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Aftas

Legumes da horta da avó do S.
Uma afta pequena, cujo motivo é um traumatisto – morder a lingua, por exemplo – não deverá demorar mais do que 5 dias a desaparecer. Podemos adoptar medidas de aplicação tópica para aliviar a dor mas geralmente não conseguimos diminuir o número de dias de cicatrização.

Quando temos aftas porque ingerimos alimentos estragados, inadequados para nós, também são pequenas e de curta duração embora possam aparecer, simultaneamente, em vários locais e sejam, por isso, mais incómodas. Nestes casos, beber muita água, chá verdes e comer alimentos que promovam a desintoxicação, pode ajudar. 

Quando alguém lança um SOS por causa de aftas, é porque o seu problema é recorrente.  Podem ser aftas por traumatismo continuado – estar sempre a morder no mesmo sítio –  ou aftas sem ter origem em traumatismo mas que aparecem de forma continuada, quando uma está a acabar de curar já apareeu uma ou mais ao lado ou noutro sítio.

Se tiveres aftas recorrentes, ou aftas que demoram muito tempo a curar, é importante descobrir a causa e trata-la ou elimina-la pois aftas é sinal de inflamação no organismo e enquanto as nossas defesas estão ocupadas no combate a inflamações secundárias, deixam de ter atenção á multiplicação celular e podem estar a deixar escapar células potencialmente cangerígenas.
 
As minhas aftas desapareceram quando deixei de comer trigo e recuperei a mucosa intestinal. (Inicialmente ia escrever que aftas são minhas mas não são minhas. Estavam aqui mas não me pertencem e eu não as quero.)

Se acreditares que todas as doenças e sintomas físicos tem um fundamento emocional, aqui ficam algumas ideias que podes considerar.

Um título incortornável, quando se pretende estudar a relação entre emoções e doença, é “O teu corpo diz ama-te”, de Lise Bourdeau.

Segundo a autora, problemas da boca singificam que a pessoa tem dificuldade em “engolir uma nova ideia para poder digeri-la e utiliza-la”. Esta nova ideia pode provir de si ou de ouytra pessoa. A recusa é devida a uma reacção demasiado rápida, sem ter havido tempo para verificar todos os aspectos da situação. A boca diz que haveria interesse em ser mais calmo, mais aberto, pois a nova ideia pode ser útil. “

Relativamente a pessoas que mordem a boca “ é aquela que se contém para não dizer certas coisas que quer esconder a a angustiam”.


“Quando tiveres aftas, pensa que um dos teus medos te invadiu, que reagiste depressa demais e que não te acontecerá nada de desagradável se te permitires voltar atrás com a tua decisão, tomada, em geral, de forma precipitada.”


“As doenças da boca nascem também de pensamentos doentios, retidos durante demasiado tempo antes de serem emintidos. Toma consciência desses pensamentos e não os deixes germinar. Permite-te exprimir o que tens a dize sem pensar que vai ser regeitado pelos outros.”.


“Acredita mais na utilidade de novas ideias”
(http://www.segredodoslivros.com/sugestoes-de-leitura/o-teu-corpo-diz-ama-te.html, pp. 72 e 73)

De acordo com Louise Hay, os problemas da boca estão relacionados com a aoborção de novas ideias e nutrição. Uma afirmação que pode ajudar é “eu nutro-me com amor”.


A mesma autora diz-nos que as inflamações estão relacionadas com “raiva e frustrações com aspectos da própria vida”. Uma afirmação que pode ajudar é “Estou disposto a mudar todos os padrões de crítica. Eu amo-me e aprovo-me”. 

Se sentires curiosidade em verificar outras doenças/ sintomas e respectivas causas emocionais e afirmações de cura, aqui fica um link a explorar: http://www.afinandoascordas.com/comunidade/phocadownload/livros/louise_hay/Voce%20Pode%20Curar%20A%20Sua%20Vida%20-%20Louise%20Hay.pdf

Apresento algumas soluções que experimentei e o que senti em cada uma delas. Foram muitos anos com aftas, terei experimentado umas largas dezenas de “remédios”.

Aplicação tópica - pode aliviar mas não cura. Para a aplicação tópica não gosto das soluções que ardem, magoam, doem. Se não vai curar, vai apenas aliviar os sintomas, é bom que não provoque dor porque para doer, já bastam as próprias aftas. 

·    propolis - ajuda a cicatrizar mas arde e deixa os dentes escuros;
·    óleo de germem de trigo, na falta deste, azeite -  ajuda a cicatrizar e alivia a dor;
·   levedura de cerveja integral em flocos - diminui a inflamação, arde pouco. Adenda: se for uma afta grande e inflamada, arde muito.

·   mel em compressa - adormece a zona, inicialmente arde muito;
·  passagem com dente de alho cru cortado ao meio - a dor é quase insuportável. Em casos de aftas major (pesquisar no google) não diminui a inflamação, não cura, logo, o sofrimento que provoca é em vão;
·    bochechar com água oxigenada diluída em água - diminui a inflamação mas com a repetição deixa a zona muito sensível e em ferida;
·   bochechar com malaleuca diluída em água - sabe muito mal e diminui a inflamação mas nada que se veja;

   manter um cubinho de gelo em cima da afta - alivia a dor, especialmente aftas major;
·   bochechar com malaleuca diluída em água - sabe muito mal e diminui a inflamação mas nada que se veja;
·   manter um cubinho de gelo em cima da afta - alivia a dor, especialmente aftas major; 
·   tintura de calêndula e hipericão diluída em água ou directamente na afta - funciona e arde muito mas já se acabou a tintura e o INFARMED não deixa vender dessas coisas em Portugal;
·   Homeopatia borax, mercurius solubilis (nem sei se escreve assim) e Apis em bolinhas + traumeel em gotas - poso tomar frascos inteiros que não vejo melhoras;
·   traumeel ampolas - não arde, alivia e cura, a melhor solução experimentada até agora mas teria que gastar 25 euros por semana e isso é impraticável;
·   Aloe vera fresco. Apesar de saber muito mal, o ardor é suportável e cicatriza bem mais rápido;
·    Ulcermin (não natural e eficaz) aplicar na afta deixar actuar e deitar fora (não engolir) alivia a dor e a inflamação a olhos vistos;
·  Bicarbonato de sódio - alivia a dor;
·  kéfir - não senti melhoras significativas; 
·   tomate não muito maduro, pôr na afta um bocadinho, nota-se logo a melhoria. Comprovado - arde um pouco;
·         bochechar com agua e sal - quase não arde;
·         mascar folhas de abacate - não senti melhoras;
·         mascar folhas de menta, ber chá de menta – alivia a dor e promove a cicatrização. Lentamente mas funciona;

