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Cólicas é algo que um bebé faz e não algo que um bebé tem

Segundo a antropóloga Meredith Small, na obra Our Babies Ouerselves (baseada em estudos etnopediátricos) os bebés, desde que nascem respondem ao ambiente que os rodeia e aos ritmos, personalidade, ideologia e forma de ver o mundo de quem cuida deles. Um bebé, desde que nasce regula os seus movimentos corporais pela cadência da voz das pessoas que cuidam dele. Isto aplica-se a quando a pessoa que cuida fala com o bebé ou quando fala com outras pessoas. Já imaginaram o efeito que a nossa voz tem? Se formos mães nervosas, inseguras etc... isso passa no tom de voz e é de esperar que o bebé se mova com mais nervosismo e grite mais do que uma criança cujos pais (ou outros cuidadores) são calmos e doces. Se tivermos tendência para estar nervosas, frustradas, deprimidas, o nosso filho vai senti-lo através, não só da voz, mas do batimento cardíaco, das expressões faciais, do olhar.
Um bebé de poucas semanas já é perito na leitura dos sinais não verbais dos seus cuidadores e molda o seu comportamento aos mesmos.

Se o nosso bebé chora muito, deve-mo-nos perguntar, em primeiro lugar, o que está errado connosco porque, seguramente, ele está a reagir a algo que sentiu em nós ou a algo que não estamos a fazer. Os estudos comprovam isto, não é a fome, a fralda molhada, a febre ou qualquer outra questão física a principal causa do choro de um bebé mas sim a frustração, o sentimento de abandono, a dificuldade em estabelecer um vínculo seguro com o seu cuidador principal.

Atenção que a percepção que um bebé tem de abandono é radicalmente diferente da nossa. Lembras-te de todas as vezes que deixaste o teu bebé a chorar no berço, na cadeirinha, no ovo, no parque nos braços da tia, da avó, da vizinha e que pensaste que ele chorava de "birra" porque já tinha comido, a fralda estava limpa e o aero-om já estva a fazer efeito para as cólicas? Não era birra, não era manipulação, era choro de frustração por sentimento de abandono, que rapidamente passa a choro de dor - devido ao ar engolido e consequentes dores de barriga - e que termina com o bebé a dormir, não porque é "um lindo menino e parou a birra" mas porque o seu imaturo sistema nervoso não consegue lidar com o cortisol libertado durante o choro e, para se proteger, desliga-se. Este sono induzido pelo choro não é profundo nem relaxante para o bebé. Os pais preocupam-se muito com as consequências da febre para o cérebro - que não são nenhuma em febres até 40º - e tão pouco ou nada com as consequências do choro tanto para o cérebro como para a construção da personalidade dos seus filhos.

Um bebé doente mas que se sente seguro no colo de um cuidador com quem tem um vínculo forte, mantém-se calmo e não chora.

Na obra referida são citados estudos em que os bebés foram deliberadamente ficados para ver como reagiam à dor e as conclusões são cabais, que faz um bebé entrar em stress não é a dor per si mas sim o facto de estar ou não seguro nos braços de pessoas com quem tem uma vinculação forte e que estão tranquilas.

Para rematar, diz ainda a autora que cólicas é algo que um bebé faz e não algo que um bebé tem. Salvo casos muito raros de intolerância alimentar e/ou problemas digestivos, um bebé engole ar quando chora e fica com cólicas. Nós tendemos a pensar que são as cólicas que os fazem chorar. Sabendo agora que somos nós, com o nosso nervosismo e ausências os principais causadores do choro dos nossos bebés....





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"o importante é que ele coma"


 "O importante é que ele coma" é uma das ideias, pré concebidas, que em muito dificultam a relação de amamentação.

Os bebés não comem, mamam. Os bebés amamentados em exclusivo, nem sequer água bebem, apenas mamam ao peito.

Portanto, um bebé amamentado, em exclusivo, não come, não bebe e não é desejável que o faça.

Deveríamos dizer, sempre, "o importante é que ele mame".

Se o importante for que o bebé ingira alimentos, qualquer coisa serve: leite materno ao peito, ao peito, leite materno em em biberão, leite materno em copinho, leite artificial. 

