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24 de Novembro | Dia sem compras | Um ano sem compras?

 Há 3 anos, quando deixei de trabalhar a tempo inteiro mas continuei com os créditos para pagar, necessitei de diminuir o consumo de produtos e serviços. Inicialmente foi muito difícil, tive crises de ansiedade e sentia-me permanentemente em escassez. Com o tempo, fui conhecendo outras formas de estar, outras formas de comprar, de receber, de viver em abundância e já me sinto mais tranquila relativamente a este modo de vida.

Curiosamente, ontem, depois de dois banhos em diferentes lagos e chafarizes do centro de Lisboa e de ter gasto as três mudas de roupa com que saí de casa, decidi ir a uma dessas gigantes lojas de roupa comprar um casaco ou camisola do homem aranha.  Foram várias as razões: a) o miúdo estava triste porque eu lhe expliquei que a consequência natural de se ter molhado tantas vezes era irmos, de taxi, para casa, mudar de roupa ou já não chegaríamos a tempo ao jantar marcado, nessa noite em Setúbal. Por causa da viagem de taxi iríamos gastar dinheiro e ele tinha que se separar mais cedo do melhor amigo; b) desde o início dos dias frios que lhe prometi uma camisola, quentinha, sem buracos e sem partes brancas, do homem aranha - só assim pode o rapaz dar descanso à t-shirt em segunda mão que lhe ofereceram este verão - claro que, agora, veste as duas; c) parecia mais lógico e alegre para toda a gente gastar dinheiro na camisola nova do que no taxi.

Fomos da Casa do Alentejo - um dos sítios do mundo onde as pessoas são mais antipáticas e o sítio que o S. escolheu para o banho o que levou a que fossemos praticamente postos na rua - até à Maioral mas não vendiam camisolas do homem aranha. Restou-nos a HM. Foi como uma descida ao inferno. Quente, muito quente, aliás, estupidamente quente, muita luz, música alta, "0" funcionários a atender para nos ajudarem a encontrar o que queremos, muita gente... um horror. Encontramos um casaco do homem aranha que custou quase 20 euros. Eu nem queria acreditar. As calças de fato de treino que lhe correspondiam custavam 15 euros e, claro, ficaram na loja. Como resultado da visita a uma das "catedrais do consumo" fiquei constipada. Ainda nem tinha saído da loja e já sentia os olhos a arder e a garganta a doer.

A verdade é que a única vez em que comprei roupa para o S. foi quando  ele tinha uns 8 meses e fomos a uma festa de família. Desde então tem vestido a roupa que nos dão amigos, amigas, familiares e vizinhos.

Muitas vezes, sinto que as pessoas oferecem a roupa de forma envergonhada, como se nos estivessem a ofender por sequer pensarem que nós poderíamos querer vestir o nosso filho com roupa que é dos outros.

Alguns familiares já nos perguntaram,. horrorizados, "mas não vai ter nem uma roupinha dele? coitadinho!" Ele tem muita roupinha dele. Tem tanta roupa e roupinha que eu até faço distribuição pelos amigos e conhecidos. Já temos roupa "dele" até aos 11 anos, temos mais sapatos do que ele seria capaz de calçar em 3 vidas, temos tantos casacos de inverno que podiamos ir viver para o Alasca e, mesmo assim, não os vestiriamos todos. Eu já dou a roupa a partir dos 4 anos a ouytras famílias e peço em troca que me devolvam qualquer coisa que tenham em bom estado e que já não sirva aos deles, é que a casa é pequena e não cabe cá tudo. Não me interessa se me devolvem as mesmas roupas ou outras, só interessa que dê para vestir.

Nós queremos muito vestir o nosso filho com roupa que é dos outros e por várias razões:
a) não saberíamos onde encontrar os milhares de euros necessários para vestir uma criança com roupas novas. Entre os 0 e os 10 ou 11 anos, quantos milhares serão necessários?

b) fico sempre assombrada quando nos dão as roupas impecáveis, novas, sem riscos, nem nódoas, nem rasgões. O que seria daquelas roupas novinhas? Já imaginaram o desperdício de recursos? O planeta terra é só um e os recursos  não são ilimitados;

c) poupo a minha família dos químicos de que estão impregnadas as roupas novas. O casaco novo do homem aranha costou 20 euros e uns quantos dias de vida pois emana um cheiro tóxico que não pode dar saúde;

d) quanto mais antiga for a roupa - velha também serve - melhor pois os materiais tendem a ser melhores. Eu prefiro uma camisola dos anos 70 - eu sei, feias, demodé mas eu até gosto ... - 100% algodão ou pura lã do que uma camisola da moda e 100% poliéster;




O mesmo se aplica a brinquedos - que compramos o mínimo de vezes possível e quase sempre em segunda mão. Felizmente, somos clientes fixos da Feira da Ladra - à hora do fecho - e a Feira retribui com todo o tipo de brinquedos que os feirantes abandonam no chão. A semana passada trouxemos uns 15 livros do Noddy, Gormitis, Cars, Bolt, uma almofada do homem aranha, uma caixa, intacta, de digitintas com carimbos e tudo, um puzzle enorme de madeira, muitas roupas para mim e para ele... eram sacos e sacos, até voltamos para casa de boleia.