Outras tentativas de amenizar problemas da boca, aqui: http://wantamiracle.blogspot.pt/2009/12/cura-pelo-oleo-de-girassol-ou-mais-um.html

Alimentação:
  • Alcalinizar o organismo (pesquisar no google;
  • Dieta de eliminação (pesquisar no google;
  • Dieta anti-inflamatória (pesuqisar google;
  • Dieta sem glúten;
  • " Suzana Mendes Aftas geralmente são indicadores de inflamação nos intestinos. Alimentos ácidos como a carne, açúcar branco, por exemplo, ajudam a potenciar inflamações. O glutén também aumenta as inflamações. Prevenir é sempre melhor que remediar!" (in A Farmácia Cá de Casa - http://www.facebook.com/groups/162362207138169/permalink/421837541190633/?comment_id=423487887692265&offset=0&total_comments=13) 

Se este trabalho te fizer sentido, e desejares agradece-lo através de uma doação, gostaria muito de receber uma embalagem de Sulfato de Magnésio, urtigas, óleo de côco ou outro dos alimentos acima descritos (desde que biológicos). Bem hajas pela tua companhia.

Vomitos e diarreia

Aqui ficam as sugestões que recolhi para ajudar nos casos de diarreia e vómitos.

Partilhei a nossa saga no facebook - Grupo mães de transição e no meu perfil - pois senti necessidade de contribuir para desmistificar a ideia de que é necessário/obrigatório dar líquidos ao bebé que tem vómitos e diarreia mas que mama ao peito e em livre demanda.

Todas as mães fazem o melhor que sabem e podem o que acontece é que, infelizmente, a informação que circula, mesmo entre profissionais, está errada e as mães convencem-se que tem que dar/tomar medicamentos, forçar a ingestão de líquidos nem se seja recorrendo a seringas.

Para complementar a amamentação foi sugerido:

""Um chá óptimo, é de rebentos de silva. Não sei se consegues encontrar um silvado, mas nesta altura tem aqueles rebentos verdes clarinhos. Apanha e faz o chá. Dá às colheres para ele o aguentar no estômago.""

"Água com açúcar (ou geleia de cereais, para quem não consome açúcar) ajuda a hidratar mais rapidamente, mas se a mamã der de mamar à discrição, chega perfeitamente!"


"chá de camomila ajuda na diarreia"

"chá fraquinho mas quando vomita convém não dar logo nada, deixar o estômago descansar um pouco e com um pouquinho de açúcar, neste caso justifica-se pois ajuda a controlar os vómitos (se não usas nenhum tipo de açucar algo doce, como a geleia de arroz ou parecidoreflexologia.... vou ver se alguem perto de ti te pode ajudar... mas para mim ele esta assim pq tu não estas tranquila... mas isto sou eu que tenho uma ideias estranhas...

"Reflexologia"

"Vai dando pequenas quantidades de leite materno. Para a febre, desde que não passe os 38-39, podes só ir aliviando o mal-estar com reflexologia podal (se ele deixar) e um banho morninho."

"A reflexologia não é para actuar na febre mas para arrebitar o sistema imunitário e minorar o desconforto do menino. assim como o banho morninho (repara que não disse "banho frio para baixar a febre"). A subida de temperatura é causada pelo nosso sistema para matar os "bicharocos", por isso é bemvinda! "

"se conseguires ultrapassar a angústia de não fazeres nada durante 3 dias e esperar que ele resolva sozinha é o melhor."

"
Banana, arroz, frango e desculpabilização da mãe(isso quando não estiver mais a vomitar, claro. A desculpabilização serve ajuda em qualquer doença. Nada é tão mau nesta vida que não possa ser piorado pela culpa)."

Várias foram as mães que partilharam a sua experiência de amamentação exclusiva de crianças durante episódios de vómitos e diarreia.

Mas que dá vontade de ir a correr para a farmácia, lá isso dá!

3º dia e meio de gastro

Porque pode ser que seja uma info útil e porque me apetece desabafar: o S. está no 3º dia de gastro que é tb o 3º dia e meio sem comer e praticamente sem beber + vomitar e diarreia. Estamos a aguentar sem medicamentos e só com mama. Ele tem 18 meses e ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, não necessita de mais alimento nem líquidos do que o leite materno. Estão muitos miúdos com gastro e as urgências dos hospitais estão cheias. Sei que as recomendações que dão às mães nas urgências são uma ou várias destas: deixar de amamentar, hidratar com medicamentos, forçar a ingestão de alimentos como arroz branco, medicação anti-diarreia, iogurtes pré-bióticos, paracetamol se houver febre... tudo inútil e até nefasto. A solução é mesmo ficar em casa e amamentar, amamentar, amamentar. Cansa mas resulta!!!!!!!!!!!!!!! e... um bom pré-biótico (como o Biogaia) porque os alimentos próbióticos são caros e ineficientes. Quanto às vozes familiares e amigas que acreditam que a criança vai ficar sub-nutrida, desidratada etc.... paciência. Esperem para ver e tentem ficar tranquilas. :)

Agora é que é. Não deixem de ler.

O que todos os pais (sim, os homens) deviam ler antes do nascimento dos seus filhos www.marriageofsexandspirit.com/MSS_2Travis.pdf (copiar e colar no browser)

Do mesmo autor:

Estes dois são imperdíveis (não, não estão em destaque por acaso):
Myth: Daycare Is Harmless and Able to Meet the Needs of Infants and Young Children.

Myth: It is possible for both parents to have a full-time career and fully meet the needs of a young child.  

E continua.......