Se o importante é que o bebé mame, todo o nosso foco e esforços mudam e vamos procurar a ajuda e os conhecimentos necessários, para que ele mame, ao peito.

É possível que corrigir a pega, no caso de um bebé que não está a mamar bem por causa de má pega, seja mais fácil do que comprar e utilizar uma bomba de extracção de leite, um esterilizador, sacos de congelação e biberões mas, como o nosso foco está na ingestão de alimentos e não na pega, vamos à procura da resposta que nos garante a concretização do que esperamos ver, i.e., a criança a ingerir alimento.



Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida

Amamentar em público


Amamentar em público pode parecer complicado inicialmente, sentimo-nos pouco seguras, obervadas e toda a gente parece ter uma palavra a dizer sobre a forma como amamentamos, o tempo de amamentação, as qualidades nutricionais do leite, entre outros.

Passados os primeiros meses, especialmente quando se utiliza um porta bebés (
sling, pano, manduca...), a prática - tanto da mãe como do bebé, facilitam a amanentação em público que se torna simples e rápida.
A partir dos seis meses começam a surgir as vozes discordantes dos que acreditam que a amanentação prolongada é um vício, que o bebé vai ficar dependente e mal nutrido. Pelos oito meses as críticas intensificam-se e chegam-nos de profissionais de saúde, familiares, amigos, colegas de trabalho, desconhecidos. Há uma imensa sabedoria à solta, sempre contra a amanentação. Algumas, muito poucas, mulheres dão um sorriso complice ou uma piscadela de olho e, se tiverem oportunidade, contam-nos como também os seus rebentos mamavam muito.
 
A boa notícia é que, a partir dos 12 meses - mais ou menos - as almas horrorizadas com a amamentação prolongada já não se conseguem pronunciar e podemos continuar a amamentar sem conversas conflituosas e sermões.
Aqui ficam as incongruências que ouvi ao longo de 12 meses de amamentação - http://wantamiracle.blogspot.pt/2010/10/1-ano-de-conversas-sobre-amamentacao.html
 
Depois disso são poucas as anedotas a registar. O meu filho mama onde e como quer sem ninguém nos brindar com as suas opiniões.
 
Já ouvi várias mulheres que se diziam "fascinadas" por nunca terem visto "um menino tão grande a mamar" mas sempre com muita admiração e ternura. lembramos-lhes o tempo das suas avós, as histórias da sua família alargada, do tio que "perseguia a mãe com um banquinho" a pedir que se sentasse para "dar mama".

Sinto-me lisongeada por, em 2012, honrar as nossas ancestrais e nutrir fisica e emocionalmente o nosso filho, através da amamentação.

 Foto: Paying the Harvesters
1882 
Lhermitte, Leon Augustin (1844-1925)
oil on canvas
Musee d'Orsay, Paris, France
Out of copyright
Historic Photos & Prints of Breastfeeding - Lhermitte, Leon Augustin (1844-1925)

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Domir com o bebé é a forma mais simples de garantir o sucesso da amamentação




Pesquisas sobre co-sleeping e amamentação:

Bebés humanos "desenhados" para dormir com a mãe. Resenha científica - http://www.evolutionaryparenting.com/we-go-together-like-breastfeeding-and-co-sleeping/


Medidas de segurança e mitos sobre co-sleeping - http://kellymom.com/parenting/nighttime/familybed/

Amamentação facilitada se mãe e bebé dormirem juntos - http://www.babycentre.co.uk/baby/sleep/breastfeedingeasierexpert/


Mães que amamentam e dormem com os bebés dormem mais horas - http://www.drmomma.org/2011/07/study-finds-breastfeeding-cosleeping.html

Eu deveria dormir com o meu bebé? - http://www.llli.org/faq/cosleep.html

Perguntas frequentes e artigos sobre co-sleeping - La Leche League - http://www.lalecheleague.org/nb/nbsleep.html

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Descobertas células estaminais no leite materno

Cortamos precocemente o cordão umbilical dos nossos filhos - com todos os riscos que tal acarreta e sem garantias de que o vamos utilizar uma vez criopreservado - mas não promovemos ou facilitamos o suficiente o aleitamento materno que, comprovadamente, possui células estaminais passam, diariamente e gratuitamente, de mãe para filho, durante o tempo em que ambos desejarem manter a amamentação.


