"Mais vale uma hora de qualidade do que..."
Do que o quê? Pergunto eu? Será que a nossa passagem pela terra é tão longa que nos podemos dar ao luo de andar a desperdiçar horas? Que nos podemos dar ao luxo de separar "horas de qualidade" e "horas sem qualidade", metendo- umas e outras em saquinhos etiquetados, para os quais olhamos resignadas como se a passagem da mediocridade à qualidade não estivesse nas nossas mãos?
A vida é mais simples do que parece (ou do que nos querem fazer acreditar), muitas vezes essa tarnsformação está apenas no nosso olhar.
Todas as horas dos nossos dias, todos os minutos e segundos dos nossos dias, são de qualidade. Podem não ser da qualidade que desejaríamos mas cabe a nós, e só a nós, transformar as nossas horas, minutos e segundos, reinventa-los para que tenham a qualidade que acreditamos merecer.
Cada minuto que vivemos, cada segundo que vivemos, é menos um minuto, menos um segundo que vamos viver.
Todos vamos morrer, é bom lembrarmo-nos disso todos os dias, todas as horas, todos os minutos e segundos das nossas vidas.
Não digo lembrar, com medo, digo lembrar com respeito e gratidão pelas horas, dias, minutos e segundos que já vivemos e pela hora, minuto e segundo que estamos a viver agora.
Eu e a minha família, merecemos 24 horas por dia, 365 dias por ano, de tempo de qualidade. Todas as mulheres, mães e famílias do mundo merecem que todo o tempo, que estiverem vivos, seja de qualidade.
Algumas pessoas, devido a variadas circunstâncias, não podem ter esse tempo. A maioria das pessoas, porque acredita que não merece mais ou melhor, agarra-se à certeza de que vale mais uma hora boa do que muitas más e segue em frente, sem se aperceber que, as restantes 23 horas do dia, na companhia dos seus filhos, serão tão boas quanto o investimento e o amor que lhes dedicarem.
Esta fuga em frente não é uma fuga das horas sem qualidade, é uma fuga de si. Muitas vezes empreendo esta fuga de mim. Felizmente cada vez são mais os segundos, minutos e às vezes horas inteiras que estou presente, totalmente entregue em investimento e amor naquilo em que acredito ser importante.
A nossa loja on-line
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Não é da mãe, nem da creche!!!!!!!!!!!!!!
E se houver uma terceira via para as famílias, para os pais, para as mães, para as crianças?
E seu, aqui, agora, na nossa cozinha, entre o estufado de carne, a medicina e as mitologias, a filosofia e a Internet, fizer parte desse novo caminho que se está a traçar?
E seu, aqui, agora, na nossa cozinha, entre o estufado de carne, a medicina e as mitologias, a filosofia e a Internet, fizer parte desse novo caminho que se está a traçar?
Facilmente concordo com as acepções de que a igualdade de género, a igualdade entre homens e mulheres constitui um direito fundamental.
Trata-se de
"assegurar a igualdade de oportunidades e tratamento entre os dois sexos, por um lado, e em lutar contra toda a discriminação fundada no sexo, por outro." (UE)
Também concordo sem hesitar com as acepções que vão beber à teoria do apego e à etnopediatria e nos dizem que
"our taxonomic order, the primates, is distinguished from other mammals by it's intense sociality at all levels and specially by the necessary long-term affiliative relationship between parents and off-spring. How primates nurse carry, and protect our infants, and the fact that we extend the parenting period longer than any other animal, is striking; intense and expensive parenting is, in fact, one of the most distinguishing features of us primates, and a major mark of the human species in particular". (Meredith F. Samll (1998) Our babies ourselves How biology and culture shape the way we parent, Nova Iorque: Anchor Books)
O que me continua a deixar, confusa, e sem rumo, são as acepções fazem um mix de tudo aquilo com que facilmente concordo e ainda lhe acrescentam uma nova variável, a escola. Seja para defender ou atacar esta última.
"é bem verdade que a responsabilidade da educação já não pertence aos pais (...) porque as voltas da organização social, que libertaram a mulher, prenderam as crianças em infantários onde são depositadas ainda o sol espreita no horizonte. A expressão encarregado de educação não faz sentido porque o tal encarregado hoje é, verdadeiramente, o encarregado das despesas do infantário". (Armando Moreno (2011) A Medicina e as Mitologias Mitos Antigos e Modernos, Lisboa: Medilivro, pp 76)
O bem estar das crianças - do ser humano, pois uma criança é um ser humano - passa pela permanência prolongada junto de um cuidador principal.
Milhões de anos de presença de mamíferos na terra, dizem-nos que, em condições ideais, esse cuidador principal é a progenitora.
A própria biologia nos dá as evidências necessárias - gravidez, parto, amamentação, recuperação pós-parto - e nos compele a ficar mais próximas das nossas crias do que o pai (verdadeiro para todos os mamíferos).
Milhões de anos de presença de mamíferos na terra, dizem-nos que, em condições ideais, esse cuidador principal é a progenitora.
A própria biologia nos dá as evidências necessárias - gravidez, parto, amamentação, recuperação pós-parto - e nos compele a ficar mais próximas das nossas crias do que o pai (verdadeiro para todos os mamíferos).
O sucesso das medidas de igualdade de género, mede-se pela capacidade que uma sociedade tem de dar, a homens e mulheres, as mesmas oportunidades. Mede-se também, pela capacidade que as mulheres tem agarrar essas "oportunidades" ocupando os mesmos cargos e assumindo as mesmas responsabilidades que os homens.
De igual forma, nesta equação igualitária, assume-se que os homens tem um papel activo no universo familiar e doméstico que, outrora, em tempos desiguais, eram apanágio exclusivo do sexo feminino.