Myth: The Newborn's Senses and Feelings Are not Well Developed

Myth: The Newborn Has no Sensation, Emotional Affect, or Ability to Feel Pain or Pleasure

Myth: Separating Mother and Newborn after Birth Is Harmless

Myth: Hospital Nurseries Offer Newborns a Safe Haven

Myth: Hospital Nurseries Protect Infants from Infection


Myth: A Child's Sleeping with Parents Should not Be Allowed

Myth: Fully Meeting An Infant's Needs, Sometimes Called Attachment Parenting, Is Impractical and Exhausting.

Myth: Fully Meeting an Infant's Needs Creates a Spoiled and Overly Dependent Child

Myth: Mothers Know Instinctively How to Breastfeed.

Myth: Formula Feeding Is Almost as Good as Breastfeeding


Myth: Weaning Before Age Two Is Natural and Normal

Myth: IQ Is the Chief Measure of a Child's Ability to Be Effective and Successful at School and in Adult Life

Myth: Children's Intellectual Abilities Are Independent of Their Ability to Give and Receive Love.

Myth: Learning, Thought, and Intelligence Is a Process of the Brain Alone.

Myth: Schools Are the Best Places for Children to Learn

Myth: Homeschoolers Don't Do as Well as School Children

Myth: Homeschoolers Don't Learn to Socializ

Myth: Children Are Innately Unsocial, Uncooperative, and Untrustworthy

Myth: Children Should Express only Positive Feelings

Myth: Punishments and Rewards Are Effective Ways of Reinforcing Desired Behaviors.

Myth: You Should Praise Your Child Every Day

Myth: Rewards Promote Learning

Myth: Punishments Teach Kids to Behave

Myth: Punishment and Praise Are Effective Ways to Raise Responsible Kids

Myth: ADD/ADHD Is a Medical or Psychological Disorder

Myth: Behavioral Disorders Are Safely Managed by Medications

Myth: ADD-Type Behaviors Are Best Managed by Behavior Modification

Myth: Treatment Programs for Behavioral Disorders Are Effective

 Se este Travis é duro? É. Até para mim é duro ler tudo isto mas não deixa de ser verdade.

"
Along with the fact that we simply do not have the community, the village, the supportive social milieu that our indigenous sisters had, another major factor contributing to the exhaustion of parents is the fact that many of us have become accustomed to an incredible degree of freedom to pursue our own personal interests--from personal growth workshops and pursuits through furthering our education and career; and an extraordinarily high level of material comforts. Perhaps we can have all of these things, but we may need to do with a little less in some areas, for a limited time, if we are to provide our children with the care and attention that optimizes their emotional, cognitive, and social development. While all parents may not feel able and willing to devote a portion of their lives in this way to their children, it is important that we do not pretend that it makes no difference."

Somos cada vez mais a por o dedo na ferida!

Tão ao encontro dos meus pensamentos e sentimentos!!!!! este endeusamento do trabalho, estes discursos obsoletos sobre conciliação entre a vida profissional e vida familiar, esta ideia de que quem decide não se submeter ao mercado de trabalho sabe menos, vale menos.... ai que há tanto aqui por onde lhe pegar. Grande mulher esta que tem a coragem de pegar nas estatísticas e fazer uma leitura que vai contra a norma. É assim mesmo! Se estivesse por perto dava-lhe um abraço.

 Deshonestidad y falacia feminista

La británica instaló la polémica. ¿Es un movimiento en defensa de los derechos de las mujeres o una ideología útil para que el mercado de trabajo acapare a los mejores talentos?

 La británica Alison Wolf -graduada en filosofía y en economía en Oxford, de formación marxista, experta en educación y sector público- publicó un agudo ensayo sobre el impacto del ingreso pleno de la mujer al mercado de trabajo (y su desatención a cierta ética de la "vida familiar") en las sociedades actuales. El análisis de estadísticas permite a Wolf avanzar tesis interesantes y dos críticas al feminismo, sintetizadas en una extensa entrevista: "Lejos de ser una lucha por los verdaderos derechos de las mujeres -decía Wolf- el feminismo ha sido una ideología que estimula a las mujeres para servir al capitalismo global, cuidando de que ese capitalismo tenga 100% de los mejores talentos en dedicación exclusiva y no sólo el 50%. El feminismo -agregó- siempre fue un movimiento deshonesto, que se presentaba como defensor de todas las mujeres y sólo defendía a una minoría de elite, pero con un discurso de que todas las mujeres son iguales y quieren lo mismo. El feminismo, hoy liquidado, fue responsable de ayudar a difundir la idea de que quien está fuera del mercado laboral (fundamentalmente por dedicarse a la maternidad o distraer su capacidad productiva en el ámbito doméstico) no tiene valor".

El lúcido texto de Wolf -publicado originalmente en la revista Prospect- mostraba cómo la disparidad entre salarios de hombres y mujeres no está dada "por una conspiración entre empleadores hombres" sino, en general, por la elección de la maternidad. La verdadera brecha se instala no entre hombres y mujeres sino entre mujeres sin hijos o con ellos. Esto es un extracto de algunos pasajes fundamentales de ese texto: "El feminismo de los 60 y 70, que alimentaba una revolución en la vida de las mujeres, hablaba el idioma de la hermandad -el supuesto de que había una experiencia femenina compartida que atravesaba clases, etnias y generaciones-. En realidad, esa hermandad agonizaba. (...) La política de género sigue alentándonos a hablar sobre las mujeres como un grupo con intereses y demandas comunes. Sin embargo, esto hoy dista todavía más de ser cierto. (...) Hoy las madres vuelven a trabajar antes que sus madres. Pero hay diferencias nuevas y cada vez más grandes entre las mujeres más educadas y las menos educadas. Las de mejor formación suelen volver al trabajo ni bien termina la licencia por maternidad (o antes). Algunas mujeres de alto nivel de educación optan por la maternidad pero la norma es que trabajen de la misma forma, y cada vez más en los mismos puestos, que los hombres (mientras que las que tienen poca o ninguna formación, tienen más probabilidades de permanecer fuera de la fuerza de trabajo durante varios años; en ocupaciones predominantemente "femeninas"; suelen trabajar full-time antes de tener hijos pero a tiempo parcial luego de tenerlos). Antes, los ingresos de las mujeres a lo largo de la vida representaban una pequeña fracción de los de sus maridos, en especial si había hijos, y aun si no los había. Esto ya no es así en la generación educada pero sin hijos de mediana edad. Entre las mujeres con hijos, la brecha de género también se cierra rápidamente. Se calcula que las mujeres educadas más jóvenes ganarán tanto como los hombres a lo largo de su vida si no tienen hijos, y casi tanto como ellos si los tienen. Una profesional universitaria clase 1970 que tenga dos hijos puede prever que percibirá ingresos que llegarán a un 88% de los de su marido, mientras que, para las que tengan un nivel medio de formación, esa cifra cae hasta el 57% y, para aquellas sin ninguna educación formal, al 34%. Esta brecha refleja sobre todo trabajo de tiempo parcial e interrupciones en la carrera: son estas diferencias, no una conspiración de los empleadores hombres, la que da lugar a las cifras que aparecen en los diarios sobre la disparidad entre los sueldos de hombres y mujeres.