Foto: David el Gnomo, ¿recordais estos dibujos? ^_^
Por Un Parto Respetado



Células estaminais no leite materno, a teoria torna-se realidade - http://www.medela.com/IW/en/breastfeeding/about-medela/media/global-press-releases/medela-stemcells.html

Leite materno é a nova fonte de células estaminais - http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22865647

Célilas estaminais descobertas no leite materno são utilizáveis - http://www.abc.net.au/science/articles/2012/05/09/3469075.htm

Por ser possível colher céculas estaminais, em grande número, a partir do leite materno, podemos estar perante a superação do dilema ético causado pela recolha de células a partir de embriões- http://www.newscientist.com/article/dn21160-breastmilk-stem-cells-may-bypass-ethical-dilemmas.html




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Alternativas ao leite materno

Porque muitas das minhas amigas não amamentam, senti necessidade de procurar alternativas ao leite materno que possam complementar ou até mesmo substituir o leite de fórmula comumnente receitado pelos pediatras.

Aqui ficam alguns links que poderão analisar:

Leites vegetais  -
http://dherbs.com/articles/infant-formula-milk-alternative-176.html

Probióticos para lactantes, desde o nascimento - http://www.farmaciasoler.com/nutergia-ergyphilus-ninos-p-5196.html

A obra Healing Our Children apresenta várias alternativas ao leite materno - http://www.healingourchildren.org/


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A quarentena pós-parto

Os yogis acreditam que mãe e bebé partilham a mesma alma durante o primeiro mês e meio de vida e só então a alma do novo ser desce até ao seu corpo. Por esse motivo, sugerem que mãe e bebé não se afastem de forma a não perturbar o equilíbrio estabelecido entre os seus corpos subtis.

A medicina antroposófica sugere que durante os primeiros 40 dias, mãe  e bebé deveriam partilhar um espaço resguardado de ruídos exteriores, num ambiente de paz e conforto.


Esta é também a crença de muitas culturas p or todo o globo que repeitam o periodo de "quarentena"

(quarenta dias) como o estaço sagrado da mãe e bebé no qual ambos são nutridos pela doula e familiares.
Ser capaz de criar e respeitar este espaço de paz, especialmente nos primeiros 10 dias de vida mas, seguramente, até ao primeiro mê e meio de vida, pode evitar a depressão pós-parto.

A experiência diz-me que só quando nos documentamos bem sobre a importância do periodo de quarentena, quando conhecemos bem as mudanças emocionais, hormonais e físicas pelas quais passa o nosos corpo no pós parto e tomamos medidas antecipadas para as prevenir, somos capazes de garantir o repeito pela tranquilidade no pós parto.

A preparação pode passar por:

a) avisar familiares de que o bebé e a mãe não se separarão no pós parto, no periodo defenido pela mãe;
b) informar familiares de que mãe e  bebé não sairão de casa durante a quarentena;
c) solicitar o mínimo de visitas possível durante os primeiros quarenta dias de visita do bebé;
d) em caso de haver visitas, solicitar que não peguem no bebé ao colo, que não levantem a voz e que permaneçam no espaço de descanço de mãe e bebé durante o mínimo de tempo possível;
e) pedir a amigos e familiares que presenteiem os pais com comida pré-preparada e idas ao supermercado de forma a diminuirem o número de tarefas a realizar pelos pais;
f) adiar o máximo possível o testo do pezinho, muitos são os médicos, em Portugal, que aconselham este teste no final do primeiro mês de vida. Se possível, realizar o teste em casa, para tal, contactar uma parteira;

h) no final da gravidez, preparar "o ninho" para receber o bebé, nomeadamente enchendo a dispensa e preparando refeiçõe simples que a mãe pode comer ao longo do dia;