Também não compramos móveis, loiças , toalhas, paninhos, objectos decorativos para a casa, a rua dá-nos tudo. Eu penso que queria um sofá assim e assado e ele aparece na rua, pronto a transportar para casa - por acaso tivemos que pagar uns senhores que o carregaram para o 3º andar sem elevador.

Há uma semanas pensei que gostava de saber costurar para fazer saquinhos de pano onde guardar as várias coisas que tínhamos espalhadas - brinquedos, meias, o lanche do S quando vamos para a rua, as mudas de roupa. Ia eu de passeio pela graça e encontrei, ao lado do ecoponto, uma saca cheia de saquinhos de pano, todos diferentes, todos lindos, dobrados, passados a ferro e cheirosos.

Também aconteceu com as peúgas, num dia pensei "é melhor comprar peúgas para o S. que as dele estão pequenas" e no dia seguinte encontrei na feira uma saca de peúgas imaculadamente dobradas, engomadas e cheirosas".

Às vezes sinto tristeza pelas crianças que não brincaram com as coisas que encontramos ou que compramos em segunda mão. Penso que elas não estragaram os brinquedos, não sujaram as roupas novinhas com as quais nós vamos desfrutar e que nós vamos destruir em três tempos. Honro essas crianças e desejo-lhes que se libertam de tamanha clausura nem que seja quando tiverem filhos.

Gostamos muito de comprar numa senhora da Feira da Ladra que tem brinquedos entre 10 e 50 cêntimos. Deixo-o escolher tudo o que quer e, quando começamos a amontoar bonecos em casa, junto uns quantos e devolvo à senhora para que os revenda.


Quando aos frutos legumes, começamos a comprar o cabaz do PROVE, distribuído no mercado de Santa Clara, todas as Terças, das 17:30 Às 19:30. É uma ginástica engraçada tentar fazer refeições.






 


O ano passado tentei deixar de comprar detergentes e  cosméticos mas distraí-me e já compro novamente. Sempre o mínimo possível mas compro. Hora de retomar essas lides domésticas.

 Hora também de rever como outras pessoas, pelo mundo fora, vivem sem compras.

A web sem compras:

The Compact - Grupo yahoo de indivíduos comprometidos a não consumir produtos novos, sejam de lojas ou Internet, apenas comprar local, minimizar a quantidade de objectos que possuem em casa.
O grupo - http://groups.yahoo.com/group/thecompact/
O blog -  http://sfcompact.blogspot.pt/


Um ano sem Zara - Dicas para estar na moda e vestir bem reutilizando o que já está no nosso armário. Blog de uma mulher que decidiu passar um ano sem comprar roupa.
http://www.umanosemzara.blogspot.pt/ 

Em 2009, comprometeu-se a viver uma vida mais simples e quase sem dinheiro e a não comprar nada de novo durante um ano. Já lá vão três anos e continua a comprar apenas o estritamente necessário. Este blog documenta as suas principais descobertas e dificuldades.
http://myyearwithoutspending.blogspot.pt/ e o website que se lhe seguiu - http://www.myyearwithoutspending.com/

Mulher vive sem dinheiro há 15 anos - http://wakeup-world.com/2011/07/18/happy-69-year-old-lady-has-not-used-money-for-15-years/

 35 prendas que os teus filhos nunca vão esquecer - http://www.becomingminimalist.com/35-gifts-your-children-will-never-forget/

Renovação de casa gratuitamente -  http://www.dailymail.co.uk/news/article-2079784/The-austerity-house-Couple-completely-make-home-reclaimed-goods.html


 

Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida

Tristeza e apreço


 
Em plena celebração de Acção de Graças, empreendi o passeio semanal no bairro.

A simples observação da nossa rua deixa antever que algo vai muito mal em terra Lusas, havia lixo em todo o lado.

Saltei uns dias nas planeadas acções de gratidão e dediquei-me a apanhar garrafas de água, pacotes de sumo, sacos de ervilhas, jornais, papeis vários, embalagens de carne e tantas outras relíquias que jaziam ao longo do passeio. A quantidade de lixo era tanta que até o miúdo conseguia encher mãos e mãos de tralhas e encher os sacos rapidamente. Também os sacos andavam pela rua, ao sabor do vento.