Políticos, periodistas y empresarios destacan las consecuencias negativas de cualquier obstáculo que impida la participación de la mujer en la fuerza de trabajo (perder los mejores cerebros frente a la pileta de la cocina). Tienen razón, y no tengo apuro por volver a eso. Pero es llamativo lo poco que se tienen en cuenta las pérdidas compensatorias cuando las mujeres eligen el trabajo antes que la familia. Esto es muy tonto. Las mujeres no son un grupo más homogéneo que los hombres, y la ética de servicio que tradicionalmente sostenía a la sociedad civil y el servicio público se debilitó. Las familias siguen siendo centrales para cuidar a los ancianos y enfermos, y para criar a la próxima generación, pero nuestra economía y nuestra sociedad alejan a mujeres cada vez más educadas del matrimonio o la maternidad. Las repercusiones a futuro son enormes."

http://www.entremujeres.com/genero/falacia_feminista_0_227977218.html
"la verdadera liberación de la mujer pasa por la defensa de la maternidad" Yvonne Knibiehler

JardineriaHumana Criatividade E Intuição ‎"Yo soy una hembra mamífera, sin duda, pero no soy un animal. Y mi relación con los hijos que traigo al mundo también está hecha de inteligencia, lo que abre precisamente la posibilidad de una superación, de una trascendencia." Yvonne Knibiehler

Entrevista na íntegra aqui:  http://www.tenemostetas.com/2011/03/yvonne-knibiehler-la-verdadera.html

de onde tudo flui

"Jean’s research spoke to me in a deep way – I was most touched at first by her reflections on seeing no distinction between work and play – surely the wisest way to live. Now however, as my 15-month-old daughter stirs in the morning and the first thing we see is each other, our touch being the last thing each experienced as we fell asleep and I see her growing so well and so confidently, I realise her biggest gift has been the confidence to follow our instincts and not give away our parenting role to some ‘other authority’. I don’t refer back to Jean’s work as a point of reference – for me it was the gift of insight and from there all else has flowed."

 http://www.jeanliedloff.com/home/how-jean-changed-my-life

A melhor escolha

"I chose to homebirth, to practice extensive breastfeeding, to not vaccinate, to homeschool, to travel the world with my family and to love them unconditionally for who they ARE rather than to hold to any expectations of who I may have wished them to be. I learned to look within for inner guidance and to trust that the instincts within were much stronger and rooted than anything that modern “experts” may suggest and now, I am very proud to say, that it was the very best choice I ever could have made. All three of my children are amazing and awesome, filled with light, love, consciousness, awareness and common sense. They are incredibly intelligent beings who are sensitive to others and who carry an empathy so lacking in today’s world. Jean’s work in The Continuum Concept completely changed so much about my perceptions of the modern world, and I was in constant contact with my children providing an extension of the womb long after they were born. In modern and materialistic society, so much energy is spent in denying the child any freedom to explore out of our own fears. Jean inspired me to be brave and to trust the Creator, the Universe and my own instincts when it came to my children. What I appreciated the most was that her work opened up the possibility of my rethinking not just the way we are taught to parent, but to question everything."


http://www.jeanliedloff.com/home/how-jean-changed-my-life

A mulher, a mãe, a cidadã, a trabalhadora

Hoje fui trabalhar. Eu sei, é um privilégio poder "ir trabalhar" só de tempos a tempos. Um privilégio que tem custos associados mas aos quais nós escolhemos submeter-nos. Posso escrever sobre isso um dia...

Como ia dizendo, hoje fui trabalhar, estive numa reunião que durou duas horas, o S. foi comigo mas ficou com uma senhora de confiança, no r/c do edifício onde se deu a reunião e foi brincando com as crianças que apareciam. Tenho a sorte de ter sempre reuniões em locais onde há espaços acolhedores para as crianças e também brinquedos e outros meninos e meninas. Mas, também não é sobre isso que quero escrever.

Depois da reunião, séria mas descontraída, fui visitar as colegas, nas suas salas, com o seus computadores e papeis, e os seus semblantes mais ou menos (des)contratídos. A reunião foi com a direcção lá do sítio, um homem. Nas salas dos computadores e dos papeis só havia mulheres.

A minha relação com o mundo do trabalho passou a ser de outsider. Onde antigamente via colegas, trabalhadoras, profissionais, bem ou mal dispostas, mais ou menos competentes, com mais ou menos diplomas, umas vezes simpáticas, outras nem por isso... agora vejo mulheres, mães, mais ou menos felizes, mais ou menos amadas, mais ou menos conformadas com o facto de serem mulheres, mães, filhas e amigas apenas em part-time. São mulheres mais ou menos convencidas de que todos os casamentos tem os seus problemas e os seus não são excepção, mais ou menos dilaceradas por os seus filhos serem mais distantes e difíceis de compreender do que algumas vez pensaram, mais ou menos saudosas do tempo em que estavam grávidas e toda a gente as tratava com carinho, mais ou menos tristes porque a primeira infância dos seus filhos passou demasiado depressa, mais ou menos sozinhas numa vida onde o trabalho, a tv e os computadores ocupam todo o tempo e espaço que elas desejam dedicar ao amor.

