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prolapso genital - Alternativas à cirurgia existem

Depois de mito pesquisar sobre o prolapso genital concluí que nada mais haveria a fazer do que aguardar e operar. Pelo menos esta era a informação disponibilizada pela comunidade médica em Portugal.

Umas perguntas aqui e ali e eis que chego ao livro e iniciativa "saving the whole women" que nos explica o que fazer e não fazer em caso de prolapso e como fortalecer o pavimento pélvico sem passar pelo bloco peratório.

Sinto-me abençoada por ter acedido a esta informação mas, ao mesmo tempo, lesada por não a ter podido aplicar logo durante o puerpério e evitar assim meses de dores.

Assim que tiver mais informações disponibilizo-as no blog.

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Prolapso genital - o que diz a medicina em Portugal?

(in Medipédia, conteúdos de saúde)
Prolapso genital

Causas

Em condições normais, o útero localiza-se entre a bexiga e o recto, suspenso por cima da vagina, na qual o colo uterino desagua, graças à acção de vários elementos que asseguram a sua fixação. Por um lado, existe um sistema de sustentação formado por um conjunto de músculos que constituem a denominada "base da pélvis", apenas interrompido pelos orifícios que permitem a passagem da uretra, vagina e recto, que impede a "queda" dos órgãos presentes na cavidade pélvica. Por outro lado, existe um sistema de suspensão formado por uma série de músculos e ligamentos, entre os quais se destacam os ligamentos útero-sagrados, que unem a parte inferior do útero e a parte superior da vagina com os ossos que constituem a pélvis óssea. Para além disso, existe uma série de membranas e ligamentos, como os ligamentos redondos e os ligamentos largos, que contribuem para a manutenção dos órgãos genitais na sua posição normal.

O prolapso genital é provocado pela impossibilidade, por diversos motivos, dos elementos citados em desempenharem eficazmente a sua função. Por exemplo, os ligamentos e músculos da zona distendem-se e podem até chegar a romper-se ao longo do parto, o que justifica o facto de o prolapso uterino ser mais frequente em mulheres que tenham tido vários filhos, ainda que também possa afectar mulheres que não tenham qualquer filho. Para além disso, a produção de lesões dos ligamentos de sustentação num parto, devido a um acidente ou como sequela de uma infecção, pode provocar um brusco prolapso genital. Todavia, o problema desenvolve-se, na maioria dos casos, de maneira progressiva e sem causa específica, como acontece com especial incidência em mulheres que apresentam uma debilidade constitucional dos sistemas de sustentação e de suspensão. Neste sentido, a menopausa constitui um momento crítico, já que o défice hormonal próprio desta época propicia uma certa atrofia e a debilidade dos meios de sustentação do útero e dos restantes órgãos pélvicos, sendo a obesidade um outro factor favorecedor significativo.

Tipos

O termo prolapso designa a "queda" de um órgão, ou seja, a descida do mesmo desde a sua posição normal. Tendo em conta que existem vários órgãos suspensos na cavidade pélvica, é possível distinguir diferentes tipos de prolapso genital, que muitas vezes se manifestam em conjunto.

Prolapso uterino. Esta alteração, a mais comum, corresponde à descida do útero pelo interior do canal vaginal e, embora por vezes se trate de um ligeiro deslocamento, noutros casos penetra através do orifício vaginal ou até sobressai completamente para o exterior. De acordo com o nível de descida do útero, é possível distinguir vários tipos de prolapso. No prolapso de primeiro grau, o útero desce através do canal vaginal, mas não ultrapassa o plano da vulva; no prolapso de segundo grau, o útero ocupa todo o interior do canal vaginal e o colo uterino sobressai por fora da vulva; no prolapso de terceiro grau, todo o útero sobressai para fora da vulva.

Hérnias vaginais. Um outro tipo de prolapso genital corresponde à protrusão de algum órgão adjacente, como a bexiga ou o recto, na vagina, o que é normalmente designado como colpocelo. Em caso de colpocelo anterior, ou cistocelo, a bexiga pressiona o septo anterior da vagina, formando uma proeminência no interior do canal vaginal. Em caso de colpocelo posterior, ou rectocelo, o recto pressiona o septo posterior da vagina e forma uma procidência no seu interior. O mesmo ocorre com o enterocelo, no qual o prolapso afecta a parte superior do septo vaginal posterior, proporcionando a formação de uma hérnia constituída por uma porção de intestino.

Manifestações

As manifestações dependem do tipo e grau de prolapso genital. Embora o prolapso de primeiro grau não costume originar qualquer sinal ou sintoma ou apenas provoque problemas ligeiros, quanto mais grave for, mais evidente é a proeminência do útero através do orifício vaginal, dificultando ou impedindo relações sexuais e, por vezes, provocando hemorragias fora do período menstrual. As hérnias vaginais costumam ser perceptíveis como um inchaço que permanece no interior do canal vaginal e que, por vezes, penetra na vulva, sobretudo perante a realização de esforços, tosse ou risos. O cistocelo costuma gerar problemas urinários, já que limita a capacidade de distensão da bexiga, provocando micções frequentes, mas pouco abundantes, sensação de dificuldade em urinar e, ocasionalmente, incontinência urinária. O rectocelo costuma originar uma sensação de preenchimento da ampola rectal e, por vezes, provoca alguma obstipação.

Os problemas podem permanecer estacionários durante muito tempo, até mesmo anos, mas por vezes têm tendência para se irem agravando ou provocando complicações.



INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Prevenção [-]

Dado que os ligamentos e os músculos pertencentes à base da pélvis têm a tendência para se distenderem e relaxarem ao longo da gravidez e, sobretudo, no momento do parto, os partos repetidos constituem um antecedente habitual do prolapso genital. Todavia, o risco pode diminuir caso se realizem, ao longo da gravidez, determinados exercícios que fortaleçam a base da pélvis e que favoreçam a recuperação da anatomia da zona durante o puerpério, sendo igualmente bastante úteis para as mulheres maduras, cujo tónus da musculatura pubococcígea costuma ficar debilitado.

Como existem vários exercícios muito úteis, alguns deles costumam ser ensinados nos cursos de preparação para o parto. Em primeiro lugar, é preciso controlar a acção dos músculos envolvidos, o que se pode conseguir através do relaxamento e contracção dos músculos que rodeiam a vagina. Para se avaliar a força destes músculos, deve-se introduzir um par de dedos na vagina e contraí-los, de modo a que a pressão seja perceptível, já que os exercícios de contracção e constante dilatação da musculatura proporciona o seu fortalecimento, o que é extremamente útil para a prevenção do prolapso genital.

Tratamento [-]

O único tratamento definitivo do prolapso genital, independentemente do tipo de problema, corresponde à cirurgia. Todavia, habitualmente, recorre-se à cirurgia nas fases mais adiantadas do problema, quando surgem sinais e sintomas que provocam incómodo ao paciente ou interferem nas suas actividades diárias. Enquanto se aguarda pela realização da operação, deve-se recorrer à utilização de um pessário, uma espécie de anel de borracha que deve ser introduzido na vagina, de modo a sustentar os órgãos afectados por prolapso, embora se trate de um tratamento provisório, já que a sua utilização prolongada pode originar alterações locais.

A cirurgia a realizar depende do tipo e grau de prolapso genital e de outros factores como, por exemplo, a idade da mulher afectada e o seu desejo em ter filhos. Em caso de prolapso uterino grave, a única solução eficaz corresponde à extracção do útero, ou histerectomia, proporcionando a esterilidade definitiva, o que justifica o facto de apenas ser realizada em mulheres que já não desejem ter filhos. Em alguns casos, a cirurgia plástica possibilita a reconstrução da base da pélvis debilitada e a cura de um cistocelo ou rectocelo.
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ESTÁ COM FEBRE? QUE BOM!