Terminada a limpeza, rumamos ao café mais simpático do bairro e o mais acolhedor, da cidade, para as crianças - Café do Monte - que estava desoladoramente vazio. Parecia que haviamos chegado às onze da manhã, até confirmei no relógio, mas não, estava certa, eram 13:00, hora de almoço. Comemos, brincamos com os legos e puzzles e seguimos viagem para a Junta de Freguesia onde a fila de desempregados para a "apresentação", era enorme: novos, velhos, mulheres, homens... havia de tudo.

Atravessamos o Largo da Graça, vazio sob o sol da tarde, cumprimentamos os idosos conhecidos que, todos os dias sentam no meio do Largo, entre carros fumarentos e electricos ruidosos, e descemos a Voz do Operário, numa luta constante com os carros estacionados no passeio, até que chegamos à Feira da Ladra.

A Feira estava estranhamente silenciosa, apesar do sol, havia mais venderores do que compradores e, quando assim é, reina um silêncio triste.

O mercado do Campo de Santa Clara, bem ao centro da Feira da Ladra, foi remodelado. No seu interior, está o Centro de Artes Culinárias, espaço lindissimo que organiza workshops, feiras temáticas e vende produtos nacionais artesanais e biológicos. Foi lá que comprei as peras secas mais deliciosas que já provei e é lá que, todas as terças-feiras, vamos buscar o cabaz de legumes do PROVE. No exterior estão as antigas lojas de velharias e antiguidades e, recentemente, abriram vários ateliêrs que incluem joalharia, olaria, costura e vabem bem uma visita. Infelizmente, hoje como em tantas outras terças-feiras, não se viam clientes.

Entramos no Jardim Boto Machado, para brincar no parque infantil, mas não foi possível ficar muito tempo pois, aquando da remodelação do jardim, o corte de árvores foi tão intensivo que o recém construído parque, ficou ao sol. O sol escaldante fazia cerrar os olhos e 20 minutos depois já sentia dores de cabeça. No Tejo, avistava-se um enorme veleiro. Ainda pensei em ir vê-lo de perto mas só me voltei a lembrar agora.

Atravessamos o Bairro das Mónicas, onde encontramos a lavandaria social fechada - da última vez que lá fomos por terem máquinas industriais para lavar cobertores, ficamos a saber que as máquinas insdustriais haviam há muito sido dubstituídas por máquinas "normais" e que as instalações estavam a dar prejuízo devido à falta de clientes e por isso iriam encerrar. Informaram-me que, para os lados da Calçada dos Barbadinhos abrira uma lavandiaria privada que competia com a lavandaria social e lhes havia "roubado" dos clientes. Ninguém o estranhará já que as máquinas da CML diminuiram de tamanho e os preços aumentaram vertiginosamente. Nestas circustâncias, qualquer provado se torna competitivo mas, claro, sempre muito mais caro do que o original serviço social. Em tempos, mulheres do bairro aproveitavam a abertura das instalações para "passar a ferro para fora" , o serviço era excelente, os preços bons e elas estavam ocupadas e com redimentos para os seus agregados extremamente pobres. Foram proibidas de trabalhar por a CML ter considerado que o que faziam era ilegal. Reparem que não a ajudaram a estabelecer-se por conta própria, não, proibiram-nas de trabalhar expulsando-as da lavandaria social.

A expulsão das trabalhadoras da lavandaria social fez-me arecordar uma história que me contaram recentemene. Para os lados da Penha de França, num quintal de R/Ch, uma Lisboeta tinha um galo e algumas galinhas. Incomodados com o ruído do galo, os vizinhos fizeram pressão para que a senhora dele se livrasse. Ela assim fez. Algum tempo depois, fizeram quixa à CML que obrigou a senhora a livrar-se de todas as galinhas. Segundo a CML, é ilegal ter galinhas em casa. Acabaram as galinhas e com elas acabaram os ovos, únicos ovos de qualidade que a "senhora das galinhas" e toda a sua família poderiam comer dados que não dispõem de recursos para os comprar nas lojas. O importante é que não haja barulho de galos e galinhas, desde que imperem ruídos mecânicos, tudo vai bem. Esta história das galinhas num quintal da Penha de França faz-me lembrar o Ensaio sobre a Cegueira. Se leram o livro sabem do que falo, se não leram, preparem-se emocionalmente e mergulhem, quando aparecerem as ganilhas e os quintais ficam logo a saber que associações estou a fazer com os vizinhos picuinhas da "senhora das galinhas".

Chegados à Rua da Verónica, que se divide entre horríveis prédios de 5 andares dos anos 60, com centenas de marquises, ruínas e espaços públicos/ institucionais (CML, Igreja, Companhia das Água, escolas) semi-abandonados oiu abandonados, entramos no carro e decidi ir para uma zona da cidade mais arejada.

Fomos visitar a Cristina Siopa para comprar umas tintas,  e já não em surpreendeu ver a loja tão vazia.