i) fazer uma lista de contactos úteis que devem incluir a doula, a parteira, a SOS amamentação, la LEche League, conselheiras de aleitamento materno, que possam apoiar em caso de dúvida. As dúvidas vão surgir e será melhor ter apoio especializado do que contar com a sabedoria popular pondo assim em causa a amamentação;

j) se o pai regressar ao trabalho logo após o nascimento, solicitar ajuda de terceiros para as tarefas domésticas. Pode ser uma amiga, vizinha,a doula, uma participante de um grupo on-line do qual fazemos parte, uma mulher da comunidade religiosa. O importante é pedir ajuda nos vários grupos nos quais nos movimentamos, se nunca chegares a pedir ajuda, nunca a receberás.
Foto
Imagem: Kate Hansen

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Antroposofia, amamentação e co-sleeping - mais um mito esclarecido


Para os antroposóficos como para toda a gente que compreende o Ser Humano - incluindo Steiner - o tempo ideal para a amamentação e o local onde dormem as crianças, não deve ser definido por alguém que não seja a própria criança e seus pais.

"You could hear differences of opinion ranging from "begin weaning" to "completely stop breastfeeding" at 6 months/9 months/12months/when the child begins walking; all depending on the Anthroposophical physician to whom you are listening.  At times a physician, nurse, curative eurythmist, remedial education teacher, Waldorf teacher, Anthroposophist, and so on, will even attempt a direct quote from Dr. Rudolf Steiner which supports their particular view.  But, no direct quotes or writings attributable to Steiner have been found that support any sort of claim that breastfeeding should cease at any specific time."

"The task of the parents is to provide GOODNESS from (pre) birth to 7 years of age. The younger the child, the more the Mother's individuality is the primary director of that protection and nourishment. The Father's individuality is to direct the protection of and nourishment of the mother so that she can protect and nourish the child. The father also must intervene to foster Goodness for the child and is irreplaceable in his purpose to nourish (food and soul!) and protect both mother and child.


The controversy over the "Family Bed" fits in well in this context. If parents can manage to provide their child with the sense that the world is a Good place while their child tries to sleep in a room down the hall then, OK, do it that way. If the child's behavior and acted out feelings do not demonstrate a sense that the world is a Good place sleeping away from the parents, then the parents will find that they need to revise their methods they had intended to provide a sense of Goodness. Some parents have found they meet their children's needs for Goodness best by being with their child throughout the day and night. Most parents who practice this specific method say this allows them to more completely understand their child and respond more appropriately to their child's needs."

http://www.waldorfwithoutwalls.com/articles/breastfeeding

O ciclo menstrual é uma das mais impactantes influencias na motivação, nas energias, nas habilidades e na percepção das mulheres , já é hora do ciclo menstrual ocupar o lugar que realmente têm , como centro de recursos femininos.

Uma mulher que toma consciência do próprio ciclo e das energias inerentes contidas nele , aprende a perceber um nível de vida que vai mais além do visível , mantém um vinculo intuitivo com as energias da vida , o nascimento e a morte , Sente a divindade dentro da terra e de si mesma ..

Miranda Gray “ Lua vermelha , os dons do ciclo menstrual “

Sindrome Pré-Menstrual

Se não abraças agora a dor que te provoca o SPM, se não reconheces as resistências que provocam as emoções dolorosas durante o SPM, vais ter uma menopausa dolorosa.

O SPM é o momento em que nos preparamos para dar à luz algo de profundo dentro de nós. Batemo-nos durante esse tempo e não aceitamos o corpo doloroso.

O corpo doloroso é "pré-menstrual truth telling". Se durante o SPM, todos os meses, te deres tempo para descansar, fazer coisas por ti, deixar sair a emoção dolorosa, vais ultrapassar essa dor.

A 2ª metade na nossa vida tem que ser alimentada com a nossa alma mas nós fomos habituadas as fazer as coisas de forma sermos amadas pelos outros. Todo esse fazer pelos outros tem que desaparecer.

Na 2ª metade na nossa vida temos que nos amar a nós próprias e não esperar que os outro nos amem.

Nessa altura a SPM vai desaparecer.