Dr. Nilo Gardin
Publicado no Periodicum Weleda nº 34 – Inverno de 2005

LUAAMA Liga dos Usuários e Amigos da Arte Médica Ampliada

A febre, definida como um aumento da temperatura do corpo acima de 37,2 ° C (medida na axila) é um evento que acompanha boa parte das doenças inflamatórias, especialmente as infecções e, de modo mais freqüente, na infância. Nos dois extremos da vida temos duas tendências opostas: na infância predominam as doenças inflamatórias febris e, na idade senil, as doenças escleróticas.

A febre na criança costuma trazer angústia aos pais, que sentem uma necessidade grande de baixá-la imediatamente, temendo possíveis conseqüências maléficas aos seus filhos. Isso está muito mais baseado em desinformação do que propriamente em conhecimento científico.

Quando entendemos a febre de um ponto de vista mais ampliado, nossa visão se modifica e também nossas atitudes diante desse fato.

A febre sempre existiu, acompanhando diversas doenças, como mecanismo de defesa do organismo. Com o aumento da temperatura corpórea, nosso sistema imunológico tem a possibilidade de agir mais rápida e eficazmente. A produção e a ativação de diversas substâncias e células de defesa aumentam na febre, o que facilita a resolução da inflamação. Sabe-se, de longa data, que durante a febre o organismo humano consegue produzir mais anticorpos contra vírus e bactérias. O aumento de apenas 1º C na temperatura corpórea consegue diminuir duas vezes a multiplicação viral. No caso do resfriado, por exemplo, o vírus se reproduz muito bem a 35º C, já a 38º se reproduz pouco e aos 40º não se reproduz. Portanto, o melhor remédio para o resfriado é a febre! E o pior remédio é o resfriamento - que pode acontecer após o uso de diversos antitérmicos.

Durante nosso desenvolvimento, passamos por crises que precedem períodos de mudanças. (...)  Na infância, dos 0 aos 7 anos de idade, o correspondente a essas “crises biográficas” são as doenças febris. O calor traz a possibilidade daquilo que nos é mais individual, chamado na medicina antroposófica de organização do Eu, de intervir na constituição orgânica. Isso se acentua na febre. O Eu precisa se expressar através do corpo físico, e a febre o ajuda a tornar esse corpo herdado dos pais mais adequado à suas próprias características individuais.

Observamos, na pessoa febril, um rebaixamento de seu nível de consciência. Pensar e atuar fica mais difícil durante a febre (o corpo e a mente pedem repouso). É como se a consciência (Eu) “descesse” da cabeça até os órgãos internos e membros, para tomar posse daquilo que foi herdado dos pais. Isso só se consegue através do calor corporal. Por isso, se no início da febre as extremidades estiverem frias (principalmente os pés) pode se fazer compressas mornas nos pés, ajudando o calor a chegar até lá. Desse modo não estaremos colocando obstáculos ao desenvolvimento orgânico, mas sim o facilitando. Depois da compressa, deve se colocar meias bem quentinhas e repousar.

Responder com febre durante uma doença é sinal de boa vitalidade, de capacidade de reagir frente às ameaças externas. Após cada episódio de febre o sistema imunológico, expressão de nossa individualidade, se torna mais preparado para enfrentar as agressões externas, e a criança, como um ser único, ganha uma batalha e conquista seu novo espaço. Trata-se de um amadurecimento orgânico, vital para o amadurecimento anímico que se segue.

Quando baixar
O bom senso sempre deve nos guiar. Em algumas situações é adequado baixar a temperatura com antitérmicos. Mas são situações de exceção:
- quando a febre ultrapassa os 41º C;
- durante a gravidez (a febre poderia trazer problemas de formação ao feto);
- em pessoas com doenças cardíacas (ao aumentar a freqüência cardíaca, a febre pode sobrecarregar o coração de quem já teve um infarto ou tem angina);
- em doenças crônicas muito debilitantes (p. ex. tuberculose, hipertireoidismo);
- em doenças psiquiátricas (onde a febre pode desencadear determinados surtos);
- e em pessoas com epilepsia – quando a febre pode facilitar a ocorrência de novas crises.

Existem recursos naturais e medicamentos antroposóficos e homeopáticos que ajudam o doente febril a modular a temperatura, ou seja, evitam que ela exceda determinados limites, ao mesmo tempo em que trazem bem estar e auxiliam a fase de recuperação. Antitérmicos sintéticos e antibióticos precisam ser usados com muito critério e, os últimos, somente sob prescrição médica.


Orientações práticas - O que fazer para ajudar
- Crianças têm febre mais alta e de instalação mais rápida do que os adultos.
- Durante a febre convém respeitar a falta de apetite da criança não a forçando a comer. Se houver perda de peso, ela recuperará rapidamente após a doença ir embora. Porém é muito importante que ela beba líquidos (água, chá e sucos), para repor as perdas aumentadas ocasionadas pela transpiração maior que acompanha a febre.
- Não dê banho frio na criança com febre, tampouco use compressas com álcool. Isso causa perda muito rápida de temperatura. O banho deve ser na temperatura do corpo (em torno de 37º C).
- Brinquedos e atividades que estimulam demasiadamente o pensamento, como vídeo game, computador, lição de matemática etc., devem ser evitados durante a febre. Há necessidade de repouso físico e mental.
- Consulte o médico para saber a verdadeira causa da febre. Se o tratamento é feito com um médico antroposófico ou homeopata, ele necessitará de informações que individualizem o caso, como por exemplo, se o aumento da temperatura foi súbito ou lento, se houve presença e características de sede, suor, sintomas mentais (estado de ânimo, ansiedade, desejo de companhia etc.), dentre outros.
- Após os episódios de febre o calor tem que ser mantido, especialmente nas extremidades (pés), agasalhando bem a criança e evitando perdas excessivas de calor.
Seguindo esse caminho, o organismo da criança terá aprendido algo durante a doença febril, por esforço próprio. Note a expressão na face de seu filho ou de sua filha após recuperar-se de uma doença febril, onde a febre não foi suprimida, mas sim auxiliada de modo consciente e natural. A criança está sutilmente diferente: um pouco menos parecida com os pais, um pouco mais parecida com ela mesma. Você deu liberdade para ela amadurecer.


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Agora é que vai ser!




 

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"I'm Not A Frog-Boiler!"

Quando se rejeitam práticas parentais autoritárias e coercivas, em prol de uma parentalidade  não coerciva e orientada para o bem-estar, muitas são as vozes críticas que avisam sobre a incapacidade de os nossos filhos para se virem a adaptar ao "mundo real".

A assumpção é a de que "lá fora é uma selva" e devemos - gradualmente - ensinar os ossos filhos e habitua-los ao sofrimento, de forma a que não fiquem chocados quando se aventurarem no mundo "grande" e "mau".

É como a famosa experiência, em que colocaram um sapo saudável numa panela de água a ferver e ele saltou imediatamente de lá para fora mas, quando colocaram o sapo numa panela de água fria e foram aumentando a temperatura, gradualmente, ao longo de vários dias, o sapo foi capaz de se "adaptar" e ficar dentro de água.

A fervura lenta parece mais humana mas, o sapo "bem daptado" acabou por morrer na panela de água quente! Em contrapartida, o sapo "não adaptado" e protegido pela sua sensibilidade intacta, saltou e evitou morrer cozido.

A partir de agora procura evidências de que a sensibilidade do teu filho está intacta (exemplo: reacções negativas em condições indesejadas) e em vez de o "limitar" e "habituar", agradece! Diz a ti mesmo "O meu filho não vai morrer cozido"!