Regresso à Craça com passagem pela Penha de França, Almirante Reis, Anjos e Rua do Saldador onde vi vários ateliers interessantes e lojas de artesanato e/ou artigos em segunda mão com muita piada mas, sem clientes....

Não admira que se leia, pela cidade,
















Só que O MUNDO não é Vosso/ deles, é NOSSO!

Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida

Comunidade, tribo e casamento



Muitas vezes ouço dizer (especialmente por mulheres) que as crianças deviam ser educadas por uma comunidade/ tribo e não apenas pelo casal. Aliás, no nosso contexto latino, "criados pelo casal" significa, na maioria das vezes, "criados pela mãe" pois é ela que faz todo o trabalho.

Esta afirmação, que é também a expressão de um desejo, costuma surgir quando se fala sobre relações amorosas, casamentos, parentalidade e seus problemas.

Desde que fui mãe, também eu sinto a necessidade de uma tribo e sinto-me profundamente inspirada por textos como os de Osho (de quem eu sempre pensei não gostar) e Travis , que aconselho a todos os jovens casais e/ou pais, especialmente aos homens. (Neste link encontram um vídeo e um capítulo de um livro -http://wantamiracle.blogspot.pt/2011/12/para-os-pais-homens.html).

Comecei a sentir necessidade de ir para além das questões levantadas pela crítica à família nuclear. O que é que procuramos quando desejamos uma comunidade e tribo? A que necessidades pretendemos responder? Trata-se de ter paz? Necessitamos de tempo para nós? É falta de amor e por isso imaginamos uma tribo quente e amorosa? Queremos confiança para entregar os nossos filhos? Sentir-mo-nos apoiadas? Quebrar o isolamento? Permitir às crianças lidar com uma diversidade de aproximações ao quotidiano e vida? Estas são apenas algumas das questões que surgiram agora mas seguramente existirão tantas necessidades quanto pessoas... a que necessidades prociras responder tu quando desejas a tribo?


Tenho reflectido também sobre o facto de a ideia de "quero uma tribo para viver e criar os meus filhos", surgir tantas vezes associada a "o meu casamento, relacionamento não funciona" ou "a minha família não me entende e não entende as minhas opções para o meu filho". O que pretendemos, substituir as nossas relações pessoais actuais por outras mais funcionais?

Sinto que desejar a tribo é também desejar relacionamentos amorosos, familiares, de amizade e comunitários funcionais, partilha com pessoas que se preocupam connosco, nos apoiam e às quais nós retribuímos. Como conseguir tudo isto fugindo dos relacionamentos, comunidades e tribos disfuncionais que temos agora? Em que terra encantada vivem essas comunidades e tribos que respondem às necessidades e características de cada uma das pessoas, infelizes com os seus relacionamentos actuais, que as procura para aí ser feliz?

Eu pertenço a várias tribos e comunidades. Eu, o meu marido e filho, formamos uma tribo. Nem sempre estamos em sintonia e passamos a maior parte da nossa vida separados (trabalho) mas, somos uma tribo.

As pessoas dos dois prédios em que vivemos formam uma comunidade, conhece-mo-nos na rua, sorrimos, trocamos palavras amistosas, preocupa-mo-nos quando alguém fica doente e reunimos para resolver problemas como telhas partidas e fugas de água. Não lhe posso deixar o meu filho ou entrar em casa deles para um chá quente mas, estão aqui.

Na minha freguesia é uma comunidade, são preparadas celebrações como o São Martinho, Natal, Dia da Mulher ou Dia da Criança, não são em dias e horas em que possamos participar mas, existem.

Recentemente, foi criado um grupo de pais e crianças no meu bairro e fazem-me festas divertidas para miúdos e graúdos.

Eu e uma amiga aqui do bairro formamos uma tribo, tomamos conta dos miúdos uma da outra e até houve um tempo em que, com outra amiga, partilhava-mos a confecção das refeições. Dá-me sempre vontade de rir que nos tenham criticado por fazermos a comida umas para as outras em versão take away em vez de comermos todos juntos.... imagino que quem fez estas críticas gostaria de pertencer a outra tribo, com práticas diferentes das nossas? A nossa ideia era, duas vezes por semana, não termos que cozinhar mas podermos desfrutar de uma refeição surpresa e tranquila em família. O objectivo era facilitar a vida doméstica e descansar e não confraternizar e no dia seguinte acordar ainda mais cansados. Aqui fica a descrição do funcionamento da nossa cooperativa de jantares.

A minha família biológica e a família biológica do meu marido somos duas tribos, bem grandes por sinal. Ninguém vive perto de nós, só nos vemos algumas vezes por ano e nem sempre concordamos em relação à forma como vemos o mundo e o apreendemos mas, somos tribos unidas por laços de sangue e de amor.

Quase me esquecia das tribos virtuais que tanto me tem ajudado a fazermudanças reais.

