Como, quando e porque é que decidiram não por os meninos na escola?

Quem me conhece pessoalmente sabe que há quase uma década que me dedico à minha família é à maternidade de forma (quase) exclusiva, poucas são as oportunidades que tenho - e isto entende-se ao pai dos meus filhos - para sair e conviver, sem as crianças. Nem sei se lhe deveria chamar “oportunidades” já que estas não surgem espontaneamente, são criadas e nós não nos dedicamos a criar oportunidades para sair de casa, só entre adultos, para estar com amigos, para viajar ou estar sozinhos, nós fizemos outras escolhas.  

Quando digo que me dediquei à maternidade, não pretendo insinuar que me tornei uma “fada do lar”, que passa o dia entre os tachos, a criar refeições divinas (embora eu tenha muitas vezes a sensação de que passo, efectivamente, uma grande parte do dia na cozinha, sobretudo a lavar loiça) e tem uma casa, jardim, horta e filhos imaculados,sem nódoa que se possa apontar. Pelo contrário, o caos parece ser uma constante nas nossas vidas e isto porque decidimos não por os meninos na escola, pelo que, só não há correria, gritaria, gargalhadas e muita vida nesta casa, quando as crianças estão a dormir e, por essas horas, já nós estamos também cansados demais para pensar em gastar o último fôlego a tornar de revista, a casa que se vai, inevitavelmente, desarrumar e encher de vida no dia seguinte.

Ora, o que faço eu então, que me tornei “doméstica” e “dona de casa”, que a tal desafio dedico todo o meu tempo, se não o sou? Faço ensino doméstico!  Isto é, os meninos não vão ao infantário, jardim de infância, pré-primária e escola primária, aprendem connosco, em casa, e em vivências que lhes proporcionamos fora de casa (ainda não sei como vai ser no segundo ciclo pois ainda não chegamos lá).

Uma das questões que mais me colocam é uma variante de “como, quando e porque é que decidiram não pôr os meninos na escola?” e é sempre dificílimo de responder.

Não foi por eu não gostar da escola que um dia decidi que os meus filhos não iriam passar pelo mesmo. Eu sempre gostei da escola, aliás, eu era daquelas crianças que anseiam pelo regresso às aulas em Setembro e tive um bom percurso escolar. Até recentemente lecionava na universidade e considerava o sucesso escolar a melhor medida de sucesso pessoal. Também não foi porque um dos meus filhos tive algum tipo de dificuldade, ou má experiência na escola, eles nunca estiveram numa escola, como alunos.

Quando o meu filho mais velho tinha cerca de dois anos, fiz voluntariado numa escola ligada à pedagogia Waldorf. Este trabalho voluntário cumpria, para mim, vários objectivos, nomeadamente: o de sair do apartamento na cidade e estar, diariamente, em contacto com a natureza; o de estar com outros adultos e permitir ao meu filho brincar com outras crianças;  o de aprender mais sobre a pedagogia Waldorf e a antroposofia, de forma a trazê-la para o nosso quotidiano. 

Da experiência de voluntariado em contexto escolar poderia advir, ou não, a vontade de o meu filho, no ano letivo seguinte e já com três anos, integrar uma das turmas da escolinha mas, tal não aconteceu, pelo contrário, ele não tinha qualquer interesse em se juntar aos outros meninos ou seguir as educadoras para além dos tempos de brincadeira no recreio. 

Eu, que já há um ano lia e estudava todos os materiais que encontrava sobre ensino doméstico e unschooling, compreendia a sua recusa em integrar o grupo de crianças, em fazer parte da turma e, ao mesmo tempo, legitimava, com aquela experiência, as minhas descobertas de que existem formas de educar e modos de vida que não passam pela escola e que, sendo legais em Portugal, se apresentam, para nós, como uma escola legítima.

Foi por acreditar no ensino doméstico e no unschooling, por acreditar que é o melhor para a minha família que escolhi fazê-lo. Nenhuma escola, projecto alternativo, comunidade de aprendizagem, seria perfeita para nós pois a nossa escolha é viver sem escola.

Esta é a nossa estoria e a resposta mais verdadeira que podemos dar às perguntas “como, quando e porque” decidimos fazer unschooling. Mas, eu vejo pelos olhares dos meus interlocutores, que não é uma resposta que satisfaz. Talvez eu mesma não me apresente com muitas certezas e, de facto, não as tenho. Escolher fazer ensino doméstico não nos traz menos dúvidas do que escolher a escola pública mais perto de casa - com todas as vantagens e desvantagens que daí advém - quando se podia ter escolhido a melhor escola privada da cidade, ou, vice versa.  

É mais fácil explicar e justificar, porque se escolheu a escola com a pedagogia x ou y - permite estabelecer comparações com outras escolas e métodos de ensino, permite apresentar números, resultados - do que explicar porque se escolheu o ensino doméstico. É também mais fácil elaborar sobre as dúvidas em relação à escolha da escola ou tipo de pedagogia do que expôr, com terceiros, as nossas dúvidas sobre o ensino  doméstico.  

Quem escolhe uma muito boa, ou muito má, escola não tem nada a provar, o ónus da prova  está no corpo docente, eles é que tem que apresentar resultados. Quem opta pelo ensino doméstico, é responsável pela escolha, pela implementação diária e pela apresentação dos resultados o que dá muita margem, tanto para dúvidas, como para críticas. Mais difícil ainda é explicar porque se escolheu fazer deschooling e depois unschooling, isto é, não ir à escola nem fazer escola em casa.  

Um lugar comum seria dizer que é sempre mais fácil justificar e conversar sobre as escolhas e dificuldades da maioria do que da minoria e, em Portugal, somos um grupo muito residual de famílias em ensino doméstico.