Tradução livre de:
http://dailygroove.net/frog-boiler
 Copyright (c) 2009 by Scott Noelle
"Inspiration & Coaching for Progressive Parents"http://www.scottnoelle.com/
http://www.enjoyparenting.com/

PO Box 19901
Portland, OR 97280
USA
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CURSO DE LÍDER DE RISO


                             CURSO DE LÍDER DE RISO


LOCAL: Avenida Almirante Reis nº 16 r/c Esq LISBOA
FIM-DE-SEMANA 17 e 18 de Abril das 10 às 18h
INVESTIMENTO: 250€
FORMADORA: Helena Mineiro
INSCRIÇÕES: 967319952  / helenamineiro@netcabo.pt


Com o Curso de Líder de Riso, está apto a liderar sessões de Yoga de Riso podendo fazê-lo profissionalmente e/ou optando pelo voluntariado.

Os formandos recebem diploma passado pela Escola de Riso do Dr Madan Kataria, médico indiano responsável pela técnica.

São muitos os locais onde pode desenvolver a actividade de Yoga do Riso: Centros de Terapias, Lares de Terceira Idade, Infantários, Empresas, Festas de Aniversário.

Em regime de voluntariado, pode trabalhar em hospitais, prisões, associações de solidariedade social.

O RISO lava a alma e é a mais poderosa arma de que dispomos para enfrentarmos a vida. Neste curso vai tomar consciência da importância de integrar a gargalhada no seu quotidiano. Sorrir aproxima as pessoas e é isso que se pretende; que cada vez mais nos sintamos próximos dos nossos semelhantes, caminhando para a ascensão com um sorriso a envolver-nos.

Levar a alegria aos grupos e a cada um em particular é o desafio que propomos.


HELENA MINEIRO é jornalista e editora. Licenciada em Filosofia e Jornalismo, iniciou há 10 anos um caminho de conhecimento pessoal tendo diversos cursos de desenvolvimento pessoal. Formou-se em Portugal com Ana Banana da Operação Nariz Vermelho e posteriormente com o Dr Madan Kataria. Apaixonou-se recentemente pela Culinária Macrobiótica e pelo som das Taças Tibetanas. Acredita que a Alegria preconizada pela querida Louise Hay, sua fonte de inspiração, é o ponto de partida para a Felicidade. E como não há nada que uma gargalhada não possa resolver, defende que a rir é que conseguimos “levar a água ao moinho”.
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Os pradigmas tecnocrático, humanizado e holístico do parto - Parte III - As 12 crenças do modelo holísitico

(Continuação)

O modelo holístico em medicina

Se o modelo tecnocrático é a ideologia dominante em medicina, o modelo holístico é a última das heresias.

Dos três paradigmas o holístico é o que combina a mais rica variedade de abordagens: da terapia nutricional às modalidades de cura da medicina chinesa. Alguns dos médicos holísticos se aprofundam em um determinado tipo de terapia, outros preferem o ecletismo, freqüentemente moldado segundo suas inclinações pessoais.

O holismo pode pedir aos indivíduos que sejam mais ativos, que modifiquem seu estilo de vida, como pode também pedir que sejam passivos, que recebam uma prece ou uma transferência de energia. O conceito de holismo foi introduzido para indicar a influência do corpo, da mente, das emoções, do espírito e do ambiente no processo de cura do paciente.

O princípio de conexão e de integração que dá suporte à abordagem holística vem daquela dimensão até então renegada e desvalorizada pela cultura ocidental: o fluido e multi-modal pensamento do hemisfério direito. Trata-se de um pensar com e através do corpo e do espírito, um pensamento holístico, portanto, fluido, que transcende a lógica linear e as classificações rígidas em favor da conexão com a matriz criativa de todas as coisas, onde estas, como num vórtice, são mescladas, criadas e diferenciadas. Esta raiz criativa é o primeiro elemento da cura holística.

As 12 crenças do modelo holístico 

(1) Unicidade de corpo-mente-espírito

O pior problema agora é o da linguagem: estamos acostumados a falar em termos de separação mente-corpo, de forma que até os profissionais holísticos se pegam fazendo uso de uma terminologia que não combina com o modelo de cura que estão adotando. Tomar consciência de que o cérebro não se localiza na cabeça mas que está, com suas ramificações nervosas, distribuído por todo o corpo, torna inadequado continuar pensando mente e corpo como entidades distintas.

Na abordagem holística dedicar a atenção aos componentes psicológicos que influem na gravidez ou no trabalho de parto de uma mulher não é simplesmente algo útil, é a parte essencial da cura. O paradigma holístico insiste também na participação do espírito na totalidade humana. Incorporando a alma no processo de cura, os terapeutas holísticos estão transportando a medicina para o mundo espiritual e metafísico que foi separado e recusado com a chegada da Idade Moderna. A espiritualidade aqui tende a ser algo fluido e assume a forma da perdida identidade com a filosofia NewAge, mais do que com as religiões tradicionais judaico-cristãs. A teoria do caos e a sistêmica fazem parte do quadro conceitual da abordagem holística em medicina.

(2) O corpo como um sistema de energia conectado com outros sistemas de energia

Definir o corpo como um sistema de energia oferece uma poderosa brecha para desenvolver e fazer uso de técnicas médicas e de tratamentos que trabalham com a energia: como acupuntura, homeopatia, diagnoses intuitiva, Reiki, imposição de mãos, terapia do campo magnético e toque terapêutico. As descobertas da física a respeito da inexistente fronteira entre matéria e energia deveriam induzir a medicina a uma re-estruturação completa, se esta aceitasse conclusões de outras áreas da ciência. O princípio de Heisenberg, por exemplo, fala da influência recíproca que observador e observado exercem um sobre o outro. Quais seriam as implicações deste princípio na energia do parto? Agir para redirecionar as energias pode ser uma forma de conseguir efeitos positivos durante o parto, sem fazer nenhuma intervenção invasiva.

(3) Curar a pessoa inteira em seu inteiro contexto de vida

Como corolário das primeiras duas crenças, esta última implica que a diagnoses deve estar voltada para a pessoa em sua inteireza e levar em conta o ambiente no qual vive. A primeira pergunta do profissional holístico é o que está acontecendo na sua vida? Ela expressa o ponto de vista holístico para o qual a doença é a manifestação do desequilíbrio da totalidade corpomenteespírito. São aceitos os achados da psiconeuroimunologia segundo os quais o campo imunológico ou o processo da gestação e do parto podem ser impedidos pela exaustão, depressão, stress emocional, perda de ente amado, toxinas do ar e da água, stress da vida tecnocrática. Conseqüentemente, deste ponto de vista, o bem estar do sistema imunológico pode ser promovido em múltiplas formas: do dialogo ao sonho e à dançaterapia, da massagem aos exercícios e à comida orgânica.

(4) Unidade essencial entre o profissional e o cliente

Muitos profissionais holísticos driblam o termo ‘paciente’ usando ‘cliente’, querendo apontar para uma relação de cooperação mútua. Enquanto o modelo humanizado enfatiza a relação de respeito entre médico e cliente, na visão holística se acrescenta a isso a possibilidade de enxergar os dois como partes de uma única realidade, não separados mas essencialmente unidos. Se o corpo é um campo de energia ele se relaciona energeticamente com outro campo de energia, o do profissional.

