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Qual o papel dos pais no desenvolvimento dos seus filhos?


Qual o papel dos pais no desenvolvimento dos seus filhos?

Num primeiro relance há algo de errado com o título deste post – Qual o papel dos pais no desenvolvimento dos seus filhos? – é um papel essencial , fulcral, determinante… diriam vocês. Não, é um papel acessório, dirá qualquer pessoa que analise conscientemente as práticas dos pais das sociedades ocidentais em pleno século XXI.

A família nuclear deveria ser a instância de socialização primária e deveria ter um papel vital na educação das nossas crianças, afinal, os pais são as figuras centrais das vidas dos mais pequenos. No entanto, ao contrário do trabalho de educadores e profissionais de saúde, o papel dos pais tem merecido muito pouco reconhecimento por parte da nossa sociedade. 

Por ser um “trabalho sem status, sem salário, sem pausa para café, sem horário para almoço, sem férias, sem chefias, sem incentivos para a formação”, por não fazer parte da “comercialização generalizada de todas as relações sociais” o exercício da parentalidade foi desprovido da sua importância secular, a relação mãe/filho foi invadida, a intimidade familiar devassada, pela institucionalização e profissionalização  dos cuidados e saberes referentes à infância.

Assistimos, de braços cruzados, a um movimento político e social que nos instiga a considerar que instituições de ensino acreditadas pelo governo (e muitas vezes desacreditadas pelas suas práticas) e profissionais de saúde formados/as pelas melhores universidades (mas raramente informados sobre as especificidades de cada bebé) serão os melhores cuidadores e decisores da vida e futuro dos nossos filhos, independentemente das necessidades específicas de cada criança e das crenças e escolhas dos seus pais. 

Assistimos de braços cruzados à normalização das práticas parentais, à normalização das necessidades dos nossos bebés. Tomamos o que é politica e socialmente instituído, aqui e agora, como dogmas e não temos em conta que noutros contextos e noutros tempos existem e existiram outras formas de ver e pensar a parentalidade, outras formas de actuar com os bebés e crianças.
No contexto em que nos inserimos, idealizamos e embelezamos, nomeadamente através das artes a relação mãe/filho mas, pouco a pouco, retiramos a ambos toda e qualquer possibilidade de espontaneidade e de intimidade através, por exemplo, da tecnicização do parto, da amamentação, do amor e carinho. Tudo pertence agora ao domínio do racional (mesmo sabendo nós do Erro de Descartes) e aos tecnocratas pertence.

O parto foi instrumentalizado e profissionalizado para todas as mulheres e bebés e em toda as circunstâncias e a intervenção profissional e química parece ser mais importante do que a própria parturiente, as suas contracções e o seu bebé.

A amamentação passou de um acto espontâneo e natural, regido pelas necessidades do bebé, a um sistema de alimentação regido por tempos das refeições dos adultos trabalhadores e responsáveis e tabelas de percentis às quais os nossos bebés tem que se adaptar nem que para isso seja necessário “administrar” substitutos de leite materno que os façam crescer em concordância com as expectativas criadas por quem? Pelas empresas, com fins lucrativos, que inventaram e comercializam esses mesmos substitutos.

O amor e carinho que damos aos nossos bebés, está agora balizado por especialistas da intimidade alheia que nos dizem quando, durante quanto tempo e como podemos e devemos mimar os nossos filhos, andar com eles ao colo, dar-lhes atenção e/ou dormir com eles.

Actualmente, valorizamos, acima de tudo, a independência dos nossos bebés, crianças e jovens mas, desde a nascença, suprimimos – em nome do conhecimento científico e profissionalizado - as suas maiores expressões de autonomia e independência, isto é, esquecemos que ninguém conhece melhor as necessidades de alimentação e sono de um bebé do que o próprio bebé. Assim sendo, desde o primeiro dia de vida, passamos aos nossos bebés a informação de que as suas necessidades mais básicas - mamar e dormir - estão erradas e forçamos uma adaptação aos ritmos, tempos, quantidades e outras regras instituídas pelos profissionais de saúde como se estes se adaptassem a todos os bebés em todas as circunstâncias.

Na sociedade do conhecimento, não imaginamos uma criança não instruída mas esquecemos que as crianças começam a aprender muito antes de integrarem as instituições de ensino escolar e/ou pré-escolar e que continuam a aprender nos tempos em que não estão entregues aos seus cuidados. 

Ninguém parece conhecer melhor as necessidades dos nossos filhos do que os médicos, pediatras, enfermeiros/as, educadores/as, professores/as e outros profissionais pagos para nos dizerem o que devemos fazer todos os dias, a cada minuto, não deixando qualquer espaço à espontaneidade, à aprendizagem intra-familiar. Só o facto de estes profissionais serem os detentores da verdade, os gurus pelos quais nos devemos guiar para que os nossos filhos sejam bem sucedidos na vida (independentemente do que isto possa significar) explicará o facto de deixarmos um recém-nascido, indefeso e práticas como deixar um recém-nascido a chorar, sozinho, dentro de uma jaula (a que chamam berço). 