Aprendi a não me perder em explicações sobre as nossas opções e a não expor as minhas dúvidas e incertezas, a quem tem, sempre teve e sempre vai ter, os filhos na escola, tal como, com quem faz ensino doméstico há menos tempo do que eu. Não é que não confie nestas pessoas, contenho-me porque, me diz a experiência, que o diálogo se torna infrutífero para ambas as partes. Com todas estas pessoas sou o mais vaga possível, de forma a manter a conversa interessante e útil para todos.

Também não me demoro em considerações e criticas à escola, ao sistema de ensino vigente, nem a sonhar e projectar uma escola ou uma comunidade de aprendizagem diferentes. O nosso dia-a-dia não passa pela escola, nem por participar na mudança dos modelos agora implementados. Para nós, a revolução faz-se em casa, em cada um de nós, um dia de cada vez.

Noutros tempos passava horas a escrever, nomeadamente neste blog, mas também já não escrevo sobre a maternidade, a família, a aprendizagem, em primeiro lugar porque não me sobra tempo para a escrita, em segundo lugar porque há tantas pessoas mais experientes do que eu, com trabalhos fantásticos e com tão grande capacidade de resposta às nossas dúvidas, que é para esses que quero encaminhar quem me questiona sobre os “como e porquê?” da escolha do unschooling, mas também, sobre o (ou os) “”como fazer unschooling e fazê-lo bem?”

E assim chego ao que me levou a escrever este texto, partilhar a minha lista de recursos para conhecer e fazer unschooling (*). Pensei que se estivessem todos reunidos no mesmo sítio, me seria mais fácil passar a informação, da próxima vez que surgir em conversa.

Espero que seja útil.

CONHECER O UNSCHOOLING. O que é, em que consiste a aprendizagem, que questões teórico- práticas se levantam quando se pensa em fazer unschooling? Quem pode fazer unschooling?
Fazer download e ler o Livro introdutório gratuito What is Unschooling da PAM Laricchia, disponível em  http://livingjoyfully.ca

É um livro conciso, muito acessível e que ajuda a compreender o que é o unschooling e que passos dar no sentido da desescolarização para que seja possível fazer unschooling bem.
Ouvir o podcast Celebrating the Unschooling Life, da Amy Childs, disponível em
http://unschoolingsupport.com/category/podcast/

Existem outros podcasts, até mais actuais, mas este é o de mais fácil compreensão e o mais resumido. Levanta questões que nos fazem repensar a nossa relação com o conhecimento e com a escola. Questiona as nossas ideias pré-concebidas sobre a maternidade, a família  e a infância. Toca nas questões emocionais importantes para que  seja possível fazer a passagem  do paradigma da escolarização para uma vida sem escola. Ideal para quem quer conhecer o unschooling ou para quem tem filhos pequenos, logo, pouco tempo para ouvir com atenção.

APROFUNDAR OS CONHECIMENTOS SOBRE UNSCHOOLING. Como se faz? O que é preciso para fazer unschooling? Que desafios, que obstáculos e que respostas existem? Quem são as famílias que fazem unschooling e o que posso aprender com elas? O que muda na relação de um casal com filhos em unschooling? Que trabalho emocional exige o deschooling e unschooling?

Ler os 3 livros da Pam Laricchia:
Free to Learn
Free to Live
Life through the Lens of Unschooling
Disponíveis para compra na Amazon ou no site http://livingjoyfully.ca/books/

Ler os dois livros da Sandra Dodd. São eles:
Moving a Puddle and other essays disponível em http://sandradodd.com/puddlebook
Big book of unschooling disponível na Amazon e em http://sandradodd.com/bigbook/

Os 5 livros são compostos de artigos e/ou capítulos pequenos que podem ser lidos separadamente, ideal para quem não dispõem de muito tempo. Tratam de todas as questões teóricas sobre o unschooling e a desescolarização, tal como, apresentam exemplos práticos de como viver em unschooling. Ajudam-nos a conhecer e repensar os obstáculos que se nos podem apresentar, dando ideias de como os ultrapassar ou, melhor ainda, ajudam-nos a ser proactivos no sentido de construir caminhos e experiências que permitem fazer unschooling bem.

Depois de ouvido o podcast e folheados os livros acima mencionados (ou enquanto os estamos ler, se  forem tão ávidos  de conhecimento  e tão cheios de perguntas como eu) é importante fazer pesquisas temáticas que nos permitam responder aos pontos em que sentimos mais curiosidade, mais medo ou resistência e/ ou necessidade de aprofundamento sede de saber. Questões como “o que fazer todo o dia?”, “como conseguir tempo para mim”, “devo limitar a exposição à televisão”, “se o deixar, vê tv todo o dia”, “já tem x anos e não aprendeu a ler” , “como vai aprender matemática?”, “como explicar o unschooling à família alargada?”, "então e a socialização?"  foram já debatidas, à  exaustão, ao longo de mais de 30 anos, por mães e pais de unschoolers, de todas as idades, e os melhores resumos dessas conversas, podcasts, conferências, artigos, blogposts estão nestes três links:
Pam Laricchia - http://livingjoyfully.ca

VIVER EM UNSCHOOLING. Viver em unschooling implica a pesquisa permanente de respostas para as questões quotidianas que, na ausência de escola e de regras arbitrárias, são geralmente diferentes do que encontramos nos recursos tradicionalmente disponíveis para as famílias. Assim sendo, importa estarmos rodeados das ferramentas e pessoas que nos tragam a inspiração e as soluções que nos permitem viver de acordo com os princípios fundamentais do unschooling e da nossa família. Para mim, são eles:

O blog Just add ligth and stir em http://justaddlightandstir.blogspot.pt/?m=1

Para receber, diariamente, frases curtas que nos inspiram e motivam no percurso da desescolarização e unschooling. Cada frase vem acompanhada de links para que possamos explorar os vários temas apresentados.