(5) Diagnose e cura de dentro para fora

Apesar de poder fazer uso de exames ‘externos’, no modelo holístico o profissional tende a dar crédito ao saber interior ou intuitivo da cliente. A intuição é aqui entendida como conhecimento ou percepção não racional. Quando é usada como referência para a ação ela é definida como conhecimento autoritativo. No modelo tecnocrático o conhecimento autoritativo se identifica com os manuais e os testes de diagnóstico e desconsidera a voz da intuição. Os profissionais holísticos, assim como os humanizados, tendem a dar bastante valor à intuição. Assim, na prática holística o diagnóstico e a cura de dentro para fora podem se referir às informações que emergem da profunda interioridade da paciente e do médico.

(6) Individualização dos cuidados

Os profissionais holísticos foram treinados no modelo da tecno-medicina e conhecem seus efeitos deletérios quando este modelo produz as rotinas hospitalares e as relações hierárquicas. Geralmente eles fazem o melhor para minimizar esses efeitos, valorizando a individualidade e unicidade de cada caso e de cada pessoa. No caso da parturiente, isso significa que os procedimentos rotineiros não são aplicados. Seu trabalho de parto é único e incomparável. Ela pode andar, comer, beber e dar à luz no lugar e na posição que desejar. Sua intuição a guiará, dando respostas únicas às situações e ambientes únicos nos qual se encontra.
Suas necessidades e ritmo individuais serão fundamentais para o desabrochar de seu parto. Alterações inesperadas são compreendidas no esquema da teoria dos sistemas auto-organizativos que estabelece que, mesmo a menor das mudanças, pode alterar dramaticamente o inteiro sistema.

Médicos holísticos tendem a não tirar conclusões apressadas a respeito da relação causa-efeito. Eles preferem aguardar o inesperado e estar prontos para a cura que emerge em estranhos lugares e misteriosos caminhos. Sua genialidade está na capacidade de reconhecer aquele pequeno detalhe que se impulsionado e suportado pode levar à cura.

(7) Autoridade e responsabilidade inerente ao indivíduo

Os indivíduos devem assumir a responsabilidade pela sua saúde e seu bem-estar: essa é uma crença de base no modelo holístico. Ninguém pode efetivamente curar outra pessoa, os indivíduos devem decidir e assumir o processo de cura, para que ele dê resultados. Os profissionais se vêem como parte de um time no qual o paciente é o sujeito mais significativo. Muitos deles ficam frustrados ao ver a dificuldade e/ou a recusa de assumir essa responsabilidade da parte de muitos pacientes.

(8) Ciência e tecnologia colocadas a serviço dos indivíduos

Pode-se definir o modelo tecnocrático como caracterizado por muita tecnologia e pouco toque, o humanizado como um equilíbrio entre esses dois recursos, e aquele holístico como de muito toque e pouca tecnologia. Os profissionais holísticos na verdade não recusam a tecnologia, mas a colocam a serviço de seus clientes ao invés de deixar que ela domine suas vidas e seu tratamento. Geralmente a tecnologia usada não é invasiva e não produz os efeitos prejudiciais da medicina convencional. Trata-se de uma tecnologia que, no caso das parturientes, trabalha em sintonia com a fisiologia de seu corpo.

E como fica com a ciência? Michel Odent, obstetra francês, costuma dizer que a ciência nos salvará.
Ele está se referindo a uma tendência emergente na obstetrícia ocidental, a que prega as evidências científicas como critério para o uso da tecnologia e a escolha dos procedimentos.

(9) Visão em longo prazo na criação e manutenção da saúde e do bem estar

É comum os médicos tecnocráticos manifestarem certa frustração pelo fato de seus pacientes não darem continuidade aos tratamentos. Ao contrário, os profissionais holísticos vivem a frustração por seus clientes não se comprometerem na melhora de sua saúde e bem estar no longo prazo. Assim que melhoram, as pessoas tendem a voltar a seus estilos de vida anteriores. Consertos rápidos’ são soluções precárias quando se pensa em mudanças de estilo de vida para alcançar o bem estar. Os médicos holísticos sabem que são essas mudanças que promovem e mantêm a saúde. Eles sabem que a gravidez é um momento importante no qual essas mudanças podem ocorrer de forma a serem mantidas duradouramente.

(10) Morte como uma etapa do processo

Por trás da visão humanizada da morte como o estágio final do crescimento, está a redifinição no paradigma holístico da morte não como algum tipo de fim, mas como uma etapa essencial no processo da vida. À visão do corpo como um campo de energia segue-se a idéia da transmutação da natureza da energia. Com a morte há a decadência do corpo, enquanto que a energia do espírito ou da consciência individual permanece. Muitos holistas parecem aceitar algumas versões da filosofia ocidental a respeito de reencarnação, uma visão processual que permite a interpretação da morte como uma oportunidade para dar continuidade à evolução em novas formas de vida e depois em novos corpos. Esse tipo de visão permite aos profissionais terem uma profunda confiança na positividade do universo e em sua sabedoria e seguranças expressas de muitas maneiras.

(11) Foco na cura

Dizer que o modelo holístico foca a cura e não o proveito econômico, não quer dizer que haja uma desvalorização do dinheiro. Ao contrário, eles estão conscientes de que precisam de dinheiro para sobreviver e o entendem como uma conseqüência de seu engajamento pessoal. Eles não se deixam guiar pelo dinheiro, mas pelo processo de cura. O dinheiro segue a relação de reciprocidade entre profissional e cliente. Uma forte experiência de valores substitui a relação mercantilizada que caracteriza o modelo tecnocrático.

(12) Convivência de múltiplas modalidades de cura

A visão do corpo como um campo de energia permite abraçar numerosas modalidades de cura que são inaceitáveis para o modelo tecnocrático. A última visão holística aponta para uma profunda revolução no campo da medicina. Onde esse paradigma ganhar autoridade, o modelo tecnocrático será substituído por uma avaliação cultural da multiplicidade das abordagens possíveis. E, sobretudo, o público será educado nas técnicas de auto-cura, num estilo de vida saudável e no uso apropriado da variedade de caminhos terapêuticos possíveis. Esta perspectiva está ganhando sempre mais espaço e credibilidade por parte do público.

Resumo e tradução por Adriana Tanese Nogueira. Texto original em: Robbie Davis-Floyd. “The technocratic, humanistic, and holistic paradigms of childbirth”. In INTERNATIONAL JOURNAL OF GYNECOLOGY & OBSTETRICS. International Conference on Humanization of Childbirth. Fortaleza, Brazil, 2-4 November 2000, pp. 5-23.



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Os paradigmas tecnocrático, humanizado e holístico do parto - Parte 2 - As 12 crenças do modelo humanizado

Contribuição de Robbie Davis-Floyd**
14 de Dezembro de 2004

A humanização surge em reação aos excessos da tecnocracia. É uma tentativa dos profissionais de reformar as instituições por dentro. Os humanistas desejam simplesmente humanizar a tecno-medicina, ou seja, torna-la mais relacional, mais recíproca, individualizada, receptiva e empática.

As 12 crenças do modelo humanístico
 

(1) A conexão mente-corpo

A visão humanizada reconhece a interconexão entre mente e corpo, entidades distintas, mas interligadas.
Conseqüentemente enfoca formas de cura que influam sobre as duas, alertando que não é possível tratar de sintomas físicos sem levar em consideração as componentes psicológicas que estão por trás do físico. As emoções de uma mulher grávida influem em seu trabalho de parto e muitos problemas nessa fase podem ser mais bem encaminhados através do suporte emocional e não das intervenções tecnológicas.

(2) O corpo como organismo

Apesar do corpo ser de certa forma como uma máquina, o fato é que, enquanto parte da vida biológica, ele é um organismo. Esta conclusão trás importantes conseqüências: mesmo as mais sofisticadas terapias não seriam efetivas sem os poderes de cura do próprio organismo. Dor e emoções são manifestações desse organismo, assim como os afetos e o vínculo necessário dos primeiros momentos de vida do bebê com sua mãe. Equivalente ao conceito de humanização neste campo é o de abordagem bio-psico-social.

