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Exposição à poluição do ar e efeitos no desenvolvimento fetal, desenvolvimento infantil e saúde em geral

Exposição das grávidas a compostos resultantes da queima de
combustíveis fósseis leva a que os seus filhos tenham QI's mais baixos.
Isto inclui a exposição aos fumos existentes numa grande cidade, aos fumos resutantes da quina de madeiras e aos resultantes das chaminés de fábricas. Estes resultados são independentes do facto de os pais serem ou não fumadores, dos diferentes estilos de parentalidade adoptados e/ou da origem étnica dos mesmos.

As mesmas consequências, em termos de desenvolvimento cognitivo de crianças, foram comprovadas relativamente à exposição da grávida/feto ao fumo de cigarro em 2ª mão*, a produtos que contém chloropyrifos** e ao mercúrio contido no marisco.

Já anteriormente, havia sido estudado o facto de a exposição aos poluentes do ar estarem associados a bebés de baixo peso à nascença, diminuição da função pulmonar cancro do pulmão e asma de modo que, a influência da poluição ao ar ao nível do desenvolvimento cognitivo não é causa de espanto para os cientistas.

Ainda não se percebeu como é que o ar inalado interfere com o desenvolvimento cerebral mas já se conhece o facto de este ser absorvido pela corrente sanguínea e se vir a ligar directamente ao ADN alterando-o.

Saber mais sobre este assunto, aqui

*por exemplo quando o pai é fumador durante a gravidez ou quando pai e/ou mãe são fumadores após esta fase - Claro que quando a mãe fuma durante a gravidez as consequências são maiores, mais graves e estão documentadas há muito tempo;

** como é o caso de muitos detergentes domésticos (nos EUA proibidos desde 2001, em Portugal não sei;


.


Mais uma achega para incentivar a mudança para o campo.




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Sobre a Escolha: Que liberdade está subjacente a cada escoha que fazemos?



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Do campo, para a cidade, para o campo......


Já lá vão 15 anos desde que me mudei para Lisboa. Lembro-me bem da liberdade que senti na "cidade grande" conferida especialmente pelo anonimato e pela dimensão do edificado. Alguém já teve aquela sensação boa de estar numa cidade desconhecida, sem saber muito bem para onde ir, meio perdido entre as suas muitas ruas e edifícios enormes? Essa era a minha experiência diária em Lisboa, em 1995. No tempo que que ir a pé da Av. de Berna ao Bairro Alto se transformava numa aventura cheia de descobertas.

Um par de anos depois, Lisboa tornou-se pequena e procurei a liberdade da "cidade grande", noutras capitais europeias, sempre entusiasmada com a sua dimensão e as suas possibilidades.

Há um par de anos para cá, a liberdade que sentia na "cidade grande" transformou-se em quase "opressão". 15 anos depois, anseio pelo regresso a uma vivência onde o anonimato não se revista de indiferença, onde o edificado tenha uma dimensão humana, onde o construído e o "natural" dialoguem em vez de, como em Lisboa, se agredirem e aniquilarem, onde o ar seja de qualidade, onde eu não tema pela saúde e bem estar da minha família. Não digo que seja um "regresso ao verde" porque pode até ser um começo numa cidade que ao contrário de Lisboa, seja mais amiga dos seus habitantes.

Ainda bem que fiz este percurso e agradeço aos 15 anos de experiências, vivências, amizades, conhecimentos que me permitiram chegar até aqui com a consciência de mim, do mundo e da vida que tenho agora.

Para apoiar a reflexão sobre este percurso contínuo, surge mais uma rubrica no Want a Miracle a que chamei "Do campo, para a cidade, para o campo......". Aqui espero compilar as todos os raminhos que me irão ajudar a dar o salto para a construção do novo lar de madeira com vista para o verde.



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Conselhos (in)úteis


Quem não conhece aqueles conselhos que são tão bons, tão bons, que nos deixam sem palavras?

Aqui fica uma rubrica exclusiva para estas pérolas de sabedoria popular (e não só, porque dos especialistas também nos chegam conselhos com cabimento neste espaço).

"às minhas filhas, para as adormecer, dava-lhes uma palmada no rabo e elas choravam, choravam e adormeciam num instantinho. Era remédio santo!"

Solução perfeita que se recomenda a quem , para além de indução do sono por incapacidade do organismo em lidar com o stress, queira provocar danos irreparáveis no cérebro dos seus filhos.


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Durante quanto tempo vais intoxicar a tua família em nome da beleza?

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Limpo brilhante e cheiroso por fora, intoxicado por dentro. É assim queres viver? É assim que queres que o teu bebé viva? Durante quanto tempo vais intoxicar a tua família em nome da beleza?


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Cólicas é algo que um bebé faz e não algo que um bebé tem

Em todo o mundo há famílias que procuram alternativas às estratégias ocidentais de cuidados à primeira infância. Um dos nossos textos - Materna Japão: Eu não queria ter um filho e não queria ser mãe foi parar ao Japão e a resposta de agradecimento, que enviei à autora do blog, acabou por se transformar no post se que segue.

Olá,

obrigada por partilharem o meu texto. Deste lado do mundo (Portugal) andamos a tentar fazer escolhas conscientes mas nem sempre é fácil.

A noite passada estava a ler no our babies, ourselves - how biology and culture shape the way we parent), que a personalidade do ser humano pouco tem de genético e que é quase impossível de provar cientificamente declarações como "o meu filho sempre foi calmo já nasceu assim" ou "o meu filho desde que nasceu que é nervoso, já é dele".

Segundo a antropóloga (baseada em estudos etnopediátricos) os bebés, desde que nascem respondem ao ambiente que os rodeia e aos ritmos, personalidade, ideologia e forma de ver o mundo de quem cuida deles. Um bebé, desde que nasce regula os seus movimentos corporais pela cadência da voz das pessoas que cuidam dele. Isto aplica-se a quando a pessoa que cuida fala com o bebé ou quando fala com outras pessoas. Já imaginaram o efeito que a nossa voz tem? Se formos mães nervosas, inseguras etc... isso passa no tom de voz e é de esperar que o bebé se mova com mais nervosismo e grite mais do que uma criança cujos pais (ou outros cuidadores) são calmos e doces. Se tivermos tendência para estar nervosas, frustradas, deprimidas, o nosso filho vai senti-lo através, não só da voz, mas do batimento cardíaco, das expressões faciais, do olhar.

Um bebé de poucas semanas já é perito na leitura dos sinais não verbais dos seus cuidadores e molda o seu comportamento aos mesmos.

Se o nosso bebé chora muito, deve-mo-nos perguntar, em primeiro lugar, o que está errado connosco porque, seguramente, ele está a reagir a algo que sentiu em nós ou a algo que não estamos a fazer. Os estudos comprovam isto, não é a fome, a fralda molhada, a febre ou qualquer outra questão física a principal causa do choro de um bebé mas sim a frustração, o sentimento de abandono, a dificuldade em estabelecer um vínculo seguro com o seu cuidador principal.

Atenção que a percepção que um bebé tem de abandono é radicalmente diferente da nossa. Lembras-te de todas as vezes que deixaste o teu bebé a chorar no berço, na cadeirinha, no ovo, no parque nos braços da tia, da avó, da vizinha e que pensaste que ele chorava de "birra" porque já tinha comido, a fralda estava limpa e o aero-om já estva a fazer efeito para as cólicas? Não era birra, não era manipulação, era choro de frustração por sentimento de abandono, que rapidamente passa a choro de dor - devido ao ar engolido e consequentes dores de barriga - e que termina com o bebé a dormir, não porque é "um lindo menino e parou a birra" mas porque o seu imaturo sistema nervoso não consegue lidar com o cortisol libertado durante o choro e, para se proteger, desliga-se. Este sono induzido pelo choro não é profundo nem relaxante para o bebé. Os pais preocupam-se muito com as consequências da febre para o cérebro - que não são nenhuma em febres até 40º - e tão pouco ou nada com as consequências do choro tanto para o cérebro como para a construção da personalidade dos seus filhos.

Um bebé doente mas que se sente seguro no colo de um cuidador com quem tem um vínculo forte, mantém-se calmo e não chora.

Na obra referida são citados estudos em que os bebés foram deliberadamente ficados para ver como reagiam à dor e as conclusões são cabais, que faz um bebé entrar em stress não é a dor per si mas sim o facto de estar ou não seguro nos braços de pessoas com quem tem uma vinculação forte e que estão tranquilas.

Para rematar, diz ainda a autora que cólicas é algo que um bebé faz e não algo que um bebé tem. Salvo casos muito raros de intolerância alimentar e/ou problemas digestivos, um bebé engole ar quando chora e fica com cólicas. Nós tendemos a pensar que são as cólicas que os fazem chorar. Sabendo agora que somos nós, com o nosso nervosismo e ausências os principais causadores do choro dos nossos bebés.... fico realmente com muito que digerir ....

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Eu não queria ter um filho e não queria ser mãe

Até acontecer o milagre de o bebé Sebastião estar dentro da minha barriga, eu não queria ter filhos e, mais importante ainda, não queria ser mãe.

Eu não queria "ter" - nem ter que lidar com - uma criança que chora; que não dorme, nem deixa dormir; que tem cólicas; que suja fraldas atrás de fraldas; que se empurra pela cidade num carrinho; que "exige" toda a nossa atenção; que não quer comer; que faz birras; que está sempre doente; que reage mal às vacinas; que desespera tudo e todos com o crescimento dos dentes; que gasta todo o orçamento familiar em parafernálias várias; que ocupa um quarto inteiro de uma casa onde todos os centímetros contam; que morde e bate nos pais; que "expulsa" os gatos de casa; que bate nos amiguinhos da creche; que não cresce, não engorda, não desenvolve; que "não se dá" com o leite em pó mais caro e raro do mercado; que só dorme na cadeirinha do carro; que parece bem no colo de toda a gente menos no meu; que é anti-social e não vai ao colo de ninguém; que está sempre toda suja; que nunca mais deixa de ser uma criatura dependente; que chora para por a fralda e uns anos mais tarde chora para a tirar....

