejadas em tabuleiros, aguentam os dias no frio. 

Adoro o Gru maldisposto e a Mérida (na verdade, eu queria ser a Mérida) continuo sem vontade de ver os estrunfes e muito menos de lhe mudar o nome. 

Finalmente acertei com um sítio para a mesa da natureza (ou as estações do ano ou o que lhe queiram chamar) que, não sendo uma mesa, cumpre a função sem ser abalroada pelas crianças e pelos gatos. 

A manta que era da minha avó e que foi tecida no tear da sua irmã, voltou ao meu sofá, depois de meses feita refém na varanda da vizinha. Eu pensei que havia caído à rua e sido imediatamente roubada, pelo que, o seu reaparecimento me fez sorrir para a cidade de que tanto reclamo.

Despachei mais roupas e "tralhas" cá de casa, mantendo-me fiel ao princípio "paixão ou lixo" tão bem apresentado pela Mel e algures explicado neste blog. Agora, entre as mudanças de peso e as sacas para doação, falta-me, outra vez, roupa formal de inverno.


A nossa casa, entre crianças que por cá ficam todo o dia em explorações, trabalho fora, micro doenças e cansaço, transformou-se num caos que só a grande amiga Tânia poderia domar mas nem toda a sua sabedoria e boa vontade deram conta do recado. Continuo a precisar de ajuda para as camisas, pólos e calças de trabalho perderem as "gelhas". Fico sempre a pensar como fazem os americanos que tanto dobram roupa sem a engomar?

Não podia estar mais contente com o tempo, chuva, trovões, nevoeiro, nuvens, vento e até um friozito. Perfeito. 

O meu carro funciona. Mesmo, funciona mesmo! Só continua sem rádio.

A "nossa baby sitter" é adorável (mandem sms que eu dou o contacto).

A rotina e actividades planeadas para o Outono foram todas pelos ares pois o trabalho fora de casa intromete-se em tudo mas, outras rotinas começam a  surgir e, finalmente, incluem mais crianças em ED, numa base regular.

A alimentação saudável foi pelo cano. Mantenho as coisas que entraram no dia-a-dia familiar, como rotina - kefir, leite cru, poucos grãos embora eu me empanturre de espelta, 0 trigo, superalimentos -  e tudo o resto, foi-se com os 23% de iva - e outros aumentos que não percebi mas que devem ter existido pois sentem-se na fatura -  e com falta de tempo.

O trabalho é muito, tanto que mal durmo mas é muitissimo bem-vindo e encaixa bem nas horas em que o rapaz dorme, i.e. como agora, por volta das 3 da manhã e por isso mesmo perco o sono. 

Trabalhar bem fora de casa, ser boa-mãe-a-tempo-inteiro-de-criança-não-escolarizada, boa amiga e boa "esposa", parece tarefa impossível! Mesmo com um marido e pai dedicado e presente, sinto-me a fazer tudo pela metade, tudo com falhas e dias há em que me sinto a 1000, prestes a explodir. É por isso que o segundo livrito mencionado lá em cima, vai comigo na mochila para todo o lado.

Nada como um regresso ao trabalho para observar e sentir o quando mudei em 4 anos. Tudo o que faço, digo, sinto, tudo o que vejo, 4 anos depois, é de tal forma diverso que ainda não sou capaz o traduzir em palavras.Não sei se alguém vê ou sente estas mudanças, para além de mim e do óbvio - o filho, as rugas, a memória curta, certo - mas eu vejo e sinto, em cada interação, em cada pequeníssima escolha que faço, a cada minuto do dia. 


Continuo sem perceber como envelopar todos os meus sonhos, como os manifestar, às vezes nem sei se ainda sonho de tão embrenhada que estou em tudo. Um dia, escrevo sobre os sonhos, aqui ou noutro sítio qualquer, só para não lhe perder o jeito. 

E o vosso Outono, que sonhos e realizações trouxe?

E agora, fim da procrastinação e regresso à labuta.

ups, 4, já são 4 da manhã. 

Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida

Supostamente engraçado

Recebi, através de um meio cuja informação leio atentamente, uma lista de dizeres infantis engraçados  e, por isso, li-os a pensar quye ia rir um bocado descontraídamente.

