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24 de Novembro | Dia sem compras | Um ano sem compras?

 Há 3 anos, quando deixei de trabalhar a tempo inteiro mas continuei com os créditos para pagar, necessitei de diminuir o consumo de produtos e serviços. Inicialmente foi muito difícil, tive crises de ansiedade e sentia-me permanentemente em escassez. Com o tempo, fui conhecendo outras formas de estar, outras formas de comprar, de receber, de viver em abundância e já me sinto mais tranquila relativamente a este modo de vida.

Curiosamente, ontem, depois de dois banhos em diferentes lagos e chafarizes do centro de Lisboa e de ter gasto as três mudas de roupa com que saí de casa, decidi ir a uma dessas gigantes lojas de roupa comprar um casaco ou camisola do homem aranha.  Foram várias as razões: a) o miúdo estava triste porque eu lhe expliquei que a consequência natural de se ter molhado tantas vezes era irmos, de taxi, para casa, mudar de roupa ou já não chegaríamos a tempo ao jantar marcado, nessa noite em Setúbal. Por causa da viagem de taxi iríamos gastar dinheiro e ele tinha que se separar mais cedo do melhor amigo; b) desde o início dos dias frios que lhe prometi uma camisola, quentinha, sem buracos e sem partes brancas, do homem aranha - só assim pode o rapaz dar descanso à t-shirt em segunda mão que lhe ofereceram este verão - claro que, agora, veste as duas; c) parecia mais lógico e alegre para toda a gente gastar dinheiro na camisola nova do que no taxi.

Fomos da Casa do Alentejo - um dos sítios do mundo onde as pessoas são mais antipáticas e o sítio que o S. escolheu para o banho o que levou a que fossemos praticamente postos na rua - até à Maioral mas não vendiam camisolas do homem aranha. Restou-nos a HM. Foi como uma descida ao inferno. Quente, muito quente, aliás, estupidamente quente, muita luz, música alta, "0" funcionários a atender para nos ajudarem a encontrar o que queremos, muita gente... um horror. Encontramos um casaco do homem aranha que custou quase 20 euros. Eu nem queria acreditar. As calças de fato de treino que lhe correspondiam custavam 15 euros e, claro, ficaram na loja. Como resultado da visita a uma das "catedrais do consumo" fiquei constipada. Ainda nem tinha saído da loja e já sentia os olhos a arder e a garganta a doer.

A verdade é que a única vez em que comprei roupa para o S. foi quando  ele tinha uns 8 meses e fomos a uma festa de família. Desde então tem vestido a roupa que nos dão amigos, amigas, familiares e vizinhos.

Muitas vezes, sinto que as pessoas oferecem a roupa de forma envergonhada, como se nos estivessem a ofender por sequer pensarem que nós poderíamos querer vestir o nosso filho com roupa que é dos outros.

Alguns familiares já nos perguntaram,. horrorizados, "mas não vai ter nem uma roupinha dele? coitadinho!" Ele tem muita roupinha dele. Tem tanta roupa e roupinha que eu até faço distribuição pelos amigos e conhecidos. Já temos roupa "dele" até aos 11 anos, temos mais sapatos do que ele seria capaz de calçar em 3 vidas, temos tantos casacos de inverno que podiamos ir viver para o Alasca e, mesmo assim, não os vestiriamos todos. Eu já dou a roupa a partir dos 4 anos a ouytras famílias e peço em troca que me devolvam qualquer coisa que tenham em bom estado e que já não sirva aos deles, é que a casa é pequena e não cabe cá tudo. Não me interessa se me devolvem as mesmas roupas ou outras, só interessa que dê para vestir.

Nós queremos muito vestir o nosso filho com roupa que é dos outros e por várias razões:
a) não saberíamos onde encontrar os milhares de euros necessários para vestir uma criança com roupas novas. Entre os 0 e os 10 ou 11 anos, quantos milhares serão necessários?

b) fico sempre assombrada quando nos dão as roupas impecáveis, novas, sem riscos, nem nódoas, nem rasgões. O que seria daquelas roupas novinhas? Já imaginaram o desperdício de recursos? O planeta terra é só um e os recursos  não são ilimitados;

c) poupo a minha família dos químicos de que estão impregnadas as roupas novas. O casaco novo do homem aranha costou 20 euros e uns quantos dias de vida pois emana um cheiro tóxico que não pode dar saúde;

d) quanto mais antiga for a roupa - velha também serve - melhor pois os materiais tendem a ser melhores. Eu prefiro uma camisola dos anos 70 - eu sei, feias, demodé mas eu até gosto ... - 100% algodão ou pura lã do que uma camisola da moda e 100% poliéster;




O mesmo se aplica a brinquedos - que compramos o mínimo de vezes possível e quase sempre em segunda mão. Felizmente, somos clientes fixos da Feira da Ladra - à hora do fecho - e a Feira retribui com todo o tipo de brinquedos que os feirantes abandonam no chão. A semana passada trouxemos uns 15 livros do Noddy, Gormitis, Cars, Bolt, uma almofada do homem aranha, uma caixa, intacta, de digitintas com carimbos e tudo, um puzzle enorme de madeira, muitas roupas para mim e para ele... eram sacos e sacos, até voltamos para casa de boleia.