O podcast Exploring Unschooling. Disponível em http://livingjoyfully.ca/podcast-2/

É composto por entrevistas aprofundadas a famílias unschoolers de todo o mundo, de discussões de livros sobre unschooling ou temas afins que são tratados sob o ponto de vista do unschooling e de sessões de perguntas e respostas que tratam a maioria dos temas que surgem no quotidiano de uma.família unschooler. Vai no episódio 103 (Dezembro de 2017) e cada episódio tem cerca de 1 hora. Estão disponíveis as transcrições do podcast e em cada episódio são disponibilizados os links dos todos os recursos mencionados o que nos dá mais pistas de aprofundamento. Eu teria adorado conhecer este podcast quando tinha só um filho é entanto ele ainda dormir a sesta, para poder ouvir atentamente, tirar notas e, sem dúvida, aprender muito e evitar muitos dos erros que já cometi.

As mailing lists e grupos de discussão onde as nossas perguntas e desabafos são devidamente analisados e enquadrados para que, ao lermos as respostas, estejamos efectivamente a dar um salto qualitativo no sentido de ultrapassar as dificuldades.
Para mim este espaço foi, durante 6 anos, o grupo Yahoo Always Learning. Acessível neste link: https://groups.yahoo.com/neo/groups/AlwaysLearning/info

Actualmente, as interacções da Always Learning transitaram para o Facebook, num grupo igualmente moderado pela Sandra Dodd. Aqui fica o link para que possam aceder à informação sobre o grupo Radical Unschooling Info e decidir se querem, ou não, aderir http://sandradodd.com/facebookgroup
Tanto a Always Learning como o Radical Unschooling info foram desenhados para unschoolers experientes o que implica, pelo menos, ter algum conhecimento prévio sobre unschooling e ter a cargo crianças em idade escolar. Não são os locais adequados para colocar questões sobre o dia-a-dia com crianças pequenas mas, a leitura e pesquisa, em ambos, pode ser muito útil para quem tem filhos pequenos, está a fazer o seu próprio deschooling e pensa fazer unschooling quando as crianças chegarem a idade escolar.

Uma ferramenta mais recente é o grupo Facebook Unschooling Q&A, de.perguntas e respostas sobre unschooling https://m.facebook.com/profile.php?id=1133087283404040&ref=content_filter

Para quem tem filhos pequenos, existe o grupo Unschooling mom2mom early childhood https://m.facebook.com/groups/1139112776136514, da Sue Patterson - onde também escreve a Pam Sorooshian. Este grupo tem resumos semanais por e-mail para quem, como eu, não consegue acompanhar a efervescência de discussões simultâneas no Facebook https://suepatterson.lpages.co/weekly-wrap-up/

(*) Esta lista poderá vir a ser editada para incluir outros recursos.

O altar sagrado da gravidez e parto

Constrói um altar à gravidez e parto. Ao longo dos 9 meses de gestação, vai acrescentando itens significativos para ti. Podes incluir velas, fotografias das tuas ancestrais(mulheres da família), imagens representativas do parto que desejas, cristais, fotografias tuas e do teu parceiro, sementes, conchas e tudo o que desejes.

http://www.beliefnet.com/Love-Family/Parenting/2000/05/Welcome-Your-Baby-Pagan-Traditions.aspx
"Madres benditos sean sus Úteros, centros creativos de donde todo se genera, hijos, ideas, comida, palabras, danzas, textos, sexo, bendiciones, y todo lo que nuestra sombra nos trae, por todo esto benditas sean todas las mujeres por sus centros creativos, vibrantes y despiertos" Wendy Pasco

Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida

Criopreservação


Preservamos sangue do cordão umbilical que, comprovadamente, é essencial chegue ao bebé, no momento e forma pré-determinada pela natureza:

"Childbirth experts are urging the NHS to reverse the policy it has pursued since the 1960s of clamping and cutting a baby's umbilical cord as soon as it is born, citing mounting evidence that this may leave newborn babies deprived of vital blood from the placenta."http://www.guardian.co.uk/society/2013/apr/25/cutting-cord-babies-risk-nhs

Todos os meses, deitamos fora, sangue que tem as mesmas características que o sangue de que privamos as nossas crianças:


Can Mail-In Menstrual Blood Banks Help Save Lives? | TIME.com

Banking Menstrual Stem Cells | What are Menstrual Stem Cells | Cryo-Cell
 
Ou escolhemos dar, à nascença, as reservas de ferro que vão permitir ao bebé viver os primeiros meses de vida sem riscos e com vitaminas e nutrientes essenciais ao seu bom desenvolvimento - pois todos estes são transferidos, através do cordão, quando este pode deixar de pulsar de forma natural - ou escolhemos criopreservar esse mesmo sangue para que, quem sabe, talvez, um dia, se a criança que foi privada do que a natureza lhe destinou à nascença, possa vir a ser ajudada a superar uma hipotética doença. doença essa que, até pode ter sido causada por essa privação inicial. 
Um cordão umbilical que é cortado antes de parar de pulsar, obriga o bebé a respirar de forma abrupta. Ao nível físico isto pode representar um mau funcionamento do sistema respiratório e é o responsável pela morte súbita e embolias pulmonares - infelizmente, ninguém quer falar nisto. Também ao nível físico, devido ao stress que provoca na criança, atrapalha a amamentação e a vinculação.

Ao nível emocional, representa a sobrecarga por adrenalina e cortisol num momento já de si tão traumatizante.