(3) O paciente como sujeito de relação

Muitos profissionais humanizados não têm medo de estabelecer uma verdadeira relação humana com seus pacientes, demonstraram que o suporte afetivo proporcionado pelas famílias e amigos fazem cair o índice de mortes e elevam os índices de cura. Na década de 70, ativistas do parto natural, começaram a exigir a presença do pai ou de um acompanhante afetivamente significativo em sala parto, a não separação do bebê da mãe logo após o nascimento e a permanência de familiares e amigos durante o trabalho de parto se a parturiente assim o desejasse.

(4) Relação e cuidados entre o profissional e a paciente

O princípio que subentende o paradigma da humanização é o a conexão: aquela da paciente com os múltiplos aspectos de si mesma, de sua família, sociedade, saúde e com seu profissional de saúde. A idéia do processo de cura centrado na relação quer captar a importância das interações entre as pessoas como a base de toda terapêutica. No parto a maior evidência desse conceito vem das pesquisas sobre doulas. A doula é uma acompanhante de parto especialmente treinada para dar suporte à parturiente. Foi descoberto que a presença de uma doula reduz fortemente os problemas de asfixia fetal e de distócias de parto, diminui o trabalho de parto e reforça o vínculo mãe-bebê após o parto.

(5) Diagnose e cura de fora para dentro e de dentro para fora

A ênfase na comunicação entre o profissional e a paciente permite ao médico entrar em contato com informações profundas da paciente que, combinadas com seu saber médico, podem ajudar a encontrar soluções mais efetivas. Os humanizados, portanto, dizem que saber ouvir é tão importante quanto saber o que dizer, pois essa habilidade pode ser crucial para a elaboração de um diagnóstico correto. Muitos dos sintomas físicos manifestos mascaram problemáticas subjacentes. Ao invés de fazer uma série de rápidas perguntas, específicas e fechadas, os médicos encorajam a paciente a falar de si. Esta abordagem é chamada entrevista centrada na paciente; e é central no modelo humanizado que quer ser tecnicamente competente e humanamente empático.

(6) Equilíbrio entre as necessidades do indivíduo e as da instituição

A tecno-medicina é contrabalançada, pelos humanizados, por uma abordagem suave que pode variar da atitude mais superficial até o uso de métodos alternativos. É superficialmente humanizado decorar uma sala de parto altamente equipada; é mais humanizado providenciar espaços e condições flexíveis onde as mulheres em trabalho de parto possam se movimentar e estar à vontade. A maioria das instituições é estruturada a fim de implementar o modelo tecnocrático, desta forma a capacidade de mudança é muito limitada. Por isso, muitos profissionais humanizados se contentam com melhorias superficiais na rotina obstétrica.

(7) Informação, tomada de decisão e responsabilidade repartida entre o profissional e a paciente

Entre o empoderamento e a dependência se encontra o contexto no qual médico e paciente tomam decisões juntos. A maioria dos profissionais está treinada para o pensamento linear na tomada de decisão, mas muitos humanizados permitem a não linearidade que vem dos processos subjetivos os quais jogam um papel muito importante. É o estilo empático de pensamento. A ‘empatia’ se refere à habilidade de compreender a realidade de outra pessoa, mesmo quando não se teve a mesma experiência. Até em circunstâncias difíceis, o profissional se mantém aberto a diversas opções, enquanto que no modelo tecno-médico a cada situação corresponde um esquema de respostas e atitudes já pré-definido.

A idéia do consentimento informado estabelece que os pacientes têm o direito de entender sua diagnose e sua prognose, o tratamento que lhes é proposto, os riscos e benefícios. A discussão aberta das possibilidades de tratamento leva naturalmente à avaliação e à partilha dos valores, e os médicos são mais favoráveis ou, ao menos, mais neutrais na escolha de métodos alternativos de cura.
 
(8) Ciência e tecnologia contrabalançada pela humanização

Os médicos humanizados fazem da ciência sua referência e usam virtualmente os mesmos instrumentos e técnicasdos colegas da tecno-medicina. A diferença está no momento oportuno e na seleção. Os humanizados estão mais dispostos a esperar, são mais conservadores e mantêm a mente aberta à conexão mente-corpo. Foi desenvolvida toda uma nova geração de produtos tecnológicos que podem ser considerados humanizados. Para que tais intervenções sejam consideradas humanizadas, devem ser efetuadas sob pedido e desejo da paciente e seu uso deve ser fundamentado
nas evidências científicas. Idealmente, o atendimento obstétrico humanizado deve ser sempre embasado na ciência e não na tradição médica.
 
(9) Enfoque na prevenção

Muitos dos médicos humanizados são também defensores de iniciativas em saúde pública que fazem uso da
medicina baseada em evidências, frisando a prevenção e a inter-relação com o meio ambiente. As implicações desta abordagem no que diz respeito ao parto são enormes. Uma verdadeira prevenção de complicações no parto significa enfrentar as raízes dos problemas que levam à mortalidade materno-infantil. Mas, freqüentemente, as iniciativas públicas como a da Maternidade Segura permanecem fortemente influenciadas por uma perspectiva tecno-médica. Na tecno-medicina uma hemorragia ou anemia são consideradas as causas da morte materna, quando a realidade que promove esses problemas é a pobreza, a desnutrição, comida e água contaminadas, a condição prejudicial em que vivem as mulheres e o excesso de trabalho. O modelo humanizado tem em comum com a saúde pública a mesma orientação empática: ambas focam a prevenção, a promoção da saúde e a educação pública.
 
(10) A morte como uma possibilidade aceitável

No modelo tecnocrático, o nascimento e a morte foram tirados da comunidade, da família e das casas para serem isolados no ambiente hospitalar. Em sua mais elevada qualidade a abordagem humanizada valoriza em alto grau a individualidade e a liberdade de escolha dos pacientes. O processo de luto, o suporte à família, a dimensão espiritual e psicológica inerente à morte são amplamente valorizados e acompanhados pela equipe. É contemplada a família inteira do paciente e a possibilidade do trabalho de luto representar um processo de cura da própria família e da comunidade.
 
(11) Cuidados movidos pela empatia

Na cultura ocidental há dois conceitos que se desenvolvem em tensão recíproca e que estão presentes na medicina contemporânea: competência e cuidado. Enquanto a competência é associada às ciências naturais, o cuidado é um conceito que remete às humanas. O cuidar – take care – parece ser uma qualidade pessoal enquanto que a competência se refere à inteligência e suas habilidades. A abordagem humanizada tenta resolver exatamente esta contradição. Assim como no modelo holístico, naquele humanizado os sentimentos têm seu lugar e fazem parte do processo de cura. O eixo do ethos humanizado é a compaixão, definida como a capacidade de sentir e perceber as necessidades da outra pessoa, mesmo quando estão além de nossa experiência pessoal. Em função disso, os médicos humanizados permitem a si mesmo de ser humanos, deixando cair o medo de que outros possam pensar que eles são fracos e incompetentes se abrirem si mesmos seus próprios sentimentos e desenvolverem a habilidade de trabalhar os sentimentos de seus pacientes quando esses se sentem sobrecarregados.
 
(12) Mentalidade aberta frente outras modalidades

A maior parte dos humanizados não tem nenhuma intenção de aprender novas e alternativas técnicas de cura, entretanto permanecem abertos e até dão suporte ao paciente que desejam escolher métodos alternativos. Ser simplesmente mais simpático, cuidadoso e disposto ao toque é o que para eles representa o modelo humanizado. Muitos não irão ultrapassar a barreira criada por arraigados conceitos. Poucos darão o salto para além da compaixão, enveredando pelo caminho que utiliza os poderes de cura daquela coisa misteriosa que chamamos de energia.