E não se pense que a importância das relações familiares se verifica apenas em famílias abastadas. Vários estudos demonstram que, dos 0 aos 3 anos, o exercício efectivo da parentalidade (proximidade, tempo em conjunto, desenvolvimento de actividades conjuntas, supervisão, participação nas actividades do dia-a-dia) e uma ligação forte mãe/filho, são determinantes, por exemplo, no estádio de desenvolvimento da linguagem em crianças de 4 e 5 anos e na prevenção de comportamentos de risco em adolescentes, independentemente do nível sócio-económico dos mesmos. 

Os nossos bebés não necessitam de máquinas que nunca falham mas de amor mesmo que venha de pais que cometem erros

Os nossos filhos não são mais um elo na cadeia de relações laborais em que nos movimentamos e, por muito valor que tenha o trabalho, a técnica, o conhecimento científico, ninguém sabe mais sobre um bebé do que os seus pais.


Se fosse verdade que um bebé só sobrevive se tiver um obstetra, um pediatra, se alimentar com regras rígidas e suplementos, se dormir sozinho, frequentar um jardim de infância e escola, for "domado" para não ser manipulador, mimado etc... o ser humano nunca teria chegado até aqui! 

Se continuarmos a dar aos nossos bebés coisas que substituam a intimidade como cadeiras de baloiço e carrinhos de passeio em vez de colo,  leite em pó em vez de leite materno, chuchas em vez de mama, televisão em vez de atenção e se continuarmos a acreditar que todas estas coisas são melhores do que nós (mães e pais) talvez sejamos, em breve, uma espécie em extinção!







Bebés do Mundo

Vacinação, sim o não?

A doula Catarina Pardal fez ma recolha completa e muito pertinente sobre vacinas. Aqui fica o link para que possam saber mais sobre o assunto e escolher em consciência.

Crianças em Acção estão de volta! | 30 de Janeiro - 11h - Centro Social do GAIA

Os encontros Crianças em Acção estão de volta! Depois de alguma falta de regularidade, motivada por um grande número de nascimentos entre as pessoas mais envolvidas, decidimos não focalizar este encontro num tópico específico ou uma palestra qualquer. Vamos aproveitar para ver como estão os rebentos e avançar com as ideias para o próximo encontro em Fevereiro e para voltar a ter encontros regulares.

Crianças em Acção - 30 de Janeiro - 11h - Centro Social do GAIA

As Crianças em Acção são um espaço auto-organizado em luta por um mundo justo e sustentável, com foco n@s mais pequen@s.


Trata-se de um grupo que está a organizar, de forma voluntária e que se pretende regular, encontros sobre maternidade e paternidade, gravidez, parto, amamentação, cuidados ao recém-nascido, educação, activismo sobre temáticas políticas e modelos alternativos de vivência.

Cada um/a deve leva almoço para partilhar e, se possível, também algumas mantas e almofadas. Como é natural, são bem-vind@s tod@s as idades e culturas, com ou sem filh@s. O que conta é o interesse em participar e contribuir para as iniciativas do grupo.

No mesmo dia e no mesmo local irá decorrer a assembleia do GAIA. As Crianças em Acção oferecem a possibilidade aos activistas para trazerem os seus filhos para um ambiente agradável, onde estes podem desenvolver as suas próprias actividades.



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GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental
http://gaia.org.pt

Travessa da Nazaré, 21, 2º
Lisboa, 15 1000-234
Portugal

Palestra * Nascer... e suas consequências... * Com Angeles Hinojosa

6ª Feira, 29 de Janeiro às 19,30h

Angeles Hinojosa, nasceu em Alcalá la Real(Jaén). Aos 14 anos muda-se para a Catalunha, onde desenvolve toda a sua trajectória profissional. Os seus estudos como terapeuta-psico-corporal, fisioterapeuta, re-nascedora...somados ao seu interesse incansável pelo mundo do nascimento, levaram-na a criar em 1996 a Associação "Nascimento Feliz" e a criar e promover em 1997 a Plataforma para os direitos para o nascimento" (à qual preside), e que é constituída actualmente por cerca de 30 associações e centros em Espanha e que estão dedicados à transformação do mundo da Saúde Materno Infantil.

Recuperar as memórias da sua chegada ao mundo (através do Renascimento), fizeram-na reflectir sobre o impacto de nascer. Desde então, a sua vida está dedicada exclusivamente ao mundo dos mais pequenos, colocando todo o seu esforço em criar uma "Nova Cultura de Nascimento".Especialista em "Trauma de Nascimento", facilita actualmente workshops desta técnica, a profissionais deste campo e a mulheres grávidas.

Com a Plataforma para os Direitos do Nascimento e como sua representante formou e forma parte da Estratégia de Atenção ao Parto Normal elaborada e apresentada pelo Observatório de Saúde da Mulher, no Ministério de Saúde de Espanha.

Bem...Quando recuperei pela primeira vez (faz agora 15 anos aproximadamente) a minha memória do nascimento, nada me fazia pensar que a minha vida acabaria tem um único objectivo, colaborar para que a sociedade repense sobre as consequências de vir ao mundo.

Desde então que a minha vida fez uma volta de 180 graus. Olhando para trás vejo que o meu objectivo foi sempre o bem estar dos mais pequenos, mas não era para mim tão evidente como agora, estava menos consciente. Agora sei que velar por eles é o meu projecto de vida.