Ao nível espiritual representa o acolhimento num mundo de escassez. Cortar o cordão antes de ele parar de pulsar é dizer à criança, "respira ou morres", "sofre ou morres".
Para a mãe, implica problemas a parir a placenta, pois o corte abrupto do cordão impede que a placenta receba a mensagem de que já não é necessária no útero e se iniciem as contrações para a expulsar. Isto obriga, tantas vezes, a injeções de oxitocina para "facilitar" a expulsão da placenta - indução - , a que a placenta seja dolorosamente arrancada, a massagens igualmente dolorosas para retirar coágulos que nem deveriam existir, a placentas rasgadas e consequentes problemas relacionados com endometriose.

Quantas de vocês sabem se a expulsão da placenta, no vosso parto, foi ou não induzida?

Aliás, quantas coisas não sabes sobre os procedimentos a que foste sujeita durante o parto e eus benefícios para ti e para o teu bebé (ou bebés)? Porque não sabes?

 
Outras mensagens neste blog

Corte do cordão umbilical

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Para os pais (homens)

O Livro que todos os pais (sim, os homens) deviam ler antes do nascimento dos seus filhos: 

www.marriageofsexandspirit.com/MSS_2Travis.pdf (copiar e colar no browser)

update, vídeo de apresentação: 




Pode Interessar, neste blog:
Casamento comunidade e tribo

Trabalhar a partir de casa, com filhos à perna

Por mais voltas que dê encontro-me sempre com o dilema de ter que trabalhar tendo o filho por perto. Dou ainda mais voltas cada vez que os prazos apertam ou não fosse eu a Mestre da Arte de Tergiversar Procrastinar, dou workshops, se desejarem seguir os meus passos. Tem é que ser bem pagos, claro.

Nos últimos anos, uma das formas de exercer a minha arte com mestria, tem sido passear pela net, ler 1001 mensagens nos 500.000 fóruns em que estou inscrita, escrever neste blog, ler tudo e mais alguma cosia no facebook. Uma dica boa que vi algures no ciber-espaço foi que, em vez de lutarmos contra esta "necessidade" de adiar o trabalho, podemos integra-la como um dos nossos hábitos o que nos permite tergiversar um bocadinho antes do início de cada jornada. Assim sendo, escrever nest blog, passou a ser um momento de preparação para o trabalho.  Depois disso, fico mais apta a realizar outras tarefas que requerem o computador e concentração.

Agora que chegou trabalho novo para fazer, esta dica já não me é suficiente e por isso aproveito o meu momento de procrastinação para escrever aqui as dicas de outras mamãs com filhos pequenos, que trabalham a partir de casa:

- Trabalhar à noite, depois de os pequenos irem dormir (impossível para quem tem filhos muito activos que requerem muitas horas de brincadeiras físicas);

- Trabalhar de manhã cedo, antes de as crianças acordarem (impossível para quem amamenta em livre demanda durante toda a noite e ainda leva a criança ao WC);

- Separar os brinquedos das crianças em diferentes caixas que se vão apresentando de forma rotativa. Desta forma a criança tem brinquedos "novos" e entusiasmantes com que se entreter. Quando o interesse esmorece trazer mais caixas de brinquedos (não funciona aqui em casa, só se tivesse 100 caixas de brinquedos e mesmo assim.... mas talvez funcione com crianças mais velhas?); 

- Dar às crianças actividades que estas podem desenvolver de forma independente (seguramente para crianças mais velhas. (O max que consigo é algo como "leva este copo para a cozinha" ou "queres colar estes autocolantes?" que acabam em 3 segundos. Se apostamos nas pinturas, lá se vão as paredes, os puzzles e jogos voam por todo o lado, a mala das ferramentas idem. Por enquanto, funcionam as brincadeiras na água o que inclui tomar banho e dar banho a todos os bonecos,na varanda);

- Trabalhar no mesmo local onde as crianças brincam para facilmente poder dar inputs e participar nas suas brincadeiras (é isto mesmo que acontece aqui e é muito facilmente participar nos seus interesses pois se eu me sento com o computador, tudo o que ele quer é colo e brincar com o teclado);

- Definir períodos, ao longo do dia, durante os quais nos podemos concentrar no trabalho e outros para nos concentrarmos nas crianças. Por exemplo, concentrar o trabalho nos horários das sestas .(funcionou lindamente enquanto havia sestas. Agora fico a rezar para que o sono venha e esta espera faz crescer a irritação e o ressentimento. Isto leva-me à próxima dica que é inteiramente da minha autoria;

- Relaxar e não fazer planos rígidos. Simplesmente aproveitar todos os momentos disponíveis para trablhar sem criar expectativas de que vai ser à hora X ou Y ou durante N tempo (in progress);

- Enquanto se estiver com as crianças não estar a pensar no trabalho. Enquanto estiver a trabalhar, não se sentir culpada por não estar com as crianças. Não fazer as coisas pela metade, meio com as crianças e meio a trabalhar porque acabamos por não fazer bem nenhuma das duas e por nos sentirmos culpadas.A ideia é garantir que ambos recebem a atenção de que necessitam e que quando estou focada neles é a 100% (mais fácil de escrever do que de fazer mas estou a tentar); 

- Encontrar uma outra mãe com quem partilhar os cuidados das crianças, para que se possa trabalhar (ia, ia. Continuo nessa procura e na procura de um local onde mães e crianças possam permanecer e que sejam maiores e mais arejados do que os micro apartamentos Lisboetas onde vivemos. Temos as mães e os filhos, falta-nos o espaço. Já tentamos em jardins públicos, com e sem parque infantil, com e sem explanadas mas é muito complicado porque as crianças se aborrecem de estar naqueles parque idiotas, porque não há wc's, há cocós em todo lado, com o sol não se vê o ecrã do computador, porque chove etc... etc....);