Também não compramos móveis, loiças , toalhas, paninhos, objectos decorativos para a casa, a rua dá-nos tudo. Eu penso que queria um sofá assim e assado e ele aparece na rua, pronto a transportar para casa - por acaso tivemos que pagar uns senhores que o carregaram para o 3º andar sem elevador.

Há uma semanas pensei que gostava de saber costurar para fazer saquinhos de pano onde guardar as várias coisas que tínhamos espalhadas - brinquedos, meias, o lanche do S quando vamos para a rua, as mudas de roupa. Ia eu de passeio pela graça e encontrei, ao lado do ecoponto, uma saca cheia de saquinhos de pano, todos diferentes, todos lindos, dobrados, passados a ferro e cheirosos.

Também aconteceu com as peúgas, num dia pensei "é melhor comprar peúgas para o S. que as dele estão pequenas" e no dia seguinte encontrei na feira uma saca de peúgas imaculadamente dobradas, engomadas e cheirosas".

Às vezes sinto tristeza pelas crianças que não brincaram com as coisas que encontramos ou que compramos em segunda mão. Penso que elas não estragaram os brinquedos, não sujaram as roupas novinhas com as quais nós vamos desfrutar e que nós vamos destruir em três tempos. Honro essas crianças e desejo-lhes que se libertam de tamanha clausura nem que seja quando tiverem filhos.

Gostamos muito de comprar numa senhora da Feira da Ladra que tem brinquedos entre 10 e 50 cêntimos. Deixo-o escolher tudo o que quer e, quando começamos a amontoar bonecos em casa, junto uns quantos e devolvo à senhora para que os revenda.


Quando aos frutos legumes, começamos a comprar o cabaz do PROVE, distribuído no mercado de Santa Clara, todas as Terças, das 17:30 Às 19:30. É uma ginástica engraçada tentar fazer refeições.






 


O ano passado tentei deixar de comprar detergentes e  cosméticos mas distraí-me e já compro novamente. Sempre o mínimo possível mas compro. Hora de retomar essas lides domésticas.

 Hora também de rever como outras pessoas, pelo mundo fora, vivem sem compras.

A web sem compras:

The Compact - Grupo yahoo de indivíduos comprometidos a não consumir produtos novos, sejam de lojas ou Internet, apenas comprar local, minimizar a quantidade de objectos que possuem em casa.
O grupo - http://groups.yahoo.com/group/thecompact/
O blog -  http://sfcompact.blogspot.pt/


Um ano sem Zara - Dicas para estar na moda e vestir bem reutilizando o que já está no nosso armário. Blog de uma mulher que decidiu passar um ano sem comprar roupa.
http://www.umanosemzara.blogspot.pt/ 

Em 2009, comprometeu-se a viver uma vida mais simples e quase sem dinheiro e a não comprar nada de novo durante um ano. Já lá vão três anos e continua a comprar apenas o estritamente necessário. Este blog documenta as suas principais descobertas e dificuldades.
http://myyearwithoutspending.blogspot.pt/ e o website que se lhe seguiu - http://www.myyearwithoutspending.com/

Mulher vive sem dinheiro há 15 anos - http://wakeup-world.com/2011/07/18/happy-69-year-old-lady-has-not-used-money-for-15-years/

 35 prendas que os teus filhos nunca vão esquecer - http://www.becomingminimalist.com/35-gifts-your-children-will-never-forget/

Renovação de casa gratuitamente -  http://www.dailymail.co.uk/news/article-2079784/The-austerity-house-Couple-completely-make-home-reclaimed-goods.html


 

Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida
"I know my family is not alone in this economic struggle. I also know that we are not alone in choosing to live and have our needs met before making sure the bills get paid.