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Os paradigmas tecnocrático, humanizado e holístico do parto - Parte I - As 12 crenças do modelo tecnocrático

Contribuição de Robbie Davis-Floyd**
14 de Dezembro de 2004

A medicina cresce e viceja no solo da cultura e das crenças mais do que naquele alardeado do rigor científico: eis o grande achado da antropologia debruçada sobre a medicina. O sistema de saúde, diz Davis-Floyd encarna os preconceitos e as crenças da sociedade que o criou. Os valores fundamentais da sociedade ocidental são fortemente orientados pela ciência, pela tecnologia, pelo lucro econômico e pelas instituições patriarcais. Na medicina assim como na sociedade, a tecnologia reina soberana. Já foi demonstrado nos últimos vinte anos pelo menos que as rotinas dos procedimentos obstétricos têm pouco ou nenhum embasamento científico. Entretanto elas continuam sendo utilizadas, porque seu sentido não é médico, e sim cultural.

Segundo Davis-Floyd co-existem hoje três modelos de atendimento obstétrico, cada um deles se caracteriza por 12 diferentes crenças. Podemos encontra-los ao estado puro ou mesclado, dependendo do país, do profissional e do contexto sócio-cultural.

As 12 crenças do modelo tecnocrático do parto

(1) Separação mente-corpo e (2) o corpo como máquina

O paradigma tecnocrático em medicina se baseia no conceito de separação. Segundo este princípio, a matéria pode ser mais bem entendida se extraída de seu contexto, separada dos objetos e das relações que a rodeiam. Assim a medicina divide os sujeitos em partes e separa a experiência do nascimento do fluxo maior da vida. Contudo, o corpo humano representa um grande paradoxo conceitual: ele é simultaneamente criação da natureza e produto da cultura. Como é possível então separar-nos da natureza quando somos parte dela?

No afã de chegar mais perto de Deus, da pureza e dontelecto que representa a divindade sobre a Terra, a Idade Moderna com seus filósofos lançou as bases filosóficas da separação mente-corpo e situou a essência humana em sua parte mais elevada, acreditando que a alma pudesse permanecer impassível e inalterada perante os influxos e as experiências do corpo.

Aparentemente igualitária esta concepção, desenvolvida por uma sociedade patriarcal e andro-cêntrica, fez do homem o protótipo do correto funcionamento mente-corpo. O corpo feminino, visto como desvio daquele masculino, foi olhado com suspeitas e entendido como inerentemente defeituoso, imprevisível, necessitando da manipulação masculina para poder ser posto em ordem. Segue que o parto, momento extremo e agudo de uma máquina caótica e não confiável, requer a intervenção hábil e rápida do profissional. Na metáfora dominante do parto o hospital se tornou uma fábrica, o corpo da mãe uma máquina e o bebê o resultado de um processo de produção industrial*(DAVISFLOYD: 2001, 6).

(3) A paciente como objecto e (4) a alienação do profissional em relação à paciente

Mecanizando o corpo humano e definindo-o como máquina objeto dos cuidados médicos, o profissional está liberado do sentimento de responsabilidade perante o paciente enquanto sujeito mental e espiritual. O uso de siglas para indicar os pacientes nos hospitais reflete claramente esta postura. Esse tipo de alienação é aprendido e treinado durante os longos anos de academia, quando os estudantes são ensinados a evitar o envolvimento emocional com seus pacientes.

Mesmo sabendo que o toque e o cuidado afetuoso são poderosos instrumentos durante um trabalho de parto, é raro ver obstetras abraçarem e darem suporte emocional às parturientes.

(5) Diagnóstico e tratamento de fora para dentro

Quando as máquinas quebram, elas não se consertam sozinhas, devem ser reparadas por alguém, de fora para dentro. Assim, na tecno-medicina, toda doença ou disfunção é consertada de fora. O pré-natal segue a mesma filosofia, fazendo largo uso de medições e máquinas externas à percepção e sensibilidade da mulher.

Durante o parto a administração rotineira do IV (intravenosa) é um bom exemplo do uso maciço da abordagem outside-in. Existem evidências mais do que difusas de que é importante que a mulher se movimente e se alimente por si só. Entretanto, a despeito das pesquisas científicas, o IV permanece arraigado por ser uma poderosa atitude simbólica. Segundo Davis-Floyd o uso do soro representa o cordão umbilical que liga a mulher ao hospital, colocando-a numa relação de dependência, passividade e necessidade. Por extensão, o uso do soro intravenoso é expressão da vida na tecnocracia, onde somos todos dependentes e reverentes em relação à tecnologia que nós mesmos criamos.

(6) Organização hierárquica e (7) padronização dos cuidados

Assim como a estrutura industrial que a precedeu, a tecnocracia está organizada hierarquicamente. Com tecnocracia se entende o uso da ideologia do progresso tecnológico como fonte para o poder político. Se expressa assim, não só o tecnológico como também o aspecto hierárquico, burocrático e autocrático do modelo cultural dominante de realidade. (DAVIS-FLOYD: 2001, 7) Mesmo quando a corporação médica tenta dar um salto em termos de organização, permanece rigidamente fiel à sua estrutura hierárquica e a seus papeis internos fundamentados em status e crenças. A corporação médica é um microcosmo que reflete a sociedade maior na qual se encontra.

A padronização do atendimento é dramaticamente evidente nos mais modernos hospitais, onde a grande maioria dos procedimentos rotineiros são desprovidos de validade científica. Mesmo quando alguns deles são deixados de lado, os que reforçam a dependência da mulher em relação à ciência e à instituição são intensificados.

(8) A autoridade e a responsabilidade são do profissional, não da paciente
O modelo tecnocrático investe de autoridade os médicos, suas instituições e funcionários. O uso do avental branco é um claro sinal de autoridade. A posição mais confortável para o paciente é abdicar de sua responsabilidade e entregar-se nas mãos do médico.
No parto, uma das maiores demonstrações gráficas do poder da ‘escolha do médico’ é a posição de litotomia tão popular entre médicos não porque faz sentido do ponto de vista fisiológico, mas porque lhes permite acompanhar os partos de pé, com um claro campo de ação***. (DAVIS-FLOYD: 2001, 8)

Sabe-se muito bem que tal posição complica o parto, mas as muitas boas razões fisiológicas para que as mulheres fiquem em posição vertical (entre elas, a melhora do afluxo de oxigênio para o bebê, maior efetividade no período expulsivo e aumento da dilatação da pélvis) são muito menos importantes para os médicos do que seu conforto, conveniência e status. (DAVIS-FLOYD: 2001, 9)

Depositar toda autoridade e responsabilidade no médico é uma faca de dois gumes: a proliferação de denúncias contra obstetras nas últimas duas décadas mostra como as usuárias estão usando esse dogma da tecnocracia contra seus próprios proponentes.

(9) Valorização excessiva da ciência e da tecnologia

Geralmente se acredita que ser médico é ser cientista. Entretanto poucos são os alunos de medicina que recebem um treinamento em metodologia de pesquisa e análise. Por incrível que pareça, enquanto a ciência é hiper-valorizada, os mais novos achados das pesquisas são freqüentemente ignorados ou desconhecidos.

Toda a tecnologia que é aceita e incorporada é aquela que reforça a ética da tecnocracia segundo a qual a evolução passa pela tecnologia e o progresso significa o desenvolvimento de máquinas sempre mais sofisticadas. O papel do médico se concentra na interpretação dos dados oferecidos pelas máquinas. A difusão rápida de instrumentos tecnológicos diz respeito ao valor simbólico que eles detêm, muito mais do que seu valor de uso e de cura: funcionam como um upgrading dos cuidados médicos mantendo em vida a crença nesta noção de progresso.