- Levar toda a parafernália para o jardim onde as crianças podem brincar e a mãe trabalhar (fixe para quem tem jardim em casa, fixe se não nevar, ou chover, ou estiverem 40º.);


- Convidar amigos dos filhos, parentes etc... para que possam vir brincar enquanto a mãe trabalha (mais uma vez, teria que ser fora dos 48 m2 que estamos a pagar ao banco);

- Deixar a criança ver TV, DVD e brincar com o computador (apesar de não me agradar a ideia, é o que tenho tentado mas, na maioria das vezes, sem qualquer sucesso. Se eu estou no computador ele quer o meu computador e o meu teclado);

- Desenvolver actividades com a criança que a deixem verdadeiramente cansada, seguidas de refeições substanciais. Assim temos mais hipóteses de que durmam a sesta e se deitem cedo (ainda que isso não seja garantido e que podem sempre adormecer a caminho de casa e acordar assim que lá entram deixando a mãe de rastos e sem conseguir trabalhar. Como eu conheço este cenário);

- Contratar um/uma jovem estudante que tenha tempo e jeito para estar com crianças (onde estão?);

- Pensar que não será necessário viver com as contas apertadas por muito mais anos dado que a criança vai crescer e ser cada vez mais autónoma o que aumentará o tempo disponível para o trabalho dos pais (lembro-me disto todos os dias.);

-  Pai e mãe trabalharem em part-time o que dá um salário a 100%  e muito mais disponibilidade para os filhos (claro que esta e outras excelentes dicas foram dadas por pais num mercado de trabalho bem diferente do nosso. Se isto nos fosse possível, já lá estaríamos. Aqui os empregos a meio tempo não abundam e isto para não falar nas dificuldades de viver só com um salário a 100%);

- Suplementar o salário com trabalhos sazonais (bora lá para a pêra rocha? Dicas de trabalhos sazonais que se possam fazer com crianças?)

- E falando em contas, podemos sempre diminuir as despesas. Aceitam-se dicas de redução de despesas.

- Trabalhar em troca de bens e serviços, em vez de dinheiro. Trabalho com o S. numa horta/jardim, em troca de comida. Cansativo e muito agradável. Veremos o peso desta troca no orçamento familiar.

Outras partilhas e dicas sobre o trabalho a partir de casa, com crianças:

http://wantamiracle.blogspot.pt/2011/10/trabalhar-partir-de-casa-sendo-mae.HTML

http://wantamiracle.blogspot.pt/2011/10/uma-mesa-e-uma-cadeira.HTML

http://wantamiracle.blogspot.pt/2011/04/do-trabalho-aos-filhos-dos-filhos-ao.HTML



Ser "só" mãe

Inúmeras são as vezes em que ouço mães, em licença de maternidade e/ou mães a tempo inteiro, lamentarem-se pelo facto de não terem tempo para mais nada, de não contribuírem para o orçamento familiar, de não se sentirem importantes e reconhecidas pelo seu trabalho. 

Eu mesma deixo-me levar muitas vezes, e aumento com as minhas queixas, este corpo de dor feminino ligado ao desmerecimento ao acto de cuidar, nutrir, acarinhar uma (ou mais) crianças que são, afinal, os atributos primordiais do "ser feminino" seja ele homem ou mulher.
 

Os ecos que me chegam são muitos e vão desde a culpabilização da criança ...

"ele/a não dorme mais do que 10 minutos, passa o dia todo ao colo, não me deixa fazer nada, nem banho consigo tomar."

"Se o/a levo para a horta comigo destrói tudo, eu digo-lhe para não mexer e ele/a não me houve
, não consigo fazer nada todo o dia".

"quer atenção exclusiva, não me posso distrair com nada, estou cansada"

... à inevitável comparação com as outras crianças...

"eu não entendo, os outros miúdos dormem toda a noite e só esta/este é que não dorme."


"eu nunca vi uma criança chorar tanto, a minha mãe também não"

"quer mamar de 5 em 5 minutos. Por ele/ela eu passava o dia sentada a dar-lhe de mamar".

Também se ouve muito a auto-desvalorização do actividade de cuidar de outrem, especialmente por não ser assalariada ...

"se eu ganha-se pelas horas que fico a cuidar dele/ela, estava rica"

"eu queria contribuir com alguma coisa de importante para a família, em casa sem ganhar dinheiro, sinto-me uma inútil"


E, tantas vezes, as nossas crianças tornam-se um verdadeiro impecilho face a actividades mais nobres..


"se ele/ela não fosse tão dependente eu conseguia limpar a casa"


"quem me dera que ele/ela dormisse a sesta para eu conseguir cuidar da horta"


"eu quero trabalhar a partir de casa para poder estar com ele/ela, ainda não sei no quê mas mesmo que soubesse, ele/ela não me larga um segundo"
O discurso a que nos sujeitamos, dia após dia, é o de que todas as crianças são "melhores" do que a nossa, todas as mães são mais "produtivas do que nós, todas as casas são mais "confortáveis" do que a nossa, todas as mulheres são mais "cheirosas e arranjadas" do que nós, todas as famílias são mais "ricas do que nós" .....


Paremos uns segundos! Observa com atenção! Lembra-te da família A, B, C, D que conheces.... onde estão essas verdades com que te martirizas?


Viste-as? Consegues recolher factos observáveis?


Não, não consegues, são fruto das tuas crenças e começam com um simples sou "só" mãe.