O que encontrei foi o retrato de inumeras famílias com relacionamentos adversariais entre os pais, entre os pais e avós e destes para com as crianças. O que encontrei foi uma sicessão de faltas de respeito de adultos críticos, preconceituosos, pouco afectivos e preguiçosos.

Aqui o original

Aqui os meus comentários em resposta:

1.Jamais uma mãe deveria dizer,  em frente a um filho que alguém é chato, seja avó ou qualquer outra pessoa. Cabe-nos orientar os nossos filhos para que sejam empáticos.

2. Quem mostra às crianças que há pessoas feias e pessoas bonitas? elas não nascem a achar que existem pessoas feias, aprendem pelo caminho...

3. Quem denomina algo de porcarias para que as crianças o repitam? Se de facto eram porcarias não deviam estar no frigo, se não eram porcarias e a criança o diz, aprendeu com alguém a ser crítica em relação à comida.

4. que pai mais insensível. muito bem esteve acriança.

4. Quem definiu o que é arrumado e desarrumado, na vida da criança, ao ponto de ela julgar os outros por esses parâmetros rígidos?

5. se a mãe visse ralhava com a amiga? batia? o que fará a mãe com a criança?

6. tem piada e é inocente ...

7. e...? tapar a boca porquê? continuamos a reproduzir esteriótipos.

8. hahahha a mãe desatinar com o pai por fazer cocó durante muito tempo é digno de ser mencionado. Ha quem desatine com tudo, pena a criança ter que assitir a isso.

9. comentário muito simpático :)

10. um sentimento a ser validado e é fulcral encontrar estratégias para o minimizar.

11. que pena. assim se aprende a mentir

12. e...? toda a gente dá. porquê fazer disso tabu?

13. Ninguém devia mandar em lado nenhum, são famílias e não empresas. Está só a verbalizar a relação hirarquica e adversarial em que vive.

14. Que pena. O pai perdeu uma excelente oportunidade de se conectar com a criança e a fazer feliz. Ao adormecer deixando-a à espera, desiludiu-a e contribuiu para o afastamento entre os dois. A nossa viuda faz-se da acomulação de experiências, cabe aos adultos deternminar se serão experiências positivas ou negativas.

Os seguintes foram copiados integralmente do nosso facebook. São desabafos de qureidas mamãs:

15: se tinha, qual o problema?

16. Que pena. Escarnio e maldizer faz de nós piores pessoas, não traz fecvilidade a ninguém e não é um bom exemplo para os nossos filhos. É algo a evitar, mesmo que por mensagem.

17. que pena. Os filhos deveriam pensar que os pais lhes dão tudo aquilo de que necessitam e não que são seus inimigos e os fazem sofrer só porque sim. A mãe podia ter aproveitado para dizer " vamos agora comprar umas sandálias" e iam nem que fosse comprar uns chinelos de dedo baratinhos. A vontade de sair da loja e deixar a miúda sozinha é a única coisa descabida desta situação.

18. ... critica, critica, critica...

As crianças que dizem estas coisas estão a imitar adultos que não se sabem comportar e que não pensam antes de falar. 

  
Na maioria dos casos, trata-se de grandes faltas de respeito dos adultos para com o próximo e para com os seus filhos. 
 
Pena que se riam em vez de aproveitarem que dizem as crianças para analisar o que podem melhorar nas vossas vidas.


Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida

JÁ NÃO CONSIGO FALAR COM NINGUÉM...

O mundo virtual está inundado de blogs, sites, grupos e fóruns sobre a maternidade e os cuidados à primeira infância.

Numa leitura transversal percebemos que os há para todos os gostos e crenças e que as respostas de uns são mais credíveis do que as de outros.

Há muitas questões colocadas on-line, que não são dúvidas, são desabafos de mães que necessitam de colo e apoio presencial.  


Há muitas respostas dadas, também on-line, que não visam ajudar quem pergunta mas sim levar uma crença (ou bandeira) o mais longe possível fazendo-a chegar a outras famílias.