(10) Intervenções agressivas com ênfase em resultados em curto prazo a morte como fracasso

Quanto mais controlamos a natureza, incluindo nosso corpo, mais tememos aqueles aspectos que não podemos controlar. A ênfase posta no projeto de ‘melhorar’ a natureza através da tecnologia, tem como finalidade última nos libertar dos limites da própria natureza. Quanto mais nos sentirmos capazes de dominar a natureza e o nosso corpo, mais tememos o que não conseguimos controlar. E no final, a morte é a demonstração do nosso fracasso. O que está por trás e por baixo das atitudes e da rotina obstétrica em vigor é em última instância o medo da morte. Todos os procedimentos vivem a tensão do querer criar a ilusão da segurança absoluta.

A hegemonia tecno-médica: (11) um sistema guiado pelo lucro; e (12) a intolerância para com outras modalidades

Uma vez que uma ideologia se torna hegemônica, todas as outras são consideradas alternativas. A
condição hegemônica é mantida e reforçada pelo rendimento que gera: as companhias farmacêuticas e médicas representam de longe a mais rentável das indústrias nos Estados Unidos. Como conseqüência todas as modalidades alternativas constituem uma ameaça de perda de status e de poder econômico, razão pela qual devem ser cerceadas.

(continua)

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Porque devemos ficar preocupadas/os se os nossos bebés nem derem pela nossa auência?

A primeira vez que li sobre a teoria da vinculação de Bowlby, foi no livro "Do not disturb"da  Deborah Jackson. Na altura fiquei muito surpreendida por saber que um bebé que parece nem notar que a mãe (ou cuidador principal) se ausenta pode estar a revelar uma vinculação insegura (neste caso evitante) e isso será um estado emocional tão negativo como o bebé com uma vinculação  insegura/resistente, isto é, que chora iconsolavelmente com a separação da mãe.

Sempre ouvi dizer que um bebé que nem nota a separação da mãe, que "vai ao colo de toda a gente" e fica feliz no berçário é um bebé independente e isso é o que toda a mãe deve almejar para o seu rebento. Conhecer os resultados das investigações de Bowlby (e pesquisas posteriores) permitiu tranquilizar a parte de mim que não compreendia como é que a separação precoce do meu filho podia ser positiva para ele e ser tão dolorosa para mim.

A indicação deste vídeo foi-me fornecida pela Natália Fialho - com quem estou a fazer o curso de Comunicação Não Violenta - é um óptimo ponto de partida para saber + sobre a teoria da vinculação:



 A Natália também teve a gentileza de enviar uma síntese em português:

O TESTE DE SITUAÇÃO ESTRANHA 

A partir da teoria de Bowlby, Ainsworth e Wittig (1969) elaboraram um procedimento laboratorial para qualificar o vínculo formado entre o bebé e sua principal figura de cuidado, denominado de “Teste de Situação Estranha”, o qual permitiu observar as manifestações comportamentais do apego e examinar o equilíbrio entre o apego e o comportamento exploratório, sob condições de alto e baixo stress em crianças.

Nestas condições, o comportamento é activado como consequência da separação da figura cuidadora. Este trabalho trouxe importantes contribuições para a teoria do apego, ao demonstrar que o apego resultante da interacção bebé – mãe, varia na dependência do tipo de cuidado materno e das características inerentes ao bebé. As respostas dos bebés observadas neste teste possibilitaram a classificação do apego em quatro padrões:

Seguro – o bebé sinaliza a falta da mãe na separação, saúda activamente a mãe na reunião, e então volta a brincar;

Inseguro – evitante – o bebé exibe pouco ou nenhuma aflição quando separada da mãe e evita activamente e ignora a mãe na reunião;

Inseguro – resistente - o bebé sofre muito, tem muita aflição ou angustia pela separação e busca o contacto na reunião, mas não pode ser acalmado pela mãe e pode exibir forte resistência;

Inseguro – desorganizado – apresenta comportamento misto, ora como evitante, ora como resistente.

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David Deida | O Eterno Masculino | Spirit Sex Love

Há vários anos li o Eterno Masculino e lembro-me que (depois de bem filtrado e interiorizado) foi uma excelente primeira abordagem ao que em nós existe de energia feminina e masculina.

Agora, através do site da doula Ursula Ferreira, cheguei aos vídeos Spirit Sex Love que estão disponíveis no Youtube.





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Hospitais privados chegaM a fazer 93% de cesarianas

Hospitais privados chegaM a fazer 93% de cesarianas

Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) detectou taxas de cesariana nos privados que são o quádruplo do que está definido pela Organização Mundial de Saúde. Outra auditoria referida no documento concluiu que doentes não inscritos nas listas para cirurgias plásticas foram operados, quando 40% esperam mais do que deviam por uma operação.
O receio de um parto natural levou Clara, hoje com 38 anos, a optar por uma clínica para ter os seus dois filhos. No sector privado, a mulher pode escolher se quer ou não ser sujeita a uma cesariana, o que não acontece, por norma no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Seja por opção da mulher ou indicação do médico, há maternidades privadas no País em que 93 em cada cem crianças nascem por cesariana, revelam dados do relatório de actividades de 2008 da Inspecção--Geral das Actividades em Saúde (IGAS).
Em média, 68,3% das mães que tiveram filhos em clínicas privadas, de 2005 a 2007, foram sujeitas a esta operação, que custa cerca de 5000 euros. Uma percentagem que é o dobro do limite máximo recomendado pela União Europeia e o quádruplo do defendido pela Organização Mundial de Saúde.
Apesar de a IGAS considerar que esta taxa não deve ser avaliada negativamente quando não coloca em risco a saúde da mãe ou do filho,  os dados preocupam as autoridades. O Plano Nacional de Saúde definia como meta para 2010 uma taxa de 24,8% de cesarianas, um objectivo que a alta comissária da Saúde, Maria do Céu Machado, admitiu ser irrealista.

No País, as clínicas privadas têm realizado cerca de 20 mil partos anuais. Mas são as unidades de menor dimensão que menos cumprem as recomendações internacionais sobre cesarianas, chegando a atingir taxas de 93%. Nos estabelecimentos com 700 a 1500 partos/ano, a percentagem situa-se entre 46,6% e 85,3%%. As unidades maiores, que fazem mais de 1500 partos, apresentavam valores entre 53,6% e 68,3%.
Esta avaliação integra o relatório sobre os centros de nascimento não públicos e abrangeu 25 unidades no total. Entre as irregularidades detectadas, constatou-se que apenas duas unidades tinham uma urgência aberta ao exterior, bem como o pessoal, as tecnologias e a presença física de recursos necessários para receber grávidas com qualquer grau de risco.
As falhas detectadas chegavam à ausência de identificação dos recém-nascidos com pulseiras, falta de organização de processos clínicos ou inexistência de folhas para consentimento informado das utentes para cirurgia.
Quadros de pessoal só existiam nas duas clínicas com urgência aberta. As restantes contavam com colaboradores que também trabalhavam no sector público.

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Espaço de amor

Viver em harmonia com a natureza e com o nosso contínuo biológico é possível. 

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O importante são as brincadeiras

Enquanto adultos, condicionados a viver rodeados de "coisas", sentimos necessidade de encher o dia-a-dia dos nossos filhos de brinquedos e parafernálias várias que teriam por objectivo entreter mas cujo resultado prático é afastar os mais novos do que é realmente importante.