Angeles Hinojosa

Investimento:

Palestra: 10 €

Por uma questão de disponibilidade de espaço, é solicitado a sua inscrição nesta palestra.

Contacto: 96 728 64 10 ou geral@anjocas.com

LOCAL: ANJOCAS, Av. Almirante Reis, 106 – 5D Em Lisboa (Em frente à cervejaria Portugália) Para mais informações e inscrições: 96 728 64 10 ou www.anjocas.com

Mitos e verdades - A chucha e a mama



Mito
Verdade

Se a mãe deixar o bebé faz da sua mama uma chucha





Chuchar é essencial para o desenvolvimento de um recém-nascido e as maminhas da mãe já existiam antes de terem sido inventadas as chuchas. Portanto, a verdade é que, se deixar-mos os bebés fazem das chupetas uma maminha e isso, de tão anti-natural que é, não pode ser saudável.
Sempre que o seu bebé se mostrar irrequieto, carente, com soninho, dê-lhe maminha e esqueça os substitutos de plástico. Ou gostava que também lhe dessem uma coisa de plástico para chuchar sempre que pede por um mimo?

Fraldas reutilizáveis made in Portugal

Uma amiga e assídua leitora deste blog, decidiu responder ao apelo que aqui deixei e fazer fraldas reutilizáveis a preços acessíveis.

Meteu mãos à obra (ou à máquina) e criou 4 tamanhos de capas de fralda, com velcros, interior em tecido impermeável anti-alérgico e exterior 100% algodão com os respectivos absorventes em tecido turco branco. O preço de comercialização é de 13 euros (capa + 3 absorventes).

Em stock:  Flores do Campo, Flores Laranja e Sweet Bubble (da esquerda para a direita)


Brevemente disponíveis: Flores verdes e Rose Vichy Flowers (da esquerda para a direita)



Enquanto as FraldisKeiras não tem site próprio, eu mesma aceito encomendas através deste blog ou do meu e-mail.

Aprende algo todos os dias



Um forma engraçada de aprender algo de novo todos os dias. Mais ideias soltas, aqui

Torna a tua infuência positiva

 «Ele irá crescer para ser como a mãe, como a professora, como o treinador de futebol ou como a pessoa agressiva que o conduz todos os dias até à escola? Um dia uma criança pode crescer exactamente igual a si. Torne a sua influência positiva.»

«Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço» é o lema mais ou menos assumido ou mais ou menos inconsciente de muitos pais. Acontece que somos modelos para os nossos filhos até nessa contradição, nesse desencontro entre o que apregoamos e o que praticamos. Não vale a pena dar exemplos. Todos temos alguns lá por casa.


«ChildFriendly Australia» é uma organização que trabalha em parceria com a NAPCAN (Associação Nacional pela Prevenção do Abuso e Negligência Infantil). Segundo esta associação, a sociedade australiana não é childfriendly e o abuso e negligência de que as crianças são vítimas são dos problemas sociais mais graves naquele país.

Em Setembro de 2006, na Semana Nacional de Protecção à Criança lançou a sua primeira campanha intitulada «Children see, children do» (As crianças vêem, as crianças fazem). O anúnico teve um impacto que ultrapassou fronteiras. Ganhou o Leão de Bronze no festival de Cannes em 2007 e continua a passar e a ser mostrado em inúmeras ocasiões em que discute temas relacionados com educação. «Torne a sua influência positiva» é o desafio deixado no final do filme.

Vale a pena ver. E indagar se pelo menos andaremos perto do exemplo que gostaríamos de ser para os nossos filhos.



Fonte IOL Mãe

Slow Parenting

O movimento Slow Parenting defende que «menos é mais»: menos coisas, menos actividades, menos pressa, menos pressão, menos expectativas. Mais tempo para crescer fará as crianças mais felizes.
Quem teve uma casa na árvore, leu a Pipi das Meias Altas e ainda se lembra dos dias intermináveis das férias grandes sabe do que se trata. A infância das crianças de hoje é bastante diferente da dos pais: pela pressa constante, pela falta de disponibilidade para estar com elas, pelo tempo todo controlado, pela pressão de serem os melhores em qualquer coisa. Mas há quem tente pôr um travão neste frenesim, desacelerar um pouco e devolver às crianças o que a infância tem de melhor: tempo para crescer e descobrir o mundo.

O movimento Slow, que defende e procura um abrandamento do ritmo de vida actual e faz o elogio da lentidão como forma de melhor apreciar as coisas boas, também chegou à educação. «Trees makes the best mobiles» (As árvores são os melhores mobiles) foi o livro que mudou a forma de encarar a maternidade de algumas estrelas de Hollywood: Gwyneth Paltrow descobiu-o quando a sua filha Apple era bebé e a partir de então oferece-o a todas as amigas que vão ser mães. As formas mais simples de educar num mundo tão complexo atraíram também Laura Dern, Heidi Klum, Courtney Cox e Susan Welsh. Como resistir à pressão de comprar demasiadas coisas que se tornam ruído para um bebé e à tentação de estar sempre a mostrar-lhe coisas novas, a acelerar o seu desenvolvimento e as suas descobertas, são algumas das propostas deste livro.