Eu não queria ser a mulher/mãe que tem horrores do parto e prefere não pensar no assunto até à hora "P", a quem cai o cabelo e os dentes, que não tem "leite que chegue", cujo "leite é fraco", que tem dores ao amamentar; que fica em lágrimas porque não sabe o que fazer quando o bebé chora; que "bate com a cabeça nas paredes" pois não aguenta mais ficar sozinha com um bebé em casa; que sai de casa cheia de sacos e tarecos supostamente indispensáveis; que comprou um carrinho todo apetrechado e caro onde o filho se recusa a andar; que sobre ao 3º andar sem elevador com o carrinho de bebé às costas; que anda às voltas de carro com o único propósito de adormecer o bebé; que desespera com a comida que parece ir para todo o sítio menos para o estômago do pequeno; que se preocupa porque o bebé não cresce, não engorda, não desenvolve; que que enche o bebé de cremes pegajosos e fraldas de última geração e, ainda assim, ele anda sempre vermelho; que embala, abana, canta e a criança não para de chorar; que preparou um quarto todo bonito e caro onde o bebé se recusa a dormir; que não dorme, que não pensa e não vive enquanto está na presença do filho; que conta os minutos para se ver livre da criança e voltar a ter uns momentos de si mesma, uns minutos de vida adulta, sem bebés; que acredita que a sua relação está em perigo se não for uma semana (ou uns dias) de férias românticas; que conta os tostões para comprar roupas novas e brinquedos novos e ruidosos em nome do bom desenvolvimento da criança; que mete o bebé no parque,no carrinho, na cama de grades ou em qualquer outro apetrecho e desespera porque ele não quer lá ficar e não para quieto; que sofre porque o seu amado filho está sempre doente e nada consegue fazer para o evitar, que diz do filho que este é "porco", "chato", "birrento", preguiçoso", "mau"...; que passa a vida a dizer "não faças isto, não toques naquilo"; que fica com o coração partido quando dá uma palmada mas acredita que faz bem; que tem tanta necessidade de agradar a toda a gente que segue conselhos de pais, amigos, médicos e até desconhecidos e depois fica completamente exausta e confusa porque nunca sabe o que está certo; que....

Eu não queria ser essa mulher/mãe e por isso, eu não queria ter filhos.

Até que aconteceu o milagre de o Sebastião chegar à minha barriga, eu não conhecia nenhum modelo parental que não sofresse de, pelo menos uma, das situações que relatei. Por muito que olhasse em torno, não encontrava respostas mas, felizmente, outros caminhos se abriram e agora posso dizer com segurança que ser mãe é descomplicado, prazeroso e divertido.

Para cada uma das situações que descrevi há uma solução simples e intuitiva. Na maioria das vezes, essa solução é contrária aos hábitos da nossa sociedade individualista e tecnocrata, assente num modelo masculino. Na maioria das vezes, a solução exaspera ou diverte quem nos rodeia, porque lhes parece que não sabemos o que estamos a fazer, que estamos a por a criança em risco ou, simplesmente, que estamos loucos com as nossas opções bizarras. Felizmente para nós e para todas as famílias, mamãs e crianças, uma alimentação e consumos cuidados e conscientes, o amor incondiconal, o cultivo da feminilidade, a comunicação não violenta, o parto respeitado, o transporte do bebé pele-com-pele, a medicina holística e natural; as fraldas de pano; a cama partilhada com o bebé, a amamentação em livre demanda; a amamentação exclusiva até aos 6 meses; a amamentação prolongada (até quando a criança quiser), a introdução de alimentos sólidos pela mão do próprio bebé, a comunicação para a eliminação, as rodas de mães, os serviços das doulas, o apoio das especialistas em aleitamento materno, .... funcionam e tornam o dia a dia mais fácil, a família mais tranquila e saudável....

Sou mãe, sou mulher, tenho um filho e não passo por nenhuma das situações que tanta aflição me faziam. Um bem haja a nós e ao universo que nos permitirmos chegar até aqui.


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Ser pai e ser mãe... uma viagem ao centro de si

"
Muitos pais ajustam o seu comportamento ao que os seus próprios pais, ou outros familiares, lhes dizem para fazer. Se não conseguem aconselhamento junto dos seus amigos e familiares consultam médicos ou outros especialistas (...) Quando parares de ouvir o que as outras pessoas querem que faças e começares a olhar para o teu interior vais saber o que fazer. Este processo não envolve um raciocínio como "vou fazer isto porque é a forma correcta de agir". Em vez disso, é uma acção espontânea que reflecte como te sentes em relação à vida, reflecte as tuas intenções ao seres mãe/pai. (...) Quando estás alinhado/a contigo e com a tua verdade, não necessitas de qualquer livro, especialista ou de qualquer outra coisa para saber o que está certo. Tu, vais saber o que está certo. (NAGEL, 2009: 190)
"

Fonte: NAGEL Ramiel (2009), Healing Our children, Because Your New Baby Matters! Sacred Wisdom for Preconception, Pregnancy, Birth and Parenting (ages 0-6), Golden Child Publishing, EUA - http://www.healingourchildren.net/
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Como tratar a gengivite durante a gravidez?

Durante a gravidez tive uma gengivite muito séria, um dos dentistas que consultei chegou a dizer que a gengiva estava com necrose e que deveria ser cortada. Recusei sempre qualquer intervenção que implicasse cirurgia e/ou medicação e acabei por encontrar uma dentista com uma abordagem natural e holística que me tranquilizou:

- a gengivite deve-se a alterações hormonais e passa após a gravidez;

- antibióticos e outras intervenções agressivas não resolvem o problema porque o organismo continuará a segregar hormonas que farão as gengivas inchar;

- é indispensável fazer uma limpeza do tártaro no início da gravidez mas quando as gengivas já estão inchadas e inflamadas limpar os dentes pode agravar a situação;

O tratamento mecânico dos dentes é de extrema importância e nunca deve ser descurado especialmente durante a gravidez:

- é indispensável escovar os dentes depois de comer utilizando uma escova mole (de preferência das de pós operatório) e uma pasta de dentes não abrasiva. Estão proibidas as pastas de dentes correntes. Melhor optar por uma pasta e dentes natural, sem químicos e/ou abrasivos (aloé vera, ratânia da Weleda) ou, se preferir de farmácia, a melhor opção é a Parodontax Original (a Parodontax com sabores não serve, tem que ser a original).

- é indispensável utilizar fita dental após cada refeição. Não é fio dental mas sim fita dental (mais achatada). O fio dental não chega a todo o lado e pode ferir ainda mais a gengiva. Se sangrar não faz mal porque ao sangrar estará a libertar a inflamação

- é indispensável utilizar escovilhão após cada refeição. O escovilhão chega aos espaços onde a fita dental e a escova não chegam. a utilização do escovilhão pode fazer sangrar mas isso é benéfico (se não conhecer esta técnica, procurar no google infos sobre o escovilhão)

Que produtos utilizar para ajudar à gengivite gravítica?

- praticamente todos os elixires vendidos nas farmácias possuem produtos químicos que atravessam a placenta e chegam ao bebé;

- a utilização diário de um elixir, ainda que diluído em água, irrita ainda mais as gengivas sensíveis de uma grávida;

- quanto mais simples for o elixir adoptado melhor e por isso recomendo o Gargarejo de água e sal marinho biológico. Se for sal refinado não serve. É fácil transportar um saquinho de sal para utilizar sempre que comer e sempre que as gengivas estiverem mais sensíveis;

- a homeopatia pode ajudar muito na gengivite gravítica. No eu caso, foi a solução ideal. As ampolas de Traumeel dão muito resultado e os bochechos com Apis são recomendados no caso de as gengivas estarem inchadas.

Como disse no início, sofri muito com a gengivite gravítica e experimentei de tudo para resolver o problema. Escrevi sobre essas experimentações aqui.

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Cascata de intervenções médicas durante o parto

In our culture, there has been a tendency to turn pregnancy and childbirth into a medical experience. One intervention can lead to another in a cascading sequence of questionable procedures, many made necessary only because of a previous intervention.

We are indeed lucky to live in a time when medical aids to labor and delivery exist, but medical interventions such as labor induction, pain relief, and cesareans—measures that have saved many lives—have been overused.

It can be helpful to get familiar with many of the tests and interventions associated with childbirth in order to know when they are warranted and when they should be avoided.

Tests in Late Pregnancy
As you approach, or pass, your projected due date, your practitioner may suggest that you have one or more tests to assess the well-being of your baby, particularly if there is any reason to believe his health might be compromised.

One of the most common reasons practitioners worry about this is simply because of post maturity, which is when a baby remains in the womb past the time of his projected due date.

Truly post-mature babies can sometimes receive inadequate nourishment due to placental failure. Therefore, many doctors automatically give women one or more of these tests as soon as they reach their due date. This is particularly true for any women who have been designated high risk.