Mas, como é que estas duas posições se conjugam?
Por um lado, libertar as mulheres da esfera doméstica para a esfera profissional, manter os homens na esfera profissional - implicando-os um pouco na vida doméstica.Por outro lado, manter o pai e/ou mãe como cuidadores principais e a família como o elemento de socialização primária, assegurando que as crianças e adolescentes aprendem em contexto?
De igual forma, nesta equação igualitária, assume-se que os homens tem um papel activo no universo familiar e doméstico que, outrora, em tempos desiguais, eram apanágio exclusivo do sexo feminino.
Mas, como é que estas duas posições se conjugam?
Por um lado, libertar as mulheres da esfera doméstica para a esfera profissional, manter os homens na esfera profissional - implicando-os um pouco na vida doméstica.Por outro lado, manter o pai e/ou mãe como cuidadores principais e a família como o elemento de socialização primária, assegurando que as crianças e adolescentes aprendem em contexto?
Há já algum tempo que penso que estamos nesta encruzilhada pelo facto de pretendermos fazer a síntese hegeliana com uma visão demasiado restritiva da(s) tese(s) que nos antecedem, quer em termos temporais, quer em termos de diversidade.
Ou seja, consideramos que:
- a dança de homens e mulheres entre os papeis expressivo e instrumental (na gíria parsoniana)i.e., o facto de que ambos tem capacidade e disponibilidade de produção para alimentar o mercado e a sociedade de consumo em que vivemos (na minha gíria que é a da abolição do trabalho);
e,
- o crescente número de respostas institucionais para a infância que excluem as crianças da esfera social até que elas mesmas tenham capacidade e disponibilidade para contribuir para o mercado,
são a síntese perfeita pela qual devemos lutar.
E se este modelo de organização social, pelo qual lutamos até aqui, continuamos a lutar e, inclusivamente, continuamos a impor a outros povos como sendo o único possível, for apenas a antítese do isolamento em que vivem, e viveram, as famílias nucleares nos últimos séculos (com o consequente aprisionamento da mulher à esfera doméstica) e a verdadeira antítese estiver na integração deste modo de vida (tipicamente ocidental) e outros, mais distantes no tempo e no espaço?
Existem outras formas de organização social que assentavam (e assentam) em formas de vida comunitárias e cuja organização social, per si, ultrapassa o dilema do isolamento e da não participação dos indivíduos na vida colectiva, sejam eles homens, mulheres ou crianças.
Não defendo, per si, uma organização social e modo de vida comunitário, tribal ou de clã - como as que sabemos terem existido nas sociedades matriciais europeias do neolítico ou, como as que conhecemos das muitas tribos norte e sul-americanas, dos berberes australianos ou dos povos ciganos - que replique tanto os os seus laços sociais como as suas dificuldades.
O que eu defendo, é uma síntese que integre os benefícios de ambos os modos de vida - comunidade e tecnologia - potenciador de um espaço para existir, fora do meio de produção, consumo, institucionalização - tanto para adultos como para crianças.
Não sei como isto se faz e aceito que me considerem utópica. Para os meus sonhos, a utopia basta.
Ou seja, consideramos que:
- a dança de homens e mulheres entre os papeis expressivo e instrumental (na gíria parsoniana)i.e., o facto de que ambos tem capacidade e disponibilidade de produção para alimentar o mercado e a sociedade de consumo em que vivemos (na minha gíria que é a da abolição do trabalho);
e,
- o crescente número de respostas institucionais para a infância que excluem as crianças da esfera social até que elas mesmas tenham capacidade e disponibilidade para contribuir para o mercado,
são a síntese perfeita pela qual devemos lutar.
Vivemos num sociedade hipermoderna e hiperconsumista (Lipotevsky), onde predominam as ciências fisico-técnológicas (Beck), se instalou o debate da insegurança e desconfiança (Beck, 1992; Vailt, 1999), perigo e risco (Giddens, 1996), onde os laços comunitários e a família alargada se diluíram (Kitzinger, 1979, Kellerhals et. al., 1989; Segalen, 1996; Saraceno, 1992) dando lugar ao hiperisolamento (Lietaert, 2010) e na qual a criança foi privatizada passando a sua existência a depender apenas da vontade do casal (Kellerhals et al., 1989).
Os recursos e respostas que construímos para as famílias encontram-se maioritariamente no mercado (Hamilton, 2009) e no Estado (Lasch, 1977; Donzellt, 1977; Berger e Berger, 1984) e estas instâncias, todos os dias, nos demonstram a sua ineficácia, especialmente em contextos mais vulneráveis (Bayle, 2006).
E se este modelo de organização social, pelo qual lutamos até aqui, continuamos a lutar e, inclusivamente, continuamos a impor a outros povos como sendo o único possível, for apenas a antítese do isolamento em que vivem, e viveram, as famílias nucleares nos últimos séculos (com o consequente aprisionamento da mulher à esfera doméstica) e a verdadeira antítese estiver na integração deste modo de vida (tipicamente ocidental) e outros, mais distantes no tempo e no espaço?
Existem outras formas de organização social que assentavam (e assentam) em formas de vida comunitárias e cuja organização social, per si, ultrapassa o dilema do isolamento e da não participação dos indivíduos na vida colectiva, sejam eles homens, mulheres ou crianças.
Não defendo, per si, uma organização social e modo de vida comunitário, tribal ou de clã - como as que sabemos terem existido nas sociedades matriciais europeias do neolítico ou, como as que conhecemos das muitas tribos norte e sul-americanas, dos berberes australianos ou dos povos ciganos - que replique tanto os os seus laços sociais como as suas dificuldades.