Assim sendo, a mãe que inicialmente coloca uma questão, pode sair da discussão que se cria muito lesada, confusa e em muito pior situação emocional e familiar do que antes de a pergunta ter sido feita. 

Em alguns grupos, fóruns e blogs, a leitura das perguntas e respostas e discussões está aberta a todos os internautas, sendo que uns omitem as identidades dos participantes e outros, não.

Tudo o que ali fica escrito poderá ser lido durante anos a fio, por milhares de pessoas que vão ficar tão desinformadas e confusas como os participantes e leitores iniciais.

Quem passa o seu tempo a ler e responder a perguntas mal formuladas, rebater formulações/crenças erradas e/ou carregadas de julgamento e agressividade - geralmente para com os filhos, maridos, pais e sogras dos participantes e extensível a todas as pessoas que se atrevam a ter uma opinião contrária à sua - perde tempo precioso de conexão com os seus (filhos, maridos, pais, sogras, gatos, cães...) e tempo precioso de leituras mais construtivas e úteis.

Recentemente, chegou-me uma destas conversas de conteúdo estéril e carregadas de agressividade e certezas. Não me ocorreu ir imediatamente ler o que, pelo que comigo partilharam havia ali conteúdo mau o suficiente para me manter afastada mas, achei interessante a partilha.

Era oriunda de um dos fóruns sobre parentalidade, em língua portuguesa, com menos qualidade em termos de conteúdos, o "de mãe para mãe". Aliás, é excelente para troca e venda de artigos, para a resolução de questões práticas sobre médicos, escolas, atividades... mas, porque não tem uma filosofia subjacente e se guia pelo princípio de que "todas as opiniões são válidas", "cada um deve fazer aquilo em que acredita" e "todos os pais fazem o melhor que podem" facilmente se torna um campo de batalha entre:

os que amamentam e os que não amamentam,

"
passar a noite no peito com quase 2 anos???
Acho que vão\estão haver coisas no desenvolvimento dela que não vão\estão no bom caminho."


"A criança em questão não usa a mama para comer ... usa-a para dormir e aí é fazer da mama uma chupeta!"


os que dormem com os filhos e os ensinaram os filhos a dormir sozinhos desde os 4 meses,

"dormir na tua cama não é bom para ninguém ... até está a prejudicar a tua intimidade com o marido e não faz sentido estar na mama ... afinal de contas ... tem quase 2 anos Choque! Choque!"


os que acreditam em regras e limites e os que não acreditam,
"sabes eles nessa idade são super inteligentes e sabem como chamar a atenção e como fazer manha para terem o que querem nos como pais é que temos que impor regras"


os que acreditam que os castigos são bons e os que não acreditam,

"um castigo uma vez ou outra nao lhe vai fazer mal""


os que batem nos filhos porque tem que ser e os que ficam horrorizados com isso,

Cada um defende o que faz e acredita e, para se defender, ataca os que fazem diferente, como se atacar e defender ideias fosse o único objetivo da sua participação naquele diálogo:

"É isso, cada um faz o que quer. Mas este é um espaço para darmos opiniões, pensava eu...
Cada um defende aquilo em que acredita
."


"Exactamente, é um espaço para dar opiniões, e eu dei a minha e reservo-me ao direito de não concordar com a sua, ou não posso fazê-lo?
Cada um sabe o que é melhor para si e para os seus
."


"Claro que pode não concordar com a minha... Onde é que eu disse que não podia?
Mas eu também posso discordar da sua e defender a minha!"

 

A questão inicial? perdeu-se. A mãe que a colocou estará a ser ajudada? Não creio?

Para que não tenham que adivinhar a pergunta inicial, aqui fica o link para a discussão completa e um pequeno resumo: tratava-se de dificuldade de comunicação com o marido.