Here are some of the tests commonly given in late pregnancy:

* Fetal movement counting, or the kick test. This is a do-it-yourself test. You set aside a several-minute block of time at the same time each day. Your practitioner will instruct you to begin timing with the first movement you feel, recording how long it takes to feel ten movements. This test is only effective as a rough screening device and can not predict the likelihood of problems. This is because the test is extremely subjective—fetuses, like adults, are highly variable. You might choose a time to measure movements that coincides with a nice long nap, for example, resulting in very little movement.
* The non-stress test (NST). The NST will be conducted in your practitioner’s office, or in a hospital. You will sit in a chair, and an ultrasound transducer will be placed on your abdomen. You will be asked to signal every time you feel the baby move. The change in the baby’s heart rate as a result of these movements will be observed. This test often causes false alarms, where the baby seems to be nonreactive, as often as 75 percent of the time. One highly esteemed source of information, A Guide to Effective Care in Pregnancy and Childbirth, remarks, “One can only speculate as to why the [non-stress test] continues to be used in such an extensive way…and why the results from the only four randomized trials that have been published are so widely disregarded by many obstetricians.”
* Biophysical profile (BPP). This test combines the non-stress test with other evaluations of the fetus, all using the ultrasound to obtain results. Fetal movement, heart rate, breathing movements, muscle tone, and amniotic fluid levels are each assessed. The fetus is given a score from 0 to 2 for each element. A score of 8 or higher suggest the baby is doing well. A score of less than 6 is of concern. This test is more accurate when it detects either high- or low-range scores. Scores in the mid-range are less accurate. Studies testing the effectiveness of the BPP on women in high-risk categories did not show an improvement in birth outcomes.
* Contraction stress test (CST) or oxytocin-challenge test. During the CST, the baby is subjected to minor contractions in order to see how she reacts. This will help determine how the baby is doing in the womb, as well as how she may react to the real contractions of the upcoming labor. Because this test can bring on actual labor, it cannot be administered to women who have had preterm labor, placenta previa, multiple fetuses, or ruptured membranes. This test is normally conducted in a hospital. Ultrasound will be used to detect the baby’s heart rate. The mother will be given a small dose of pitocin. If the baby is doing well, her heart rate will not change significantly during contractions, and will return to normal quickly after each one. This test has a high incidence of false positives, where the results erroneously indicate that the baby is not doing well. It is not an accurate indicator of an acute emergency situation, where a baby should be delivered via C-section right away. However, it can effectively alert a practitioner to keep a closer eye on a baby during labor.

Although most of these tests do not have the potential to directly harm a baby (except for the CST which can bring labor on), the danger in using them lies in the rate of false positives. This can motivate practitioners to recommend emergency cesarean, unnecessarily subjecting the mother and baby to the dangers of major surgery. This is especially true if the test is given as a matter of routine, rather than because of a specific concern.

Since late pregnancy tests have such a poor track record of predicting trouble even in high-risk pregnancies, taking them may set up a woman for unnecessary worry at a time when she needs to rest, relax, and prepare for the birth ahead.

Labor Induction
A decision to begin labor at a given time, rather than leaving it to nature, is referred to as labor induction.

Labor is induced for a variety of reasons, ranging from medical necessity to convenience. Some physicians are very concerned about the consequences of babies who are still in the womb past their due date. Others worry about the possibility of infection in a woman whose water has broken, but who has not yet gone into labor. Sometimes it is the woman herself who is impatient and decides to use natural stimulation, such as taking long walks, to get things going.

Another term commonly used is labor augmentation. Augmentation is meant to speed things up, either because it seems as though labor has come to a halt, or because the woman or her health care provider want things to go faster. Today many women have their labor augmented with some type of drug, despite the fact that both the American College of Obstetricians and Gynecologists and the Food and Drug Administration do not approve of the use of inductions drugs for this procedure.

Here is a rundown of induction methods commonly used by hospitals:

* Stripping the membranes. The birth attendant inserts a finger between the cervix and the membranes of the amniotic sac to separate it from the uterine wall. This method is known to be generally safe, though not always effective. It is used by both doctors and midwives. You may experience some discomfort from this procedure.
* Prostaglandin creams or gels. These are applied to a woman’s cervix to help soften or ripen it. If a woman has gone beyond her due date and her cervix is still not ripe, she may be offered a prostaglandin cream in her practitioner’s office. It is also used in hospitals prior to chemical induction. The application itself is painless.
* Breaking the amniotic sac. The practitioner uses a hook-shaped instrument to pierce the amniotic sac and release the fluid, which sometimes causes labor to begin or speed up. This has become routine procedure prior to a chemical induction. Some women report that they feel a sharp pain when the sac is broken.

When is labor induction really necessary? Experts vary in their estimates, but most agree that only 5 percent of labors require chemical induction read Medical Indications for Inducing Labor to learn about solid reasons to use chemical induction.

Labor is induced for many other reasons, including:

* Because a physician would like to speed labor up
* Because a woman seems tired to the practitioner
* To get labor started once a woman’s water has broken (even though there is no sign of infection)
* To avoid larger-than-average birth size associated with gestational diabetes
* Because a woman has gone past her due date
* Because a woman (or her physician) has decided she would like her baby to be born on a certain date

The biggest problem with labor induction is its very concept. Why do we think we know better than Mother Nature when a baby should leave the womb? The forces that trigger birth are still poorly understood.

Worse, the use of induction and augmentation can easily lead to other interventions for the following reasons:

* Because chemical induction can produce contractions that can begin suddenly and are much stronger than natural contractions, and potentially put the baby in a state of distress, the baby’s heart rate and respiration must be continuously monitored. Being hooked up to an Electric Fetal Monitor (EFM) increases the chances of surgical intervention, which we will discuss in the next section.
* The contractions produced by chemical induction are almost always too painful for a woman to manage without medications. Epidural anesthesia requires an IV line for hydration, and a urinary catheter. Epidural anesthesia, in turn, increases the chances of surgical birth.
* Reduced mobility, due to the IV, catheter, anesthesia line, and EFM. A woman whose labor is induced usually cannot move around or change labor positions, which can make labor last longer.
* Increased chance of cesarean. Distress to the baby caused by high levels of pitocin, combined with slowed labor and the mother’s exhaustion, often results in the need for cesarean.

Electronic Fetal Monitoring
Prior to the 1970s, the baby’s heart rate was checked intermittently, every 15 minutes or so, by a maternity nurse using a fetal stethoscope or a handheld Doppler ultrasound monitor on the laboring mother’s belly. When the EFM was first invented, it was heralded as an incredible timesaving device that could free the nurse up to minister to her patients in other ways. These days, the use of EFMs has become routine in most hospitals.

The idea behind continuous monitoring, rather than intermittent stethoscope monitoring, is that care providers receive immediate notification if there are any serious changes in the baby’s heart rate.

There are two types of EFMs: external and internal. When the external type is used, two large straps or wide elastic bands are placed around your belly. One of them has a Doppler device on it that uses ultrasound to measure the baby’s heart rate. The other strap has a pressure-sensitive device that detects your contractions.

The internal type of monitor, which is more accurate, requires that water be broken. A wire is placed inside the vagina and attached to the baby’s scalp with electrode clips. A catheter is put inside the uterus to measure contractions.

Several well-conducted studies have not been able to show a benefit to using a constant EFM rather than intermittent monitoring, such as with a stethoscope, for a normal-risk pregnancy. There was no improvement in death rate or Apgar scores for infants who were constantly monitored. The American College of Obstetricians and Gynecologists now supports a policy of using intermittent monitoring.

In spite of this fact, most hospitals continue to use continuous EFM. One reason for this may be that nurses and doctors are no longer well trained in interpreting intermittent monitoring. Another reason has to do with the allocation of manpower. It takes more time to check a woman every 15 minutes than to use an EFM.

Despite their continued use, EFMs are notoriously unreliable and require constant repositioning as the woman or baby move around. It is also possible to confuse the mother’s heart rate with the baby’s. Often they malfunction, causing an alarm to go off for no reason. This can create an atmosphere of panic, adding to the stress of the situation.

Babies’ heart rates do shift significantly during labor. Sometimes they even fall asleep, causing doctors to think that they are distressed.

Studies have shown that when EFMs are used, C-section rates increase. This is partially due to practitioners’ concerns and fear of litigation when there is a shift in the baby’s heart rate. The fact that it is much harder to walk around when an EFM is in use may also contribute to increases in surgery.

If you must use a hospital where EFM is used routinely, try to work out a compromise. Perhaps your doctor will consent to intermittent monitoring with the EFM. Some EFMs use telemetry, which transmits information from the sensors to the box via remote. Since no wires are used, you can move about more easily.

Cesareans
The cesarean, perhaps more than any other major surgical procedure, has enormous life-saving potential. We are fortunate to live in a time when this procedure usually means that both infant and mother will survive.

In theory, a C-section is used to remove a baby from the mother’s womb surgically when, for some reason, a vaginal birth cannot happen or would endanger the life or health of the mother or child.

In practice, however, C-sections are often used before the possibility of vaginal birth has been adequately ruled out.

Let’s look at some scenarios where cesarean surgery is absolutely required:

* Placenta previa. For unknown reason, the placenta sometimes grows partially or completely over the cervical opening. A vaginal birth could tear the placenta, depriving the baby of oxygen and nourishment. It is sometimes possible to deliver vaginally if there is only partial placental previa.
* Prolapsed umbilical cord. When the umbilical cord comes out of the cervical opening before the baby does, there is a danger that the baby’s oxygen supply could be cut off.

The conditions below might require C-section, although surgery may not be necessary depending on the circumstances:

* Active herpes at the time of labor. Sometimes lesions can be covered with bandages, and vaginal delivery is possible.
* Transverse lie. In this condition, the baby is positioned sideways in the mother’s belly.
* Cephalopelvic disproportion. This is when the baby’s head is simply too large to pass through the pelvis. Although physicians often schedule a C-section ahead of time for a baby they believe has cephalopelvic disproportion, the condition is rare, and can only be determined when you are actually in labor.
* Decision to end pregnancy early. This might be done if the baby has a medical condition that can be better treated outside the womb.
* Severe preeclampsia or uncontrolled diabetes.