O que eu defendo, é uma síntese que integre os benefícios de ambos os modos de vida - comunidade e tecnologia - potenciador de um espaço para existir, fora do meio de produção, consumo, institucionalização - tanto para adultos como para crianças.
Não sei como isto se faz e aceito que me considerem utópica. Para os meus sonhos, a utopia basta.
"A vida só pode ser compreendida
olhando-se para trás;
mas só pode ser vivida
olhando-se para a frente."
(Soren Kierkegaard)
olhando-se para trás;
mas só pode ser vivida
olhando-se para a frente."
(Soren Kierkegaard)
Post scriptum:
Sim, eu voltei a comer carne deste que me conheci a Weston Price Foundation
Sim, gostava de poder escrever mais e melhor sobre este e outros assuntos mas na minha condição de mãe a tempo inteiro (ou quase), sem rede social de suporte e sem o filho institucionalizado nem que seja algumas horas por semana, não disponho de tempo (nem cérebro) para mais e melhores pesquisas, mais e melhores reflexões.
Lamento, ter, na cabeça, mais livros e teorias do que consigo digerir e tornar inteligíveis.
Lamento, ter, na vida, tempo a menos para todas as letras e experiências que gostaria de integrar.
Lamento ter, para a temática (mas não só) mais paixão do que aquele que a ciência consegue integrar.
Sim, esta realidade ainda me magoa o suficiente para não conseguir ou aceitar ou encontrar um modo de vida alternativo que minore o seu impacto. Continuarei a deixar doer e a escrever.
Agradeço, esta eterna vontade de problematizar e encontrar respostas.
Agradeço à família e às experiências pessoais e profissionais que me colocaram neste caminho.
Obrigada por me lerem e comentarem.
BADINTER, Elisabeth (2010) Le conflit la femme et la mere, Paris: Éditions Flammarion
BECK, (1995) Ecological politics in na age of risk, Cambridge. Polity Press
BECK, Ulrich, (1992), “ From industrial society to risk society: questions of survival, social structure and acologiacal enlightment”, Theory, Culture and Society, vol.9, pp 97- 123
BECK, ulrich, (1992), Risck society: towards a new modernity, London, Sage Publications
GIDDENS, Anthony, (1996) As consequências da modernidade, Oeiras, Celta editora
GITTENS, Diana (1993) The Family in question, changing households and familiar ideologies, Londres: Macmillan
HAKIM,Catherine (2000) Work-Lifestyle Choices in the 21th century, Oxford: Oxford University press.
KITZINGER, Sheila (1981) Mães, um estudo antropológico da matrnidade, Lisboa: Editorial presença.
LIEDLOFF, Jean (2004) The continnum concept, In search of happiness lost, Londres: Penguin Books
LIPOVETSKY, Gilles, (1983), A Era do Vazio, Antropos, Relógio de Água, Lisboa
LUHMANN, Niklas, (1993), Risk: a sociological theory, New York, Walter de Gruyter
Ir ou não à creche?
Hoje fomos ao IKEA e pensei em levar o S. a brincar no espaço infantil que lá existe.
Expliquei que ele tem apenas 27 meses mas que já tem os 85 centímetros e que gostava de ver se ele tinha vontade de ir sozinho brincar com os outros meninos (já que os pais não são bem vindos lá dentro).
A senhora, gentilmente, explicou que apara usufruírem daqueles espaço as crianças devem ser completamente autónomas pois existe apenas uma funcionária por cada 10 crianças e por isso não lhes conseguem dar muita atenção.
Expliquei que ficaria na porta a ver tudo e que se ele não gostar de lá estar sozinho sairia logo. Infelizmente, para mim, disse também que ele estava com vontade de estar com outros meninos e que é uma chatice pois não estando na creche acaba por ver poucas crianças.
Quando percebi o que tinha dito corrigi logo
"quero eu dizer que é uma chatice haver poucas crianças por aí e não que é uma chatice ele não estar na creche".
O que eu fui dizer!!!!!
Ouvi como resposta um sábio "Pois a mãe engana-se muito, ele devia estar na creche, ir para a creche é mesmo muito importante".
Já não ouvi mais nada porque o Sr macaco caiu e os sapatos do S. não estavam a gostar de estar dentro da caixa que lhes foi destinada.
Mas podia ter dito muita coisa, podia ter perguntado se ela conhece muitas creches onde há mais do que uma educadora/ professora para cada 10 crianças?
Podia ter perguntado a partir de que idade é que um ser humano se torna completamente autónomo para já não necessitar de apoio e atenção individualizada?
Podia-lhe perguntar tem filhos e como se sente por estar o dia todo a cuidar dos filhos dos outros enquanto os filhos dela estão ao cuidado de 3º´s sendo que, ainda por cima, gasta o dinheiro que ganha a olhar pelos filhos de desconhecidos para pagar os desconhecidos que olham pelo filhos dela?
Podia ter perguntado tudo isto e muito mais e não seriam questões mais invasivas do que a certeza que ela me tentou vender.
Todos os dias somos brindados com a sapiência alheia e agradecemos por nos ajudarem a ver o quanto o nosso caminho é belo e importante.
Expliquei que ele tem apenas 27 meses mas que já tem os 85 centímetros e que gostava de ver se ele tinha vontade de ir sozinho brincar com os outros meninos (já que os pais não são bem vindos lá dentro).
A senhora, gentilmente, explicou que apara usufruírem daqueles espaço as crianças devem ser completamente autónomas pois existe apenas uma funcionária por cada 10 crianças e por isso não lhes conseguem dar muita atenção.