The bills can wait, but living our lives cannot. "

Curiosos? vale a pena ler mais aqui

Medidas e decisões eco-poupadinhas

Pedi inspiração às mães de transição para fazer uma listinha de medidas anti-crise. Aqui ficam as muitas e boas ideias que reunimos:


Lar: 

- Eliminar o excesso e o supérfluo;
- Mais cuidado com a agua/gas/electricidade;
- Não comprar prendas e peças de decoração, faze-las com a ajuda das crianças;



Deslocações:

- Usar menos o carro e mais a bicicleta;

- Rentabilizar o automóvel partilhando viagens;



Compras:

- Trocar com amigos (roupas para filhos, excedente da horta, etc);

- Comprar em feiras;

- Comprar biológico para poupar nos cuidados médicos;

- Comprar em saldo - roupa de verão em Set/Out e roupa de Inverno em Fev/Março;

- Comprar nacional - "Mas atenção que nem sempre os códigos de barras começados por 560 significam que o produto foi produzido cá. Muitos são apenas produtos rotulados em Portugal ou cujo importador e ditribuidor é português, os produtos podem ter vindo do outro lado do mundo. Ou os produtos podem ter sido produzidos cá, mas todas as matérias-primas foram importadas de longas distâncias... isso nem sempre significa que o produto é mais ecológico, ético ou até mais barato.";



Comunicações:


- Não usar o telemóvel, enviar mensagens gratuitas pela net;

- Escolher um tarifário de telefone que seja económico e adequado às necessidades. Por exemplo: optar por um tarifário que permita falar para uma rede grátis;

- Escolher um tarifário de telefone sem carregamentos obrigarórios;



Alimentação:


- Cultivar uma horta e faze-la render o máximo possível;

- Não comprar produtos processados, fazer em casa, leites vegetais, conservas, compotas, tartes, bolos, bolachas;

- Arranjar um rocket stove e cozinhar no terraço;

- Inventar na hora das refeições (usar o que tem e transformar pratos);

- Comida made in "me";

- Não comprar probióticos, faze-los em casa por exemplo, em legumes fermentados;

- Fazer pão em casa

- Comer apenas frutas e legumes da época e da região;

- Comer leguminosas demolhadas e germinadas;

- Nas alturas do ano menos ricas em diversidade de legumes e frutas, apostas nos super alimentos comoa erva trigo, clorela, spirulina, maca, bagas gogi;

- Comprar biológico em fim de prazo e congelar (50 a 50& de desconto)

- Comprar alimentos por "atacado", antes da subida do IVA;


Vestuário:


- Lavar roupa à mão;

- Reutilizar roupa ou tecidos que tenhamos em casa para criar peças "novas";

- Costurar/ tricotar;

- Para as roupas, apostar em tecidos bons e duráveis;

- Comprar/fazer a roupa das crianças alguns tamanhos acima para que durem bastante tempo;

- Transformar as camisolas de lã de adultos em camisolas e calças para crianças;

- Não comprar roupa, pedi-la no freecycle, no trocal, fazer trocas com amigos/as.


Fazer em casa os cosméticos e produtos de limpeza:


- Fazer pasta dos dentes caseira;

- Escovar os dentes com as miswak;

- Fazer champôo em casa;

- Não descurar o poder do sol enquanto tira nódoas.


Co-habitar:


- Arrendar um quarto em casa a um/uma estudante;

- Participar num programa internacional em que se recebem estudantes que vem aprender português e viver com uma família portuguesa;
- Partilhar casa;


Apostar nas trocas e doações:

- Usar a rede freecycle e outras do género para pedir o que se precisa e oferecer o que já não se usa;



A nível espiritual:

-  meditar;

-  orar:

- fazer yoga; 

- visualização positiva;


A nível afectivo:

- praticar o silencio e o espaço;

- amar;


Mudar de vida:


- Quem tiver a vontade de ir para a natureza, juntarem-se aos projectos ecológicos e eco-villages já existentes. Voltar á nossa mãe terra em tribos contemporaneas!

- Sair da cidade para o campo;

- Passar menos tempo na internet e mais tempo a "fazer coisas";

- Levar as crianças para o trabalho em vez de as levar para a "instituição";

Sites recomendados pelas mães de transição:


www.tribodar.com

Tudo integrado no nosso quotidiano, só falta a chapa difusora.