Unfortunately, most cesareans are performed on women for less certain reasons such as:

* Failure to progress.
* Fetal distress. This does happen to some babies, and surgery can save their lives. Many experts believe this is done too frequently, however, and without good medical cause.
* Breech position. Most infants in the breech position, where the baby comes out legs or buttocks first instead of headfirst, are delivered via C-section automatically. This accounts for about 4 to 5 percent of all C-sections. While there is no evidence that cesarean delivery of breech babies is safer than vaginal birth, it has now become difficult to find practitioners who have been trained in breech delivery.
* Twins. Studies have not shown that automatic delivery of twins via C-section is statistically safer. Vaginal delivery of twins is rapidly turning into another lost art, much like breech delivery.
* Large baby.
* Health problems in the mother. Hypertension, diabetes, and other conditions don’t necessarily require C-sections, but many physicians perform them just to be on what they call the “safe side.”
* Previous cesarean.
* Convenience.

Are Cesareans Safe? It bears repeating: a C-section is a major surgery. Like any other surgical procedure, it involves a number of risks and consequences, both physical and emotional.

During vaginal birth, natural hormones are released that contribute to the well-being of the baby. Some of these, the catecholamines, the so-called fight-or-flight hormones, help the baby to breathe, retain body heat, remain alert, and control pupil dilation to see the mother better. Babies who are born via cesarean miss out on these health benefits, although babies who are born surgically seem to do better if the mother has been in labor prior to the surgery. Babies born via C-section have a much higher incidence of breathing difficulties.

In terms of the mother’s health, current statistics show that the risk of death to the mother from a C-section is 2 to 4 times greater than that of vaginal birth. Contributing factors to maternal death include reactions to anesthesia, infection, and hemorrhage. Many women who have cesarean require rehospitalization for various reasons. Women who have had cesarean sections seem to be at increased risk for ectopic pregnancy, placenta abruptio, and placenta previa in future pregnancies. A recent National Institute of Health (NIH) conference on the topic concluded that women planning to have more than one child need to be aware of the increased risks of these conditions with repeat cesareans.

Also of great importance is the psychological effect that cesarean can have on a woman. One study of women who underwent emergency C-sections showed that 52 percent of them had various forms of post-traumatic stress disorder one to two months after the baby was born. Other women leave their birth experience feeling disappointed, and perhaps even angry with themselves for not being able to have the birth they’d hoped for.

To learn more about the rising rates of cesareans, and some of the cultural reasons behind that increase read Cesarean Birth in a Culture of Fear.

Vaginal Birth after Cesarean (VBAC)
“Once a cesarean, always a cesarean.” The reasons behind this outdated cliché was that a woman who had undergone a previous cesarean section had a scarred, weakened uterus that could more easily rupture during the stress of another labor and delivery.

Fortunately, cesarean surgery has changed and improved over the years. Once upon a time, a woman having a C-section would receive a long vertical scar from her navel to her pubic bone. Now, a cesarean can be performed with a low horizontal cut popularly referred to as a bikini cut, only 3 or 4 inches wide. This type of incision is much more stable for future deliveries.

How safe is a VBAC? The main safety concern of VBAC is the risk of uterine rupture. However, a woman attempting VBAC has a 99.8 percent chance of birthing without a uterine rupture. In addition, most studies show that no woman or baby has ever died from a uterine rupture, no matter what type of incision the woman had. On the other hand, women have died from complications of cesareans, and the death rate is even higher for repeat cesareans.

In any event, the words uterine rupture evoke terrifying images of the uterus tearing in two. In truth, the uterus typically tears slowly, not all at once, and is accompanied by noticeable symptoms. Uterine rupture can happen to any woman in any pregnancy. It can even happen before labor begins, although this is not common.

There are conditions that contraindicate VBAC. If a woman has placenta previa or abruptio placenta, she will need to have an emergency C-section. This is also true if the baby is clearly in distress.

If you are a petite woman, you may be convinced that you can’t handle vaginal birth, especially if you have already had a C-section. There is no evidence to back this up. Small women can give birth to very large babies.

Deciding to have a VBAC. Current statistics show that the success of a VBAC is strongly influenced by environment. The current nationwide rate for VBACs is 24.9 percent. Certified nurse-midwives, however, have a success rate of 68.9 percent overall, and some even have rates as high as 80 or 90 percent.
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Meditação para Grávidas

“Cada criança que nasce é a prova que Deus não desistiu dos seres humanos”, Rabindranath Tagore. Cada Ser tem a liberdade de tomar as decisões que lhe apetece, o livre arbítrio. Nasce marcado de características que o tornam único no mundo. O planeta Terra é um Ser lindo que visto do espaço não é igual a mais nenhum deste sistema solar. É um planeta sagrado como tudo o que vem de Deus, tem vida e um plano a seguir. Todos nós amamos as crianças.

O sorriso e a movimentação graciosa de uma criança sempre nos transportam para um reino mágico. Muita desta magia é perdida ao longo do crescimento uma vez que a sociedade e o facto do Ser não nascer sabendo que é sagrado como o planeta, faz com que a essência se perca. As características internas não são respeitadas e estimuladas na maior parte dos casos, e as imposições e orientações generalista e formativas são muitas. O homem tem necessidade de ordem e porque segue este princípio, perde-se. É preciso que cada um se lembre que sua Alma estabeleceu para ele um trabalho particular e que, a menos que realize este trabalho, mesmo não conscientemente, haverá inevitavelmente um conflito entre a Alma e a personalidade, que necessariamente irá se expressar sob a forma de doença física. Muito se tem feito, descobertas maravilhosas, a criação humana não para de crescer, de inventar, de criar mais meios e diversidades mas a cada momento se separa mais e mais de si, do seu interior do conhecimento que revela quem somos, de onde viemos e para onde vamos. A vida energética é intemporal só o corpo físico perece. O desconhecimento das matérias da Alma leva a que o homem não tenha consciência das suas reais capacidades pois poderia fazer se sobretudo ser muito mais do que é neste momento da história.

ecidir ter uma criança é uma enorme responsabilidade material mas também espiritual. Cada alma não nasce numa família de forma aleatória. Existe um plano divino a ser cumprido e cada Ser priva com o outro porque ambos vão fazer crescimento em conjunto. As crianças nascem puras, sem manias, sem bloqueios. Compete aos pais saber ouvir e perceber que a criança necessita de parâmetros e de ser escutada. Desde o momento que a mulher sabe que está grávida que começa uma relação que deve ser cuidada e estimada em todas as suas vertentes. Diria até, desde o momento que o casal decide ter uma criança ou sabe que a gravidez é um facto que esta relação deve estar imediatamente presente. Sabendo que somos uma alma é mais fácil perceber que mesmo com o corpo físico em formação na barriga da mãe o Ser já está a registar, a ouvir tudo o que se passa a sua volta. A primeira infância é o período de mais intensa formação da alma da criança. Estar num corpo físico nem sempre é fácil. Lidar com a matéria parece uma enorme loja de brinquedos.

A curiosidade da criança é imensa e a vontade de experimentar inesgotável. Por todos os motivos apresentados é fácil perceber que ser pai e mãe não é fácil. Cuidar do novo Ser de forma equitativa ou seja corpo e alma, também não. Independência, individualidade e liberdade devem ser ensinadas desde o início, sempre encorajando a criança a pensar e agir por si mesma. Algumas técnicas que se ocupam em explicar estes temas como a Meditação, remetem o adulto, a criança, a grávida para o conhecimento interno, para a paz, para o poder pessoal e para o reconhecimento que nascemos todos da mesma fonte energética e um dia a ela voltamos.

As aulas de meditação a grávidas e seus maridos são dadas em países como os EUA há décadas. São ensinadas técnicas de postura, respiração e paz interior que não só colocam a futura mãe em contacto consigo, em união com o pai da criança e ambos em sintonia com a criança ainda em estado de alma. Famílias com este tipo de preparação sabem que o parto será um momento mais tranquilo e seguro.

Os primeiros meses da vida da criança normalmente agitados porque o bebé é exigente, com poucas horas de sono e sobretudo pouco tempo para o casal e para cada um deles individualmente, são meses de grande stress e zonas temporais onde ocorre muitas vezes descoordenação, desentendimentos e em alguns casos separações. Famílias que abraçam a técnica da meditação têm uma ligação energética mais forte e mais eficaz para ultrapassar todos os momentos de tenção. O bebé sente esta paz e harmonia que vem dos pais. A casa e o ambiente familiar, o mundo da criança não é assim muito diferente do ambiente vivido por 9 meses na barriga da mãe. Todo este clima gera melhores momentos e registos de felicidade. Mais saúde de todos os envolvidos. O período em que o bebé chora imenso e a mãe por vezes jovem e sem experiência não sabe o que realmente fazer, é intenso e difícil.

Adultos que tem por habito meditar, desenvolvem a sua consciência, as suas capacidades extra sensoriais e por estes motivos ficam aptos a entender o bebé no silêncio. Após a licença de parto mães voltam ao activo profissional mas muitas carregam uma culpa, frustração e tristeza por deixarem a criança entregue a outra pessoa que a vai cuidar e educar. Contas feitas o tempo útil que cada mãe e pai dedica as crianças não é assim tanto, e elas crescem e deixam de caber no colo muito rápido. Ao regressar a casa com este misto de sentimentos e com o cansaço devido a um dia de trabalho ser pai e ser mãe é um desafio.