Expliquei que ficaria na porta a ver tudo e que se ele não gostar de lá estar sozinho sairia logo. Infelizmente, para mim, disse também que ele estava com vontade de estar com outros meninos e que é uma chatice pois não estando na creche acaba por ver poucas crianças.
Quando percebi o que tinha dito corrigi logo
"quero eu dizer que é uma chatice haver poucas crianças por aí e não que é uma chatice ele não estar na creche".
O que eu fui dizer!!!!!
Ouvi como resposta um sábio "Pois a mãe engana-se muito, ele devia estar na creche, ir para a creche é mesmo muito importante".
Já não ouvi mais nada porque o Sr macaco caiu e os sapatos do S. não estavam a gostar de estar dentro da caixa que lhes foi destinada.
Mas podia ter dito muita coisa, podia ter perguntado se ela conhece muitas creches onde há mais do que uma educadora/ professora para cada 10 crianças?
Podia ter perguntado a partir de que idade é que um ser humano se torna completamente autónomo para já não necessitar de apoio e atenção individualizada?
Podia-lhe perguntar tem filhos e como se sente por estar o dia todo a cuidar dos filhos dos outros enquanto os filhos dela estão ao cuidado de 3º´s sendo que, ainda por cima, gasta o dinheiro que ganha a olhar pelos filhos de desconhecidos para pagar os desconhecidos que olham pelo filhos dela?
Podia ter perguntado tudo isto e muito mais e não seriam questões mais invasivas do que a certeza que ela me tentou vender.
Todos os dias somos brindados com a sapiência alheia e agradecemos por nos ajudarem a ver o quanto o nosso caminho é belo e importante.
Crise de mau feitio?
Se o teu filho tiver uma crise de mau feitio, deixa-o sozinho a chorar e afasta-te.
Se for eu a dizer isto parece mal, não é? Mas se for um pediatra pago a peso de ouro por uma mega empresa já deve haver muito boa gente que acredita!
Eu decidi registar-me no youtube, clicar no "não gosto deste vídeo" e denuncia-lo como "maus tratos infantis".
Se for eu a dizer isto parece mal, não é? Mas se for um pediatra pago a peso de ouro por uma mega empresa já deve haver muito boa gente que acredita!
Eu decidi registar-me no youtube, clicar no "não gosto deste vídeo" e denuncia-lo como "maus tratos infantis".
Esta semana, em visita ao hospital, fui parar à sala de espera e de brincadeiras, do serviço de oncologia pediatria. Enquanto o S. explorava todos aqueles brinquedos, @s menin@s iam e vinham para as consultas.
Uma das famílias chamou-me a atenção pois o menino, de bomba de respiração (não sei como lhe chamar) na mão, ia respirando para o aparelho enquanto brincava tranquilamente.
De cada vez que o S. fazia um movimento mais ruidoso, a mãe do menino - que tinha uns 5 anos - gritava algo como "Para quieto!"; "Não faças asneiras!"; "olha que eu bato-te!"; "Olha que levas!", "Já aqui à minha beira, imediatamente!";
Eu, constrangida, lá me levantei e disse que o menino estava muito tranquilo, era o meu filho que andava a atirar com as coisas.
A mãe, com um ar muito piedoso, olhou-me e disse "não faz mal, é normal, ele é pequenino!" e continuou aos gritos com o filho "já te avisei, põe isso no lugar"; "quando chegares a casa, vais apanhar!"
Fiquei a olhar e a imaginar que perguntava a esta mãe "Porque é que não atira este ao lixo e manda vir outro?"
Quando contei ao pai do S. o sucedido, ele deu a mesma resposta sem sequer saber que esta me tinha passado pela cabeça.
PARTE 2
Esta manhã, na loja do meu pai entrou uma menina de 6 anos para tirar fotografias.
Logo à chegada a mãe da menina diz, com um tom de voz muito irritado: "já chegamos tarde porque esta miúda está doente, passou a semana toda sem ir à escola. Nem fomos à piscina!"
Durante os minutos que estiveram na loja, repetiram-se as reprimendas "porta-te bem"; "está quieta", "não vás para aí!"; "fica aqui quietinha"; "ai a rapariga, não para quieta, já não chegou estares a semana toda doente e eu em casa a aturar?".
Com uma gargalhada, o meu pai perguntou:
- Vocês, ao virem para aqui, não passaram pelo Rio Leça?
- Passamos - respondeu a mãe meio confusa.
- Então porque que é não a atirou da ponte? Assim já ficava quietinha.
Não tenho a mesma tranquilidade que o meu pai para dizer estas coisas, mas que me passam pela cabeça, lá isso passam. Quem sabe a idade me dá alguma sabedoria para consegui intervir em defesa de crianças que estejam nestas situações e ao mesmo tempo mostrar empatia para com a mãe/pai que estão a dar o seu melhor?
No site Natural Chil Project há reflexões muito interessantes sobre o que em inglês se chama de "advocate fo children". Agora não tenho tempo para pesquisar quais são os artigos mas fica o link para quem desejar saber mais: http://www.naturalchild.org/
Se conhecerem outras referências sobre este tema, enviem que serão muito bem vindas.
P.S. O S. está cheio de vitalidade e saúde, a visita foi mesmo só visita.
Uma das famílias chamou-me a atenção pois o menino, de bomba de respiração (não sei como lhe chamar) na mão, ia respirando para o aparelho enquanto brincava tranquilamente.
De cada vez que o S. fazia um movimento mais ruidoso, a mãe do menino - que tinha uns 5 anos - gritava algo como "Para quieto!"; "Não faças asneiras!"; "olha que eu bato-te!"; "Olha que levas!", "Já aqui à minha beira, imediatamente!";
Eu, constrangida, lá me levantei e disse que o menino estava muito tranquilo, era o meu filho que andava a atirar com as coisas.