Agora, sempre que observo mulheres a trabalhar, vejo tudo isto estampado nos seus rostos, denunciado nos seus movimentos, somatizado nos seus corpos. Mulheres impedidas de expressar a sua feminilidade, levadas a acreditar que a energia masculina que as anima e as move no competitivo mundo do trabalho e das concretizações, é mais importante do que a sua inata capacidade para amar, nutrir e cuidar de si e dos seus. Mulheres que se anulam dia após dia, todos os dias, uma vida inteira. Tudo isto eu vejo sem conseguir verbalizar, sem conseguir sequer formular no meu cérebro dividido entre dois mundos.

Até que hoje, uma colega perguntou?

- "sabes que a N. está no hospital, nos cuidados intensivos?"
 - "então porquê? Alguma doença grave?"
- "um ataque cardiaco"

A N. podia ser qualquer uma de nós, mulher, na casa dos 40, dois filhos - 15 e 9 anos - trabalhadora a tempo inteiro em cargo exigente, aluna em cursos de especialização/actualização, marido emigrado, motivada, reflexiva.... Quantas mais estão quase lá? Quantos corações terão que parar até que o mundo se aperceba que vivemos depressa demais? Com exigências demais? Com amor a menos?

Bolas, a Liedloff morreu!

bolas, morreu a Liedloff! queria escrever algo bonito, importante, suficientemente capaz de descrever o que sinto e o quão ela é importante para mim... mas não consigo.

Há tanta coisa que não lhe disse e que não lhe perguntei.... tanta.... ia telefonar este mês... como é que nem sequer soube que ela estava doente?

Porque é que alguém, tão importante para mim, esteve doente durante meses a fio e acabou por morrer sem que eu soubesse?

Não gosto do mundo globalizado, a minha alma não consegue compreender as distâncias físicas que nos separam do que o entendimento aproximou. Não dá para para lhe explicar que a Liedloff vivia lá do outro lado do oceano, que tinha 84 anos, que estava doente e que já não vamos falar com ela, nem abraça-la, nem agradecer-lhe nem, nem, nem....percebem? Não tenho como lhe explicar que, apesar da influência que teve na nossa vida, não está aqui e agora, não é família, não é de perto... é desconhecida e está lá, do outro lado do mundo.

A mensagem que ela transmitiu mudou a nossa forma de estar na vida, mudou o nosso olhar sobre o mundo, trouxe novos amigos, novas vivências e experiências. Não se trata de mais um livro, de mais um conjunto de textos e letras... é uma pessoa que se atreveu a sonhar e a sentir o mundo para além da norma, que nos provou que outra forma de ser e estar é possível. É uma pessoa importante, que influenciou o nosso dia-a-dia, que está presente nos mais pequenos gestos, que está na base das mais presentes amizades mas... é desconhecida, estava doente e morreu, lá longe, sem nós sequer o sabermos! É assim que funciona o mundo globalizado: conhecemos gente a mais, que está longe demais e comunicamos com artefactos demais e rápido demais quando o que procuramos é o amor, a estabilidade e a intimidade que alimentam a alma.

Para a alma, nada disto é explicável. São duas velocidades demasiado distintas. A alma tem tendência para o apego, prefere relacionar-se a distanciar-se, emociona-se e cresce com as pessoas concretas que surgem nas nossas vidas, com a intimidade e as experiências. A alma alimenta-se dos actos significativos do dia-a-dia, está permanentemente ligada ao que está a acontecer, alimenta-se do que já existe. O trabalho da alma exige paciência e permanência. A alma não se move depressa, não viaja à velocidade da luz, nunca vai para longe, não tem consciência cósmica, não quer saber se quem sentia perto e presente, todos os dias, em cada pequeno gesto do dia-a-dia, afinal estava do outro lado do mundo, doente, e já morreu.

Bolas, a Liedloff morreu! Morreu uma amiga que contribuiu de forma decisiva para construir o meu universo de valores e vivências.

"se suportarmos a tensão criada entre dois mundos em colisão, uma solução inesperada acabará por emergir da abertura da alma criada pela tensão. Se formos capazes de suportar momentos de caos e confusão, surgirá algo verdadeiramente novo" (Tomas Moore)
"did you ever wonder why the floor under your feet , in the place where you live are covered with a gray material, & you can't see the soil?

why this floor is full of poop?

why are there boxes of metal emitting gases that you must breath?

why you live in high cages, forced to hear the noise of these metal boxes?

why you're driving them, & not using your feet, causing you to eventually have heart attack, if you won't die earlier from cancer from the gases, or an accident with the fast moving boxes?

why you eat corpses of animals?

why you use pieces of paper entitling you to any value, without which you won't have nothing, not even food?

why you eat unhealthy food?

why you're sitting every evening watching a box showing people telling lies, & dirtying your mind?

why do you let yourself be led by fat selfish people caring only about themselves, their money & power, why don't we really listen to each other, talk to each other, why do we have these hierarchies, in which the stupidiest, incapable ones rule, control & exploit the goodness & capable weaker ones?

why we go about doing wrong immoral things just because we're being told, why we we're constantly mad, worried & frustrated with such small trivial things, like a scratch in the mirror of our cars, & never see, appreciate & thank the beautiful wonderful life, nature & world that sorrounds & support us?

why we ruin the world, poison ourselves, live in ugliness, support the rich selfish people exploiting us, selling us lies, tobbaco, weapons & arms, killing people with the money that we're forced to pay them as taxes
?

Quem mandou nascer mulher?

"A saúde da mulher sempre foi tida como situação secundária, bem como sua figura nas ciências biológicas, como todas nós sabemos. O curso de Medicina da USP, por exemplo, trata pouquíssimo ou nada das questões que concernem a saúde da mulher: dentro de toda a grade curricular, somente quatro disciplinas tocam especificamente em pautas femininas. Enquanto doenças como o câncer de próstata recebem mais verbas públicas para pesquisa e tiveram seu diagnóstico e tratamento bastante desenvolvidos nos últimos 5 anos, o câncer de mama, por exemplo, tem suas pesquisas mantidas graças a investimentos majoritários do setor privado, e muito pouco ou quase nada se avançou.