A Meditação como técnica que trabalha a mente e a torna mais focada principalmente nos aspectos positivos da vida ajuda que todos valorizem o que têm de fantástico e nem há tempo para pensar em problemas. No silêncio da Meditação é possível encontrar paz e boas ideias. Pessoas mais calmas pensam melhor e têm tempo para analisar diversos pontos de vista escolhendo assim os que são mais eficazes e que defendem os interesses da família. A gestão emocional tão valorizada nos dias que correm é também aqui trabalhada já que em clima mais ameno as emoções são mais suaves e mais controladas. As crianças sentem este clima e reagem positivamente. Eu sou professora de Meditação, recebo famílias, futuras mães e percebo a diferença que faz a presença desta técnica no dia a dia de grandes e pequenos.

A saúde, o sistema imunológico, o equilíbrio e tranquilidade são denominadores comuns para uma gestação saudável, um parto ameno e o desenvolvimento da criança sustentado, criativo e harmonioso. Os exercícios são aprendidos em aula e fáceis de fazer várias vezes ao dia consoante a disponibilidade em casa, no trabalho, no intervalo de almoço num jardim. As crianças aprendem rapidamente a técnica de Meditação pois é algo que consta dos nossos registos e que nos leva ao estado em que o Ser se sente mais completo e mais feliz. Ao contrário do que possa parecer as crianças adoram meditar e dão belos exemplos aos adultos chegando a influenciar também os avós. Esta técnica é intemporal e fácil para todas as idades. A base da técnica é fácil, pede disciplina e continuidade pois tem que existir tempo de reacção por parte do corpo físico e mental. Nas aulas das crianças que começam logo aos 3 anos além dos exercícios meditativos são também desenvolvidos momentos criativos uma vez que são um excelente meio de aproveitar as energias das crianças e canaliza-las para momentos de cor, imagem e som. Espero ter deixado motivos suficientes que entusiasmem a sua família a tomar contacto com esta técnica, a Meditação.

Isabel Leal
email: criancasde1novomundo@yahoo.com
http://planetaisabel.no.sapo.pt

Fonte

O parto e as origens da violência

O Parto e as Origens da Violência Contribuição de Michel Odent, M.D. 03 de Agosto de 2009

Prevenir a violência ou desenvolver a capacidade de amar: qual perspectiva? Qual investimento?

(...)

 a primeira hora seguinte ao parto é um período crítico no desenvolvimento da capacidade de amar. Enquanto a mãe e seu recém nascido estão próximos um do outro após o parto, eles ainda não eliminaram de seu sistema as hormonas que ambos segregaram durante o processo do parto. Os dois estão em um equilíbrio hormonal especial que durará apenas um curto período e nunca mais acontecerá.  Se considerarmos as propriedades destas diferentes hormonas e o tempo que leva para as eliminar, entenderemos que cada hormona tem um papel específico a desempenhar na interacção entre mãe e bebé.

Dados recentes tirados de diferentes ramos da literatura científica apresentam uma nova visão da sexualidade. Há uma hormona do amor, e também um sistema de recompensa que opera cada vez que nós, animais sexuais, fazemos alguma coisa que é necessária para a sobrevivência da espécie.

A ocitocina é uma hormona que está envolvida em qualquer aspecto do amor. Ela é segregada por uma estrutura primitiva do cérebro chamada hipotálamo, então ela é absorvida pela glândula pituitária posterior, e, de repente, é lançada na corrente sanguínea em circunstâncias específicas. Até recentemente, pensava-se que a ocitocina fosse uma hormona feminina cuja única função fosse estimular as contrações do útero durante o parto e expulsão, e as contrações dos seios durante a lactação. Agora ela é vista como uma hormona feminina e masculina envolvida em todos os diferentes aspectos da vida sexual.

(...)

Hormônio do Amor Altruísta
É claro que uma liberação de ocitocina é necessária durante o parto: os obstetras já sabem disso há muito tempo. Mas até agora eles não têm se interessado no pico de ocitocina que é liberada logo após o nascimento do bebê. A importância deste pico é aumentada quando ligada ao conhecimento de que a ocitocina pode induzir um comportamento maternal. Quando ela é injetada no cérebro de ratos machos virgens, eles começam a tomar conta dos filhotes e a se comportar como mães. Se, ao invés disso, antagonistas da ocitocina forem injetados no cérebro de mamães ratas logo após o nascimento, elas não tomam conta direito de seus filhotes. 

Pode-se afirmar que um dos maiores picos de secreção da hormona do amor que uma mulher pode ter em sua vida é logo após o parto, se o parto acontecer sem intervenções com hormonas substitutas (isto é, sem indução). Também parece que o feto liberta ocitocina que poderia contribuir para o começo do trabalho de parto, e isso pode moldar a capacidade do próprio bebé de libertar a hormona do amor.

Nós também sabemos mais hoje sobre a liberação de ocitocina durante a lactação. Foi recentemente mostrado que assim que a mãe ouve um sinal de seu bebé com fome, seu nível de ocitocina aumenta. Um paralelo pode ser feito com a excitação sexual que começa antes que haja qualquer estimulação da pele. 

Quando o bebé suga, os níveis de ocitocina liberados pela mãe são quase os mesmos que durante o orgasmo – outro paralelo entre estes dois eventos na vida sexual. Além do mais, há ocitocina no leite humano. Em outras palavras, o bebé que é amamentado absorve uma certa quantidade de hormona do amor via trato digestivo. Mais ainda, quando dividimos uma refeição com outras pessoas, nós aumentamos o nível de ocitocina: a única conclusão possível é de que a ocitocina é uma hormona altruísta, uma hormona do amor.

(...)

(...)

Como a lactação é necessária para a sobrevivência dos mamíferos, não é de surpreender que o sistema interno de recompensas encoraje uma mãe a amamentar. Quando uma mulher está amamentando, seu nível de endorfinas vai ao máximo em vinte minutos. O bebê também é recompensado por mamar, já que o leite humano contém endorfinas.

Este é o motivo pelo qual alguns bebés se comportam como se estivessem “altos” depois de mamar.

 (...)

A fase final (do parto) é sempre um “reflexo de ejeção”, e termos como “reflexo de ejeção do esperma”, “reflexo de ejeção do feto” e “reflexo de ejeção do leite” sugerem esta aproximação. Eu adotei o termo “reflexo de ejeção do feto” (que era usado anteriormente para se referir a mamíferos não humanos) para me referir às últimas contrações que precedem o nascimento de humanos quando o processo de parto aconteceu sem perturbações e sem ajuda. Durante um “reflexo de ejeção do feto” típico, as mulheres têm uma tendência de se manter em posição ereta, têm a necessidade de agarrar alguma coisa ou alguém, e estão cheias de energia. Algumas mulheres parecem estar eufóricas, outras parecem estar bravas, enquanto outras expressam um medo transitório. Todos estes comportamentos são compatíveis com uma liberação repentina de adrenalina. Eles estão associados a duas ou três fortes contrações.

Este reflexo é quase desconhecido em salas de parto hospitalares, e é raramente visto até mesmo em partos domiciliares se outra pessoa assumir o papel de "treinador", "guia", "ajudante", "pessoa de apoio", ou "observador."

O cérebro primitivo

Para os seres humanos, a principal glândula que trabalha durante cada tipo de conduta sexual é o cérebro. Em ciências biológicas modernas, o cérebro é visto primariamente como uma glândula que libera hormônios. Mas somente as estruturas do cérebro primitivo localizadas no e ao redor do hipotálamo – aquelas que nós dividimos até com o mais primitivo dos mamíferos – estão ativas durante a cópula, o parto e a amamentação. Os humanos têm um neocórtex — uma estrutura cerebral desenvolvida recentemente – que apóia o intelecto sobre e ao redor da estrutura do cérebro primitivo.

Quando este cérebro racional está super activo, ele tende a inibir o cérebro primitivo. Durante o trabalho de parto, há uma fase em que a parturiente se comporta como se estivesse em outro planeta. Para chegar ao “outro planeta”, ela tem que mudar seu nível de consciência reduzindo a actividade de seu neocórtex. Inversamente, durante o trabalho de parto e durante qualquer tipo de actividade sexual, qualquer estimulação do neocórtex tem um efeito inibidor: discussão lógica, se sentir observado, luzes brilhantes, etc. Poucos casais conseguem fazer amor se se sentirem observados ou se seu neocórtex for estimulado por luzes brilhantes ou por pensamentos lógicos.

É irónico que os mamíferos não humanos, cujo neocórtex não é tão desenvolvido como o nosso, têm uma estratégia para parir e num estado de privacidade. O sentimento de segurança é um pré-requisito para o estado de privacidade. Para se sentir seguro, você deve se sentir protegido. Nos lembremos de que a parteira original era geralmente a mãe da mulher que estava parindo. Outras parteiras eram substitutas para a figura materna, que é, antes e, sobretudo, uma pessoa protectora.

Olhar a sexualidade como um todo tem muitas implicações. Nas sociedades onde a sexualidade genital é altamente reprimida, as mulheres têm menos probabilidade de terem partos fáceis. Contrariamente, o controle excessivo e rotineiro do processo de parto, provavelmente influencia outros aspectos de nossa vida sexual. Nós precisaríamos de um artigo inteiro para estudar estas relações, que são encontradas em muitos textos antropológicos do início da etnologia moderna. Nós vemos as mesmas relações quando comparamos as estatísticas de parto do final do século XX em países europeus: os partos são mais fáceis na Suécia do que na Itália.