Ser saudável em tempo de crise

  • Aproveita talos de couves, brócolos, couve-flor e alfaces. Usa também as folhas das cenouras e dos rabanetes. É um desperdício deitá-los fora, usa-os na sopa ou estufados, ou ainda em cru cortados em pequenos pedaços nas saladas.
  • Se usares fruta e legumes biológicos, podes aproveitar as cascas da maioria. As cascas dos legumes não biológicos podem conter pesticidas usados na sua produção, por isso convém lavá-los muito bem antes de os utilizar. A curgete e a cenoura muito bem lavadas podem ser usadas com casca. A casca da laranja e do limão servem para reconfortantes infusões ou para apaladar alguns pratos.
  • Não deites fora a água em que cozes os legumes. Usa-a para a sopa ou para cozer o arroz.
  • A água de cozer batatas ou massa também pode ser usada para fazer pão, juntar à sopa ou simplesmente para regar as plantas.
  • Não deixes a fruta estragar-se. Quando estiver muito madura, prepara batidos, purés, gelatinas vegetais ou faça compotas. A maioria da fruta também pode ser congelada.
  • Aproveita pão duro para fazer pão ralado ou açorda.
  • Faz patés vegetais em casa, aproveitando restos de legumes.
  • Torna o teu sal, azeite e vinagre aromáticos. Junta-lhes ervas aromáticas secas, tais como orégãos, tomilho, alecrim, ou alho, por exemplo.
  • Não deites fora comida. Reinventa receitas com os restos de comida. Resto de arroz dá um excelente empadão, sobras de batatas ou outros legumes cozidos podes usar na sopa, restos de estufados usa para recheio de rissóis. Em alternativa, podes também congelar a maioria dos alimentos e consumir num dia em que tenhas menos tempo para cozinhar.
  • Faz mais refeições com alimentos crus. Irás poupar muito gás, e a tua saúde também agradece, além de que ficas com mais tempo para a família.
  • Desliga o forno ou o gás 5-10 minutos antes da comida estar pronta. O calor irá acabar de cozinhar os alimentos. Se usares uma chapa difusora, para além de distribuir melhor o calor da chama durante a cozedura, mantém esse calor por mais tempo quando desligares o fogão.
  • Cozinha maiores quantidades e congela ou guarda no frigorífico. Por exemplo, podes fazer uma grande panela de sopa e congelar metade.
  • Planta as tuas ervas aromáticas. Com 2 ou 3 vasos, conseguirás uma boa variedade de plantas e não precisarás de comprar molhos de ervas aromáticas, que muitas vezes nem consegues gastar todos, antes que se estraguem.
  • Aproveita as plantas espontâneas que nascem na horta ou jardim: beldroegas, hortelã, camomila, dente-de-leão. Usa-as em saladas ou em infusões.
  • Compra produtos a granel e em embalagens grandes. Por exemplo, compra garrafões de azeite em lagares ou cooperativas e guarda-os em lugares escuros e frescos para não rançarem.
  • Não compres produtos caros e desnecessários para desinfectar fruta e legumes, usa simplesmente umas gotas de vinagre misturadas na água para lavar brócolos, couve-flor ou alface.
  • Faz o seu próprio leite de soja, tofu ou iogurtes.
  • Cozinha em panela de pressão ou a vapor. A cozedura é mais rápida, saudável e usa menos água.
  • Aproveita a água de lavar os legumes para regar as plantas. O ideal é ter sempre debaixo da torneira do lava-louça uma taça grande onde vais recolhendo água.

Na secção de receitas do Centro Vegetariano encontra muitas sugestões para pôr em prática algumas destas dicas.


Copyright Centro Vegetariano. Reprodução permitida desde que indicando o endereço: http://www.centrovegetariano.org/Article-520-Ser%2Bsaud%25E1vel%2Bem%2Btempo%2Bde%2Bcrise.html

champôo - Bicarbonato de sódio e vinagre

 Funciona, é o que eu faço.

Quando se passa o vinagre, o cabelo fica mediatamente macio, liso e sedoso. Como dizem nos anúncios. 


oh pá, Não havia necessidade de dizeres que a rapariga pinta o cabelo.


Um ano sem cosméticos, produtos de higiene ou produtos de limpeza


Inspirada pela linda mamã Anya, decidi iniciar 2011 sem consumir qualquer cosmético, produto de higiene ou de limpeza que não seja feito em casa.

Não iniciei esta caminhada em Janeiro de 2011 pois já há muito tempo que iniciei as experimentações de forma a me ir adaptando às mudanças. O que já consegui:

Limpeza:
Lavar a loiça na máquina: limões cortados ao meio. Depois de espremido o sumo para beber de manhã. São os limões de um vizinho o que ainda sabe melhor pois é grátis e solidário (trago-lhe laranjas quando for à aldeia);

Lavar a loiça à mão: nozes de saponária (ver na net); vinagre para a gordura mas cheia muito mal. Sumo de limão para a gordura. Não gosto de lavar loiça à mão. Encho muito a máquina e convenci-me de que assim gasto menos água. é verdade? não conheço alternativa ao sal de compra. posso por sal normal?;
Lavar o chão de madeira e de cerâmica: 1 jarro de água a ferver e umas goras de óleo presencial à escolha.O.S de árvora do chá para desinfectar;
Limpar o pó: pano borrifado com água de nozes de saponária;
Loiças e casa de banho: água com nozes de saponária cozidas trituradas;
Vidros: o mesmo que para o pó + finalização com alcool (não consegui alternativa melhor);
Lavar roupa à mão: água e OS árvore do chá;