O QUE POSSO EU FAZER PARA ESTREITAR OS LAÇOS E AUMENTAR A SINTONIA NAS TRIBOS E COMUNIDADES A QUE PERTENÇO? É esta a pergunta que me faço muitas vezes!

Eu sou e pertenço a várias comunidades e tribos e eu quero ser a ancora que permite que a comunicação no seio de cada uma delas e entre elas, flua, sem disputas, sem desentendimentos, sem mal entendidos, em paz e harmonia porque eu e os meus merecemos tudo isso.

Mais do que ansiar uma tribo nova, desejo viver em harmonia nas tribos a que pertenço. Opor o desejo de tribo aos problemas que temos presentemente não me parece ser solução. Se essa tribo idealizada não aparecer, como encontrar a ansiada felicidade?

Por tudo isto, deixei de desejar uma tribo para criar a minha criança e passei a ser (ou a tentar ser), com o que e os que me rodeiam, a tribo que cria a minha criança e que se reinventa, a cada dia e, dia-a-dia, a cada momento.
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Como construir tribos e comunidades amorosas e harmónicas?Por aqui tem funcionado com uma leitura de cada vez e uma tentativa de cada vez :)


(Preparem-se, é lindo :)) Foco e respiração na relação amorosa - http://archive.aweber.com/marriagemoats/Pe4V6/h/Marriage_Moats_Focus_and.htm

Sobre o casamento. Ver também links recomendados, no final da página. Não aconselhado a mulheres que acreditam que a perfeição está em homens e mulheres serem iguais - http://sandradodd.com/spouses
Sobre os actos de ternura, em comunidade - http://www.zen-mama.com/2012/02/for-valentines-day-give-random-acts-of-kindness/
Amor, meditação e tantra - http://innerjournies.org/

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"Se alguém o ama, seja grato, mas não exija nada - porque o outro não tem obrigação de amá-lo. Se uma pessoa ama, trata-se de um milagre. Emocione-se com o milagre." Osho




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Tão simples como lavar a loiça

 Porque há 1001 formas de lavar a loiça, aqui fica uma, pouco usual, mas eficaz e sustentável:

1º Limpar bem os restos de comida deixando-os no balde da compostagem.

2º - Passar a loiça suja por serradura. Elimina a gordura de uma forma extremamente eficaz.


3º Esfregar a loiça numa tina de água, utilizando uma esponja e uma gota de detergente ecológico - pode ser sabão ou lixívia de cinzas.


 4º Enxaguar a loiça numa tina de água limpa.


 5º Esvaziar as tinas de água em baldes.


 6º Transportar os baldes para regar a horta



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   ᠅ Semear Sorrisos nas Almas Urbanas ᠅ - Na cidade não há hortas há avenidas, ruas tortas onde crescem os letreiros mas onde crescem as alfaces favas, nabos, rabanetes, limoeiros? 



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Regar a horta


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Eco aldeias | comunidades - Roteiro





Eco Hostel Casa de S. Francisco  Vila Real -  http://www.facebook.com/ecosfrancisco



Awakened Life Project | Conscious 

Evolution & Integral Permaculture |Benfeita (Serra do Açor)   http://awakenedlifeproject.org/

Quinta Nemus | Serra da Estrela - http://quintanemus.blogspot.pt/

Quinta do Carvalhal | Guarda - http://carvalhal.home.sapo.pt/construcao_organica.htm

Quinta da Cabeça do Mato|  Tábua
http://permalogica.wordpress.com/espaco/
http://www.quintacabecadomato.blogspot.pt/

Vale do Ceira na Aldeia Velha | Góis‏ - https://www.facebook.com/events/323965397683322/

The Hive | Góis -  http://thehive-colmeal.blogspot.pt/

Eco aldeia Quebrada do Meio | Zêzere -  http://www.facebook.com/quebradadomei

Quinta da Mandrágora |  Quer viver num projecto de Permacultura a 30min de Lisboa, por 100€/mês?
http://www.facebook.com/QuintaDaMandragora
Tribodar | Nisa -  http://www.tribodar.com/tags/portugal

Tribodar | Nisa - http://www.tribodar.com/

Herdade do freixo do Meio | Montemor o Novo - http://www.herdadedofreixodomeio.com/

Aldeia das Amoreiras | Odemira - http://centrodeconvergencia.wordpress.com/
http://aldeiasustentavel.net/

Tamera| Odemira -  http://www.tamera.org/index.html

Monte da Luz | Beja -  http://lordschattenjager.blogspot.pt/

Varzea da Gonçala - http://www.varzeavivapermaculture.com/

Vale da Lama | Algarve  - http://www.valedalama.net/

Terramada | Castro Marim - http://aterramada.blogspot.pt/
http://www.nelsonavelar.com/permacultura/noticias_permanentes/noticias_permanentes_9.3.htm