É claro que amor e sexualidade não são sinônimos. Ninguém pode definir o amor, e ninguém pode analisar diferentes formas de amor com precisão. A maior forma de amor entre os humanos pode ser o amor da Natureza, um grande respeito pela Mãe terra. A primeira hora após o parto, o primeiro contato do bebê com sua mãe pode ser um período crítico no desenvolvimento do respeito pela Natureza. Pode haver um elo entre o relacionamento com a mãe e o relacionamento com a Mãe Terra. Já houve algumas, embora raras, culturas nas quais não havia desculpas possíveis para interferir no primeiro contato entre a mãe e o bebê. Nessas culturas, a necessidade de dar à luz em um local privado era sempre respeitada. Tais culturas se desenvolveram em locais onde o ser humano tinha que viver em harmonia com o ecossistema, onde era uma vantagem desenvolver e manter o respeito pela Mãe Terra.

Uma revolução ocorrerá na nossa visão de violência quando o processo do nascimento vier a ser visto como um período crítico no desenvolvimento de nossa capacidade de amar.

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Bebés expostos a 77 vezes o limite máximo recomendado de dioxinas... nos adultos nem se fala!


A quantidade de dioxinas a que bebé amamentado é exposto é 77 vezes superior ao recomendado pela Environmental Protection Agency (EPA) americana. Nos adultos a exposição é 1200 vezes superior ao determinado como nefasto para os sistemas endócrino e imunitário.


Se mais estudos sobre este assunto não existem, podemos agradecer à industria química e à sua capacidade de pressão sobre os Governos ocidentais.

Entre os principais responsáveis pela emissão de dioxinas estão a incineração e uma variedade de processos industriais como o branqueamento de papel e a produção de pesticidas.

As dioxinas estão em todo, quer no meio ambiente quer no nosso organismo e os seus efeitos nefastos são piores do que o que se supunha até agora. As dioxinas estão dispersas pela cadeia alimentar e acumulam-se nos tecidos nos animais e humanos, especialmente na gordura.

Os produtos tóxicos da família das dioxinas foram considerados os maiores contaminantes alguma vez estudados e estão relacionadas com o cancro desde 1949. Outras doenças associadas a esta família de químicos são: doenças coronárias endometriose, menopausa precoce, redução de testosterona e hormonas, desregulação da tiróide, problemas de pele, disfunções imunitárias, problemas de dentes e unhas. Nos bebés, a exposição a dioxinas provoca alterações neurológicas, problemas de audição, alterações psicomotoras, problemas cognitivos, disfunções hormonais, alterações nos órgãos reprodutores, alterações dos comportamentos de género.

A ingestão de dioxinas inicia-se no ventre materno pois estas atravessam a placenta. Continua coma ingestão de leite materno ou leite em pó e continua pela vida fora através da alimentação.

Com um cheeseburguer e um copo de leite ingerimos 1/3 da quantidade de dioxinas consideradas, até agora, como o limite máximo que o nosso organismo pode aguentar.

A carne, o leite, o peixe e os produtos lácteos são os principais responsáveis pela ingestão de dioxinas.


Será que não podemos fazer nada? Podemos sim:

- dizer não ao papel, fraldas e outros produtos quimicamente branqueados;
- dizer não aos produtos de higiene e de limpeza que contém químicos (alguém á se deu ao trabalho e ler a composição dos mesmos?);
- dizer não a comportamentos que enchem o mundo de dioxinas como atear fogo ao lixo doméstico;
- dizer não às sardinhadas de Santo António cujas brasas são feitas com pedaços de mobiliário cheias de tintas e vernizes (parece mentira mas é isso que se vê todo o verão...);
- dizer não à comida rápida, processada e sem qualidade;
- dizer não à ingestão de carne e lacticínios em excesso (comer carne e lacticínios todos os dia é excesso);
-  dizer sim à alimentação bio para os nossos filhos;
- dizer sim à alimentação biológica (é melhor comer menos carne e com mais qualidade, ou não?);


Fonte:
http://www.ewg.org/dioxin/home

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Taxi ou restaurante? Para uma mãe com um bebé, Lisboa só é bonita vista de cima.

Esta manhã, em plena Baixa Lisboeta, fomos surpreendidos pelo calor - que as nuvens matinais não deixavam antever - e pela fome - que chegou mais cedo. Com o bebé no porta bebés, a primeira opção que me passou pela cabeça foi entrar no centro comercial mais próximo e parar num dos restaurantes para descansar e comer. Chegada à porta do dito centro comercial, reconsiderei e entrei num táxi. Enquanto a viatura arrancava ouvi, entre cigarros e gargalhadas, a conversa dos funcionários de alguns dos restaurantes do edifício:

- "o meu precisava de fechar 3 dias só para limpar toda a porcaria da cozinha"
- "o meu é um nojo, xiiiii, nem te digo"
....

Como se não tivesse ouvido o suficiente, acrescenta o motorista do táxi: "e a senhora não ouviu a parte das baratas... daquelas grandes, vermelhas... até uma lata de atum com feijão frade, comida em casa, é melhor que a comida de um restaurante desses".

Para a próxima, não me esqueço da marmita. Será que podemos contar com mais jardins, limpos, onde possamos parar, sempre que a fome e o calor nos tomarem de assalto, em plena baixa lisboeta.


"A cidade não é uma causa, é uma consequência!"

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Casa Aberta


Olá a todos, é com grande prazer que a Casa Aberta partilha convosco a notícia que foi publicada dia 5 de Julho de 2010, no Jornal de Notícias.
Aproveitamos este e-mail para agradecer a todos que nos têm ajudado a levar este projecto para a frente e relembramos que todas as ajudas são bem-vindas e que a lista de mães e crianças a precisar do nosso apoio não pára de crescer.
Muito obrigada
--
Com os melhores cumprimentos
Casa Aberta
http://casa--aberta.blogspot.com
http://twitter.com/Casa_Aberta






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SOS EPISIOTOMIA

há por aí alguém que saiba muito sobre este assunto? Estou com várias dúvidas muito urgentes:

- será que é possível fazer uma avaliação do períneo e pavimento pélvico de uma grávida de forma a perceber quais as probabilidades de estes resistirem a um parto vaginal sem episio? Ou será que esta ideia é absurda? Se isto se faz, quem o faz na AML?

- Quais as probabilidades de haver "rasgões" num parto vaginal quando houve uma episio num parto anterior? Há algum estudo que fale nisto? Alguém tem mais do que palpites sobre o assunto?

- É sempre melhor "rasgar" do que "cortar"? Quando é que sabemos se é melhor "rasgar" ou "cortar"?

- Quanto tempo antes do parto é necessário fazer os exercícios kegel e as massagens do períneo para que sejam eficazes?

- Alguma sugestão para lidar com uma episio que dói passado muitos anos de ter ido feita?

poderia fazer muito mais perguntas sobre o assunto mas são estas as que tem carácter de urgência.

Um grande obrigada antecipado a quem me puder ajudar :)



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Ouve-se por aí (Parte I)

Comecei a frequentar parques infantis que é, supostamente, um dos locais onde as crianças citadinas se divertem.

A cada nova incursão ao parque infantil fico mais e mais surpreendida com a forma como pais, avós tios e tias tratam os seus adorados meninos e meninas, pelo que, decidi começar a transcrever as frases/situações do dia.

Quem sabe se a palavra escrita tem o poder de fazer os leitores/as com filhos/as, netos/as e sobrinhos/as pensar na incongruência, violência e despropósito do que dizemos aos mais pequenos e nos efeitos que isso pode ter a longo prazo? Para nós, ouvir tamanhos disparates e observar a reacção das crianças que deles são alvo, tem sido uma terapia extraordinária.

Avó aos gritos - "Cuidado que vais cair. Olha que tu matas-te!" dois milésimos de segundo depois: "Oh meu palerma, eu não te avisei que ias cair?"

Avó para o neto que observava os outros meninos a brincar - "Vai lá brincar senão vamos embora" "Estás a ouvir? Se não vais brincar vamos embora!" (disse isto, em tom de ameaça, mais de 20 vezes em meia hora)

Avó para o neto que fazia sabe-se lá o que que ela achou não estar bem - "Se não te portas bem levas uma lambada"

Tia aos gritos enquanto dava um estalo no rosto do sobrinho - "Já te avisei que não se bate nos meninos. Vê lá que queres ir para casa!"

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As linhas de alta tensão e a saúde das crianças

Escrito por Mário Cordeiro Terça, 16 Março 2010 |

Há alguns dias, uns pais pediram-me a opinião sobre a compra de uma casa, com excelentes condições, mas que estava debaixo de uma linha de alta tensão. Estavam em dúvida – gostavam da casa mas a linha gerava inquietação. Não existem certezas, mas há que pensar um pouco no problema. Aproveito para partilhar convosco algumas destas reflexões.

Desde há muito tempo que as linhas de alta tensão são objecto de preocupação em termos do seu impacto para a saúde das pessoas que passam um razoável tempo nas suas proximidades.

Aliás, o primeiro grande debate sobre o assunto teve lugar nos EUA, precisamente num mediático processo judicial relacionando a maior incidência de leucemia em crianças com as linhas de alta voltagem ou alta tensão.

Desde então centenas de estudos têm sido feitos, mas talvez devido à dificuldade em estabelecer uma nítida e definitiva relação causa-efeito, os resultados são por vezes contraditórios. Ainda recentemente, o New England Medical Journal, uma das mais conceituadas revistas médicas do mundo, publicava um estudo em que se negavam efeitos negativos para a saúde, enquanto outra das grandes revistas médicas, o British Medical Journal, revelava um em que se afirmava o contrário.

A SAÚDE…OU A DOENÇA

Há ou não risco de se viver, ou estar muito tempo, perto dos circuitos de linhas de alta tensão? Como referi, a Ciência ainda não conseguiu dar uma resposta definitiva, o que não quer dizer que o risco não possa existir.
O maior factor de risco é representado pelos campos electromagnéticos gerados pelas linhas, os quais não podem ser blindados, ao contrário dos meramente eléctricos.