A mãe, com um ar muito piedoso, olhou-me e disse "não faz mal, é normal, ele é pequenino!" e continuou aos gritos com o filho "já te avisei, põe isso no lugar"; "quando chegares a casa, vais apanhar!"
Fiquei a olhar e a imaginar que perguntava a esta mãe "Porque é que não atira este ao lixo e manda vir outro?"
Quando contei ao pai do S. o sucedido, ele deu a mesma resposta sem sequer saber que esta me tinha passado pela cabeça.
PARTE 2
Esta manhã, na loja do meu pai entrou uma menina de 6 anos para tirar fotografias.
Logo à chegada a mãe da menina diz, com um tom de voz muito irritado: "já chegamos tarde porque esta miúda está doente, passou a semana toda sem ir à escola. Nem fomos à piscina!"
Durante os minutos que estiveram na loja, repetiram-se as reprimendas "porta-te bem"; "está quieta", "não vás para aí!"; "fica aqui quietinha"; "ai a rapariga, não para quieta, já não chegou estares a semana toda doente e eu em casa a aturar?".
Com uma gargalhada, o meu pai perguntou:
- Vocês, ao virem para aqui, não passaram pelo Rio Leça?
- Passamos - respondeu a mãe meio confusa.
- Então porque que é não a atirou da ponte? Assim já ficava quietinha.
Não tenho a mesma tranquilidade que o meu pai para dizer estas coisas, mas que me passam pela cabeça, lá isso passam. Quem sabe a idade me dá alguma sabedoria para consegui intervir em defesa de crianças que estejam nestas situações e ao mesmo tempo mostrar empatia para com a mãe/pai que estão a dar o seu melhor?
No site Natural Chil Project há reflexões muito interessantes sobre o que em inglês se chama de "advocate fo children". Agora não tenho tempo para pesquisar quais são os artigos mas fica o link para quem desejar saber mais: http://www.naturalchild.org/
Se conhecerem outras referências sobre este tema, enviem que serão muito bem vindas.
P.S. O S. está cheio de vitalidade e saúde, a visita foi mesmo só visita.
1 ano de conversas sobre amamentação. Parte II
Estou rodeada de mulheres que tiveram ou tem problemas com a amamentação e, em 99,9% dos casos, trata-se de falta de informação (só uma das mães tem um problema fisiológico disgnosticado e, curiosamente e apesar das dores que sente, amamenta o seu filho com mais de 1 ano).
Muitos são os mitos que atrapalham a amamentação dos nossos bebés e muitos são os familiares, amigos e profissionais que os propagam:
Coisas que mulheres que conheço fizeram recentemente:
(queridas mães, eu sei que amam os vossos filhos e que dão o vosso melhor mas os mitos e mentiras sobre a amamentação tem que ser sistematicamente expostos para ver se deixam de ser os guias das mamas do futuro!)
- tirar quase meio litro/dia de leite com a bomba eléctrica para fazer stock e utilizar durante um pico de crescimento. É que lhe disseram que muitas mães deixam de dar de mamar porque durante os picos de crescimento, o leite não chega e assim pode completar as mamadas com o leite congelado (o bebé tinha menos de 1 mês). Curiosamente, quando este mesmo bebé teve um pico de crescimento (aos 3 meses) esta mesma mãe levou-o ao pediatra para fazer uma ecografia pois queria-se certificar de que ele não tinha nenhum problema no estômago. É que tinha muitas cólicas e estava sempre a chorar. Eu estava por perto e tentava dizer que desse mais mama mas não adiantava, as mamadas regiam-se pelo relógio e o bebé não podia mamar mais do que X sob risco de ficar gordo;
- se o bebé" bouçar" é porque mamou demais e então tem que se fazer intervalos maiores entre as mamadas;
- se continuar a dar de mamar em "livre demanda" o bebé vai ficar obeso e por isso tem que restringir as mamadas;
- mamar muito faz ar na barriga e por isso há que restringir as mamadas; Quanto mais mama, mais ar engole;
- o bebé dá sinal de que quer mamar quando chora logo, nenhum dos sinais dados antes (procurar a mama, fazer ruídos..) é interpretado como sinal de que quer mamar;
- o bebé adormece a mamar logo é preguiçoso, não está com fome senão não adormecia, é porque está a fazer chucha com a mama etc...;
- não há benefício nenhum em mamar após os 6 meses;
- mamar após os 6 meses é vício;
- é muito importante diversificar a comida após os 4 meses para eles aprenderem o sabor dos alimentos e para depois virem a gostar de comer de tudo;
- o bebé é esperto e prefere a o biberão à mama; já percebeu que do biberão sai mais, que do biberão enche mais etc....
- o bebé desmamou sozinho antes dos 6 meses, começou a recusar a mama e o leite acabou por secar (e recentemente conheci uma mãe que diz isto do bebé de 2 meses; A ideia de que o bebé pode ter feto confusão entre a tetina e a mama é completamente recusada pela generalidade das pessoas incluindo pessoal de saúde;
- o bebé tem sede e por isso tem que beber água; a mama é para comer e não para beber; não pode estar a mamar cada vez que tem sede; se não bebe água pode morrer desidratado etc..
- mamar é uma refeição logo o bebé tem que mamar ao pequeno almoço, lanche etc...