Também ouço muitas vezes "ninguém entende/reconhece/ valoriza o trabalho que isto dá, é mais cansativo do que ir trabalhar". É verdade, há muita gente que não entende, reconhece, valoriza, incluindo TU (e EU, todas as vezes que me distraio e mergulho num corpo de dor que não me pertence).








Gratidão ♥ *•.¸Paz¸.•♥•.¸Amor¸.•♥•.¸Sabedoria¸♥ •.¸Prazer¸.•♥•.¸Alegria¸.•♥•.¸¸ Vida

Candida Albicans

O que é?

 "A candidíase também conhecida por monolíase, candidas, sapinhos ou outros nomes, é uma infecção fúngica causada pelo fungo Cândida Albicans que vive naturalmente no organismo humano, sem causar danos. A cÂndida Albicans desempenha uma importante função digestiva no organismo, ajudando a eliminar restos de comida."

Porque se desenvolve cândida Albicans? 

O aparecimento de Candidíase na boca, vagina ou outra zona do corpo é já a consequência do desequilíbrio da flora intestinal que foi agredida de alguma forma mas tendemos tratar a Candidíase como se fosse um problema vaginal ou bucal sem sequer mencionar os intestinos e flora intestinal nos tratamentos a que recorremos.

 Factores que propiciam o desenvolvimento da cândida albicans?

1. Destruição da boa flora intestinal através de medicamentos como antibióticos, esteróides  hormonas, cortisona, analgésicos, pílula anticocepcional,corticóides; 

2. Dieta com açúcar branco, cereais refinados, alimentos processados. Dieta acidificante. 

3. Pré-existente supressão do sistema imunológico causada pelo abuso de álcool e drogas;

4. Transfusões de sangue;

5. Doenças debilitantes, transplantes de órgãos ou quimioterapia;

6. Desejos de comer doces que podem ser já sinais de que a cândida está a proliferar de forma anómala, no intestino.


7. Alteração do PH do sangue. Corpo demasiado ácido. 8.    Estar grávida também predispõe muitas mulheres a esta condição já que altera o delicado equilíbrio do P.H. e no nível hormonal, tem que ter em conta que a levedura cândida frutifica no meio alcalino.
9. Amálgamas dentárias com mercúrio, ingestão de peixe e marisco contaminado com mercúrio, vacinas com mercúrio;

10. Ingestão de água com cloro;
11. Excesso de fluor;

12. Intoxicação alimentar;


13. Intoxicação emocional - libertação de adrenalina e cortisol - tristeza, angustia, medo, pânico, desespero, stress, entre outros estados emocionais alterados. 

14. Baixa acides do estômago 


15. Infrequente movimento do intestino, que leva à retenção, por um período demasiado longo, das substâncias de evacuação dentro do intestino; 



Sintomas de um desiquilibrio de cândida albicans?
- aftas;
- Sinusite pode ser Candidíase, i.e., filtração de leveduras nas fossas nasais.
-  Infecções (de leveduras) vaginais e orais;
- fadiga crónica, especialmente depois de comer;
- depressão;
- vontade de comer alimentos como pães e doces (as leveduras adoram doces);
- mudanças bruscas de humor;
- sentimentos de raiva (e agressividade), especialmente depois de comer alguma comida doce ou alimentos com gluten;
- sentir-se “embriagado” depois de comer uma comida com grandes concentrações hidratos de carbono;
-  hipoglicemia;
- mucosidade excessiva na garganta , nariz e pulmões;
- infecções de fungos na pele (pés de atleta, fungos variados);
- infecções vaginais e orais;
- diarreias;
- perda de memória, lapsos de tempo;
- sentir.se como “zombi";
- sensação de inchaço e gazes após as refeições;
- inchaço no sistema linfático;
- dores do tipo menstrual;
- suores nocturnos;
- dores no peito e articulações;
- perda de memória;
- pouca coordenação motora;
- visão ofuscada;
- dores de cabeça;
- insónia;
- alergia a alimentos;
- sensibilidade particularmente em condições ambientais de humidade (mofo);
- infecções graves nos rins, cistites e prostatites.
- sapinhos;
- cólicas;
- cólon irritável;
- comichão anal;
- prisão de ventre;
- garganta seca;
- vaginite e infecções das vias urinárias
- sensibilidade a produtos químicos;
- função imunológica diminuída;
- perda da libido.


Como se trata? 

A candidíase pode ser esgotante e afectar o estado psicológico. O tratamento do desequilíbrio da Cândida Albicans provoca um grande desgaste físico e emocional pelo que é aconselhável, durante a desintoxicação, beber muita água e ingerir chás e alimentos que ajudem ao bom funcionamento do fígado e rins. 

O que não se pode comer - O que alimenta  a cândida?

- Cereais - milho, trigo, centeio, cevada, ... - sob todas as formas, incluindo papas, pão, bolos e bolachas, massas, "massinha" na sopa, canja de galinha com massa, esparregado contém farinha. Comida pré-feita que contenha cereais. Atenção, ver bem os rótulos, há iogurtes com trigo, chocolate e pó com trigo. A maioria dos alimentos empacotados/ embalados contém cereais. Os hidro-carbonatos são o alimento principal da Cândida;  

- Açúcar e doces em geral, mel, melaço,malte, geleia de arroz, geleia de milho. A única excepção é a raparuda;

- Qualquer alimento que leve fermento;

- Melões, bananas,uvas, manga, abacaxi e a maioria das frutas doces e ácidas;

- Sumos de frutas, especialmente de laranja, e todos os que vêm em caixinhas e frascos;

- Frutas secas - ameixa, damasco, tâmara, uvas-passas, banana-passa etc, que além de açúcar (frutose);


- Todas as frutas cristalizadas ou em caldas;