Comentei o que esta discussão me pareceu, com quem a partilhou comigo, e foram lá colar a minha leitura:

"eu, ainda hoje, pensava que a mãe que perguntou necessita de muita informação e muitas ideias de como preencher o seu dia de forma a que não se encontre carente quando o marido chega a casa. Necessita também de ideias de coisas para fazerem a 3 que lhe dê a possibilidade de conexão com o marido, que a faça sentir-se cuidada.
necessita ainda de ser menos critica e vítima, da forma como se exprime parece que o marido e a filha estão errados e ela está certa, certa e abandonada por eles.
ali não lhe dão ideias nenhumas de como resolver os problemas e só interferem com o que já está bem que é dormir com a criança e amamenta-la.
as necessidades de conexão, carinho, diálogo, atenção de uma mãe são reais e devem ser tidas em conta mas não é em detrimento das necessidades da criança e contra a vontade do pai, ela mesma diz que se desentendem por ela querer a atenção dele e ele estar mais disposto a dar atenção á filha.
Se continuam por aquele caminho será mais um divórcio ou mais uma relação adversarial com a menina adorar o pai e a detestar a mãe. Se ainda por cima a desmama e a põe no seu seu quarto... perde tudo, a conexão com o marido e a filha.
ninguém comenta estas questões, limitam-se a guerrear sobre amamentação e co-sleeping. Eu mesma, só me lembrei disto hoje. Percebemos mesmo muito pouco sobre relacionamentos e amor, tão pouco que nem deles conseguimos falar e escrever..."


Apenas citei aqui algumas das coisas que lá são ditas, muito, mesmo muito pouco. Ler a conversa toda é integrar mais horrores do que um dia de primavera pode suportar, são 4 páginas de pura guerra, jamais o conseguiria fazer.

Não podemos decidir o que as pessoas escrevem on-line mas podemos decidir que pessoas queremos ler on-line. Sobretudo, podemos escolher onde perguntar e opinar, onde e como despender do nosso precioso tempo.

Já fizeste essa escolha?

O que tem valor










 Eu acredito que para o meu filho ser feliz basta-lhe achar tão valioso o ipod como o passarinho. É muito pequeno para saber que morre gente para produzir o ipod, que as suas baterias são feitas com minerais de minas cheias de sangue, é mesmo muito pequeno para se preocupar com o que quer que seja. Se o meu filho sorrir tanto ao ler um vídeo no ipod (que não temos mas temos uma coisa parecida), como a fazer festas a um passarinho, está tudo bem.

Bombardear as crianças, ensina-las para que saibam o que é que tem "valor", em detrimento do que "não tem valor" é tão triste como haver crianças que nunca viram um passarinho de verdade ou nunca na sua vida virão a tocar num.


Frases como "os pais desta geração materializada" incomodam-me. São negativas, pejorativas, parecem querer provar que antigamente tudo era perfeito e agora tudo é mau. São frases que parecem querer provar que nunca houve tal falta de valores quando, se olharem bem à vossa volta, verão que jamais a humanidade se mobilizou tanto em nome do próximo, em nome da flora, da fauna, da mãe terra. Aliás, imagino que desde a inquisição que não se falava tão abertamente em "mãe terra". Jamais "em tempo algum" (como se diz por aí) foi tão fácil comunicar, partilhar, sonhar em conjunto e isto é fruto tanto da "geração materializada" como da "matéria" que a fascina.

Por mim, as crianças do mundo saberão o valor inerente a tudo o que existe, pelo quando esse algo as entusiasma e é útil e não porque eu vou ensinar o que quer que seja.


Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida

Chorar




Eu - Quando a mamã está a chorar, o que é que tu sentes?

Ele - Sinto falta de ti

Eu - Porque eu, quando estou a chorar, não estou contigo?

Ele - Sim

Eu - E seu eu, quando estou a chorar, estiver a brincar contigo.

Ele - Fico feliz

(silêncio)

Ele - Mamãaaaaaaa, chorar é bom.

Eu - A varanda é um bom sítio para chorar, o vento e o sol secam as lágrimas.

Ele - O sol seca tudo muito rápido.



Conversa ao sol de Primavera, debruçados sobre a cidade, a desembaraçar fios coloridos.



Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida

No tempo em que a net era mais lenta

 "Hoje estou em modo blog, quase fico com pena que tenha surgido o facebbok pois, no tempo do blogs, escrevia-se com mais tempo, mais senso, mais devagarinho, era net em slow motion, os comentários demoravam a chegar, eram reflectidos, a informação era em menos quantidade mas levava o seu tempo a assentar antes de ser abalroada por mais 7 milhões de frases soltas e imagens coloridas... "

Hoje andei a passear pelos blogs de que mais gosto e por outros que ainda não conhecia.