Desinfectantes: O.s. de árvore do chá, água oxigenada. Raramente tenho que desinfectar algo;

Manchas e nódoas: bicarbonato de sódio, água oxigenada;
Limpar sangue da roupa: água oxigenada e lavar em água fria;

Lavar a roupa à máquina: nozes de saponária e OS árvore do chá de lavar tambem fraldas sujas ou OS à escola para dar cheiro;
Desentupir canos: 1º bicarbinato e sódio depois vinagre, tapar com uma toalha molhada, fumega, tira-se a toalha passado meia hora e deita-se água a ferver por cima;
Manutenção do ralo do lava loiça: alguma vezes por semana deitar no ralo a borra do café. elimina as gorduras;

Tirar odores dos tapete: pulverizar com bicarbonato de sídio, esperar umas horas e aspirar;
Tirar cheiros do frigorífico: uma taça com café ou com bicarbonato de sódio;

Higiene e cosméticos:
Creme de rosto: manteiga de karité bio. Comprei para fazer o meu próprio creme mas tive preguiça e uso-o assim mesmo;
Creme de corpo: azeite bio e óleo de sésamo em partes iguais + OS à escolha. muito bom para massajar o peito durante a amamentação, para a extracção manual de leite ou ajudar a desencaroçar;

Creme de lábios, mamilos gretados, vermelho de fralda: óleo de côco bio. tb se pode comer uma colher por dia, rico em ómega 3; leite materno;

Banho do bebé: uma cafeteira de chá à escolha na água do banho. 0 cosméticos ou produtos de limpeza; leite materno;

Shampoo/ gel de banho: água de cozer a saponária misturada com o gel de banho/shampô bio familiar (1 litro cerca de 10 euros). só misturo por causa do condicionamento que me obriga a sentir que é e espuma que lava.desde que mudados para isto acabou o cabelo oleoso, o cabelo seco, a caspa,a pele seca ...
Lavar os dentes: escovas de cerdas naturais com cabeça amovível (não de desperdiça o cabo), fita dental e escovilhão. Dentee (pó de beringela assada com sal) e uma psta bio, sem flúor e à sabe de sal.

Exfoliante: água de saponária com açucar ou sal.
Animais de estimação:
Casa de banho dos gatos: forrar com bicarbonato de sódio antes de colocar a areia para melhor absorver o odores. a areia mais barata passa a durar uma semana para dois gatos com cerca de 7 kg's
Limpeza dos gatos: pano borrifado com água das nozes de saponária diluída em mais água
Para experimentar:
- Cinzas da lareira para limpar as cerâmicas da casa de banho e o inox da cuba da cozinha e do fogão (não tenho lareira mas arranjam-se as cinzas);
- fazer velas;

Perguntem se algo suscitar dúvidas.
Aceito sugestões de coisas simples para cada 1 destes items.
A experiência está a correr muito bem gradualmente fui rejeitando os vário produtos químico que me poluíam a casa. Comecei por banir o não essencial, depois toquei o essencial por produtos bio e agora estou a trocar os produtos poucos produtos bio que restaram por produtos "bio-caseiros".
Actualmente já não suporto o cheiro a detergente de roupa, a perfume, cremes e muito menos a detergentes comerciais. Sinto o cheiro químico dos detergentes quando passo numa varanda com roupa lavada e fico com os olhos a arder quando entro numa loja ou casa que foi lavada com detergentes comerciais cheios de produtos químicos.

É ridículo mas, muitas vezes, imagino-me em Dezembro de 2011 a desejar que acabe o ano para me atirar à primeira loja de cosméticos e de produtos de higiene para comprar todas as porcarias possíveis. Tal não é o condicionamento.... antes de iniciar este processo, em Janeiro de 2010, imaginava que os produtos bio não limpavam tão bem como os outros. Agora rio-me de tais acepções pois sei por experiência que, por exemplo, a roupa não fica melhor lavada com detergente do que fica sem ele.

até já

1 ano de fraldas de pano


Olá,

venho partilhar a minha experiência com as fraldas reutilizáveis.