A saúde da mulher e suas patologias e carências específicas pouco recebem atenção. Nas últimas décadas vemos o fenômeno das cesáreas crescer vertiginosamente (48%, sendo que na rede particular vão de absurdos 70% a inimagináveis 90%, quando a Organização Mundial de Saúde preconiza que o número de cesáreas não ultrapasse os 15%) desacompanhado de qualquer auxílio ou possibilidade de escolha por parte das mães, somado ao alarmante dado de 25% das mulheres que alegam terem sofrido algum tipo de maltrato enquanto estiveram hospitalizadas para darem a luz."

http://nascermulher.blogspot.com/2011/03/todo-apoio-continuidade-da-graduacao-em.html

Jean Liedloff | 1926-2011

Olá amigos, amigas...

Dificilmente conseguirei exprimir por palavras o quando me sinto agradecida
pela vida da nossa querida Liedloff, pelo impacto das suas observações e
reflexões para tantos milhares de famílias.

Obrigada Liedloff por teres despertado em mim a curiosidade e capacidade
para questionar a norma, por me teres permitido ser uma mulher e mãe mais
tranquila, presente e consciente do que alguma vez teria sido se não tivesse
acedido à tua mensagem.

Obrigada por teres gerado um movimento, mundial, que permitiu a tantas
famílias encontrar um denominador comum para o que os seus corações sabiam
estar certo.

Obrigada por me teres aproximado das pessoas maravilhosas com que a vida
brinda o dia-a-dia da minha família.

Neste cantinho do mundo estamos a trabalhar para expandir a tua e nossa
mensagem de amor, respeito, proximidade e simplicidade incondicionais.

Cátia, Nuno e Sebastião

É bom saber que vai passar...




Encontram o Free and Easy Biorhythm Calculator 3.02, muito facilmente através do google.

Pesquisei os gráficos de biorritmo e, desde Setembro de 2009, não existe nenhum momento de tão intensa negatividade.

Fiz a tradução e partilho para ilustrar o tipo de informação que este instrumento pode dar. O download é gratuito. Podem inclusivamente verificar o vosso biorritmo no dia do vosso nascimento e ter gráficos para toda a família.

O gráfico já me parecia suficientemente ilustrativo mas, como que a reforçar o que sinto, lá veio a explicação por escrito (resumo dos dias 12 a 25 de Março de 2011):

"Está extra sensível aos pensamentos e sentimentos dos outros. Instabilidade emocional pode afectar todas as áreas da sua vida. Não deixe as suas emoções dirigi-la, tente concentrar-se.
Quer estar activa mas não se consegue concentrar.
Não é uma boa altura para tomar decisões, empreender projectos difíceis ou começar novos projectos.
Este período é bom para relaxar e descansar.
Tenderá a sentir-se desiludida com os projectos em que está envolvida. Pode experiência insegurança ou medo irracional.
Não se envolva e nada, seja apenas um observador. Espere para fazer qualquer plano pois as suas mudanças bruscas de humor vão interferir em tudo o que empreender.
Pode perder temporariamente a diplomacia estando propensa a conflitos.
Durante este tempo pode ver apenas o lado negativo da vida mas dentro de uma ou duas semanas vai sentir energia renovada e optimismo.
Este é um tempo de descanso que se segue a um período de resolução de actividade e resolução de problemas.
Tente realizar tarefas que não requerem grandes esforços, força de vontade e concentração.
Tendência para depressão, apatia, diminuição dos desejos, irritabilidade.
Adiar todas as decisões de trabalho pois está propensa a cometer erros.
Capacidade de ver a vida com objectividade está diminuída. Não tenha pressas para expressar opiniões ou ideias.
A memória e capacidade de aprendizagem estarão abaixo do usual.
Limite as comunicações ao mínimo e evite situações formais.
Podem ocorrer acidentes, cuidado ao manusear objectos perigosos ou conduzir máquinas."
"

CENSOS 2001 - Religião? HOLÍSTICA


Em Inglaterra, para os Censos 2011, está a ser feita uma campanha em que toda a gente que acredita que "tudo está interligado" e tem como valores mais elevados a compaixão, a conexão, o cultivo da beleza, o respeito pela natureza e pela diversidade, a procura da sustentabilidade.... na pergunta relativa a religião, acrescenta a opção HOLISTICA.

Pena que a nossa pergunta 36, do questionário individual dos Censos, não tem uma opção em aberto para podermos fazer o mesmo.

Porque será que uma questão tão importante como a da religião aparece fechada? Será que o INE não tem recursos para pagar a análise dos dados? Ou será que, na nossa democracia, as crenças dos cidadãos não são relevantes?

Em Inglaterra, quando o nº de pessoas que indicam ter uma determinada crença é superior a X (esqueci qual) essa crença passa a ser considerada para fins estatísticos. Por cá, tudo o que não sejam religiões de massas, é farinha do mesmo saco e tem que ir para "outras religiões" Indus, Budistas...

Mais infos aqui: http://www.holisticmap.org/about/campaign.htm

"Holistic" is shorthand for an open-hearted, open-minded approach that includes all spiritual paths. It recognises that everything is connected and celebrates diversity.

Quando comprares morangos...

http://www.rodale.com/food-ingredients-avoid

"Quando comprares morangos, verifica sempre a origem.

Se forem espanhóis.... cuida-te das consequências na tua saúde e dos teus.



Morangos , nossa saúde, os outros e ambiente...



O que já se sabe há demasiado tempo, sem que ninguém faça nada



Será que os morangos espanhóis cultivados em estufas são comestíveis?

A resposta é "NÃO"!



... se o único problema destes morangos produzidos em estufas fosse a

falta de sabor, ainda nos poderíamos dar por felizes...

Infelizmente, estes morangos apresentam outros problemas bem mais

graves, a começar pelo facto de o seu cultivo cobrir cerca de seis mil

hectares, dos quais uma grande parte alastra já ilegalmente pelo

parque nacional de Doñana, uma extraordinária reserva de aves

migradoras e nidificadoras da Europa - embora o poder regional a isso

feche os olhos.