Hoje pensei que vou começar a trazer o que partilho no facebook para este blog. Nas redes sociais tudo se perde, aqui, tudo se transforma...

Por Cátia Maciel in  "Mulheres Natureza", Grupo Facebook


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Quando o amor existe

"(...) quando o amor existe numa casa, facilmente "deus" põe a mão e começa a abençoar o casal, até porque quando as pessoas são de boa natureza, tem bons "vicios" e as cabeças alinham-se para a conquista de recursos, elas CRIAM, imaginando, novos formatos a cada dificuldade que encontram e se trabalharem o desapego aos formatos do antigamente aceitando o ponto onde estão realmente e não aquele onde sonhariam estar elas desenvolvem a independência interna necessária para ela se manifestar externamente."

in May Fay Mae - Filho único ou não?



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Tristeza e apreço


 
Em plena celebração de Acção de Graças, empreendi o passeio semanal no bairro.

A simples observação da nossa rua deixa antever que algo vai muito mal em terra Lusas, havia lixo em todo o lado.

Saltei uns dias nas planeadas acções de gratidão e dediquei-me a apanhar garrafas de água, pacotes de sumo, sacos de ervilhas, jornais, papeis vários, embalagens de carne e tantas outras relíquias que jaziam ao longo do passeio. A quantidade de lixo era tanta que até o miúdo conseguia encher mãos e mãos de tralhas e encher os sacos rapidamente. Também os sacos andavam pela rua, ao sabor do vento.

Terminada a limpeza, rumamos ao café mais simpático do bairro e o mais acolhedor, da cidade, para as crianças - Café do Monte - que estava desoladoramente vazio. Parecia que haviamos chegado às onze da manhã, até confirmei no relógio, mas não, estava certa, eram 13:00, hora de almoço. Comemos, brincamos com os legos e puzzles e seguimos viagem para a Junta de Freguesia onde a fila de desempregados para a "apresentação", era enorme: novos, velhos, mulheres, homens... havia de tudo.

Atravessamos o Largo da Graça, vazio sob o sol da tarde, cumprimentamos os idosos conhecidos que, todos os dias sentam no meio do Largo, entre carros fumarentos e electricos ruidosos, e descemos a Voz do Operário, numa luta constante com os carros estacionados no passeio, até que chegamos à Feira da Ladra.

A Feira estava estranhamente silenciosa, apesar do sol, havia mais venderores do que compradores e, quando assim é, reina um silêncio triste.

O mercado do Campo de Santa Clara, bem ao centro da Feira da Ladra, foi remodelado. No seu interior, está o Centro de Artes Culinárias, espaço lindissimo que organiza workshops, feiras temáticas e vende produtos nacionais artesanais e biológicos. Foi lá que comprei as peras secas mais deliciosas que já provei e é lá que, todas as terças-feiras, vamos buscar o cabaz de legumes do PROVE. No exterior estão as antigas lojas de velharias e antiguidades e, recentemente, abriram vários ateliêrs que incluem joalharia, olaria, costura e vabem bem uma visita. Infelizmente, hoje como em tantas outras terças-feiras, não se viam clientes.

Entramos no Jardim Boto Machado, para brincar no parque infantil, mas não foi possível ficar muito tempo pois, aquando da remodelação do jardim, o corte de árvores foi tão intensivo que o recém construído parque, ficou ao sol. O sol escaldante fazia cerrar os olhos e 20 minutos depois já sentia dores de cabeça. No Tejo, avistava-se um enorme veleiro. Ainda pensei em ir vê-lo de perto mas só me voltei a lembrar agora.