Inspirado por
Dr. Christiane Northrup
Antropologia e amamentação
http://www.aleitamento.com/a_artigos.asp?id=1&id_artigo=2475&id_subcategoria=1

Um ano sem cosméticos, produtos de higiene ou produtos de limpeza


Inspirada pela linda mamã Anya, decidi iniciar 2011 sem consumir qualquer cosmético, produto de higiene ou de limpeza que não seja feito em casa.

Não iniciei esta caminhada em Janeiro de 2011 pois já há muito tempo que iniciei as experimentações de forma a me ir adaptando às mudanças. O que já consegui:

Limpeza:
Lavar a loiça na máquina: limões cortados ao meio. Depois de espremido o sumo para beber de manhã. São os limões de um vizinho o que ainda sabe melhor pois é grátis e solidário (trago-lhe laranjas quando for à aldeia);

Lavar a loiça à mão: nozes de saponária (ver na net); vinagre para a gordura mas cheia muito mal. Sumo de limão para a gordura. Não gosto de lavar loiça à mão. Encho muito a máquina e convenci-me de que assim gasto menos água. é verdade? não conheço alternativa ao sal de compra. posso por sal normal?;
Lavar o chão de madeira e de cerâmica: 1 jarro de água a ferver e umas goras de óleo presencial à escolha.O.S de árvora do chá para desinfectar;
Limpar o pó: pano borrifado com água de nozes de saponária;
Loiças e casa de banho: água com nozes de saponária cozidas trituradas;
Vidros: o mesmo que para o pó + finalização com alcool (não consegui alternativa melhor);
Lavar roupa à mão: água e OS árvore do chá;

Desinfectantes: O.s. de árvore do chá, água oxigenada. Raramente tenho que desinfectar algo;

Manchas e nódoas: bicarbonato de sódio, água oxigenada;
Limpar sangue da roupa: água oxigenada e lavar em água fria;

Lavar a roupa à máquina: nozes de saponária e OS árvore do chá de lavar tambem fraldas sujas ou OS à escola para dar cheiro;
Desentupir canos: 1º bicarbinato e sódio depois vinagre, tapar com uma toalha molhada, fumega, tira-se a toalha passado meia hora e deita-se água a ferver por cima;
Manutenção do ralo do lava loiça: alguma vezes por semana deitar no ralo a borra do café. elimina as gorduras;

Tirar odores dos tapete: pulverizar com bicarbonato de sídio, esperar umas horas e aspirar;
Tirar cheiros do frigorífico: uma taça com café ou com bicarbonato de sódio;

Higiene e cosméticos:
Creme de rosto: manteiga de karité bio. Comprei para fazer o meu próprio creme mas tive preguiça e uso-o assim mesmo;
Creme de corpo: azeite bio e óleo de sésamo em partes iguais + OS à escolha. muito bom para massajar o peito durante a amamentação, para a extracção manual de leite ou ajudar a desencaroçar;

Creme de lábios, mamilos gretados, vermelho de fralda: óleo de côco bio. tb se pode comer uma colher por dia, rico em ómega 3; leite materno;

Banho do bebé: uma cafeteira de chá à escolha na água do banho. 0 cosméticos ou produtos de limpeza; leite materno;

Shampoo/ gel de banho: água de cozer a saponária misturada com o gel de banho/shampô bio familiar (1 litro cerca de 10 euros). só misturo por causa do condicionamento que me obriga a sentir que é e espuma que lava.desde que mudados para isto acabou o cabelo oleoso, o cabelo seco, a caspa,a pele seca ...
Lavar os dentes: escovas de cerdas naturais com cabeça amovível (não de desperdiça o cabo), fita dental e escovilhão. Dentee (pó de beringela assada com sal) e uma psta bio, sem flúor e à sabe de sal.