Outra obra que contribuiu para o movimento Slow Parenting foi «What Mothers do: Especially when it looks like nothing» (O que fazem as mães: especialmente quando parecem não fazer nada), de Naomi Standler. Segundo a autora, as mães não devem encarar o bebé na lógica de mais uma lista de «coisas a fazer».
Quando estão apenas a contemplar o seu filho pode parecer que estão a fazer nada, mas afinal estão a fazer o mais importante: descobri-lo, conhecê-lo e deixá-lo ser ele mesmo.


Brinquedos simples
Substituir brinquedos electrónicos cheios de ruídos e estímulos por simples pauzinhos, folhas, pedras ou conchas é um dos mais importantes conselhos do Slow Parenting. Não devemos apressar as crianças e os defensores da lentidão abominam especialmente os brinquedos que prometem ensinar-lhes rapidamente muitas coisas, seja vocabulário, uma segunda língua, ou como somar e subtrair. Não devemos esperar nem agir como se os nossos filho fossem pequenos génios que têm de fazer tudo antes dos outros. Depressa não é forçosamente bem. Cada coisa a seu tempo e sobretudo, no ritmo certo, afirmam os «slow parents».


Tempo para brincar e estar sem fazer nada
Gastar dinheiro em múltiplas actividades quase desde o berço é outras da realidades do mundo moderno contestadas pelos defensores da filosofia da lentidão e do «menos é mais» aplicada à educação. É mais importante que as crianças tenham tempo para actividades livres, não organizadas, do que tenham os dias todos ocupados com actividades estruturadas. Informática e ballet aos três anos parece muito apelativo, mas na verdade não tem vantagens nenhumas, é mais uma despesa e rouba tempo ao que é realmente importante: brincar e interagir, sobretudo com os pais.

Aliviar a pressão de pais hiper-activos
Mais recente foi a pulbicação de «Under Pressure: Rescuing Our Children from the Culture of Hyper-Parenting» (Sob Pressão: como Salvar as Crianças da Cultura dos Hiper-Pais), de Carl Honoré, um dos gurus do movimento Slow. O jornalista e autor de «In praise of Slow» (O Elogio da Lentidão), dedicou-se a analisar a forma como são educadas as crianças na nossa sociedade de consumo, onde a pressa é constante. Honoré considera os pais de hoje hiper-activos e defende que é preciso salvar as crianças desta vertigem constante e devolvê-las à infância - que deve ser um lugar de calma e de tempo a perder de vista.

Alguns dos conselhos de Carl Honoré:
• Deixar as coisas acontecer em vez de estar sempre a programar
• Deixar as crianças correr alguns riscos em vez de os transportar numa agenda sem intervalos de uma bolha de segurança para outra.
• Não pretender controlar tudo. Deixar tempo livre às crianças para que possam desenvolver a sua criatividade. Carl Honoré pretendia inscrever o filho em aulas de expressão plástica, depois de a professora o informar que a criança era muito dotada para as artes. O filho, com sete anos, disse-lhe: «Pai, porque é que os adultos têm de controlar tudo? Eu só quero desenhar e pintar, não preciso de aulas para isso».
• Recusar a pressão de ter de oferecer aos filhos uma infância perfeita. Isso não existe, tal como não existem pais perfeitos.
• Dê aos seus filhos espaço e tempo para explorar o mundo à sua maneira. É assim que as crianças aprendem a pensar, a inventar e a socializar, a ter prazer nas coisas que fazem, a desenvolver o que são em vez de tentarem apenas cumprir as expectativas dos pais.
• Dê muito amor, atenção e disponibilidade. Sem condições. texto
O autor afirma que a principal razão para escrever este livro foi pessoal, pois precisava de arrumar as ideias de forma a alterar a sua forma de ser pai. Um dia descobriu um livro que resumia histórias infantis clássicas para que os pais pudessem lê-las em 60 segundos, na hora de deitar. A sua primeira reacção foi pensar «Boa ideia!» Então percebeu a loucura em que os pais de hoje andam, ele incluído. Era preciso mudar, a bem dos seus filhos.

Nas sua investigação, visitou creches em Itália e na Escócia, um laboratório de pesquisa de brinquedos na Suécia, escolas na Finlândia e em Hong-Kong, colégios em Inglaterra e nos Estados Unidos, clubes desportivos um pouco por todo o lado. Chegou à conclusão de que a ambição desmedida dos pais que pressionam os filhos, em todas as idades, é um fenómeno global.

O livro procura mostrar como é possível encontrar um equilíbrio no ritmo de vida familiar de modo a que a infância deixe de ser uma corrida para o sucesso. A tentativa constante de dar aos filhos tudo o que há de melhor corta-lhes a possibilidade de aprenderem a tirar partido daquilo que têm. E essa é a melhor lição de vida que podem ter.

Tendo em conta o investimento de tempo, energia e dinheiro que se faz hoje em dia nos filhos, a geração de crianças actual devia ser a mais saudável e feliz de todos os tempos. Mas tal não acontece. Carl Honoré aponta a obesidade por um lado e as crianças que praticam desporto de forma demasiado intensa, por outro. Nem uns nem outros são saudáveis e felizes. E por isso nunca como hoje houve tantas crianças depressivas, ansiosas e com baixa auto-estima. Adoptar um estilo parental mais descontraído, sem pressão e sem pressa, pode parecer difícil. Mas é possível. As férias são decididamente uma boa altura para pensar no assunto.