Ao enchermos a vida dos nossos filhos de "coisas", estamos a impedir que estes desenvolvam a sua capacidade de se entreter com recursos próprios, estamos a contribuir para que, tal como nós, sejam dependentes de estímulos exteriores para serem felizes.

Para um bebé, o realmente importante é explorar o seu corpo e seguir os movimentos, conversas e expressões faciais dos adultos. Haverá no mercado um boneco capaz de ser mais interessante do que a descoberta de um pé ou da língua? Haverá musicalidade mais perfeita do que a voz humana? Não, para um bebé não há mas, ainda assim, enchemos as suas vidas de coisas que fazem muitos barulhos diferentes, tem muitas luzes e ficamos contentes por estarmos a contribuir para o seu bem estar!

Um bebé conhece o mundo através do tacto (e da boca, claro), pelo que, podemos ter 1001 bonecos diferentes mas se forem todos nos mesmos materiais - geralmente plástico e pêlo sintético - estaremos a limitar a experiências sensoriais dos nossos filhos. Por isso mesmo, um tecido ou um ramo de uma árvore podem ser muito mais estimulantes do que o boneco da marca X ou Y.
Muitos bebés respondem à estimulação artificial e monótona fixando-se em pormenores como os fios que prendem os bonecos ou  nas suas etiquetas. Queremos prova mais cabal de que os brinquedos são uma necessidade criada pelo mercado?

No caso do meu filho, todos os brinquedos, tecidos, caixas, sapatos, chaves, livros .... são interessantíssimos desde que: 1º estejam nas mãos de outra pessoa;  2º sejam novidade; 3º se possam saborear. Uma vez chegados às suas mãos, experimentados e metidos à boca passam a ser todos iguais, tanto faz ser o urso mais caro do planeta como o frasco do creme.

No caso das crianças, a capacidade de imaginar uma brincadeira e de a pôr em prática é muito mais satisfatória do que qualquer brinquedo, mesmo os mais complexos e/ou caros.

Sim, o mais importante para bebés e crianças não são os brinquedos mas as brincadeiras, tanto as que podem desenvolver sozinhos como as que preparamos com carinho  para fazer com eles. Quem não ouviu falar de uma criança triste ou aborrecida dentro do seu quarto repleto de brinquedos?

É engraçado como ficamos contentes porque o nosso filho gosta particularmente deste ou aquele brinquedo. O contentamento que experimentados não passa de uma transferência - para o bebé/criança - da satisfação que nós - adultos - sentimos na posse de algo. Proponho que em vez de contagiarmos os nossos filhos com a nossa procura externa e incessante de conforto, nos deixemos contagiar com a sua capacidade de encontrar recursos interiores para o bem-estar.

Dois livros que podem ser interessantes (Disponíveis na Oficina Didática mapa):

BRINCADEIRAS CRIATIVAS PARA O SEU BEBÉ
Christopher Clouder e Janni Nicol
Mundialmente reconhecida, a filosofia educacional Waldorf, criada por Rudolf Steiner,
propicia o desenvolvimento do bebé e da criança de forma natural e holística, tanto no que se
relaciona à mente como no que diz respeito ao corpo. Esta abordagem é ideal para os pais que
querem mais para seus filhos do que a oferta constante da programação televisiva e de
brinquedos industriais e é uma óptima proposta para reforçar os laços afectivos da família. Este
livro traz técnicas para ajudar bebés dos 3 meses aos 2 anos a desenvolverem-se com
brincadeiras divertidas e imaginativas, e explicações passo a passo para fazer manualmente
mais de 20 brinquedos.

BRINCADEIRAS CRIATIVAS PARA O SEU FILHO
Christopher Clouder e Janni Nicol
A filosofia educacional Waldorf, criada por Rudolf Steiner, propicia o desenvolvimento da
criança de forma natural e holística, tanto no que se relaciona à mente como no que diz respeito
ao corpo. Esta abordagem é ideal para os pais que querem mais para seus filhos do que a oferta
da programação televisiva e de brinquedos industriais, e é uma óptima proposta para reforçar
os laços afectivos da família. Este livro traz técnicas que ajudam as crianças dos 2 aos 4 anos a
desenvolverem-se com brincadeiras divertidas e imaginativas, e explicações para fazer mais
de 20 brinquedos manuais.
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O nosso anjo

Às vezes, na calada da noite, aparece cá por casa um anjo que leva o nosso menino e, no seu lugar, deixa um outro, de olhos mais claros, movimentos mais ágeis, mais curioso, mais atento e sempre sorridente.
Obrigada anjo, volta sempre!
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Parenting For A Peaceful World


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A importância de responder às necessidades dos bebés: não os deixemos chorar!


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Rir na infância é sinal de desenvolvimento emocional


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MArcha Mundial das Mulheres



Pergunto-me se já existirá um grupo a segurar uma faixa pelo parto humanizado na Marcha Mundial das Mulheres, dia 8 de Março de 2010, o Rossio, Lisboa?
Se sim, juntemo-nos a esses marchantes com a nossa alegria. Se não, levemos nós este tema tão importante para as ruas.
Junta-te a nós!


Acções Mundiais 2010 pela Paz e Desmilitarização

A 17 de Janeiro, reuniram-se em Assembleia organizações aderentes à Marcha Mundial das Mulheres em Portugal para programar acções em Portugal em 2010. O grande tema para a acção mundial em 2010 é a Paz e a Desmilitarização, articulada com os outros temas centrais da MMM: Bem comum, serviços públicos e soberania alimentar; Trabalho das mulheres; Violência contra as mulheres. Em síntese, estas foram as principais decisões da Assembleia:

ACÇÕES 2010

(Segue junto folheto MMM sobre 2010 e Programação para Portugal até à data)

8 a 18 de Março Acções em todo o país. Programada uma primeira grande acção a 8 de Março no Rossio. Propostas acções em diversos pontos do país. Apela-se a propostas de outras acções no país. Em anexo segue calendarização já feita.

24 de Maio Dia das Mulheres contra a guerra

7 a 17 de Outubro Acções em todo o mundo, culminando num Encontro Internacional em Sud Kivu, no Congo.

ADESÕES À MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES


Apela-se a todas as organizações que desejem aderir para o formalizarem com a maior brevidade possível. Para o fazer basta enviar um mail para mmmulherespt@gmail.com e indicar a pessoa que irá acompanhar a Marcha e seus contactos.

GRUPOS DE TRABALHO ACÇÕES EM PORTUGAL

Foram criados 4 grupos de trabalho para preparar as acções: Comunicação, Logística, Materiais e Financeiro. Qualquer um deles implica bastante trabalho e quanto mais pessoas a apoiar mais força poderão ter as acções. Voluntári@s são bem vind@s!


COMO COLABORAR:
1. Aderindo!!
2. Espalhando a notícia (Partilhando pelo facebook com @s amig@s, enviando mails, imprimindo materiais sobre as acções que forem surgindo, de todas as outras formas que se lembrarem)
3. Escrevendo-nos para mmmulherespt@gmail.com dizendo da vossa vontade/disponibilidade e inidcando lugar do país onde podem trabalhar connosco.



Para mais informações sobre a Marcha:


MMM no mundo

http://www.marchemondiale.org

http://www.sof.org.br/marcha/

MMM em Portugal

http://marchamundialdasmulheres.blogspot.com/

http://umarfeminismos.org/marchamundialmulheres/mmm.htm

http://www.ajpaz.org.pt/

Mais sobre a Acção 2010

http://www.marchemondiale.org/actions/2010action/es/?set_language=es&cl=es

http://www.sof.org.br/acao2010/

Para contactar-nos:

mmmulherespt@gmail.com

Mais informação sobre as acções e formas de participação seguirá em breve.
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