Exfoliante: água de saponária com açucar ou sal.
Animais de estimação:
Casa de banho dos gatos: forrar com bicarbonato de sódio antes de colocar a areia para melhor absorver o odores. a areia mais barata passa a durar uma semana para dois gatos com cerca de 7 kg's
Limpeza dos gatos: pano borrifado com água das nozes de saponária diluída em mais água
Para experimentar:
- Cinzas da lareira para limpar as cerâmicas da casa de banho e o inox da cuba da cozinha e do fogão (não tenho lareira mas arranjam-se as cinzas);
- fazer velas;

Perguntem se algo suscitar dúvidas.
Aceito sugestões de coisas simples para cada 1 destes items.
A experiência está a correr muito bem gradualmente fui rejeitando os vário produtos químico que me poluíam a casa. Comecei por banir o não essencial, depois toquei o essencial por produtos bio e agora estou a trocar os produtos poucos produtos bio que restaram por produtos "bio-caseiros".
Actualmente já não suporto o cheiro a detergente de roupa, a perfume, cremes e muito menos a detergentes comerciais. Sinto o cheiro químico dos detergentes quando passo numa varanda com roupa lavada e fico com os olhos a arder quando entro numa loja ou casa que foi lavada com detergentes comerciais cheios de produtos químicos.

É ridículo mas, muitas vezes, imagino-me em Dezembro de 2011 a desejar que acabe o ano para me atirar à primeira loja de cosméticos e de produtos de higiene para comprar todas as porcarias possíveis. Tal não é o condicionamento.... antes de iniciar este processo, em Janeiro de 2010, imaginava que os produtos bio não limpavam tão bem como os outros. Agora rio-me de tais acepções pois sei por experiência que, por exemplo, a roupa não fica melhor lavada com detergente do que fica sem ele.

até já

A era do biberão está a terminar



in Jornal Público

A polémica estalou com um novo estudo. Alimentar os bebés só com leite materno, até aos seis meses, é mesmo bom? Em Portugal, aposta-se cada vez mais na amamentação

Uma grávida que procure informar-se sobre amamentação pode facilmente ficar confusa. Há muitos estudos sobre o leite materno. Mas muitos apresentam conclusões contraditórias.Há os que garantem que os bebés que mamam são mais inteligentes. Outros dizem que os que não mamam têm menos alergias. Há quem afirme que as mães que dão de mamar recuperam a forma mais rapidamente. E quem sublinhe que as que não dão ficam com o peito em melhor estado. Há quem sustente que os bebés que mamam correm maior risco de virem a ser obesos. E que os que não mamam ficam mais stressados...

O último estudo que veio reacender o debate sobre o leite maternofoi publicado no British Medical Journal há pouco mais de uma semana por um grupo de investigadores do Reino Unido. Quase dez anos depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter declarado que a amamentação em exclusivo até aos seis meses beneficia os bebés, os cientistas, conduzidos por Mary Fewtrell, do Instituto de Saúde Infantil da University College London, vieram contrariar esta tese.

A partir de uma revisão bibliográfica, os investigadores reconhecem os benefícios da amamentação, mas defendem que a partir dos quatro meses o leite materno já não é suficiente para o bebé e deve ser complementado com outros alimentos. Apesar dos benefícios da amamentação, dizem, o facto de um bebé ser alimentado só com o leite materno durante os primeiros seis meses de vida pode fazer aumentar o risco de anemia, de doença celíaca e de alguns tipos de alergia, nomeadamente alimentar.

A polémica não se fez esperar. "Os novos conselhos sobre amamentação deixam as mães zangadas e confusas", noticiou há dias o jornal The Independent. E o Royal College of Paediatrics and Child Health foi uma das muitas instituições a criticar o trabalho da equipa de Mary Fewtrell.

Vários especialistas ouvidos pelo P2 garantem, contudo, que os estudos pró-amamentação são mais fidedignos, que o império do biberão é cada vez menos uma realidade e que o número de mães a quererem amamentar em exclusivo até aos seis meses e a terem sucesso tem crescido.

A secretária da mesa do Colégio de Especialidade de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica da Ordem dos Enfermeiros, Teresa Félix, lembra que um único documento não é suficiente para alterar toda a prática que tem sido desenvolvida. Para as mães que estão neste momento a amamentar ou para as futuras mães, "o mais importante é manter a amamentação mesmo que se introduza outro alimento".