Cientistas de vários sectores têm chamado a atenção para o perigo que estes campos podem criar – sobretudo nas cidades, em que estão no subsolo -, para a «estabilidade» do ser humano – não apenas no aparecimento de cancros, abortos espontâneos (há quem fale num aumento de 5% do total de grávidas), malformações congénitas e outras doenças, mas também no sono, humor, resistência ao cansaço e noutras valências que perturbam a qualidade de vida sem serem propriamente ‘doenças’.

Numa criança, o efeito pode traduzir-se por tristeza, perturbações do sono (certos estudos referem baixa da produção de melatonina, a hormona do sono), insucesso na aprendizagem, entre outras. Alguns estudos referem uma maior taxa de depressão, outros falam de irritabilidade e agressividade. Mas sendo situações que têm a ver com factores pessoais e ambientais, tantos e tão vastos, é sempre difícil, se não mesmo impossível, relacionar directamente as duas coisas em termos de causa-efeito.

Fonte: http://www.paisefilhos.pt/index.php/opiniao/mario-cordeiro


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SISTEMA IMUNITÁRIO – ESSE GRANDE e ILUSTRE DESCONHECIDO ;-) Ou por que não devemos baixar a febre com medicamentos

Obrigada Bionascimento por este excelente documento

Cenas da vida de um pai/mãe:

“Mãe” – Sr. Doutor tenho o meu pequenino cheio de expectoração. Qual o remédio que lhe posso dar?

“Pai” – Querida, a nossa pequenina anda cheia de tosse e deve estar para aí com uns 38 de febre! Temos que ir com ela ao médico para lhe receitarem um antibiótico que de outra maneira isto não passa.

“Avó” – Filha, os meninos andam cheios de tosse. Deve ser daquelas viroses que apanham no colégio! A ver se lhes fazes um xarope daqueles com cenoura e açúcar. Depois se não passar dá-lhes “Bissolvon” que é o que eu vos dava quando tu eras pequena e a tosse não passava.

“Educadora” – Papás, o Carlinhos hoje teve 38,5º febre e démos-lhe o medicamento para baixar a febre. Sugerimos uma consulta ao médico para sabermos o que se passa de errado. Obrigada.

“Mãe” – Hoje a minha filha estava com febre. Aguentei até aos 39º porque dizem que a febre é nossa amiga mas aí já não consegui aguentar mais e tive que lhe dar algo para baixar a febre. Tenho muito medo da febre porque a minha mã disse-me que eu tive convulsões quando era pequena por causa de um ataque de febre!

Com certeza que todos os pais já passaram por pelo menos uma destas cenas.

Em três gerações (90 anos) passámos de um extremo – em que pouco ou nenhum acesso havia à medicina hospitalar, toda a gente sabia fazer “mezinhas” para curar quase tudo e havia confiança no poder de cura corpo porque “não havia outro remédio” mas também porque a doença era enfrentada com mais tranquilidade – para o extremo em que qualquer tosse ou espirro é motivo para vaticinar uma mais que certa constipação e o recurso a um medicamento de farmácia; em que temos a certeza que sem os medicamentos “não nos safamos” - .

Entregamos a responsabilidade do nosso bem-estar a psicólogos, psiquatras, ao governo, à entidade patronal e a dos nossos filhos indubitávelmende aos médicos que rigorosamente devem analisar periodicamente os nossos rebentos para verificar se tudo está bem e onde corremos, sem questionar nem tão pouco ponderar, a fazer “tudo o que o doutor mandou”.

Sendo filha de enfermeira e tendo algum à vontade com medicamentos, hospitais e afins, desde adulta que me habituei a ler as bulas antes de tomar qualquer medicamento; e sim esta era a única forma através da qual questionava o que respeitava à minha saúde pois tudo o resto eram “vacas sagradas”. E foi a ler uma bula que pela primeira vez me senti aborrecida com o facto de um médico dermatologista me ter receitado para uma espécie de acne pouco grave que tive no rosto um medicamento que comprei e mandei para o lixo ao ler a extensa e grave lista de efeitos secundários e que incluía inclusive fazer análises para ver como estavam os indicadores do fígado e não poder apanhar Sol durante 6 meses!!! Nesse momento percebi que os médicos não eram deuses, mas pessoas como nós que devíamos ter como aliados mas que, em último caso, quem era responsável pela minha saúde devia ser eu.

E assim continuei até ao momento em que fui mãe, e em que a insegurança me assolava no que respeitava à saúde da minha filha. Com o tempo e algumas leituras e conversas aprendi a observá-la e a escutá-la, passei a tentar recorrer ao máximo à medicina homeopática mas continuava sem saber o que fazia o meu, o seu, o nosso corpo todos os dias a todo o momento para nos defender dos diversos tipos de tentativas de intrusão a que estamos sujeitos 24 horas por dia.

Já depois dos 30 e depois de ser novamente mãe descobri finalmente o quão poderoso é o nosso corpo e o quanto nos devemos responsabilizar por o ajudar nesta sua tarefa diária de defesa – a 100%. Isto é tanto mais verdade quando falamos de crianças e bebés que estão literalmente a construir (ou debilitar) o seu sistema imunitário com a nossa ajuda e a das pessoas com quem decidimos (ou não) e com o nosso assumir de responsabilidade (ou não) partilhar a sua qualidade de vida ;-) . Se estamos sempre a dizer que acima de tudo o que deve sempre haver é Saúde, desafio-te a tornares-te responsável (responsabilidade = capacidade de responder), capacitad@ para responder à Saúde dos teus filhos e à tua própria saúde. Como o conhecimento (seja ele intrínseco ou adquirido) é o aliado por excelência da capacitação, escolhi partilhar alguns textos sobre como funciona o nosso sistema imunitário. ;-)

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1.

O nosso corpo está 24 horas por da a filtrar e expulsar elementos estranhhos que “teimam” em querer passar a fazer parte da nossa própria “colónia de bicharada”.

Para esta grande tarefa contamos, 24 horas por dia com :

Barreiras primárias

Físicas:

pelos das narinas e mucosas
pele
Químicas (produzidas pelo organismo)

saliva
gordura da pele (glândulas sebáceas)
cera do ouvido
muco presente nas mucosas e no trato respiratório
ph vaginal
ácido clorídrico do estômago
flora intestinal
Dinâmicas (participam na expulsão de substâncias indesejada):

movimentos peristálticos (toxinas, resíduos da digestão, excessos alimentares)
suor ( toxinas químicas e de metais pesados)
lágrimas (toxinas)
tosse (muco ou corpos estranhos)
espirros
http://www.netprof.pt/biologia_geologia/ppt/Imunidade_files/frame.htm

http://www.brasilescola.com/doencas/tosse.htm

http://pt.wikilingue.com/es/Barreiras_biol%C3%B3gicas

http://pat.feldman.com.br/?p=1403

http://www.ahealthyme.com/topic/childfever



Barreiras Secundárias

Fagocitose (glóbulos brancos devoradores de partículas estranhas)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fagocitose

Um litro de sangue humano contém cerca de seis mil milhões de fagócitos.



Barreiras Terciárias

Linfócitos - glóbulos brancos que produzem o anti-corpo (imuniglobulina) para cada tipo específico de invasor viral e/ou bacteriano (imunidade adquirida) e que eliminam células danificadas (imunidade inata).

http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/handle/mec/2974

http://www.americanacupuncture.com/immunity.htm#CIW

Leucócitos - glóbulos brancos presentes no sangue, linfa, órgãos linfóides e vários tecidos conjuntivos, com a função de combater microorganismos causadores de doenças por meio de sua captura ou da produção de anticorpos.



2.

Quando algum intruso passa as barreiras primárias, os principais actores do sistema imunitário são os glóbulos brancos.

Os glóbulos brancos são produzidos na medula óssea e preparam-se para a sua função uns nessa mesma medula e outros no Timo, originando diferentes tipos de glóbulos brancos.

O Timo é o grande professor dos glóbulos brancos formando grupos especializados para cada tipo de intrusos!

A partir daqui, toda a nossa estratégia de defesa passa pelo sistema linfático, para o qual contribuem:

O baço – o maior dos órgãos linfáticos. Controla, armazena e destrói células sanguíneas também as produzindo, sobretudo nas crianças. Produz e espalha glóbulos brancos. É um dos grandes promotores do bom funcionamento do sistema linfático.

O sistema linfático - um complexo sistema de vasos (a rede de águas) e gânglios linfáticos (as estações de tratamento da linfa) que têm a função de transportar e filtrar a linfa. A linfa é um líquido que contém glóbulos brancos e que vai drenar e limpar o líquido onde as nossas células estão mergulhadas e que as alimenta.
Existem também agrupamentos de tecido linfático que protegem certas membranas mucosas para patrulharem pontos estratégicos de entrada ou passagem como é o caso das amígdalas (que patrulham o que ingerimos e inalamos), dos adenóides (que patrulham o que inalamos e as secreções dos seios perinasais), das placas de peyer (que patrulham o que passa no intestino - sobretudo no delgado) e do famoso apêndice (que patrulha a passagem do intestino delgado para o grosso).

Acresce dizer que Timo (vem da palavra grega “thymus” que significa energia vital.



O QUE AJUDA O SISTEMA IMUNITÁRIO QUANDO HÁ INFECÇÕES VIRAIS E/OU BACTERIANAS:

Como complemento a este sistema de defesa do nosso corpo (que está em funcionamento constante), temos mais um grande aliado em processos mais complexos: A FEBRE

A Febre tem sido vista como um grande mal a combater a grande custo. Só com o verdadeiro conhecimento poderemos ultrapassar este medo que tanto mal tem trazido, sobretudo, ás nossas crianças pelo desconhecimento dos pais e ao fantástico marketing dos nossos dias!