Disseram-me na maternidade (Magalhães Coutinho, Setembro de 2010):
- o bebé chora porque o leite é fraco;
- está a fazer da mama uma chucha (ouvi isto muitas, muitas vezes na maternidade);
- (sobre a minha doula) "cuidado porque elas são fundamentalistas, não se deixe enganar porque algumas nem os mamilos de silicone aconselham" (LOL); Ainda bem que me deixei enganar pela querida Sofia Carvalho;
O que ouvi num suposto workshop sobre amamentação feito pela GEOFAR:
- em caso de ter que tomar alguma medicação não pode amamentar e tem que tirar leite com a bomba;
- é muito importante deixar as outras pessoas da família ajudar, por exemplo as avós, e por isso deve-se tirar leite para que essas pessoas possam dar o biberão e deixar a mãe descansar;
- é mesmo muito importante incluir o pai na amamentação e por isso deve-se deixa-lo dar o biberão ao bebé. se a mãe fica muito centrada no bebé o casamento pode estar em risco porque o marido sente-se posto de lado. Para evitar que tal aconteça, a senhora recomendou que as mulheres dessem ao marido a possibilidade de também "alimentar" o bebé. Eu achei a coisa muito estranha e saiu-me algo como " se o pai do meu filho me pede uma coisa dessas eu fico muito chateada" ao que a senhora responde: "estão a ver, por isso mesmo é que não devem esperar que sejam eles a pedir. Antecipem-se, tirem o leite com a bomba e ofereçam vocês o biberão para eles darem ao bebé. vão ver como eles ficam agradecidos por essa oportunidade" LOL
- se tiver uma mastite dar ao bebé o leite que se tem congelado e tirar o leite do peito com a bomba eléctrica;
- se o bebé mamar muito dilata o estômago e depois vai ser obeso. Ela disse mesmo que há crianças que são gordas por terem mamado muito em bebés!;
- depois ia recheando a "palestra" com preciosidades como, "tirem o bebé do berço e coloquem assim e assado para mamar ... depois voltem a por o bebé no berço e deitem-se a descansar, é muito importante descansar nem que sejam uns minutos". Claro que eu queria perguntar se a senhora nunca tinha ouvido falar em dar de mamar deitada mas... eram tantas as coisas estranhas que decidi ficar calada.
Muitos são os mitos que atrapalham a amamentação dos nossos bebés e muitos são os familiares, amigos e profissionais que os propagam:
Coisas que mulheres que conheço fizeram recentemente:
(queridas mães, eu sei que amam os vossos filhos e que dão o vosso melhor mas os mitos e mentiras sobre a amamentação tem que ser sistematicamente expostos para ver se deixam de ser os guias das mamas do futuro!)
- tirar quase meio litro/dia de leite com a bomba eléctrica para fazer stock e utilizar durante um pico de crescimento. É que lhe disseram que muitas mães deixam de dar de mamar porque durante os picos de crescimento, o leite não chega e assim pode completar as mamadas com o leite congelado (o bebé tinha menos de 1 mês). Curiosamente, quando este mesmo bebé teve um pico de crescimento (aos 3 meses) esta mesma mãe levou-o ao pediatra para fazer uma ecografia pois queria-se certificar de que ele não tinha nenhum problema no estômago. É que tinha muitas cólicas e estava sempre a chorar. Eu estava por perto e tentava dizer que desse mais mama mas não adiantava, as mamadas regiam-se pelo relógio e o bebé não podia mamar mais do que X sob risco de ficar gordo;
- se o bebé" bouçar" é porque mamou demais e então tem que se fazer intervalos maiores entre as mamadas;
- se continuar a dar de mamar em "livre demanda" o bebé vai ficar obeso e por isso tem que restringir as mamadas;
- mamar muito faz ar na barriga e por isso há que restringir as mamadas; Quanto mais mama, mais ar engole;
- o bebé dá sinal de que quer mamar quando chora logo, nenhum dos sinais dados antes (procurar a mama, fazer ruídos..) é interpretado como sinal de que quer mamar;
- o bebé adormece a mamar logo é preguiçoso, não está com fome senão não adormecia, é porque está a fazer chucha com a mama etc...;
- não há benefício nenhum em mamar após os 6 meses;
- mamar após os 6 meses é vício;
- é muito importante diversificar a comida após os 4 meses para eles aprenderem o sabor dos alimentos e para depois virem a gostar de comer de tudo;
- o bebé é esperto e prefere a o biberão à mama; já percebeu que do biberão sai mais, que do biberão enche mais etc....
- o bebé desmamou sozinho antes dos 6 meses, começou a recusar a mama e o leite acabou por secar (e recentemente conheci uma mãe que diz isto do bebé de 2 meses; A ideia de que o bebé pode ter feto confusão entre a tetina e a mama é completamente recusada pela generalidade das pessoas incluindo pessoal de saúde;
- o bebé tem sede e por isso tem que beber água; a mama é para comer e não para beber; não pode estar a mamar cada vez que tem sede; se não bebe água pode morrer desidratado etc..
- mamar é uma refeição logo o bebé tem que mamar ao pequeno almoço, lanche etc...