                    
106 quintas portuguesas registadas no WWOOF.  Programa de intercâmbio. Em troca de ajuda voluntária, as quintas WWOOF oferecem comida, alojamento e oportunidade para conhecer estilos de vida naturais. http://www.wwoof.pt/pt/home/

Rede Portuguesa de Eco-aldeias - http://portugal.ecovillage.org/

46 eco-aldeia/comuniades Portuguesas - http://ecoaldeiasemportugal.blogspot.pt/2010/10/ecoaldeias-e-outros-projectos-eco.html

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"sob o paradigma da desescolarização, os pais percebem que precisam ter uma vida cotidiana mais interessante para que seus filhos os acompanhem em ambientes vivos e inspiradores, a transformação é de toda família e todos ganham com a mudança.

porque uma criança não precisa de pais que os eduquem e sim de pais que vivam com eles.

e esses pais precisam se preparar para viverem ao lado de seus filhos."



"é possível um adulto optar por se desescolarizar e manter os filhos na escola, assim como é possível ter os filhos fora da escola e seguir o paradigma da escolarização."


http://anathomaz.blogspot.com/2011/10/desecolarizacao-unschooling.html

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Unschooling e nós

Desde que me interesso por assuntos "divergentes" da norma, sejam eles relacionados com o meu filho e com o meu papel como mãe, ou não, que tendo a ser atacada pelas minhas opções e, consequentemente, tornei-me muito defensiva. 

Por estar à defesa, procurei relacionar-me - virtual e fisicamente - com pessoas que pensam, sentem e vivem como eu mas, em todos os contextos, encontrei sempre opiniões e vivências contrárias à minha.

A dada altura, o meu circulo estava-se a fechar, os poucos "como eu" eram cada vez mais poucos e, por ter anulado a presença das divergências, limitei o meu potencial de crescimento. Ao anular as vozes divergentes, anulei também a possibilidade de aprender, de melhorar, de crescer com elas. Estagnei.

Levei alguns meses a perceber que tinha o copo demasiado cheio - http://sandradodd.com/deschooling - e a transbordar, transbordar, transbordar...

Há quem considere o unschooling como uma variedade de  Ensino DomÈstico, para nós, é  uma forma de estar na vida, uma forma de vida. 

Como o nosso filho ainda só tem  dois anos,  é cedo para falar em unschooling com ele. O que estamos a fazer é, sobretudo, aplicar esta forma de vida a nós mesmos e a tentar superar as décadas de escolarização, de relacionamentos familiares condicionais, de regras, limites e ensino que temos na bagagem. 

Estamos também a redescrobrir a alegria de aprender sem ser ensinado, a começar a acreditar que podemos e conseguimos aprender sem ser ensinados. estamos a começar a ver potencial de aprendizagem em todo o lado, a toda a hora, nas mais pequenas coisas.


Uma das coisas que tenho aprendido é deixar de lado o medo.

Quando falamos em crianças, educação (e, sobretudo em ED, mesmo nos meios de ED) surge sempre o medo de não estar a dar às crianças o que lhes dá a escola (seja em socialização ou em conhecimentos) o medo de não "ensinar" o que lhe faz falta.

As nossas vidas estão cheias de "E se...?" "e se eles reprovam...?", "e se o ministério da educação implica connosco...?" "e se eles não se interessam naturalidade pelo que queremos ensinar.."?, " e se não entram para a faculdade...?" " e se não conseguem encontrar emprego..?"

Com o deschooling estou a aprender que vão sempre haver "e se's...?" mas eu posso escolher não me deixar afectar por eles, posso escolher, perante um "e se...?" confiar que nós e o nosso filho vamos sempre saber qual a resposta adequada. Posso escolher confiar que, nesta vida, há espaço para quem aprendeu todas aquelas coisas da escola, para quem vai para a faculdade, para quem segue o percurso normativo mas, há também espaço para quem escolheu fazer, ser e seguir um caminho diferente, seja ele qual for.

Ao escolher o unschooling não estou a escolher que o meu filho aprenda o mesmo que os outros, em sitios e com meios diferentes. Estou, conscientemente, a escolher que o meu filho (e eu) aprenda coisas diferentes.

Uma destas noites dizia ao meu marido que "este país está cheio de adultos que sabem de cor todos os rios de Portugal e colónias sem nunca terem banhado os pés em nenhum deles. Eu estou a escolher, para mim e para os meus, banhar os pés, mergulhar, desfrutar do rio (1, 2, 3 rios, todos os rios... não interessa) desde que sinta, vezes sem conta...


Aprender a desfrutar é outra das aprendizagens que tenho feito mas isso dá outro texto :)

Deschooling é, aqui e agora, a o ideal para nós. Se, amanhã ou daqui a 4 anos, o nosso filho vai, ou não, para a escola, é um "e se...?" com o qual escolho, agora, não me preocupar.