- Nozes, castanhas e amêndoas em geral

- Amendoim, grande formador de cândida e possível portador de aflatoxina;

- Vinagre de qualquer tipo;

- Bebidas alcoólicas;

- Leite, queijos, requeijão e creme de leite;

- Batata, batata-doce;

- Farinha de mandioca; 

- Milho verde; 

- Arroz branco, e outros alimentos ricos em amido, farinha de arroz, farinhas lácteas; 

- Beterraba também não, por causa do açúcar; 

- Produtos fermentados da soja - misso, shoyu, tempê, natô; 

- Fritos, panados, gordura trans em geral

- Comidas que provoquem, ao indivíduo em questão  reacções alérgicas, já que elas enfraquecem o sistema imunológico e assim abrem as portas para a cândida; 

- Café e chá preto, porque contêm teína e afectam o equilíbrio do açúcar no sangue; as folhas do chá preto são fermentadas


 O que se pode comer?

Refeições Principais, mas também podem ser ingeridos como snaks:
- Peixes - os mais pequenos, chamados azuis são os menos contaminados com mercúrio - cavala, sardinha, carapau.

- Aves;

- Carne;

- Arroz integral - demolhado com alga kombu;

- Ovos;


- Frutas só as menos doces - goiaba, tamarindo, melancia, pêra, e assim mesmo só no intervalo entre as refeições, nunca de sobremesa dado que os ácidos estomacais produzidos para diregir os alimentos vão destruir os nutrientes das frutas não se tirando delas qualquer proveito. 

- Todas as leguminosas e sementes - grão de bico, feijão, quinoa, trigo sarraceno, aveia, amaranto, lentilhas ... - devem ficar pelo menos sete horas de molho antes de serem ingeridos.Desta forma inicia-se o processo de germinação que é quando os inibidores começam a “romper” as enzimas e os fitatos  que se encontram nos grãos. Eu gosto de demolhar os grãos juntamente com uma tira de alga kombo - para adicionar cálcio - e duas colheres de leite de kefir - para ajudar ao processo de fermentação


- vegetais sem amido: cenoura, abóbora, nabo comprido, rabanete, chuchu, vagem, quiabo,  pepino, aipo, funcho, cebola, alho, gengibre;

- rebentos de alfafa, de feijão, de bambu;

- tomate biológico - caso contrário não ingerir. Apenas ingerir tomate na época (fim de agosto a Dezembro...) ou tomatada caseira  feita com tomate da época. 


-  tomate, pimentões e berinjelas ingerir com moderação dado que acidificam o gangue; 

- todas as folhas: repolho, acelga, couve, chicória, alface, agrião, caruru, espinafre;

- Pepino e melancia refrescam e ajudam o corpo a eliminar água, o que é óptimo, já que você precisa se desintoxicar. Depois de comer a melancia, corte a casca, ferva e tome como chá. É um poderoso diurético, tanto que não deve ser tomado à noite para não perturbar o sono;


Snaks, mas também podem ser inseridos nas refeições principais:

- Manteiga sem sal - A manteiga (GHEE) é tida pelos médicos ayurvedas como uma gordura de óptima qualidade, desde que, evidentemente, seja de boa procedência; 



- Frutas secas/ desidratadas, menos as que estão listadas acima. Pode-se ingerir maçã seca, pêra seca...

Bebidas:

- chás de ervas sem teína - camomila é especialmente indicada contra cândida - todos os chás que ajudem o fígado e os rins;

- leite de cabra;

- leite cru;

- Água com limão;

- kefir, kombucha;

- Água, muita água, se possível de fonte/ filtrada. Água engarrafada é água estagnada e a água corrente tem cloro e milhares de nmicro-organismos muitos deles podem ser nocivos. Filtrar a água da torneira é a melhor opção;

Importante consumir ao longo do dia:
- algas marinhas, que, além de muito nutritivas, rejuvenescem e matam fungos;

- iodo -  Iodo é um mineral especialmente concentrado na tiróide, que controla a taxa metabólica, o crescimento, a reprodução, a formação de células sanguíneas, as funções nervosas e musculares e a temperatura corporal. Como a distribuição de iodo no meio ambiente é desigual, certas áreas, sobretudo as mais distantes do mar, produzem alimentos que não fornecem iodo em quantidade suficiente ao ser humano; isso gera doenças características de disfunção da tiróide. Atenção aos baixos níveis de iodo da população portuguesa;


- sal integral - ajuda a aumentar a ingestão de iodo;


- Alga kombu - adicionar às leguminosas e ao arroz integral a demolhar. 

- Algas arame e hijiki devem ser lavadas rapidamente sob a torneira, dentro de um escoador, ficam de molho meia hora em pouquinha água e podem ser refogadas como qualquer outro vegetal.


- Óleo virgem de coco: contém ácido caprílico e muito ácido láurico, que combatem com eficácia qualquer fungo. É útil inclusive para passar na vulva e na vagina - pelo menos duas colheres de sopa por dia.
 
Suplementos alimentares:
Devem ser ingeridos depois das sequelas,quando a mucosa intestinal começa a recuperar, pois, se esta está debilitada não conseguirá absorver os nutrientes ingeridos sob a forma de suplementos ou alimentos. Sabemos que estamos a recuperar quando deixamos de sentir os sintomas listados acima como sendo sintomas de desequilíbrio de cândida. cada pessoa terá uma combinação diferente de sintomas. No início da desintoxicação alimentar os sintomas tendem a piorar sendo que se sente, de seguida, uma melhora significativa  Quando começam as melhoras é tempo de iniciar a ingestão de suplementos.