Para saber mais:
• «Trees makes the best mobiles: simple ways to Raise your child in a complex world», Jessica Teich e Brandel France de Bravo, St. Martin's Griffin, 2002
• «What Mothers do: Especially when it looks like nothing», Naomi Standler, Piatkus Books, 2004
• «Letting Go, as Children Grow», Deborah Jackson, Bloomsbury Publishing PLC, 2003
• «Do Not Disturb: Benefits of Relaxed Parenting for You and Your Child», Deborah Jackson, Bloomsbury Publishing PLC, 1993
• «In praise of Slow», de Carl Honoré, 2004. Tornou-se a bíblia do movimento Slow. Em Portugal, o livro foi editado pela Estrela Polar sob o título «O movimento Slow».
• «Under Pressure: Rescuing Our Children from the Culture of Hyper-Parenting», Carl Honoré, HarperOne, 2008
• puttingfamilyfirst.org

Via IOL Mãe
Obrigada Sofia pelo link

Ganhar menos para viver melhor ou simplicidade voluntária

Os adeptos do decrescimento («downshifters» ou «downsizers») [literalmente, desaceleradores ou retardadores] vivem nas grandes cidades, nas pequenas e até no campo. Existem em todas as gerações e profissões, mas a maioria pertence às classes médias ou altas. Falam de liberdade, de redescoberta dos prazeres simples, de bem-estar, de harmonia. Sabem que menos pode ser mais. Talvez alguns sejam nossos vizinhos. Com a subida dos preços da alimentação, o peso das energias nos orçamentos e o espectro sempre presente da derrocada do mercado imobiliário, toda a gente poderá, em breve, ter de se esforçar por viver melhor com menos.

No livro “Affluenza” [termo que designa o “complexo de opulência”] Clive Hamilton, director do Australia Institute, ligado à esquerda, define assim os adeptos do decrescimento: são “indivíduos que procedem a uma mudança voluntária e a longo prazo do seu modo de vida, o que passa por rendimentos menos elevados e uma diminuição do consumo” e que aspiram a uma vida com mais sentido. Libertos do jugo da rotina capitalista, trabalham menos, gastam menos dinheiro e de modo mais construtivo.


O bem-estar, seja no sentido moral ou como forma de prazer, foi o que levou Niki Harre e o marido, Keith Thomas, ao decrescimento na sua vida familiar. Keith, que trabalhava como artista, está a lançar a sua actividade: plantação e manutenção de hortas e pomares na região de Auckland. Niki é psicóloga na Universidade de Auckland.
Ambos têm em conta as grandes repercussões sociais e ecológicas de tudo o que compram ou consomem e isto traduz-se num decrescimento progressivo. “Basta ler um artigo sobre os malefícios dos copos de plástico para deixarmos de os utilizar", explica Keith Thomas. Niki especifica: “Furamos o esquema, mas com remorsos”.
Ter um comportamento que respeite o ambiente não é difícil nem penoso, garantem. “Sob certos aspectos, é mais complicado do ponto de vista prático. É preciso avaliar tudo o que fazemos. Temos que assentar num enquadramento sólido para determinar o que fazemos. Isso torna tudo mais claro”, reconhece Niki Harre. “Desperdiçamos a vida nos pormenores... Simplifiquemos, simplifiquemos”, escrevia Henry David Thoreau, muito antes de terem aparecido os primeiros adeptos do decrescimento.

Em 1981, Duane Elgin criou a expressão “simplicidade voluntária” para definir a atitude dos indivíduos que querem viver melhor com menos, consumir de forma responsável e fazer uma avaliação das suas vidas para estabelecer aquilo que é importante e o que não o é. Longe de ser uma renúncia geral ao materialismo, uma visão romântica da pobreza ou até uma privação auto-infligida, a filosofia da simplicidade voluntária consiste em viver de acordo com os meios e os valores de cada um.

Niki Harre e Keith Thomas têm vindo a intensificar as suas práticas ecológicas: só consomem ovos de galinhas criadas ao ar livre, passaram de dois automóveis para um, vão trabalhar de bicicleta, resistem à tentação de renovar tudo. Na mesinha baixa da sala, há dois livros: “The Rough Guide to Climate Change» [manual sobre as alterações climáticas, da célebre colecção de guias de viagem Rough Guides, não editado em português] e “The Ethics of What We Eat” [A ética do que comemos, Rodale Books, também sem edição portuguesa]. Por trás da casa, a horta de Keith Thomas está luxurian­te. “Parecemos um bocado apanhados, mas somos completamente normais”, brinca Niki Harre.
Os dois filhos mais novos de Niki e Keith vão para a escola de bicicleta. Ambos já foram atropelados, mas escaparam com simples arranhadelas. A maioria das vezes, Niki também faz de bicicleta os seis quilómetros que a separam do local de trabalho. A família pertence ao SALT, sigla de «slower and less traffic» [trânsito mais lento e menos intenso], associação de bairro com mais de 200 membros. Objectivo? Melhorar a segurança nas ruas.
Nild e Keith recusam-se a levar os filhos ao outro extremo da região para as actividades extra-escolares. Ao contrário do seu vizinho, que fez 55 quilómetros de automóvel para levar o filho a um jogo de futebol.
 