Seja qual for o percurso a seguir, saímos deste processo de conscientização de mais de trinta anos de medos, culpas, regras arbitrárias, aprendizagens forçadas, amor condicional e expectativas, mais leves e preparados para a vida.


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As crianças e a televisão

Inspirados pela Sandra Dodd e o Radical Unschooling, decidimos deixar o S. ver quanta televisão e vídeos lhe aprouver.

Depois de alguns dias de alienação televisiva, eis que a criança liga a TV, vê 3 segundos para logo a desligar dizendo "não queres, jijão é mau" e logo seguir com os seus afazeres. Sim, porque um menino de dois anos está sempre muito ocupado a decifrar e usufruir deste enorme mundo.

No entretanto, já reconhece o nº 2 escrito pois esse era o único canal que lhe interessava e aprendeu umas quantas coisas novas



Agora, é interessante ver como os miúdos com restrições de acesso à televisão, sempre que estão na presença de uma, se entusiasmam para a ligar e ficam vidrados no monitor, independentemente do programa que esteja a passar enquanto o nosso filho os tenta estimular para brincarem com outras coisas.

Mais sobre as crianças e a televisão, aqui: http://sandradodd.com/tv

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O ciclo menstrual é uma das mais impactantes influencias na motivação, nas energias, nas habilidades e na percepção das mulheres , já é hora do ciclo menstrual ocupar o lugar que realmente têm , como centro de recursos femininos.

Uma mulher que toma consciência do próprio ciclo e das energias inerentes contidas nele , aprende a perceber um nível de vida que vai mais além do visível , mantém um vinculo intuitivo com as energias da vida , o nascimento e a morte , Sente a divindade dentro da terra e de si mesma ..

Miranda Gray “ Lua vermelha , os dons do ciclo menstrual “
"I know my family is not alone in this economic struggle. I also know that we are not alone in choosing to live and have our needs met before making sure the bills get paid.

The bills can wait, but living our lives cannot. "

Curiosos? vale a pena ler mais aqui

As estrelas

Há mais de um ano que lhe mostro as estrelas que se escondem dentro das maçãs mas, só agora ele começou a delirar com a expectativa de  encontrar uma nova estrela em cada maçã.

devora as fatias estreladas ao pequeno almoço.

Chegou a hora de acompanhar o suspense com a história da estrela.

http://www.waldorfhomeschoolers.com/apple-stars
"Em muitas escolas os professores são como garrafas de leite e os alunos como copos vazios em fila. O leite é despejado nos copos.
Na altura do teste/exame os copos despejam o leite de volta para a garrafa e no fim temos 30 copos vazios sujos e uma garrafa de leite cheia de leite vomitado
."

 É uma boa metáfora para os trabalhos que os alunos me entregam no final do semestre.
M. Rosenberg em "Konflikte lösen durch gewaltfreie Kommunikation", Herder 04
"Ser professor é semelhante ao ser operador turístico. Para mim ensinar é dar aos alunos vontade de viajar.
Os operadores turísticos apresentam-lhe vários destinos e também pode recomendar qualquer coisa, mas nunca lhe dizem qual o destino que deva escolher.
Os operadores turísticos não esperam que os seus clientes viajam todos juntos, nem que vão todos para o mesmo sítio. E os operadores turísticos organizam a viagem e tratam das questões organizacionais, mas eles não viajam com os clientes
."
M. Rosenberg em "Konflikte lösen durch gewaltfreie Kommunikation", Herder 04
Mas eu quero ser operador turístico e guia, daqueles que acompanham para todo o lado, que dão pulos de alegria e andam sempre bem dispostos fazendo as viagens inesquecíveis. Quero viajar com os meus clientes e gostar do que eles gostam.

Quando os meus pais me ofereciam livros mas nem os liam, nem me queriam ouvir falar sobre as maravilhosas histórias que eles continham, eu ficava triste e até hoje essas mesmas histórias, inicialmente tão fantásticas, deixam um amargo na boca. Enquanto criança também teria gostado que os meus pais tivessem sido dos operadores que viajam com os clientes.
 Citações partilhadas por Natália Fialho no grupo de Facebook Sobre Ensino Doméstico.
Comentário meu, no mesmo grupo.

Eu vou, com a minha lanterna....

᠅ A vida em S. ᠅ - O quotidiano, perspectivado e registado pelo S. Cada foto remete para um momento, uma vivência, uma memória que queremos recordar, celebrar e agradecer.







 Celebração de Sº MArtinho na casa Verdes Anos.

Ontem, fizemos as lanternas, com  a Dália, na Casa Verdes anos.
Hoje fizemos uma caminhada na floresta, iluminados pelas nossas lanternas. 

Porque o céu estava limpo e a temperatura agradável, uni-mo-nos a muitas outras vozes e celebramos.
Celebramos a luz que nos ilumina o coração, durante as noites frias de inverno.