Disseram-me na maternidade (Magalhães Coutinho, Setembro de 2010):
- o bebé chora porque o leite é fraco;
- está a fazer da mama uma chucha (ouvi isto muitas, muitas vezes na maternidade);
- (sobre a minha doula) "cuidado porque elas são fundamentalistas, não se deixe enganar porque algumas nem os mamilos de silicone aconselham" (LOL); Ainda bem que me deixei enganar pela querida Sofia Carvalho;
O que ouvi num suposto workshop sobre amamentação feito pela GEOFAR:
- em caso de ter que tomar alguma medicação não pode amamentar e tem que tirar leite com a bomba;
- é muito importante deixar as outras pessoas da família ajudar, por exemplo as avós, e por isso deve-se tirar leite para que essas pessoas possam dar o biberão e deixar a mãe descansar;
- é mesmo muito importante incluir o pai na amamentação e por isso deve-se deixa-lo dar o biberão ao bebé. se a mãe fica muito centrada no bebé o casamento pode estar em risco porque o marido sente-se posto de lado. Para evitar que tal aconteça, a senhora recomendou que as mulheres dessem ao marido a possibilidade de também "alimentar" o bebé. Eu achei a coisa muito estranha e saiu-me algo como " se o pai do meu filho me pede uma coisa dessas eu fico muito chateada" ao que a senhora responde: "estão a ver, por isso mesmo é que não devem esperar que sejam eles a pedir. Antecipem-se, tirem o leite com a bomba e ofereçam vocês o biberão para eles darem ao bebé. vão ver como eles ficam agradecidos por essa oportunidade" LOL
- se tiver uma mastite dar ao bebé o leite que se tem congelado e tirar o leite do peito com a bomba eléctrica;
- se o bebé mamar muito dilata o estômago e depois vai ser obeso. Ela disse mesmo que há crianças que são gordas por terem mamado muito em bebés!;
- depois ia recheando a "palestra" com preciosidades como, "tirem o bebé do berço e coloquem assim e assado para mamar ... depois voltem a por o bebé no berço e deitem-se a descansar, é muito importante descansar nem que sejam uns minutos". Claro que eu queria perguntar se a senhora nunca tinha ouvido falar em dar de mamar deitada mas... eram tantas as coisas estranhas que decidi ficar calada.
Um ano de conversas sobre amamentação.
Agora que se comemora a semana do aleitamento materno, vou partilhar alguns comentários e conselhos que tenho ouvido desde a gravidez e que de tanto se repetirem, penso que podem ser referidos como "conversa padrão" para este
tema:
Durante a gravidez:
- vais amamentar ou dar biberão?
- amamentar, claro!
- vais se tiveres leite
depois do parto:
- qual é o leite que dás?
- nenhum, só mama!
- e ele não fica com fome? e dorme a noite toda? ai pois, se desse um
biberão já dormia a noite toda! e o pediatra aceita isso? (!*!?*!?%) e
ele está a crescer bem? Atenção, o puto é grande e gordo!)
- de quanto em quanto tempo é que ele mama?
- não sei
- não sabes?
- não, não conto
- mas como é que não contas? deves saber mais ou menos.
- não, não sei. mama sempre que lhe apetece
- e como é que sabes que lhe apetece? sabes porque já passaram 3 2
horas ou 3 horas!
- não, eu não dou de mamar sempre que o relógio dá sinal. eu dou de
mamar sempre que o meu filho dá sinal
- e que sinal é que ele dá? tão pequenino, ele sabe lá o que quer!
- ele dá sinais, vira-se, faz ruídos, mete os dedos na boca, abre e
fecha a boca. procura a mama no braço, na camisola. são tudo sinais de
mama.
- e chora?
- não, nunca espero que ele chore para lhe dar de mamar.
- ai pois, mas tem que chorar. chorar faz bem, abre os pulmões! se
esperares que ele chore já consegues ter mais tempo entre mamadas.
depois dos 3 meses:
- já come?
- não só mama!
- e não fica com fome? e o ferro, fica sem ferro? ai que ele fica
doente! mas isso não pode ser, já tem que comer. ficas muito cansada!
e de noite? o quê, acorda para mamar? já devia dormir 8 horas
seguidas, no mínimo! claro, só mama, tá sempre com fome.
- se só bebe do teu leite, então tiras o leite para lho darem?
- não, só mama ao peito!
- o quê? ai está muito dependente! isso é uma escravatura! mas não
tens um momento de descanso! não vais ao cinema? e a um concerto! e
jantar fora! ai a tua vida sexual assim acaba, isso não pode ser. e o
teu marido? aceita? tens sorte, se fosse outro não aceitava! E ele não
tem ciúmes? há homens que tem ciúmes de um miúdo tão grande amamentar!
depois dos 6 meses:
- ainda mama, mas agora já come?
- não, só mama. Às vezes brinca com a comida!
-credo, mas já tem dentes, as crianças com dentes não deviam mamar.
não te morde? e não te dói? ai que mal habituado, é mimado e
dependente. mas vais fazer sempre tudo o que ele quer e como ele quer?
tens que parar com isso. ele devia era estar na creche para
socializar com outras crianças em vez de andar sempre agarrado à
mama.
e a chupeta, não tem chupeta?
- não. não quero que ele faça da chupeta uma mama!
- o quê??? é ao contrário mulher, ele faz é da tua mama uma chupeta!
- isso não pode ser porque antes de existirem chupetas já existiam
mamas!
- ai é, então se não tem chupeta chucha no dedo!
- não, chucha na mama!
- mas vai chuchar no dedo, mais cedo ou mais tarde vai chuchar no
dedo.
- não, vai chuchar na mama
- mas qual é o teu problema com as chupetas?! não me digas que também
fazem mal ao miúdo?!
- fazem, deformam o maxilar e são substitutos de mama. ele não
necessita de me substituir porque eu estou sempre por perto.
- mas de noite tem um "doudou"?
- não
- uma fralda?
- não
- faz "assim" com o dedinho no lençol?
- não
_ NÂO????? mas como é que ele faz para adormecer?
- mama na mama (LOL)
depois dos 12 meses:
- até quando é que ele vai mamar?
- até quando ele quizer
- e se ele quizer até aos 4 anos?