O nosso ritmo de vida está sempre a acelerar. É preciso trabalhar mais para podermos consumir cada vez mais. Mas há quem esteja cansado do stress diário e da febre consumista e tenha decidido agir. (…) São indivíduos que optaram por fazer uma pausa na corrida louca em que se transformara a sua vida e que estão dispostos a trocar dinheiro por tempo.


Não se tratava de dizer adeus ao mundo do trabalho, antes de começar por fazer semanas de 30 horas em vez de 40. A perda de rendimentos é compensada por uma vida mais modesta e por uma forma de consumo revista em baixa, outra das ideias-chave do movimento.
Comprar uma casa grande com alguns amigos.
Utilização comunitária do automóvel.
Para festejar um acontecimento, organizar uma refeição em que cada um leva um prato, em vez de ir ao restaurante. São estas as recomendações dos defensores da simplicidade voluntária.

O facto de o movimento incentivar um modo de vida que respeita mais o ambiente também agradou a Jörgen Larsson, que tem o cuidado de sublinhar, no entanto, que não se trata de uma nova versão da vaga ecológica, que defende o regresso à terra e a auto-suficiência. Pelo contrário. Os adeptos do movimento consideram que a vida nas cidades tem uma série de vantagens: não se perde tempo nos transportes, usa-se menos o carro e poupa-se no aquecimento de uma casa grande no campo, quase sempre dispendioso, e que consome muita energia.

 Nos Estados Unidos, muitos adeptos da simplicidade voluntária verificaram que os seus próximos mostravam indiferença ou cepticismo em relação ao seu novo modo de vida. Um deles teve mesmo de fingir que tinha um segundo emprego, para escapar às perguntas daqueles que se espantavam por o verem sair tão cedo. “

Jörgen não encara a ausência de perspectivas profissionais como um sacrifício. As suas ambições são outras, explica. Trata-se, sobretudo, de ter influência sobre o mundo. 



 Anna Lagerblad
in Courrier Internacional, Fevereiro de 2008
 via SNPC

Agradar a toda a gente?... isso deve ser muito difícil , não?

Comida vida

Nos últimos tempos tenho conhecido cada vez mais crudíferos sendo que até á poucos meses desconhecia por completo que existia este tipo de alimentação. Trata-se de pessoas que se alimentam exclusivamente, ou essencialmente, de alimentos crus.

despertei para este tipo de alimentação ao procurar informações sobre a forma mais saudável de diversificar a alimentação do meu bebé. Sabia que o leite em pó, as papas e farinhas industrializadas estavam fora de questão e a alimentação à base de produtos biológicos crus parece responder às nossas necessidades.

O meu objectivo é começar a fazer uma alimentação à base frutos e legumes crus de forma a que o bebé, quando me vir a ingerir determinado alimento que lhe desperte interesse o possa explorar e saborear por si.

Comecei então a procurar informações em português e encontrei este blog que nos dá muitas dicas incluindo receitas muito elaboradas e cruas :)

No blog Alimentação viva encontrei a referência a um canal de TV - Raw Food Tv - on-line onde se pode assistir a variadíssimos programas sobre alimentação e muito mais. Adicionei este mesmo canal de TV no final da página do blog.

Natal fora de horas

Bem sei que o Natal já passou mas fica a mensagem que de tão importante serve para todo o ano.

Químicos nocivos nos produtos de higiene



Aqui fica a referência para um website sobre as substâncias contidas nos produtos de higiene que uitilizamos diariamente. Contém bases de dados de com a composição química de muitos dos produtos disponíveis no mercado e seus malefícios para a saúde, tal como, importantes recomendações para o consumidor.

Vale a pena fazer uma pesquisa da análise que fizeram aos produtos que geralmente se utilizam para bebés (Mustela e Aveeno inlcuídos) e depois reflectir nos perigos a que expomos, diariamente, os nossos filhos.

Bem sei que as quantidades de químico contidas em cada um destes produtos pode ser mínima mas juntemos o gel de banho, champô, creme de corpo, óleo de massagem, creme para as assaduras da fralda, as próprias fraldas, todos os químicos na roupa dos bebés, os contidos na nossa alimentação (que passam para o leite materno) mais os químicos contidos nos produtos de higiene da mãe (sim, também passam para o bebé mesmo dentro da barriga),  as radiações e poluições diversas a que estão sujeitos no dia-a-dia e temos uma mistura explosiva!

Para terem uma ideia da gravidade da situação, foi analisado o sangue do cordão umbilical de 10 recém nascidos e foram encontrados 232 produtos químicos reconhecidos como tóxicos e nocivos. Aqui encontram mais infos sobre este estudo.

Como aprendem as nossas crianças?

Encontro da La Leche League, moderado pela Cristina Pincho | 14 Janeiro 2010

Convite

Para um encontro da La Leche League, moderado pela Cristina Pincho.



A quem se destina a este convite?

 Destina-se a todas as mulheres que estejam interessadas na amamentação, quer estejam grávidas, a amamentar ou simplesmente tenham o desejo de aprender mais.

Se não estiver interessado pode conhecer quem esteja: partilhe esta informação.

Quando?
 Quinta-feira, dia 14 de Janeiro, pelas 11horas.