Atravessamos o Bairro das Mónicas, onde encontramos a lavandaria social fechada - da última vez que lá fomos por terem máquinas industriais para lavar cobertores, ficamos a saber que as máquinas insdustriais haviam há muito sido dubstituídas por máquinas "normais" e que as instalações estavam a dar prejuízo devido à falta de clientes e por isso iriam encerrar. Informaram-me que, para os lados da Calçada dos Barbadinhos abrira uma lavandiaria privada que competia com a lavandaria social e lhes havia "roubado" dos clientes. Ninguém o estranhará já que as máquinas da CML diminuiram de tamanho e os preços aumentaram vertiginosamente. Nestas circustâncias, qualquer provado se torna competitivo mas, claro, sempre muito mais caro do que o original serviço social. Em tempos, mulheres do bairro aproveitavam a abertura das instalações para "passar a ferro para fora" , o serviço era excelente, os preços bons e elas estavam ocupadas e com redimentos para os seus agregados extremamente pobres. Foram proibidas de trabalhar por a CML ter considerado que o que faziam era ilegal. Reparem que não a ajudaram a estabelecer-se por conta própria, não, proibiram-nas de trabalhar expulsando-as da lavandaria social.

A expulsão das trabalhadoras da lavandaria social fez-me arecordar uma história que me contaram recentemene. Para os lados da Penha de França, num quintal de R/Ch, uma Lisboeta tinha um galo e algumas galinhas. Incomodados com o ruído do galo, os vizinhos fizeram pressão para que a senhora dele se livrasse. Ela assim fez. Algum tempo depois, fizeram quixa à CML que obrigou a senhora a livrar-se de todas as galinhas. Segundo a CML, é ilegal ter galinhas em casa. Acabaram as galinhas e com elas acabaram os ovos, únicos ovos de qualidade que a "senhora das galinhas" e toda a sua família poderiam comer dados que não dispõem de recursos para os comprar nas lojas. O importante é que não haja barulho de galos e galinhas, desde que imperem ruídos mecânicos, tudo vai bem. Esta história das galinhas num quintal da Penha de França faz-me lembrar o Ensaio sobre a Cegueira. Se leram o livro sabem do que falo, se não leram, preparem-se emocionalmente e mergulhem, quando aparecerem as ganilhas e os quintais ficam logo a saber que associações estou a fazer com os vizinhos picuinhas da "senhora das galinhas".

Chegados à Rua da Verónica, que se divide entre horríveis prédios de 5 andares dos anos 60, com centenas de marquises, ruínas e espaços públicos/ institucionais (CML, Igreja, Companhia das Água, escolas) semi-abandonados oiu abandonados, entramos no carro e decidi ir para uma zona da cidade mais arejada.

Fomos visitar a Cristina Siopa para comprar umas tintas,  e já não em surpreendeu ver a loja tão vazia.

Regresso à Craça com passagem pela Penha de França, Almirante Reis, Anjos e Rua do Saldador onde vi vários ateliers interessantes e lojas de artesanato e/ou artigos em segunda mão com muita piada mas, sem clientes....

Não admira que se leia, pela cidade,
















Só que O MUNDO não é Vosso/ deles, é NOSSO!

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A viagem de carro

 Fala-se muito no tipo de cadeira que as crianças devem utilizar nas viagens de carro, no posicionamento da cadeira, na importância do cinto de segurança mas, raramente leio ou ouço comentários sobre o facto de as crianças viajarem sozinhas, na parte detrás do carro, enquanto dois adultos conversam animadamente - ou se aturam em conversas forçadas e silêncios constrangedores - na parte da frente do carro.

Quantos acidentes já se deram porque a criança tenta sair da cadeira e juntar-se aos pais, na parte da frente do carro? Ou porque um dos pais se debruça para traz tentando fazer com que a criança páre de chorar?

Porque não viajar com os mais pequenos atrás para ir conversando com eles, brincando ou, simplesmente, para lhes dar a mão quando adormecerem?

Será que assim as viagens se tornariam mais tranquilas e mais seguras para todos os envolvidos?