Fralda tudo em 1 - absorventes costurados com as capas, quando se sujam tem que ser todas lavadas e demoram + tempo a secar. O detergente líquido pode danificar a componente que fica em contacto com a pele do bebé e que é geralmente constituída por turco ou microfibra (espécie de tecido polar); Com o tempo ficam encardidas e feias;


Fralda de bolso - permitem colocar um absorvente dentro de um espaço criado para o efeito (para facilitar a visualização,diria que é como se as cuecas tivessem um espaço onde colocar um penso). Quando o absorvente é colocado dentro deste bolso ficamos com o mesmo problema das tudo em 1, molha-se tudo e tem que ir o conjunto para lavar/secar. Tenho duas destas e nunca ponho o absorvente dentro do bolso;

Capa de fralda - podem ser de vários materiais (existem de lã pura, de micro-fibra, de algodão impermeabilizado, de turco impermeável, de plástico....). São simples capas de fralda que se vestem como uma cueca, apertam com velcros ou molas e se podem utilizar com absorventes de todo o tipo. Parecem-me a opção mais fácil pois, quando se suja o absorvente, pode-se colocar apenas este para lavar. No meu caso, consigo utilizar uma capa de fralda todo o dia mudando apenas os absorventes. A capa de fralda, não estando em contacto directo com a pele do bebé - pois tem o absorvente ou fralda de algodão entre os dois - não coloca problemas de alergias, irritações cutâneas;

O que são os absorventes?

Como não gosto de me complicar a vida, utilizo como absorventes (dobrado entre o corpo do bebé e a capa de fralda) as fraldas tradicionais, as fraldas pré-dobradas, quadrados de flanela que cortei de lençóis velhos (os mais macios), fronhas de almofadas de flanela, pedaços de turco e, claro, os absorventes que são vendidos com as várias marcas de fraldas que existem no mercado.


Como lavar as fraldas?

De cada vez que troco uma fralda coloco-a numa bacia com água, vinagre e óleo essencial de árvore do chá. Sempre que vou fazer uma máquina de roupa coloco lá as fraldas que tiver para lavar. Não me preocupo com a temperatura a que lavo os absorventes pois o vinagre já "matou" as bactérias que possam existir. A minha única preocupação é que as fraldas com xixi nunca sequem e que o cocó nunca entre em contacto directo com o absorvente (para isso utilizo o papel de arroz).

Se as fraldas com o tempo ficam manchadas?

O que fica manchado é o absorvente: o tal turco, ou as fraldas de pano tradicionais, ou os pedaços de flanela. Não tenho grande "paixão" por pedaços de pano brancos ou lençóis velhos e, um ano depois do meu bebé nascer, já comecei a deitar os panos mais encardidos ao lixo. Quanto às capas, estão sempre impecáveis servirão para o próximo filho. Os dois exemplares de fralda tudo em 1 que tenho já estão bem descoloradas/ encardidas e duvido que passem ao próximo bebé.

Se as capas de fralda se estragam na máquina?

Depende muito da marca, o melhor é perguntar ao fabricante/vendedor, a que temperatura podem ir. Algumas das que tenho resistem a tudo, até à máquina de secar. Outras, foram para o lixo na primeira lavagem, muitas delas ficam com os velcros inutilizados depois de umas lavagens mas podemos sempre colocar novos velcros :)


Quantas fraldas de pano tenho?

Desde que ele nasceu tive e não gostei:
- 2 tudo em 1 que foram para o lixo por terem derretido na máquina de secar (infelizmente não tinham a marca escrita e como foram compradas em segunda mão, não posso advertir relativamente à mesma;

- 3 capas de plástico da bambinomio. também comprei em segunda mão e ainda assim foram ridiculamente caras. Um pack novo (3 capas +12 fraldas de pano rectangulares/brancas) chega a custar 185 euros. O pack de recém-nascido, o que eu comprei, só serviu ao meu bebé durante uns 15 dias. A partir dos 4,500kg não servem;

-1 capa de fralda impermeável + fralda interior em turco (ainda não tinha falado nesta) da Popolini. Se utilizarmos a capa com a fralda (2ª cueca em turco grosso),é realmente absorvnte mas leva uma eternidade a secar. Se utilizar a capa com outro tipo de fralda, deixa escapar o xixi pela coxa pois fica muito larga;

Ainda tenho e utilizo:
- 2 fraldas de bolso da bungenius que nunca uso com o bolso e que dão muito jeito quando o bebé está no sling/pano/manduca pois são moles e não marcam muito a pele. São tamanho único e por isso andamos com as mesmas desde que tem os tais 4,500kg (i.e. desde os 15 dias). Aconselho a partir dos 6 kg pois até aí deixavam transbordar na coxa. Podem ir à máquina de lavar e secar mas os velcros já começam a dar de si. Um dias destes tenho que os remendar. A desvantagem é que o interior é em micro-fibra (o tal tipo de polar) e quando se molha tem que ir tudo para lavar;