- mama até aos 4 anos
- (cara de repugnância) mas isso é muito. já vai ser um rapaz grande.
depois morde-te. depois ficas doente. tu não aguentas isso. mas qual é
a vantagem? para que é que serve dar de mamar tanto tempo? deixa que
ele te comece a dar dentadas e depois vem falar comigo. a ver se
continuas a dar de mamar quando ele te morder, ai continuas!!!!
(no dentista, dito pela dentista) isso é bom mas é para as pretas em África, coitadas, não tem leite em pó. Aqui não se justifica!
Ai que a rapariga é uma vaca leiteira! quem diria, tão pequenina e é uma vaca leiteira! (esta foi alto e bom som para toda a gente no escritório ouvir)
tema:
Durante a gravidez:
- vais amamentar ou dar biberão?
- amamentar, claro!
- vais se tiveres leite
depois do parto:
- qual é o leite que dás?
- nenhum, só mama!
- e ele não fica com fome? e dorme a noite toda? ai pois, se desse um
biberão já dormia a noite toda! e o pediatra aceita isso? (!*!?*!?%) e
ele está a crescer bem? Atenção, o puto é grande e gordo!)
- de quanto em quanto tempo é que ele mama?
- não sei
- não sabes?
- não, não conto
- mas como é que não contas? deves saber mais ou menos.
- não, não sei. mama sempre que lhe apetece
- e como é que sabes que lhe apetece? sabes porque já passaram 3 2
horas ou 3 horas!
- não, eu não dou de mamar sempre que o relógio dá sinal. eu dou de
mamar sempre que o meu filho dá sinal
- e que sinal é que ele dá? tão pequenino, ele sabe lá o que quer!
- ele dá sinais, vira-se, faz ruídos, mete os dedos na boca, abre e
fecha a boca. procura a mama no braço, na camisola. são tudo sinais de
mama.
- e chora?
- não, nunca espero que ele chore para lhe dar de mamar.
- ai pois, mas tem que chorar. chorar faz bem, abre os pulmões! se
esperares que ele chore já consegues ter mais tempo entre mamadas.
depois dos 3 meses:
- já come?
- não só mama!
- e não fica com fome? e o ferro, fica sem ferro? ai que ele fica
doente! mas isso não pode ser, já tem que comer. ficas muito cansada!
e de noite? o quê, acorda para mamar? já devia dormir 8 horas
seguidas, no mínimo! claro, só mama, tá sempre com fome.
- se só bebe do teu leite, então tiras o leite para lho darem?
- não, só mama ao peito!
- o quê? ai está muito dependente! isso é uma escravatura! mas não
tens um momento de descanso! não vais ao cinema? e a um concerto! e
jantar fora! ai a tua vida sexual assim acaba, isso não pode ser. e o
teu marido? aceita? tens sorte, se fosse outro não aceitava! E ele não
tem ciúmes? há homens que tem ciúmes de um miúdo tão grande amamentar!
depois dos 6 meses:
- ainda mama, mas agora já come?
- não, só mama. Às vezes brinca com a comida!
-credo, mas já tem dentes, as crianças com dentes não deviam mamar.
não te morde? e não te dói? ai que mal habituado, é mimado e
dependente. mas vais fazer sempre tudo o que ele quer e como ele quer?
tens que parar com isso. ele devia era estar na creche para
socializar com outras crianças em vez de andar sempre agarrado à
mama.
e a chupeta, não tem chupeta?
- não. não quero que ele faça da chupeta uma mama!
- o quê??? é ao contrário mulher, ele faz é da tua mama uma chupeta!
- isso não pode ser porque antes de existirem chupetas já existiam
mamas!
- ai é, então se não tem chupeta chucha no dedo!
- não, chucha na mama!
- mas vai chuchar no dedo, mais cedo ou mais tarde vai chuchar no
dedo.
- não, vai chuchar na mama
- mas qual é o teu problema com as chupetas?! não me digas que também
fazem mal ao miúdo?!
- fazem, deformam o maxilar e são substitutos de mama. ele não
necessita de me substituir porque eu estou sempre por perto.
- mas de noite tem um "doudou"?
- não
- uma fralda?
- não
- faz "assim" com o dedinho no lençol?
- não
_ NÂO????? mas como é que ele faz para adormecer?
- mama na mama (LOL)
depois dos 12 meses:
- até quando é que ele vai mamar?
- até quando ele quizer
- e se ele quizer até aos 4 anos?
- mama até aos 4 anos
- (cara de repugnância) mas isso é muito. já vai ser um rapaz grande.
depois morde-te. depois ficas doente. tu não aguentas isso. mas qual é
a vantagem? para que é que serve dar de mamar tanto tempo? deixa que
ele te comece a dar dentadas e depois vem falar comigo. a ver se
continuas a dar de mamar quando ele te morder, ai continuas!!!!
(no dentista, dito pela dentista) isso é bom mas é para as pretas em África, coitadas, não tem leite em pó. Aqui não se justifica!
Ai que a rapariga é uma vaca leiteira! quem diria, tão pequenina e é uma vaca leiteira! (esta foi alto e bom som para toda a gente no escritório ouvir)
Conselhos (in)úteis

Quem não conhece aqueles conselhos que são tão bons, tão bons, que nos deixam sem palavras?
Aqui fica uma rubrica exclusiva para estas pérolas de sabedoria popular (e não só, porque dos especialistas também nos chegam conselhos com cabimento neste espaço).
"às minhas filhas, para as adormecer, dava-lhes uma palmada no rabo e elas choravam, choravam e adormeciam num instantinho. Era remédio santo!"
Solução perfeita que se recomenda a quem , para além de indução do sono por incapacidade do organismo em lidar com o stress, queira provocar danos irreparáveis no cérebro dos seus filhos.
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