Para que estes morangos cheguem aos mercados europeus, devem ser

transportados por camião e percorrer milhares de quilómetros. Cerca de

16.000 camiões fazem os percursos por ano.

A uma média de dez toneladas por veículo, esses morangos valem o seu

peso em CO2 e gases nocivos ao ambiente e ao homem.



Mas os perigos desta agricultura não são só estes.

Sabe o leitor como é que estes morangos espanhóis são cultivados?

O morangueiro é uma planta vivaz que produz durante vários anos.

Contudo, os morangueiros destinados a esta produção em estufa fora da

época são destruídos todos os anos.

Para dar morangos fora de época, as plantas produzidas in vitro são

colocadas em frigoríficos no pino do Verão, a fim de simular o

Inverno, o que activa a produção.

No Outono, a terra arenosa é limpa e esterilizada, e a microfauna

destruída por meio de bromometano (brometo de metilo) e de

cloropicrina.

O bromometano é um poderoso veneno proibido pelo protocolo de Montreal

sobre os gases nocivos à camada de ozono.

A cloropicrina, composta de cloro e de amoníaco, não é menos perigosa,

pois bloqueia os alvéolos pulmonares.

Os morangueiros são cultivados em terreno coberto por plástico preto

e a irrigação inclui fertilizantes, pesticidas e fungicidas.

Quanto à água de irrigação, provém de furos artesianos - dos quais

mais de metade já foram instalados de modo ilegal.



Tudo isto está a transformar esta parte da Andaluzia numa savana seca,

provocando assim o êxodo das aves migradoras e a extinção dos últimos

linces pardel, pois estes pequenos carnívoros (dos quais somente uma

trintena deve subsistir ainda na região) alimentam-se de coelhos,

animais também em vias de desaparecer.

Por outro lado, para arranjar lugar para os morangueiros, já foram

arrasados pelo menos 2.000 hectares de floresta.



A produção e a exportação destes morangos produzidos em Espanha começa

um pouco antes do fim do Inverno e termina nos princípios do mês de

Junho.

Os trabalhadores devem nessa altura voltar às suas casas ou exilar-se

algures em Espanha. Se contraíram doenças por causa dos produtos

nocivos que respiraram, têm o direito de se tratar... à sua própria

custa.

A maior parte dos produtores destes morangos espanhóis utiliza

mão-de-obra marroquina, trabalhadores sazonais ou clandestinos, mal

pagos e alojados em condições precárias. Para se aquecerem à noite

durante o Inverno, este trabalhadores queimam os resíduos dos

plásticos que cobrem os morangueiros.

De qualquer modo, todos os anos no fim da época desta cultura, as

cinco mil toneladas de plásticos utilizados serão levadas pelo vento,

enterradas de qualquer maneira e em qualquer sítio, ou queimadas no

local...

Não será necessário dizer que nesta região da Andaluzia, onde prospera

esta aberrante agricultura, as doenças pulmonares e de pele estão em

franca progressão.

Quem se preocupa com isso? Ninguém!



Por que razão os meios de comunicação não falam sobre o assunto?

Mistérios do que não é política e economicamente correcto...

Quando a região tiver sido completamente vandalizada e a produção se

tiver tornado demasiado onerosa, os produtores transferirão tudo para

Marrocos, país onde aliás já começaram a instalar-se

Mais tarde, irão provavelmente para a China... A população europeia

ainda em vida encontrar-se-á doente ou no desemprego... mas feliz por

comprar

produtos baratos...



Que podemos fazer para combater esta tendência?

Cada um de nós é livre de agir em consciência e com conhecimento de

causa: comprar ou boicotar a compra de qualquer artigo que não seja

produzido em conformidade com as leis da natureza e/ou dos direitos

humanos.



Todos podemos escolher fazer um boicote pessoal. E se a maioria dos

cidadãos assim procedesse, os grandes "tubarões" da economia seriam

obrigados a mudar os seus métodos, sob pena de também eles porem em

perigo a sua própria existência.

A escolha está nas mãos de cada cidadão!"

Ultrapassar a náusea existencialista (ainda a vida numa escala sobre-humana e o trabalho, e a comunidade, e os filhos e, e, e...)

Depois de algumas horas de sono, concluí que tenho 3 hipóteses:


Hipótese 1 - fazer de conta que não vejo nada do que disse anteriormente e continuar a ser parte integrante do que penso estar mal;

Hipótese 2 - manter o estado de náusea existencialista e continuar a criticar, isolar-me no meu canto com as únicas consequências de talvez alertar alguns espíritos mais incautos e reforçar o mal estar de quem, como eu, faz este tipo de reflexões;

Hipótese 3 - participar activamamente na construção de uma comunidade (como esta das mães em transição, como a do ensino semi-doméstico, como a cooperativa de jantares que começo para a semana, como a construção de uma casa para co-working de mamãs onde possamos trabalhar e ter os nossos filhos ao mesmo tempo... e tantas outras coisas que podem surgir.

Definitivamente, exceptuando os momentos em que a indignação supera a minha força construtiva, tenho-me inclinado mais para a terceira hipótese.

Neste momento deparo-me com um desafio entre (tantos hi, hi,: tenho as ideias, a vontade, o grupo... mas falta-me o espaço físico onde desenvolver tudo isto.

Passo a explicar, para pôr tudo isto em marcha necessito de tempo efectivo de trabalho, de reuniões, de computador e o meu filho não vai ficar sentado à espera que eu faça tudo isso.

Falta-me uma casa, onde possa, com outras mães trabalhar e partilhar os cuidados às nossas crianças. Uma casa com jardim onde os miúdos andem à solta, dentro e fora, a brincar em conjunto, sempre com um olho adulto por perto e onde nós possamos estar a trabalhar. Isto é quase non sense porque o trabalho em que me quero envolver mais activamente é exactamente na construção desta casa para a cidade de Lisboa.

Estão a ver o meu dilema? Quero construir uma casa da qual necessito agora para me poder dedicar a construí-la!!!!! grrrrrrrrr.... quem tem por aí uma casa com jardim que nos dispense até a CML nos dar a Casa definitiva?