- 3 capas de fralda das Fraldiskeiras (uma amiga que confecciona) - são de turco impermeável no interior. Sempre que fica molhado de xixi, basta passar um pano e fica limpo. Resiste à máquina de lavar e secar mas nem necessita da segunda pois seca muito rápido. Basta-me 1 para um dia inteiro e só vou mudando os absorventes. A única situação em que não as utilizo é quando o bebé anda singlado (ou no pano/manduca) pois marcam a coxa. update: com o calor, o tecido impermeável tranapira muito e faz reacção com a pele;

- Uma gaveta cheia de panos de todos os tamanhos e cores. único requisito? é ser 100% algodão e se me fosse possível seriam todos em algodão biológico. Estes são os panos que coloco dentro da capa de fralda, que utilizava para os vómitos, febres e afins.



E se na creche não querem fraldas de pano?

vejo 3 soluções:
a) mudar de creche;
b) dialogar até que cedam às fraldas de pano;
c) utilizar fraldas descartáveis na creche e de pano fora da creche

Há fraldas descartáveis que são biodegradáveis umas de ingredientes biológicos e outras de ingredientes ditos "naturais". Encontram no google infos sobre isto.


Afinal para que servem as fraldas de pano?
ambiente, despesa etc... mas, não esqueçamos, a pele do bebé, o facto de poder respirar sem estar semre embrulhado numa coisa sintética que absorve o xixi mas também a humidade natural da pele. se coseguirem permitir que os vossos bebés andem sem fralda descartável pelo menos umas horas por dia já estão a poupar muito dinheiro, muito espaço em aterro, muito creme barreira e estarão a dar vida à pele dos vossos bebés.

Não temos que ser tudo ou nada, 100% descartável ou 100% reutilizável, também existe este imenso cinzento onde muitos de nós se inscrevem.

A melhor fralda do mundo? A fralda perfeita? Não existe. Perfeito só não usar fralda. A higiene natural, sem fralda é, na minha opinião, a única forma respeitosa e perfeita de tratar as necessidades fisiológicas de um ser humano. Mas isso daria outro post.

Espero ter ajudado

UPDATE: tudo o que possam querer saber sobre fraldas de pano estã muito bem escplicado, por várias mamãs experientes, no grupo facebook Fraldas Reutilizáveis

365 coisas que posso fazer...: Encontrar prendas para bébés amigas do ambiente

Resposta ao desafio colocado aqui

se é verdade que é importante reciclar e reutilizar quando falamos de bens de consumo para bebés e crianças, também é verdade que a melhor forma de evitar desperdícios é não comprar.

Actualmente, nas sociedades ocidentais, fazem os pais acreditar que são necessários muitos bens de consumo para se poder ter um filho mas isso simplesmente não é verdade.

Querem mesmo que a vida daquele bebé seja marcada pela vossa presença? ofereçam respeito, paz e tempo. i,e:

- não invadam o seu espaço de tranquilidade, pelo menos, no primeiro mês após o nascimento. Adoramos ir visitar (e incomodar) um recém nascido mas desaparecemos nos meses subsequentes que é quando a mãe mais necessita de companhia;

- ofereçam comida saudável, os recém pais não vão ter tempo para a fazer e é muito importante que a mãe se alimente bem;

- ofereçam os vossos serviços para limpar a casa e engomar libertando assim a mãe para o que é importante, cuidar do bebé. também podem oferecer vales da lavandaria mais próxima;

- ofereçam vales de compras com entrega ao domicílio. Ou ofereçam-se para ir ao supermercado. vai ser uma bênção para os recém pais não ter que enfrentar o supermercado;

- esterilizador, termos, biberões são tudo objectos perfeitamente desnecessários se a mãe amamentar. Não os ofereçam: Ao darem uma destas coisas estão a dizer à mãe que acreditam que ela não vai conseguir amamentar o seu filho e que por isso vai necessitar daquelas coisas. Ofereçam antes um curso/workshop de amamentação. Nenhuma mãe sabe tudo, nenhuma mãe sabe o suficiente e podemos sempre melhorar e tornar mais fácil a amamentação dos nossos filhos;

- carrinhos de passeio com 1001 acessórios integrados são perfeitamente dispensáveis se o bebé passear no melhor sítio do mundo, o colo de uma adulto. Para possibilitar isso, ofereçam um sling;