 
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Slow Family

 "At that very moment, on an autumn Sunday, our contemporaries were driving on the highway or shopping at the mall or watching kids play soccer or working out at the gym. All worthy endeavors and all the more noteworthy when one steps out of modern life, even for a brief amount of time, to do something that could have been done hundreds of years ago. I feel similarly when we go snorkeling and marvel that a parallel underwater world is occurring at the same time as our everyday one. We just tend not to stop and think about it."


 http://rhythmofthehome.com/2012/08/the-blessings-of-a-slow-family/

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A função dos pais


e porque nascemos todos ... hum .... gatinhos (?????) ... "A função dos pais é amar incondicionalmente e humanizar uma criança dizendo-lhe como é que as coisas se fazem e quais são as regras. "
http://www.facebook.com/pages/Mums-the-Boss/282730215078488

ou ainda saem por aí a fazer "miauuuuu" e isso seria um perigo!

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Não desistas, ouve o coração, sê paciente...



 


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Eu e o mundo ou o mundo em mim

A ideia de que sou diferente, que não faço parte do mainstream, que a minha alma é de outra natureza que não a dos que me rodeiam faz-me sentir triste. Por isso mesmo, evito pessoas que se auto-intitulam de muito radicais e saí de grupos que se constroem com base na diferença e por isso a reforçam.

Parece-me que, sentir-me integrada, parte do todo, me ajuda a sentir-me melhor comigo e com o mundo.

Há muita coisa mainstream que me agrada e muita coisa freak ou radical que me desagrada.




Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida
Numa longa viagem de comboio, o nosso filho,  iniciou uma ladaínha interminável que rezava "mamã, o vido (vidro) tá shucho (sujo)", "mamã, qué (quero) pano pa limpá vido, tá shujo"... quando finalmente chegou o revisor, a criança explicou, com gestos e tudo "shinhoie (senhor) Tatão (ele) qué pano pa limpá vido, tá shucho, óh, óh!!!"


Nunca fui muito de ligar ao Zodíaco mas, desta vez..... www.astro.com

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http://myporchblog.blogspot.com/2009_11_01_archive.html

Estados Unidos? Também não são poucas as coisas que faria por lá.


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Sei que se podem comprar on-line mas, o que eu quero mesmo é folhear, sentir a textura, o odor, inundar-me de cores e letras.

Mais uma coisita a fazer em Londres... a saudade começa a apertar....





http://saidosdaconcha.blogspot.com/2010_04_01_archive.html



http://nothing-elegant.blogspot.com/2010/03/book-crush-persephone-press.html

http://londonwestendwi.blogspot.com/2009/05/persephone-press-at-our-may-meeting.html

já lá estou, a bebericar o English Tea e tudo, no sugar, please.... thank you

http://www.guardian.co.uk/travel/2011/dec/09/best-uk-shops-christmas-shopping


http://www.persephonebooks.co.uk/index.asp

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A partir desta semana vamos receber, todos os Domingos, 7 propostas de actividades com crianças, uma para cada dia da semana.

Acabou-se a velha questão "o que é que vamos fazer hoje?" para dar lugar a actividades simples e adequadas para a estação do ano em que nos encontramos.

Já havia compilado uma colecção de sites, blogs, páginas e grupos do facebook sobre o assunto mas, na hora do aperto, não dá jeito nenhum andar a pesquisar essa informação. Quando estou menos inspirada é exactamente quando tenho menos tempo e paciência para grandes pesquisas.

Esta é a minha melhor prenda de Natal e quero partilha-la convosco, casta colar o link que se segue no browser.

http://nurturestore.co.uk/winter-play-planner-4



Divirtam-se e Boas Festas

low-electron diet

"My computer is turned off every morning, once my work day is complete, usually around 9am. At that point, I tune out the rest of the world and tune into my family, home, and farm. Very often the telephone gets turned off, too. So does the radio.

I shut out the wide world to tend to my immediate world.

I didn’t always live this way. It was a choice I eventually made about using my time. Voices talking on the radio generated mental interference when trying to interact with people in the room where I was standing. Worse than that, I observed that email correspondence throughout the day, habitual Googling, and a steady-stream of web-updates were having a negative impact on my soul. Fixating on the computer made me an intolerant mother to my kids, had me doing stupid things like boiling over my soup pots, and—even if I was reading great news on the screen—it left me crabby."

http://www.yesmagazine.org/blogs/shannon-hayes/my-antidote-to-overwhelm