Hipócrates disse : “Dê-me febre, e posso curar todas as doenças”

Não, não era tonto nem estava mal informado J. Este senhor sabia bem que quando a temperatura do nosso corpo aumenta (acima de 38 graus) a maior parte dos vírus e bactérias perde vitalidade sendo mais facilmente destruídos pelos glóbulos brancos.

A febre é causada por elementos pirogéneos (indutores da febre) e que podem ser internos ou externos. Os externos são por exemplo a LPS que é um componente da “pele” das bactérias. Os pirogéneos internos são fabricados pelos fagócitos.

Estes elementos são detectados pela glândula Hipófise (situada num local do cérebro denominado Hipotálamo) que despoleta a febre assim activando o nosso sistema imunitário criando no nosso corpo um meio “desagradável” para os invasores. A temperatura sobe até ao valor que o nosso corpo considera que deva subir de modo a proteger o corpo daquele invasor específico.

A febre e o mal estar que nos traz também ajudam a reduzir o nosso funcionamento corporal ao mínimo indispensável de modo a concentrar todas as forças no combate à doença!

Se estivermos saudáveis e dispostos o suficiente para deixar as coisas chegar a este ponto, os mecanismos geradores de calor poderão incluir:

Tremores (aumenta a temperatura do corpo)
A hormona TRH (estimula a tiróide, adaptando através desta o metabolismo do corpo à situação actual)
Vasoconstrição (produz arrepios que produzem calor) & supressão do suor.
Uma verdadeira sinfonia de respostas coordenadas respondem à febre

Os benefícios da febre

Mais anticorpos – a febre aumenta mais a produção dos anticorpos do que qualquer remédio químico.
Mais glóbulos brancos.
Mais “interferon” é produzido (um outro “bom moço” do sistema imunológico, que bloqueia os vírus de se espalharem pelas células saudáveis).
Aumento da temperatura corporal, o que efectivamente mata micróbios. (A maioria dos vírus e bactérias efectivamente crescem melhor abaixo da temperatura corporal, é por isso que eles gostam dos nossos narizes gelados no Inverno). Papás não são os vossos filhos que estão pedindo um antipirético para baixar a febre, são os germes!
Alguns profissionais de saúde comparam o medo dos sintomas de febre com o medo que sentimos quando vemos uma luz diferente acesa no painel do carro. A luz diz que há algo errado, mas apagá-la simplesmente não resolve o problema que a fez acender. Baixar a febre é como apagar a luz do painel sem resolver o problema que a fez subir. O correcto é resolver o problema, desta forma a luz apaga-se automaticamente. Os pais deveriam questionar-se de que modo podem analisar os sintomas dos seus filhos de forma lógica e racional como eles analisam o problema com a luz do carro: será que nós realmente queremos suprimir os sinais de alerta do nosso organismo?

No caso da febre, o sinal de alerta é muito mais uma ajuda na defesa da doença do que a fonte de doença propriamente dita.

O medo da febre é uma questão social e cultural que está muito ligada ao medo das convulsões que alguns estados febris provocam nalgumas crianças (2% a 5% das crianças entre os 6 meses e os 5 anos).

Mas afinal o que é, o que provoca e quais os perigos de uma convulsão febril?

Uma convulsão é um fenómeno que gera uma descarga eléctrica no cérebro (sincronização anormal da actividade eléctrica dos neurónios). Até hoje não há explicação médica para o que provoca as convulsões febris. Sabe-se apenas que as convulsões febris estão relacionadas com factores genéticos associados a uma imaturidade cerebral característica dos primeiros anos de vida. Uma convulsão febril está mais relacionada com uma variação brusca da temperatura corporal (mais frequentemente aumento mas também diminuição) do que com uma febre alta em si. Quando acontecem, as convulsões normalmente aparecem durante a fase inicial da subida da temperatura corporal .

http://www.arsalgarve.min-saude.pt/pais/iframe/convulsoes.htm

http://casbrito.wordpress.com/2010/04/04/a-febre-nao-e-o-bicho-de-sete-cabecas/

http://www.nacersano.org/centro/9256_10071.asp

http://maternasp.wordpress.com/2008/09/19/febre-que-bicho-e-esse/

Sim, assistir a uma convulsão é uma visão assustadora mas manter a calma e acompanhar a criança é importante. Há muita informação que pode ser consultada a este respeito para os pais que assim se sintam mais tranquilos.

Voltando ao tema da Febre:

Durante um episódio de doença/ febre é aconselhado:

consumo de alimentos de fácil digestão e muitos líquidos (água, infusões ervas - a camomila é uma boa ajuda - sumos fruta natural)
descanso (respeitar a opção da criança de descansar) ou brincadeiras suaves (se a febre for alta muito provavelmente a criança quererá mesmo dormir ou descansar)


MITOS E FACTOS SOBRE A FEBRE

Conceitos descontextualizados sobre a febre são actualmente um lugar comum. Receios sobre a perigosidade da febre normal causam hoje em dia grande stress aos pais. Deixe que os seguintes factos ajudem a colocar a febre na sua perspectiva real conhecendo os seus reais perigos e valores de alarme.

MITO: O meu filho está quente por isso deve ter febre

FACTO: As crianças podem ficar quentes por muitas razões como por grandes brincadeiras que “exigam” esforço físico, chorar, sair da cama quente ou estarem ao ar livre num dia quente. O seu corpo está a libertar calor e a temperatura da pele deve voltar ao normal nos 10 a 20 minutos seguintes. Após este tempo, cerca de 80% das crianças que permanecem quentes e têm comportamento de “doentes” (queixosas, prostradas, sensíveis, diarreia, falta apetite, etc …) estarão realmente com febre. Se quiser confirmar a febre verifique que a temperatura da criança com o termómetro estará acima de :

38º para os termómetros rectais, de ouvidos ou temporais
37.8º para os termómetros orais
37.2º para os termómetros de axila
MITO: Todas as febres são más para as crianças

FACTO: A febre activa o sistema imunitário do corpo sendo um dos seus mecanismos protectores. A febre “normal “ pode apresentar valores entre os 37.8º e os 40ºC e geralmente é boa para as crianças doentes ajudando os seus corpos a combater as infecções. Utilize os seguintes parâmetros para definir o nível de febre da sua criança:

· 37.8°C a 39°C – febre baixa: benéfico. Tente manter a febre dentro destes limites.
· 39ºC a 40ºC – febre moderada: benéfica
· Acima de 40ºC – febre alta – causa desconforto mas é inofensivo
· Acima de 40.6ºC – febre alta – alto risco de infecção bacteriana
· Acima de 42ºC – febre muito alta – a própria febre é perigosa

MITO: A febre causa danos cerebrais ou as febres acima dos 40ºC são perigosas

FACTO: Só temperaturas corporais acima dos 42° C pode causar danos cerebrais. A temperatura corporal poderá atingir este valor apenas em situações extremas.

MITO: Todos podemos ter uma convulsão febril (convulsão provocada pela febre)

FACTO: Só 4% das crianças têm convulsões febris

MITO: As convulsões febris são perigosas.

FACTO: As convulses febris assustam a quem assiste ás mesmas mas normalmente param em menos de 5 minutos. Não causam danos permanentes. As crianças que têm convulsões febris não têm riscos acrescidos de atrasos no desenvolvimento, dificuldades de aprendizagem ou de terem convulsões sem febre .

MITO: Todas as febres precisam de ser medicadas.

FACTO: As febres necessitam de ser medicadas se causarem desconforto, o que geralmente só acontece com febres acima dos 39° ou 39.5° C.

MITO: Se não for medicada, a febre sobe continuamente.

FACTO: O nosso cérebro tem um termóstato que, geralmente, não permite que a febre em situações virais vá acima dos 40ºC ou 41º em situações mais complexas

MITO: Após medicada, a febre desaparece (temperatura fica abaixo dos 37.5ºC).

FACTO: Geralmente a medicação baixa 1 a 1.5ºC os valores da febre.

MITO: Se a febre não baixar então é uma situação grave

FACTO: A febre que não reage a medicação pode ser causada por vírus ou bactérias o que não está directamente relacionado com a seriedade da infecção.

MITO: Se eu conseguir baixar a febre então a infecção via-se embora

FACTO: A febre dura normalmente 2 a 3 dias até o corpo conseguir mandar a infecção embora. Não é possível acelerar este processo. A causa deste desentendimento é que, geralmente, quando a febre desaparece a criança já está numa fase de recuperação. No entanto é errado assumir que fazer a febre “desaparecer” antes deste tempo (o que é impossível) vai fazer a infecção ir também embora mais cedo.

MITO: Se a febre é alta então o caso é sério.

FACT: Se a febre é alta o caso pode ou não ser sério. Se a criança tem um ar doente ou muito doente então é muito mais provável o caso ser sério.

MITO: O número exacto da temperatura é importante.

FACTO: É a aparência da criança (se está a brincar, bem-disposta, prostrada, chorona, comunicativa, sem reacção, … ) que é realmente importante e não o número exacto da temperatura.

MITO: Entre 37.1° e 37.8° C é um estado de febre baixa.

FACTO: Errado, estas são variações normais da temperatura corporal. Febre baixa varia entre os 37.8ºC e os 39ºC

CONCLUSÃO: Lembre-se que a febre está a combater a infecção. A febre está do lado dos bons.


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Author and Senior Reviewer: Barton D. Schmitt, M.D.

Content Set: Pediatric HouseCalls Online

Pediatric HouseCalls Online

Fonte: http://www.thechildrenshospital.org/wellness/at_home/fever/fever_myths.aspx

& http://pemp.library.musc.edu/tree_docs/pem/FEVER_IN_CHILDREN.doc

http://www.whale.to/a/west8.html

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