Onde?

Rua da Silva 13, em Santos.

Confirme

Apareça e se possível confirme a sua presença através dos seguintes contactos:

acpincho@gmail.com

966293836

934234664



O que é a Liga La Leche?



A La Leche League é uma organização internacional, sem fins lucrativos, que foi fundada em 1956 para dar informação, encorajamento e apoio, através da ajuda de mãe para mãe, a todas as mulheres que queiram amamentar.

A La Leche League está presente em mais de 50 países.

A LLL Internacional é uma das principais autoridades mundiais em matéria de amamentação

Quem representa a LLL?

A LLL é representada localmente por moderadoras voluntárias.

As moderadoras da LLL são mães que tiveram uma experiência feliz com a amamentação dos seus filhos e que posteriormente, após exigente formação, foram certificadas pela LLL Internacional.



O que oferece a LLL?

Apoio gratuito em várias áreas:

Reuniões mensais
Ajuda telefónica
Bibliografia sobre amamentação, parto, educação e nutrição
A mais actualizada informação sobre amamentação
Mais de 40 anos de experiência a ajudar milhares de mães

classemediawayoflife.blogspot.com

É um blog sobre a classe média no Brasil mas podia ser em qualquer local do mundo.
Define este espécime em 39 ângulos que poderiam ser (e seguramente vão ser) muito mais.

Aqui fica um dos meus favoritos:

dica 035 - Fazer o que "todo mundo" faz


Um verdadeiro membro da Classe Média precisa estar em sintonia com seu grupo social, principalmente quando se trata do “instinto de manada” que lhe é característico. Como qualquer rebanho, este instinto é um recurso que o grupo possui para manter e perpetuar seu modo de vida, mesmo em qualquer adversidade. Como forma de justificar tudo o que faz de errado, ilícito, fora do padrão ou desaconselhável, ou mesmo algo que nada tem de errado, mas não se tem a mínima vontade de fazer, o médio-classista sempre pode apelar para o velho argumento: “todo mundo faz, então não tem problema se eu fizer”.


A amamentação é institiva para os bebés mas não para as mães

Lactação de copinho

Alimentar um bebé com um copinho parece ser mais fácil quando se trata de bebés pequeninos.

O nosso bebé tem agora três meses e meio e pesa 8 kilos. Experimentamos a técnica do copinho, há cerca de um mês, e parecia muito fácil mas agora, com todo o seu peso e vivacidade, já quer agarrar no copo e com os seus gestos descoordenados de bebé grande derrama o leite, irrita-se e acaba a chorar. 

Tentamos encontrar os copos para aleitamento Medela porque tem um rebordo que encosta no lábio e pode ajudar a não entornar tanto leite mas são realmente difíceis de encontrar. No site da Bacelar diz que se podem encontrar estes copos no Continente/Modelo, na Bebéconfort e nas farmácias ou parafármácias. A nossa experiência é que ninguém parece saber que este copo existe e na Bebéconfort (Alegro-Alfragide) a funcionária ainda nos tentou convencer que de que os únicos copos que existem são os de armazenamento do leite.

Encontrei no youtube um vídeo de uma menina a mamar de uma espécie de palhinha achatada dentro de um copinho. Alguém sabe o que é aquilo?

Cá está o vídeo:




Resposta da Medela:

Boa noite,

Sou Raquel Leite, responsável de vendas da Medela Portugal da zona Sul do País.

O seu email foi reencaminhado para mim através  da empresa Bacelar com o intuito de a poder ajudar a encontrar o copo de Aleitamento Medela!

Nesse sentido, a Farmácia Santa Maria, no Hospital Santa Maria, em Lisboa, tem todas as referências Medela; aí certamente encontrará o copo.

Se tiver alguma dificuldade, por favor contacte-me.

Obrigada.

Raquel Leite
Telem. 912314587
raquel.leite@medela.pt

Tel.  808203238
Fax. 808203239
info@medela.pt
www.medela.pt

My Parents Were Awesome

Há uns meses que trago comigo um antigo álbum de família. Depois de ter visto aqui a referência a tantas outras famílias, decidi postar algum o seu conteúdo.



 

COITADINHO É VOCÊ!!!!!




"COITADINHO É VOCÊ!!!!" 


É o que estou a pensar imprimir num boné e numa camisola que o meu filho envergará sempre que se aproximar de potenciais amigos da tristeza alheia. Quem sabe assim tomam consciência do que dizem?

Para o ano 2010


Existe em todo o ser humano um poder infinito que tudo alcança e esse poder é accionado pelo pensamento.

Demasiado simples para ser verdade? Todas as leis que regem o Universo são simples, esta não é excepção.

Não acreditas? Curiosamente já estás a utilizar poder infinito imanente em ti, o qual está a trabalhar para que o teu pensamento não tenha poder nenhum.

De nada serve ter talento, capacidade, genialidade se pensas que nunca terás nada na vida pois nenhuma aptidão, treino ou auxílio poderão compensar a tua falta de fé.