Teresa Félix diz que "o leite materno é fundamental em termos nutricionais e um alimento que é impossível igualar". Uma opinião corroborada por Alexandra Bento, presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas.

Sobre a possibilidade de introduzir alimentos mais cedo, a partir dos quatro meses, Alexandra Bento entende que é necessária mais evidência científica, mas diz que "o mais importante é promover o aleitamento materno independentemente da altura em que se introduzem alimentos" e pugnar por "uma alimentação diversificada" para toda a família.

"Não há leites fracos"

Cláudia e Miguel Costa, de 37 e 35 anos, respectivamente, são o exemplo de que a maternidade está a mudar e de que a amamentação já voltou a ser entendida como algo natural, depois de à volta da década de 1970 ter sido apelidada de primitiva.

A primeira filha do casal nasceu em Dezembro de 1999. Na altura, a preocupação era sobretudo o parto, pelo que Cláudia nem pensou muito sobre o processo de aleitamento.Mas Luana não parava de chorar e, seguindo um conselho médico, Cláudia começou a dar-lhe um suplemento. "Nunca pensei que a amamentação pudesse ser um problema. Durante a gravidez a mulher foca-se muito no parto e mesmo as aulas de ginástica insistem mais nessa parte. A Luana tinha fome e dei-lhe suplemento. Ainda não tinha nem um mês quando deixei de dar de mamar, convencida de que o meu leite era fraco. Hoje já sei que não há leites fracos", conta.

Depois de Luana nasceram Laura, em 2002, e Inês, em 2004. Também com a segunda e a terceira filhas a amamentação não conseguiu superar a prova do primeiro mês e Cláudia convenceu-se de que o problema era seu. "Os hospitais eram muito diferentes. Nasceram todas na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, mas na altura não havia grande esforço para as mães amamentarem e só depois da terceira filha eu percebi que estava a fazer tudo errado. Deve deixar-se que o bebé esvazie completamente a mama antes de mudar para a outra e eu dava cinco ou dez minutos e trocava, porque quando a Luana nasceu me tinham dito que era assim. Agora a maternidade está muito diferente e há até um cantinho da amamentação. As enfermeiras explicam tudo às mães e até disponibilizam uma linha telefónica."

No caso de Cláudia, à quarta é que foi de vez. Teresa, a última filha do casal, nasceu em Março de 2010 e Cláudia preparou-se. "Informei-me mais e juntei-me à Liga La Leche, uma associação que ajuda as mães neste processo, e tenho assistido a conferências."

Cláudia chegou mesmo a recorrer a conselheiras de amamentação - profissionais certificadas por entidades que apliquem as regras da Unicef (o Fundo das Nações Unidas para a Infância) e da OMS. E a preparação resultou em pleno. A pequena Teresa continua a mamar e até perto dos sete meses não conheceu outro alimento para além do leite da mãe.

Para a pediatra Leonor Levy, que acaba de lançar o livro Um Acto de Amor - Tudo o que precisa de saber para amamentar o seu bebé com sucesso (Editora Esfera dos Livros), o caso de Cláudia é um excelente exemplo de que as coisas estão a mudar. "Não faz sentido pedir-se provas sobre os benefícios da amamentação quando é por causa dela que a humanidade existe", sublinha a especialista, que, contudo, é contra qualquer pressão no sentido da amamentação. "As mães quererem é um pré-requisito essencial e mais vale um biberão bem dado e de boa vontade do que uma mamada que seja um suplício."

Mudanças nos hospitais

Para Leonor Levy o mais importante é que os profissionais de saúde sensibilizem as famílias para os benefícios da amamentação e para o facto de "o leite vir da cabeça", isto é, que as ajudem no seu projecto e mostrem que querer é poder. Mas a pediatra insiste que uma mãe que não consiga dar de mamar "não deve ficar com qualquer sentimento de culpa e a achar que o seu bebé vai ser pior do que os outros". O importante é que não desista por falta de informação e de ajuda.