Celebramos o recolhimento, o calor do lar.

Para os trabalhadores do campo, Sº Martinho (11 de Novembro) é tempo de deixar as lides do campo e voltar a casa, para nós, é tempo de preparar o ninho para o inverno, tempo de transformar os alimentos das colheitas em refeições quentinhas, tempo de partilhar e de dar. 

Sº Martinho é uma boa altura para fazer uma grande limpeza e arrumação em casa, guardar as roupas de verão, preparar as roupas de inverno, arejar os cobertores, decorar a casa com tecidos e lãs, tratar dos pequenos arranjos pendentes, dar tudo o que não faça falta, criar, no ninho, espaço para viver o inverno. 

Uma forma comum de celebrar a generosidade de Sº Martinho é doar roupas quentes e cobertores a quem mais necessita.




The primary goal is joyful living.
All other goals are secondary.
All decent parents, of course, want their children to be happy. But they assume that sometimes happiness needs to be sacrificed to get something better.
But for unschooling, peaceful parents meeting any goal must also meet the goal of living life more joyfully.
If meeting a goal means sacrificing joy, then find a better way to meet the goal.
It's simple to write, but not so simple to put it into practice! Our heads are full of "have tos." We're full of fears of what will happen if we don't do what we "have to." Getting rid of those "have tos" and fears is hard to do!
  • The first step is finding something that's better than what you have.
  • The second step is wanting to change.
  • The third step is figuring out how to change.
So, as you read along, you may wonder why I suggest that parents basically make life more difficult for themselves. The reason is because I believe it leads to a much better place. And that better place is a more joyful life for our children and our families."

Joyce Fetteroll

http://joyfullyrejoycing.com/
"The unschooling philosophy is that people will learn what they need to
learn by living life freely and joyfully in an environment that supports who
they are and is rich enough for them to both explore their interests and stumble
across new interests." ~~Joyce  Fetteroll 

"Learning can only happen when a child is interested. If he’s not interested, it’s like throwing marshmallows at his head and calling it eating." ~~Katrina Gutleben

"Give your children free reign to rule their lives as they see fit. No rules. No control. No formal les- sons. No chores. No bedtimes. Support your children’s interests, whatever they are. Treat your children as equals. There are no mistakes, there are only experiences. All limits are self-imposed. Listen to your children. Trust your children. Respect your children. These concepts are the very heart of unschooling and they violate everything ingrained in us by the world at large." 

" If you are to undertake this unschooling journey it is imperative that you understand not only the destination (death)  but the stops along the way (The stops are actually more important than the final destination, i.e. the journey is the destination

If our unschooling objective is to raise children who are truly free, who grow to adulthood with their spirits and sense of wonder and sense of selves intact then we must bring them to a place where that can happen, off the gulag, outside of Plato’s cave. This is the place that is safe for your children to become who they are, unbound, unshackled from the world of invented narratives that conspire to limit us" -- Jon Gold

"As a group we humans tend to define ourselves by our beliefs, in fact we oftenb e c o meour beliefs: 
I believe that my country is better than yours30, I believe that my religion31is the one true religion32,
I believe that my theory of economics is better than yours, I believe that my political system is better 
than yours, I believe that my school is better than yours, I believe that myweltanschauungis better 
than yours.


By extension, if my beliefs are better than yours, then I am better than you. And if I am better than
you then at some point it becomes okay for me to cheat you, oppress you, demean you, steal from
you, attack you, hate you, enslave you, control you, generally do whatever I want to do to you, especially if I am bigger and more powerful than you. This, in summary, is the history of manunkind and
uncivilization; neighbor against neighbor, country against country, religion, against religion."

This world of invented narratives becomes a microcosm in our household when we apply it to our family. I am older than you, I am smarter than you, I am bigger than you, I am better than you, I’m right and you’re wrong and that means I can (and will) control you.

My country is better than yours? Countries are just lines drawn on a map; the lines often representing the place where some ancient armies finally stopped killing each other. There is no such thing as a country. My economic system is better than yours? All economic systems are just a way of formalizing barter. Reli-
gion? Religions are merely formalized superstitions and rituals meant to honor God38. Most people
don’t even realize that they are atheists. You are. And so is the person sitting next to you and every-
one you know. You areselectiveatheists. You don’t believe in Zeus, Baal, Thor, Shakti, Isis, Ra (...)


once you’ve seen your way out of the cave, most things that the other hu-
mans say or do will be ridiculous to you.

Having knowledge of the cave gives you complete control over your life. Again, isn’t that a wonder- ful gift to 
give your children? Letting them know that they are welcomed to humanity without hav- ing to be anything else, 
that they are valued just as they are, and that anything they want to do or become is within their control?

 

Jon Colt
http://www.thebarkingcow.com/2010/02/cult-of-unschooling.html