Como é que acordas de manhã? Com cara de missa de sétimo dia? Há pessoas que, ao acordar, se arrastam da cama e realizam todas as tarefas matinais como quem faz um sacrifício; Outras há, que parecem um ciclone, reclamam do tempo, praguejam porque a água do banho está fria, resmungam contra o tecido da toalha de banho, acham o pequeno-almoço uma porcaria e saem de casa como quem vai para o matadouro. O dia destas pessoas deverá ser, por consequência, uma tristeza ou cheio de experiências desagradáveis.

Felizmente, muitas pessoas levantam-se bem-dispostas, cheias de vida, abençoam o dia e imaginam as coisas maravilhosas que ele tem para lhes oferecer.

Quem decide como vais acordar? Existe alguma força astral que determine com que humor vais acordar e como vai ser o teu dia? Não. Só tu podes tornar o teu dia abençoado, feliz e próspero.

No momento de acordar sorri para a vida, espreguiça-te longamente, agradece tudo o que a vida te deu e pensa nas coisas maravilhosas que a o novo dia te reserva.

Desde o amanhecer, semeia a semente do bom humor, da alegria, da prosperidade, da simpatia.

Já na rua, saúda os outros com alegria e boa disposição. Vamos acabar com o tradicional “vamos indo” e passemos a cumprimentar as pessoas com menos lamentos e mais gratidão pela fantástica oportunidade que é estar aqui e agora (já dizia a canção: menos ais, menos ais, menos ais!!!).

Vamos ver os outros com este novo olhar positivo e cheio de amor. Tratemos os outros não pelo que pensamos que eles são mas pelo que pensamos que podem ser. Ou seja, vamos valorizar os outros e ajuda-los a tornarem-se naquilo que podem ser, sem críticas, vendo neles as qualidades de que necessitam ou que desejam ter. Todos os defeitos de uma pessoa não são mais do que a sombra da qualidade que nela existe. Vamos realçar essas qualidades e as sombras desaparecerão.

A importância de todos estes pequenos gestos e pensamentos aumenta quando estamos perante os nossos filos.  A Auto-imagem do teu filho é um resultado directo do tipo de reforço que ele recebe de ti diariamente.

Se queres saber como estás a educar o teu filho, basta analisar as afirmações que ele faz de si, das circunstâncias, das coisas e da vida.

O teu filho é o resultado de tudo o que nós estamos a lançar sua mente.

Porque é que o teu filho se sente tímido, incapaz, medroso, feio, medíocre, nervoso, irritadiço, violento, negativo, descrente de tudo? Ou, porque é que o teu filho, por outro lado, se pode sentir forte, alegre, cheio de vida, auto confiante, positivo, inteligente, corajoso, elegante, bonito, vitorioso, calmo e agradável?

O teu filho é um mata-borrão: grava tudo. É uma esponja: recolhe tudo. É um espelho: reflecte tudo.

Se, na tua casa, acordas sempre mal disposto, passas o tempo a dizer que a vida está péssima, que tudo está pela hora da morte, que não aguentas mais as complicações da vida, o teu filho recolhe essas afirmações como verdade e passa a pensar que a vida é péssima e a sentir o peso do desalento na sua alma, achará que este mundo é complicado de mais e não sentirá forças para vencer na vida, gravará na mente que as coisas são inacessíveis devido aos altos custos e tenderá a não se mover do lugar.

Se, pelo contrário, na tua casa abençoares a vida que te traz tantas alegrias e comentares os sucessos de cada dia, o teu filho será uma pessoa saudável, cheia de vida, que vê um mundo bonito e cheio de oportunidades onde poderá realizar os seus sonhos e ideais.

Se na tua casa passares o tempo a dizer que o mundo está cheio de ladrões e exploradores que apenas querem prejudicar o seu semelhante em proveito próprio, não te admires que o teu filho adquira uma personalidade desconfiada e não confie em ninguém, nem mesmo nele próprio.

O que fazes quando o teu filho tem um comportamento ou demonstra traços de personalidade que não te agradam? Reforças esses comportamentos pela negativa, reforças a sombra dizendo coisas como: “não vais conseguir”; “estás errado”;  “não é assim que se faz” ou reforças a qualidades que essa sombra encobre dizendo algo como: “já demonstraste várias vezes que sabes fazer ou que és capaz”; “acredito em ti”; “tem confiança em ti e serás bem sucedido”?

Se mostrares ao teu filho que acreditas que ele não se sabe comportar à mesa, que está sempre a fazer asneiras, que estraga e sua tudo, que é bruto, que é egoísta e não é capaz de partilhar os brinquedos, que é burro e não consegue tirar boas notas, que é muito difícil para adormecer, que chora muito …. ele tenderá a responder às tuas expectativas e reforçará os comportamentos negativos que gostarias de eliminar.

O teu filho vê nos pais a verdade e como consequência, molda-se à sua imagem e às suas expectativas. Se és uma pessoa confiante, que gosta da vida e com uma visão positiva da humanidade, se mostras ao teu filho que o amas incondicionalmente a nele acreditas, mais provavelmente o teu filho será uma criança que bondosa, meiga , cuidadosa com o mundo que a rodeia, que brinca com outras crianças, que empresta os seus brinquedos, que gosta da vida, tem facilidade em fazer amigos e conquistar pessoas pelo seu temperamento agradável e irradiante.

Para o Novo Ano que se avizinha, pensa nisto!!!!!!

Com base no livro "Pode quem pensa que pode".