Vinculação materna versus endeusamento do trabalho

e se a ideia de que faz bem às crianças ir socializar para o infantário for só mais um mito dos tempos modernos? desculpem se isto soa a provocação e não quero aumentar a angustia de ninguém. Até porque não tenho nada contra os berçários, creches, infantários e muito menos contra quem lá trabalha.


O meu problema é com a institucionalização do ser humano em nome da escravatura do triângulo trabalho/dinheiro/consumo. Recuso-me a aceitar que só existo enquanto consumidora, logo, enquanto alguém que trabalha de forma remunerada para poder consumir. Recuso-me a criar os meus filhos para serem normalizados e se tornarem em bons trabalhadores/consumidores.


Posto isto, todas as instituições perdem a sua razão de ser, berçários, infantários, creches, escolas, faculdades etc... incluídas. Recuso-me a aceitar que ser human@ não é mais do que calcorrear as instituições da vida, do berçário, infantário, creche, pré-primária, primária, liceu, secundária, faculdade, trabalho, lar de 3ª idade, cemitério. Quem se desvia da sacrossanta instituição está em falta, vale menos...

Claro que depois escrevo estas coisas com um aperto no coração porque ainda não tenho solução para a equação e porque também há muitos dias em que os meus sonhos são terraplanados pela realidade e tremo de medo do percurso em que acredito.


Se eu sou utópica? Sim, sou mas porque não acreditar numa nova utopia? Se conseguimos chegar à utopia disfuncional e escravizante em que vivemos, porque não conseguiremos chegar a uma mais humana, onde, por exemplo, mães e bebés não sejam separados em sofrimento em nome da produção e do dinheiro?


No dia em que a mãe e o bebé estão prontos para se separar, fazem-no sem sofrimento.


Custa-me também muito saber que continuamos a negar os efeitos nefastos que a forma como nós mesmas fomos acolhidas no mundo (parto) e cuidadas desde o primeiro segundo de vida, nos influenciou. Enquanto os adultos não reconhecerem que andam a vida toda a nutrir a "criança interior", a tentar ultrapassar as suas imitações, falta e de auto-estima, falta de alegria, porque a criança real que foram foi vítima das crenças individualistas de uma sociedade que valoriza mais o TER do que o SER, não vamos ter a coragem de mudar o paradigma.


Só porque toda a gente diz e faz de determinada maneira, isso não significa que esteja certo. Aliás, porque as duas gerações anteriores disseram e fizeram de determinada maneira, não significa que esteja certo. Este modelo social (nascimento, parto e maternidade, cuidados à primeira infância e infância incluídos) já mostraram que são falíveis, já provaram que causam desagregação social, sofrimento, pobreza, doença (não me digam que as doenças se devem ao aumento da esperança média de vida porque, pela primeira vez da história da humanidade, ela está a diminuir) para quê insistir? Para quê calar a voz interior que nos diz que algo não está bem? Para quê subjugar-me à maioria se é uma maioria infeliz e atormentada, agarrada ao supérfluo, ao fútil?



Não quero com isto dizer que vamos todas por uma venda nos olhos, tapar os ouvidos e ficar cegamente, em casa, agarradas aos nossos miúdos mas também me custa saber que as mulheres do mundo continuem a a ser mutiladas em silêncio (e não apenas no sentido figurado) ou a minimizar o sofrimento que sentem não admitindo a si mesmas que merecem mais e melhor.



Ah, e não me venham dizer "eu gosto muito do meu trabalho" que eu também tenho muitos trabalhos de que gosto muito mas isso não significa que me apeteça faze-lo todos os dias, no mesmo sítio, cumprindo os mesmos horários, com as mesmas pessoas, da mesma maneira e tendo como fim último a remuneração auferida.



Nem me venham dizer que o oposto do modelo actual baseado no trabalho é o caos e o ócio porque também não é verdade.

por Want a Miracle a Domingo, 27 de Fevereiro de 2011 às 12:34

Viver e aprender a viver.

Idealmente não existiram creches. Para mim, o ideal ser viver numa sociedade construída à escala humana, onde os bebés e crianças são bem-vindos e acompanham os adultos em todas as suas tarefas.

O que vejo é uma sociedade construída numa escala sobre-humana, onde tudo é perigoso, onde os objectos são mais importantes do que as crianças, onde é quase impossível fazer-mo-nos acompanhar dos nossos filhos no dia-a-dia, onde o trabalho/consumo/dinheiro marcam as regras do mundo dos adultos (ou das pessoas ditas em idade activa) e todos os que não são capazes de produzir são expulsos para ambientes artificiais onde ficam confinados entre pares. Das crianças pequenas dizemos que estão a socializar, das mais crescidas que estão a aprender. A aprender o quê? A aprender a viver? que ironia não é, um mundo onde em vez de se viver se aprende a viver (quem disse isto, o John Holt?). Ou a aprender a ser mais caladas, mais subservientes, mais trabalhadoras, mais rentáveis?

Depois de n anos a socializar e a aprender entre miúdos da mesma idade, ficamos N anos confinados em empregos com pessoas da mesma idade para depois irmos descansar para outras instituições (lares, casas de repouso...) com mais pessoas da mesma idade.

Aos lares o meu sogro chamou de "salas de espera da morte". Pelo menos em relação a estes já não utilizamos eufemismos. São o mesmo que são as creches e as escolas mas como confinam quem já deu tudo o que tinha a dar para o triângulo da morte (trabalho/dinheiro/consumo) não há mais necessidade de engodos.

Pode ser por isto que tudo nas creches e nos infantários parece (ou parece a alguns)tão desajustado... mas isto sou só eu que, às 3 da manhã, já estou demasiado cáustica.

partilha que fiz no grupo Mães em Transição: https://www.facebook.com/?ref=logo#!/home.php?sk=group_141410039256299&ap=1

ia acabar mas afinal

se acabar, onde é que partilho esta efervescência de ideias que me persegue diariamente? Temo que quem comigo convive diariamente perca a paciência para tanta escuta activa.

Aqui vai a primeira, depois do interregno:

Se a função das peúgas é manter os pés quentes, porque é que tem que ser calçadas em pares de igual cor e feitio? Quem determinou esta escravatura mundial do impossível emparelhamento de peúgas?