- quartos cloridos, cheios de mobiliário infantil e parafernálias várias são desnecessários pois o bebé apenas vê a uma distância de 20 cm e vai-se sentir tão só e desesperado num quarto "de sonho" como num espaço vazio. O melhor é mesmo dormir com o bebé por perto; Ofereçam um berço de encostar à cama dos pais para que todos fiquem juntinhos. pensem no bom que vai ser a mãe não ter que se levantar para dar de mamar;

- uma gama de cremes e pós perfumados são prejudiciais para a pele do bebé. O melhor é utilizar apenas água e leite de mama para a limpeza do bebé e também para a desinfecção de pequenos arranhões e assaduras; Querem oferecer algo? Escolham produtos bio, as conhecidas marcas de cosmética para bebés estão cheias de parabenos, perfumes e outros produtos químicos;

- brinquedos de plástico ou de peluche são tão desinteressantes para um bebé que eles só querem as etiquetas. Se acham mesmo importante que um bebé brinque sem ser com o seu corpo ou com objectos do quotidiano, ofereçam-lhe brinquedos de madeira ou de borracha natural. Pelo menos não estarão a engolir ftalatos e Bisphenol A, entre outros componentes químicos prejudiciais;

tenho tantas mais ideias :)

puxando a brasa à minha sardinha, ofereçam fraldas reutilizáveis feitas em Portugal. Bookmark and Share

Um mundo melhor para os meus filhos

Deixei-me contagiar pela ema magalhães e adoptei algumas medidas que vão contribuir para que o meus filhos vivam num planeta mais verde:

#1. Abolir os marcadores diminuindo assim o consumo de plástico e produtos tóxicos. Nunca os utilizei muito para além dos marcadores fluorescentes mas de agora em diante nem esses vou comprar;

#2. Na roupa branca, substituir a lixívia por bicarbonato de sódio, vinagre ou branqueador da Ecover;

#3.Utilizar vinagre para limpar  casa. Pode ser utilizado para quase tudo e chegou a ora de passar da teoria à prática comprando uma garrafa de vinagre branco destilado para a lida da casa;

#4. Utilizar apenas um copo por dia em vez de, sempre que estou em casa, juntar uma montanha de copos no lava loiça;

#5. Germinar sementes e grãos em casa evitando assim comprar mais embalagens. Já o fazíamos mas com pouca frequência;

#6. Instalar o black pixel no meu computador. "Independentemente do fundo do monitor ou do programa que estejamos a usar ele está sempre lá, um quadradinho desligado, a poupar energia";

#7.  Substituir o wallpaper do computador por um ecrã preto para poupar energia;

#8. Diminuir o brilho do ecrâ do computador;

#9. Escurecer o fundo do blog;


#10. Não gravar música em CD's


#11.  Colar o autocolante "publicidade não endereçada, aqui não, obrigado" na caixa do correio...

Algumas das práticas defendidas pela Ema já eram conhecidas cá em casa mas é sempre bom relembrar:

#1. Calafetar as portas

#2. Utilizar exclusivamente produtos de higiene e cosmética biológicos. Não quero vestígios de químicos utilizados em hidratantes, desodorizantes (optei pelos de sal) champô e gel de banho, dentífrico (Parodontax ou outro de sal), amaciadores e batons a correr nas veias do meu filho. Até o hidratante de rosto anti-rugas é bio. Verniz das unhas, há muitos anos que não uso.

#3.  Lavar a roupa e loiça com detergentes bio. Optei pelo ECOVER e para toda a roupa e loiça e não apenas a do bebé. Quem vive na AML talvez goste de saber que na Miosotis estes detergentes são mais baratos do que no Continente;

#4. Comprar exclusivamente ovos, leite e carne bio;


#5. Colocar economizadores em todas as torneiras da casa

#6.   Deixar de usar as toalhas de papel e os secadores de mãos nos sanitários públicos

#7.  Deixar de usar pensinhos diários

Outras coisas que adoraria fazer mas que vão levar algum tempo a conquistar espaço por causa do hábito, da preguiça... do comodismo:


#1. Tirar o cartão da biblioteca. Talvez o faça no Palácio das Galveias que parece ter um espaço infantil muito agradável;

 #2. Escovar os gatos regularmente para ter menos pelos pela casa e, consequentemente, utilizar menos o aspirador;

#3. Aprender a tricotar

#4. Vestir mais uma camisola e baixar o aquecedor. Não consigo estar em casa com a temperatura abixo dos 17 graus. Simplesmente não é confortável. o melhor que conseguimos fazer foi comprar um aquecedor que dizem ser de baixo consumo ( factura de electricidade logo o dirá).

#5. Deixar de beber água engarrafada

#6.Comprar apenas legumes da época e nacionais (de preferência biológicos)

 #7. Lavar os dentes com um copo de água