Recomendo: 
- No início da dieta - Probiótico 

Quando começam a melhorar os sintomas:- Floradix Liquido - ferro
- Vitaminas do complexo B
- Pólen de abelhas contém muitos nutrientes, inclusive proteínas. Fora das refeições, 1 colher de sopa, deixando dissolver devagar na boca
- Ómega 3 - Extraído a frio e, se de peixe, dos mares do norte ou ártico.
Quando se pode retomar uma dieta normal?

Quando os sintomas/ sequelas, desaparecem, pode-se retomar uma dieta "normal" , tendo cuidado, voltar a introduzir a comida não recomendada, um tipo de cada vez e aos poucos. É melhor não comer nenhum tipo de produto que contenha açúcar refinado pelo menos nos 6 meses depois da recuperação.


Uma vez que se teve uma desregulação da candidíase fica-se propenso a te-la em outras ocasiões. 

O que mata a cândida -  Medicamentos e tratamentos naturais mais utilizados?


- Alho (na alimentação, em chá, em infusão, em cápsulas recobertas para se libertar apenas no intestino);

- Óleo Extra Virgem de Côco;

- Extracto de Semente de Toranja;

- Chá de Pau D'arco; 

- Bicarbonato de sódio - uma colher de café em meio copo de água, em jejum;

Tea Tree Oil, Óleo da Árvore do Chá (é devastadornocom a condição do pé de atleta, e outros ataques de fungos. Também pode ser usado para banho de assento.  Misturado com água e pode ser também tomado internamente de 3 a 4 gotas, 3 vezes ao dia - sem exceder esta dose. É necessário comprar um óleo que não seja apenas para uso externo);

- Algas Marinhas; 

- Cebola;

- Gengibre - fresco ingerido em chá ou ralado na comida. 

- Kefir;

- Kombucha;

- Óleo de Tomilho;

- Ozonoterapia;

-  Raiz de regaliz (suaviza o intestino inflamado, algo muito comum com cândida, o qual ajudará a prevenir a má absorção dos alimentos nutritivos e também no que se refere a alergias a certos alimentos. Tonifica as glândulas supra-renais e ajuda a regular a glucose no sangue, controlando o desejo de comer doces. Esta erva é excelente para a mucosidade excessiva);

- Astragalus (é uma erva muito popular na China, é excelente para a estimulação do sistema imunológico e é essencial para recuperar-se de um ataque de candidíase ou qualquer outra condição infecciosa);

- Aloe Vera pode ser aplicado se sofre de infecções de fungos nos pés;

- Ginseng (todas as suas variedades);

-  Canela; 

- Ácido caprílico ( uma cadeia curta de ácidos gordos, é muito efectiva contra a candidíase e por sorte. Pode-se comprar nas farmácias dietéticas. Melhor tentar encontrar uma com uma formula de fácil para diluição, de 300-500 mg a 1000 mg, a ser tomado com cada refeição);

- O oxigénio é também um componente antifungicida. Tomando produtos de oxigénio estabilizadores, tais como as combinações de peróxido com sabores , as quais se encontram também nas lojas de produtos dietéticos, pude também ser empregado para a recuperação;

-  Óloeo essencial de orégãos - Provoca diarreia, já que quando as células da levedura morrem, o corpo tende a expeli-las rapidamente.

E depois da cândida - sequelas?

As sequelas, que são os últimos sintomas que aparecem depois de curada a cândida e correspondem à eliminação das leveduras mortas. Duram de uns dias a uma semana e os sintomas variam de pessoa para pessoa. Normalmente apresentam-se nas formas de náuseas, diarreias, dores de cabeça, gases, irritabilidade, uma baixa de energia, vontade de comer doces e visão enevoada.

Fazer exercício, estar ao ar livre, tomar água, fará que com que se reduzam os sintomas. 

Podem-se utilizar todas as ervas que ajudem a diminuir os gazes e a desintoxicar o canal digestivo.


Se este artigo te fez sentir que há muito a fazer sem saber por onde começar, experimenta ver aqui as dicas de alimentação que dou, tendo em conta as alterações que consegui introduzir na minha própria dieta: http://wantamiracle.blogspot.pt/2011/09/alimentacao-simplificada.html

E aqui, uma lista de "alimentos bons" de acordo com o grau de dificuldade que encontrei para a sua inserção no nosso dia-a-dia: http://wantamiracle.blogspot.pt/2011/10/nutrient-dense-foods-construir-saude_08.html

Uma boa alternativa de desintoxicação e nutrição, para quem não tem disponibilidade para inserir na sua dieta todos os ingredientes necessários, é recorrer a um bom programa de suplementação, que inclua uma componente de detox, uma componente de apoio ao funcionamento do sistema digestivo e uma componente de remineralização.

A doTERRA oferece um programa completo, livre de alérgenos e com probióticos, vitaminas, minerais, óleos essenciais e ómegas de grande qualidade.

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Outros artigos neste blog:

Tratamento externo da candidíase vaginal 

As causas emocionais da candidíase e a cura com obsidiana 

Utilizações do óleo de côco 

Como saber se necessito de probióticos?

Passos para um intestino saudável, recuperar a mucosa intestinal 

Deficiência de Magnésio

Legumes Fermentados com sal - receita simplificada  

Aqui fica um link para a revisão da literatura sobre as causas emocionais e metafísicas da candidíase:  http://ravenstarshealingroom.wordpress.com/2013/11/25/metaphysical-causes-of-candida-candidiasis/


Este artigo foi inspirado/adaptado do original que se encontra neste link:  http://albicans-candida.blogspot.com/2008/12/candida-albicans-candidiase-causas-e.html 

Adaptação feita por mim,com as devidas sugestões e interpretações de acordo com a minha experiência.