"Se soubesse o que sei hoje tinha dado de mamar a todas. É um processo fantástico. A Teresinha, quando aos seis meses tentámos introduzir alimentos, continuava a preferir o meu leite e hoje ainda mama. No trabalho uso uma bomba para tirar leite e mesmo as papas no infantário são feitas com o leite que eu mando", refere Cláudia, que reconhece que na empresa pública onde trabalha na área de recursos humanos tem condições para tirar leite e local onde guardar, visto que está sozinha num gabinete.

Até quando vai dar de mamar? "Isso é enquanto a Teresinha quiser. Enquanto ela quiser eu ofereço", conta Cláudia, que tenciona voltar a dar de mamar se tiver mais filhos. Mesmo assim diz notar que já começa a haver alguns olhares de lado por amamentar um bebé de quase um ano, o que diz ser fruto de as pessoas terem muitos preconceitos e de pensarem que os bebés desta idade mamam "por vício".

O que se passou com Cláudia e Miguel é um reflexo das mudanças que têm acontecido nos hospitais portugueses e de medidas como os Hospitais Amigos dos Bebés. Este programa, lançado pelo Governo em 1992, prevê a acreditação das unidades de saúde que concretizem dez medidas definidas pela OMS e pela Unicef e que passam, por exemplo, por dar informação às mães sobre amamentação, fornecer formação aos profissionais de saúde, não dar chupetas aos bebés até que saibam mamar e só disponibilizar suplementos quando há indicação médica expressa.

Em Portugal existem seis Hospitais Amigos dos Bebés: Garcia de Orta, em Almada, Maternidade Bissaya Barreto, em Coimbra, Hospital do Barlavento Algarvio, em Portimão, Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, Maternidade Júlio Dinis, no Porto, e Hospital Fernando Fonseca, na Amadora.

OMS responde a cientistas

Mas será quehouve diferenças do ponto de vista da saúde entre Luana, Laura, Inês e Teresa? "Coincidência ou não, a Teresinha só ficou constipada pela primeira vez aos oito ou nove meses e as irmãs aos quatro já tinham feito antibióticos", sublinha Cláudia, que compara o leite materno a uma primeira vacina.

Para a OMS não há coincidências. Em 2002, a organização estabeleceu recomendações mundiais no sentido de os bebés serem exclusivamente alimentados com leite materno durante os seis primeiros meses de vida, podendo a amamentação prolongar-se como complemento até aos dois anos, apontando vantagens nutritivas que influenciam o crescimento e a imunidade do bebé.

Agora, na sequência do estudo publicado no British Medical Journal, a OMS emitiu uma declaração onde reafirma que "a amamentação em exclusivo até aos seis meses é melhor para os bebés em todo o lado", sublinhando que procedeu, em 2009, a uma revisão sistemática das provas científicas, que vieram confirmar as correntes recomendações. "As vantagens incluem um risco mais baixo de infecções gastrointestinais para o bebé e uma perda de peso mais rápida para a mãe após o nascimento", lê-se no comunicado da OMS, que nega também eventuais problemas com alergias ou no crescimento.

Por cá não há dados muito fidedignos mas, no ano passado, foi criado um Observatório da Amamentação e em meados deste ano deverão ser divulgados os primeiros resultados. De momento, algumas estimativas da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indicam que 85 a 90 por cento dos recém-nascidos são amamentados à nascença, mas que metade das mães desistem ao fim do primeiro mês. E ainda não se conseguiu que pelo menos 50 por cento das mães mantenham o aleitamento até aos três meses.

Para Adelaide Órfão, enfermeira da divisão de Saúde Reprodutiva da DGS, os novos dados vão ser essenciais para perceber as diferenças entre hospitais e regiões e arranjar formas de cumprir aquelas que são as recomendações da OMS em matéria de aleitamento.

A enfermeira, membro da Mama Mater (Associação Pró-Aleitamento Materno em Portugal), que nasceu no Centro de Saúde da Parede e arrancou oficialmente em 2004, acredita que o papel dos profissionais de saúde é fundamental. "Não podemos negar que o leite materno é um alimento vivo e riquíssimo que permite passar o património imunitário da mãe para o bebé. Que outro alimento varia de sabor e nutrientes consoante as horas do dia e ao longo dos vários meses do bebé?"